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Frase de Rhaera

⁠A fumaça doce escapa de meus lábios pecadores. Brinco com as pontas dos dedos sobre as estrelas entalhadas no meu pijama de tecido fosforescente — minúsculas constelações que respiram no escuro. O celular jaz inerte diante de mim. Nem sequer desejo notificações; não responderia, não conversaria, ainda que a parte mais viva de mim anseie por ouvir um riso humano. Suspiro, afetada pelo romance do livro aberto no meu colo. Desejo mais que tudo: tocar um corpo, amar e ser amada na mesma frequência. Mesmo sem decifrar o código, mesmo sem conhecer o sabor, devoraria o fruto proibido do qual todos falam. Conheço o amor, só não sei amar. Não sou sozinha, ainda que o eco da solidão sussurre no meu ouvido. "Sua mente projetou a realidade em que você se encontra agora. O universo é escuridão e luz, e você, a projetista que brinca com as cores na névoa." Então desfaço minha mente, fio a fio. Como quem se envolve num cobertor felpudo, sob um teto que deveria proteger. Um frio ancestral raíza meus ossos. Cinco pessoas dormem nestas paredes, e eu? Sinto apenas a presença silenciosa e gentil da solidão. Talvez eu nunca tenha me conhecido de verdade. Ou talvez conheça apenas sombras. Uma coisa é certa: não domino as luzes nem as sombras do universo. Estou só. Estou gelada. Mesmo dentro de um forno onde ardem cinco vidas alheias.

Rhaera

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠ Água estilhaçando as vidraçarias, invadiram o quarto com extrema violência, inundando nossos corpos, na missão de afogar-nos. Neste momento, notei que não importa quanto dinheiro tenhamos nos bolsos, eles não se tornarão botes. E não importa a falta deles, não nos deixam mais l…
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⁠ Água estilhaçando as vidraçarias, invadiram o quarto com extrema violência, inundando nossos corpos, na missão de afogar-nos. Neste momento, notei que não importa quanto dinheiro tenhamos nos bolsos, eles não se tornarão botes. E não importa a falta deles, não nos deixam mais leve.

⁠Me viro de um lado para o outro Cabeça pesando olhos esvaindo mente afundando pensamento intrusivo Giro para a esquerda
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⁠Me viro de um lado para o outro Cabeça pesando olhos esvaindo mente afundando pensamento intrusivo Giro para a esquerda Minha consciência vai e vem como vozes trazidas do além procuro algum sentido talvez desejo olhos no teto, coração na mão, despejo Giro para a direita tiro um pé e para fora uma mão rosto no travesseiro "onde está minha razão?" cheiro o ar e toco a brisa uma gota de lagrima desliza Arranco o lençol não sei mais dormir não há para onde ir puxo uma gaveta e dela uma lâmina sem muita força tocar nela o pulso arranha Pego o frasco sobre a cabeceira. sem água as pílulas na minha garganta derrama uma dor contida gela meu peito em chamas sei que assim para sempre partirei mas a algum lugar pertencerei Saio da cama.