Pular para o conteúdo

Frase de Rhaera

Fom⁠e. Quando se é ignorado e destratado por tanto tempo, você se torna carente de qualquer atenção. Desde o toque de uma gota de chuva até o roçar de lábios no seu pescoço, qualquer singelo atrito de carinho e apreço se torna um pote de ouro que você, iludido, crê ser eterno e especial. Um dia ele acaba sem mais nem menos… e todo aquele amor que você tirou para si desde o primeiro gole ao lamber de migalhas se torna tudo o que precisa, feito vício. E lá vamos nós atrás, famintos, de outro pote, este que não tem nada para oferecer além de sal e pimenta. As delicadas carícias viram ardentes arranhões e tapas, que mesmo machucando possuem o mesmo impacto que os suaves toques. Ao sugarmos até o último fiapo, não nos sobra nada. E aí encontramos rasas doses, menores e quase sem gosto algum, como aveia e mingau. Mordidas picantes, palavras douradas, o doce de um cheiro, um simples trocar de horizontes. E no dia seguinte, nada sobra, mesmo tendo tantos copos ao meu redor. No entanto… ainda resta o vazio nebuloso em meu estômago.

Rhaera

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Rhaera

⁠ Água estilhaçando as vidraçarias, invadiram o quarto com extrema violência, inundando nossos corpos, na missão de afogar-nos. Neste momento, notei que não importa quanto dinheiro tenhamos nos bolsos, eles não se tornarão botes. E não importa a falta deles, não nos deixam mais l…
Continuar lendo

⁠ Água estilhaçando as vidraçarias, invadiram o quarto com extrema violência, inundando nossos corpos, na missão de afogar-nos. Neste momento, notei que não importa quanto dinheiro tenhamos nos bolsos, eles não se tornarão botes. E não importa a falta deles, não nos deixam mais leve.

⁠Me viro de um lado para o outro Cabeça pesando olhos esvaindo mente afundando pensamento intrusivo Giro para a esquerda
Continuar lendo

⁠Me viro de um lado para o outro Cabeça pesando olhos esvaindo mente afundando pensamento intrusivo Giro para a esquerda Minha consciência vai e vem como vozes trazidas do além procuro algum sentido talvez desejo olhos no teto, coração na mão, despejo Giro para a direita tiro um pé e para fora uma mão rosto no travesseiro "onde está minha razão?" cheiro o ar e toco a brisa uma gota de lagrima desliza Arranco o lençol não sei mais dormir não há para onde ir puxo uma gaveta e dela uma lâmina sem muita força tocar nela o pulso arranha Pego o frasco sobre a cabeceira. sem água as pílulas na minha garganta derrama uma dor contida gela meu peito em chamas sei que assim para sempre partirei mas a algum lugar pertencerei Saio da cama.