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Frase de Ricardo Manhães

⁠Desesperança Destemperança Desassossego Desaconchego Mas eu me sinto bem. A falta do meu pai A bolsa de Xangai O grito no sussurro Ler Dom Casmurro Eu me sinto bem. A força do vento O peso do tempo As águas de março A sobra de espaço Mas me sinto bem. O Furacão Milton A Morte do Ilton A cólera da vida A cicatriz e a ferida Me sinto bem. A falta de certeza Os ritos de beleza O triângulo da tristeza O fim da natureza Me sinto bem. Apesar dos pesares Da fúrias dos mares Da queda dos pilares Do incidente em Antares Ainda me sinto bem.

Ricardo Manhães

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Ricardo Manhães

⁠Entender a vida, por si só, é uma arte. É olhar a existência nos olhos, e deixar-se guiar pelas trilhas que o mundo provém. É saber distinguir cada passo, e compreender os desígnios do futuro para além das expectativas, mas como quem sonha e faz acontecer. É notar a si mesmo com…
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⁠Entender a vida, por si só, é uma arte. É olhar a existência nos olhos, e deixar-se guiar pelas trilhas que o mundo provém. É saber distinguir cada passo, e compreender os desígnios do futuro para além das expectativas, mas como quem sonha e faz acontecer. É notar a si mesmo como elemento fundamental da própria história, e não como um coadjuvante que tudo vê. É permitir-se ser livre, mesmo dentro das amarras que as circunstâncias podem trazer. É compreender o próprio tempo, alinhando as arestas que delimitam a imposição do outro no nosso querer. Entender a vida é uma arte. Ser autor dela também.

⁠Ofício O artesão observa em reflexão O projeto em suas mãos
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⁠Ofício O artesão observa em reflexão O projeto em suas mãos A projeção do que pode ser A obra que modela Como uma criança que forja Seus sonhos em caravelas Guiadas no mar da esperança. Não há desespero que tome O coração do artesão Quando em seus devaneios Se inebria no baile das ilusões Como aquela mesma criança Que nunca sonhou em vão.

⁠Sinto saudade da pureza do ar, Da pureza pela pureza. Sem cliques.
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⁠Sinto saudade da pureza do ar, Da pureza pela pureza. Sem cliques. Do canto despretensioso dos pássaros. Do toado das crianças que brincam Sem pretensão de culpa, Com presunção de inocência. Do verde dos bosques rutilantes. Do azul do céu só pelo azul E nada mais. Sinto saudade de quem eu era Antes de escalar o monte dos pensamentos E ser condicionado a ser o que sou. Sinto saudade de mim.