Pular para o conteúdo

Frase de Rhaera

⁠Meus dedos estão sujos. As juntas grudam meladas de glacê e chantilly, embaixo das unhas massa de morango. Mãe sempre reclamava o quanto meu desespero para preencher meu estômago de doces era deselegante. E mesmo dentro de um caixão sua voz ainda me perseguia. Comi metade de um bolo, todavia o sabor salgado impregna meu paladar. Provável seja culpa de minhas lágrimas. Sendo assim culpo o álcool que ingeri mais cedo. Ou de minha covardia para com o mundo. Talvez eu quisesse me sentir melhor. Talvez eu deseje que alguém se importe. Talvez eu precise de mais amor. E nada disso encontrei no bolo. Talvez por isso que meu estômago permanece vazio.

Rhaera

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Rhaera

⁠ Água estilhaçando as vidraçarias, invadiram o quarto com extrema violência, inundando nossos corpos, na missão de afogar-nos. Neste momento, notei que não importa quanto dinheiro tenhamos nos bolsos, eles não se tornarão botes. E não importa a falta deles, não nos deixam mais l…
Continuar lendo

⁠ Água estilhaçando as vidraçarias, invadiram o quarto com extrema violência, inundando nossos corpos, na missão de afogar-nos. Neste momento, notei que não importa quanto dinheiro tenhamos nos bolsos, eles não se tornarão botes. E não importa a falta deles, não nos deixam mais leve.

⁠Me viro de um lado para o outro Cabeça pesando olhos esvaindo mente afundando pensamento intrusivo Giro para a esquerda
Continuar lendo

⁠Me viro de um lado para o outro Cabeça pesando olhos esvaindo mente afundando pensamento intrusivo Giro para a esquerda Minha consciência vai e vem como vozes trazidas do além procuro algum sentido talvez desejo olhos no teto, coração na mão, despejo Giro para a direita tiro um pé e para fora uma mão rosto no travesseiro "onde está minha razão?" cheiro o ar e toco a brisa uma gota de lagrima desliza Arranco o lençol não sei mais dormir não há para onde ir puxo uma gaveta e dela uma lâmina sem muita força tocar nela o pulso arranha Pego o frasco sobre a cabeceira. sem água as pílulas na minha garganta derrama uma dor contida gela meu peito em chamas sei que assim para sempre partirei mas a algum lugar pertencerei Saio da cama.