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Frases de Rhaera

13 frases

⁠Brilhantes o azul de seus olhos Me mostram o receio, desejo, o querer Suave é o ruivo de seus cabelos
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⁠Brilhantes o azul de seus olhos Me mostram o receio, desejo, o querer Suave é o ruivo de seus cabelos Me trazem leveza, liberdade o poder Vermelho como maçãs são seus lábios Me fazem ousar, pecar, o ter Branca é sua pele Me deixe dedilhar, tocar, o palpar Sem ver cintila a sua alma Me faz sorrir, cantar, o amar

Fom⁠e. Quando se é ignorado e destratado por tanto tempo, você se torna carente de qualquer atenção. Desde o toque de uma gota de chuva até o roçar de lábios no seu pescoço, qualquer singelo atrito de carinho e apreço se torna um pote de ouro que você, iludido, crê ser eterno e…
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Fom⁠e. Quando se é ignorado e destratado por tanto tempo, você se torna carente de qualquer atenção. Desde o toque de uma gota de chuva até o roçar de lábios no seu pescoço, qualquer singelo atrito de carinho e apreço se torna um pote de ouro que você, iludido, crê ser eterno e especial. Um dia ele acaba sem mais nem menos… e todo aquele amor que você tirou para si desde o primeiro gole ao lamber de migalhas se torna tudo o que precisa, feito vício. E lá vamos nós atrás, famintos, de outro pote, este que não tem nada para oferecer além de sal e pimenta. As delicadas carícias viram ardentes arranhões e tapas, que mesmo machucando possuem o mesmo impacto que os suaves toques. Ao sugarmos até o último fiapo, não nos sobra nada. E aí encontramos rasas doses, menores e quase sem gosto algum, como aveia e mingau. Mordidas picantes, palavras douradas, o doce de um cheiro, um simples trocar de horizontes. E no dia seguinte, nada sobra, mesmo tendo tantos copos ao meu redor. No entanto… ainda resta o vazio nebuloso em meu estômago.

⁠Me viro de um lado para o outro Cabeça pesando olhos esvaindo mente afundando pensamento intrusivo Giro para a esquerda
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⁠Me viro de um lado para o outro Cabeça pesando olhos esvaindo mente afundando pensamento intrusivo Giro para a esquerda Minha consciência vai e vem como vozes trazidas do além procuro algum sentido talvez desejo olhos no teto, coração na mão, despejo Giro para a direita tiro um pé e para fora uma mão rosto no travesseiro "onde está minha razão?" cheiro o ar e toco a brisa uma gota de lagrima desliza Arranco o lençol não sei mais dormir não há para onde ir puxo uma gaveta e dela uma lâmina sem muita força tocar nela o pulso arranha Pego o frasco sobre a cabeceira. sem água as pílulas na minha garganta derrama uma dor contida gela meu peito em chamas sei que assim para sempre partirei mas a algum lugar pertencerei Saio da cama.

⁠ Água estilhaçando as vidraçarias, invadiram o quarto com extrema violência, inundando nossos corpos, na missão de afogar-nos. Neste momento, notei que não importa quanto dinheiro tenhamos nos bolsos, eles não se tornarão botes. E não importa a falta deles, não nos deixam mais l…
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⁠ Água estilhaçando as vidraçarias, invadiram o quarto com extrema violência, inundando nossos corpos, na missão de afogar-nos. Neste momento, notei que não importa quanto dinheiro tenhamos nos bolsos, eles não se tornarão botes. E não importa a falta deles, não nos deixam mais leve.

⁠Meus dedos estão sujos. As juntas grudam meladas de glacê e chantilly, embaixo das unhas massa de morango. Mãe sempre reclamava o quanto meu desespero para preencher meu estômago de doces era deselegante.
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⁠Meus dedos estão sujos. As juntas grudam meladas de glacê e chantilly, embaixo das unhas massa de morango. Mãe sempre reclamava o quanto meu desespero para preencher meu estômago de doces era deselegante. E mesmo dentro de um caixão sua voz ainda me perseguia. Comi metade de um bolo, todavia o sabor salgado impregna meu paladar. Provável seja culpa de minhas lágrimas. Sendo assim culpo o álcool que ingeri mais cedo. Ou de minha covardia para com o mundo. Talvez eu quisesse me sentir melhor. Talvez eu deseje que alguém se importe. Talvez eu precise de mais amor. E nada disso encontrei no bolo. Talvez por isso que meu estômago permanece vazio.

⁠A fumaça doce escapa de meus lábios pecadores. Brinco com as pontas dos dedos sobre as estrelas entalhadas no meu pijama de tecido fosforescente — minúsculas constelações que respiram no escuro. O celular jaz inerte diante de mim. Nem sequer desejo notificações; não responderia,…
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⁠A fumaça doce escapa de meus lábios pecadores. Brinco com as pontas dos dedos sobre as estrelas entalhadas no meu pijama de tecido fosforescente — minúsculas constelações que respiram no escuro. O celular jaz inerte diante de mim. Nem sequer desejo notificações; não responderia, não conversaria, ainda que a parte mais viva de mim anseie por ouvir um riso humano. Suspiro, afetada pelo romance do livro aberto no meu colo. Desejo mais que tudo: tocar um corpo, amar e ser amada na mesma frequência. Mesmo sem decifrar o código, mesmo sem conhecer o sabor, devoraria o fruto proibido do qual todos falam. Conheço o amor, só não sei amar. Não sou sozinha, ainda que o eco da solidão sussurre no meu ouvido. "Sua mente projetou a realidade em que você se encontra agora. O universo é escuridão e luz, e você, a projetista que brinca com as cores na névoa." Então desfaço minha mente, fio a fio. Como quem se envolve num cobertor felpudo, sob um teto que deveria proteger. Um frio ancestral raíza meus ossos. Cinco pessoas dormem nestas paredes, e eu? Sinto apenas a presença silenciosa e gentil da solidão. Talvez eu nunca tenha me conhecido de verdade. Ou talvez conheça apenas sombras. Uma coisa é certa: não domino as luzes nem as sombras do universo. Estou só. Estou gelada. Mesmo dentro de um forno onde ardem cinco vidas alheias.

Gatsby se virou para mim num movimento rígido: — Eu não posso dizer nada nessa casa, meu caro. — Ela tem uma voz indiscreta — observei. — Cheia de… — Hesitei.
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Gatsby se virou para mim num movimento rígido: — Eu não posso dizer nada nessa casa, meu caro. — Ela tem uma voz indiscreta — observei. — Cheia de… — Hesitei. — A voz dela é cheia de dinheiro — disse ele, de repente. Era isso. Eu nunca tinha entendido antes. Era cheia de dinheiro, tal era o charme inesgotável daquelas oscilações, era isso que tilintava naquela voz, era essa a canção tocada pelos címbalos daquele timbre… No alto de um palácio branco, a filha do rei, a garota de ouro…