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Frases de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

666 frases

SONETO DAS ROSAS Rosas, poemas da natureza, poetadas Por mãos, que também oferecem rosas
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SONETO DAS ROSAS Rosas, poemas da natureza, poetadas Por mãos, que também oferecem rosas Cativantes, ao amor tornam suspirosas E ao desafeto são tristes e desfolhadas Já as vermelhas para paixão, afanadas Ornando o olhar, se dando primorosas Cheias de significado, e tão formosas Também, bem às emoções esfalfadas És cheiro nas lembranças silenciosas Lágrima infeliz nas perdas passadas Sois trovas alfombradas às amorosas Ah! Belas damas várias e tão encantadas As primeiras, as derradeiras, carinhosas Só tu rosas, para coroar nossas estradas Luciano Spagnol Junho de 2016 Cerrado goiano

SAUDADE TRISTE A saudade que no adeus existe Só traz solidão tão descontente
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SAUDADE TRISTE A saudade que no adeus existe Só traz solidão tão descontente E que o tempo seja brevemente E que faça doce tal fado triste É sabido que nela a dor existe Num aperto que a falta consente Tal abafar-se num tinido fulgente Dum fulgor vagido que persiste Mas, se deixar de ser descrente De um fervor aos Céus, ouviste Não te irrite a demora aparente Ah! Clame com amor no que resiste Que bem cedo terás uma vertente E a saudade será a paz que pediste Luciano Spagnol 19 de junho, 2016 Cerrado goiano

SONETO AFETIVO O meu amor é para que seja amado Gentil, e na composição seja ditoso
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SONETO AFETIVO O meu amor é para que seja amado Gentil, e na composição seja ditoso Tanto quanto na vida tão precioso E nos sentimentos oferta e agrado A nós mortais nunca seja enganoso Torne ao olhar um prazer dourado O abraço no abraço bem enlaçado E aos carinhos suave verso mimoso Vinde amor, sempre, fruto consagrado Que seja na alma zéfiro bem gostoso Airando os lábios com uivo adornado Ah, amor meu, ser amado é saudoso Se se os delírios ao outro é alcançado E derramado da emoção licor vigoroso Luciano Spagnol Junho de 2016 Cerrado goiano

Saudação ao cerrado goiano Caro cerrado goiano te saúdo
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Saudação ao cerrado goiano Caro cerrado goiano te saúdo e sem ter engano mesmo eu este carrancudo és soberano. Aqui, pude te apreciar aprender a lhe ver diria até amar mesmo daqui eu não ser me sinto parte do seu despertar belo, e também do entardecer. Ali, cá, acolá chão cascalhado de frutos que são maná arbusto desencontrado flores, como não elogiar tão mágico cerrado. Então, minha gratidão por tudo, pouco é o enaltecer e o sentir que se leva no coração e se saudade haver volto, pra mais uma saudação. Luciano Spagnol Junho, 2016 Cerrado goiano

Soneto do cerrado no inverno Chegaste, inverno no cerrado árido Manhãs mais frias, ventos cortantes
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Soneto do cerrado no inverno Chegaste, inverno no cerrado árido Manhãs mais frias, ventos cortantes As seriemas e seus cantos fascinantes Noticiam o entardecer não mais cálido Os pássaros engurujados e suplicantes Pousam nos galhos tortos e desfolhado O rubro céu pelo acinzentado é trocado Do inverno no cerrado e seus instantes A melancolia toma conta do dia gelado Noites mais longas e mais pensantes Oferece pinga pra aquecer o agrado No fogão de lenha prosas fumegantes Aquenta a alma e ao inverno versado Propício aos sentimentos mais amantes Luciano Spagnol 14 de junho, 2016 Cerrado goiano

PLURAL Quando o tempo nos é percebido Distantes estão os anos ditosos
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PLURAL Quando o tempo nos é percebido Distantes estão os anos ditosos Conosco à frente dias penosos E vai ficando o devaneio diluído As horas sem segundos, gulosos são os desejos, tudo é divertido Eis que num as, se é envelhecido E os enganos tornam-se facciosos Então, tudo nos passa a ter sentido Até mesmo os lamentos, saudosos O que era ufano, vira comprometido E vemos que nos plurais saborosos Tem também o curso transcorrido Num rugido de passos vertiginosos (E lá trás o tempo de rapaz esquecido) Luciano Spagnol 2016, junho Cerrado goiano

Dor secreta (soneto) Se a saudade que escuma, alternasse com o pesar que perfura, e caísse fora
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Dor secreta (soneto) Se a saudade que escuma, alternasse com o pesar que perfura, e caísse fora e nalma tirasse o dragão que devora as lembranças seriam uma catarse O coração é um ser que também chora que põe o suspiro a escorrer pela face prensa o sufoco no peito num repasse e quando encontra a solidão, tudo piora Há, ilusão, uma piedade que causasse uma esperança que pudesse ter agora um alento que no ombro cochichasse Se se eu pudesse ter uma outra outrora mesmo na dor que chora, e estampasse um parecer venturoso, eu iria embora... Luciano Spagnol 12/06/2016, 16'10" Cerrado goiano

Soneto da Ave Maria Na fenda de ter crença eu já sabia O pouco de amor se tinha nobreza
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Soneto da Ave Maria Na fenda de ter crença eu já sabia O pouco de amor se tinha nobreza Na alma o homem trazia pobreza E no olhar a mão que oferta, vazia Nos caminhos, trilhados, uma certeza O embate de quem clama na Ave Maria Que na vida a nós é a Mãe da soberania Via esperança, chama da ternura acesa E neste sustento de fé, a paz em poesia E no peito o afeto se dando em surpresa Sentir a prenda de se ter uma real alegria Após rezar, contemplar toda está beleza À luz de Jesus desce da cruz, em romaria E beija nossa face com humilde riqueza Luciano Spagnol 13/06/2016 Dia de Santo Antônio

Ilusão (soneto) No beiral do cerrado a vida que passa tal passada larga e velocidade feroz
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Ilusão (soneto) No beiral do cerrado a vida que passa tal passada larga e velocidade feroz num galope de ilusão faz-se algoz da mocidade se tonando fácil caça O tempo traga um vinho sem graça da ilusão ser iludida pela face tardoz de que é possível ter mundo de "oz" no tardar veloz do fado que nos abraça E assim, nesta altiva e devaneadora voz tenta comandar com cortina de fumaça a ilusão sonhando em não chegar a foz Doce ledo engano desta ilusão trapaça servindo a esperança do que já é após de amarga fantasia em cuia de cabaça Luciano Spagnol 11 de junho de 2016 06'30" Cerrado goiano

Tenha felicidade na medida para ser livre... Dificuldade para criar afiados ensinamentos... Tristeza para vazar o amargo do interior...
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Tenha felicidade na medida para ser livre... Dificuldade para criar afiados ensinamentos... Tristeza para vazar o amargo do interior... Esperança suficiente para lhe dar momentos... E percepção para ver que, o que vale, é ter excesso de amor. Luciano Spagnol Cerrado goiano *parodiando Clarisse Lispector

Fim do outono Perdoa-me quimera ressequida Aos amuos dos ventos, plainar
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Fim do outono Perdoa-me quimera ressequida Aos amuos dos ventos, plainar De ti me perdi nesta sovina vida Nas trilhas áridas do caminhar E no choro pela ilusão esquecida O coração arde no pouco amar Tal qual folha seca desprendida Pelo ar... Num voante abandono Como uma saudade desmedida Vagindo no beiral do fim do outono Que desnudo vai-se em despedida. Luciano Spagnol Cerrado goiano