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Frases de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

666 frases

Viva a vida, não se sinta largado O amor no coração é muito mais Tire a tristura, não olhe para trás
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Viva a vida, não se sinta largado O amor no coração é muito mais Tire a tristura, não olhe para trás O caminho por Deus é marcado Luciano Spagnol Cerrado goiano

SONETO PRUM ADEUS Tendo a cova por último ornamento Na incógnita lápide minha pequenez
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SONETO PRUM ADEUS Tendo a cova por último ornamento Na incógnita lápide minha pequenez Lembrança na lembrança, um talvez Sob a terra o mais vil esquecimento No redobrar dos sinos, a total nudez Dum defunto sem data de nascimento Um ninguém, de solidão e sofrimento Dos que à vida, na vida foi escassez Deixei atos em versos de sentimento Podem até ser os tais sem a polidez Mas, foram vozes, e não só momento No adeus, o adeus com total lucidez Pois se meu fado foi sem argumento Então, pós morte, perde-se a validez... Luciano Spagnol Cerrado goiano

LÁGRIMA (soneto) Quando meus olhos leram o cerrado Umedeceram de lágrima ressequida
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LÁGRIMA (soneto) Quando meus olhos leram o cerrado Umedeceram de lágrima ressequida Que pagou os meus pecados da vida E o que devo, ainda num tempo calado Por outro lado, brada a poesia, e lida Se não é como gastaria, é um estado Faço todos os dias, pois me é sagrado Nela, as lágrimas, escrevo a dor doida Também rimam a felicidade, o meu fado No poema misturado, n'alma repartida Porém, cada lágrima, um sonho sonhado De lágrima em lágrima, a poesia cumprida A existência traduzida, o verbo anunciado E segue, poeto, até a hora da despedida... Luciano Spagnol Outubro, 2016 Cerrado goiano

SONETO DA FAMÍLIA Família é assim, muda só o endereço Se complicada, simples é a tradição
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SONETO DA FAMÍLIA Família é assim, muda só o endereço Se complicada, simples é a tradição No sangue é o amor, o amor é união Mas o que mesmo conta é o apreço No fado a certeza a favor do coração Nos traços, esboço do fim e começo Nos problemas, garantia no tropeço Nas brigas, e arrelias é irmã confusão Família em família tem direito e avesso A emergência numa quase legislação É nome, é sobrenome e de vital preço Tem pai, mãe, avós, tio, primo e irmão Tem sim, tem não, tudo nosso adereço Distante ou próximo é sempre ocasião Luciano Spagnol Outubro, 2016 Cerrado goiano

SONETO PRA MIM MESMO Viva a vida, não se sinta largado O amor no coração é muito mais
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SONETO PRA MIM MESMO Viva a vida, não se sinta largado O amor no coração é muito mais Tire a tristura, não olhe para trás O caminho por Deus é marcado A vida é de momentos, de sinais Se passou, deixe lá no passado O que derramou esta derramado E a felicidade nos trazem os ais Se é o sábio popular, é sagrado Saudades são os nossos cais De chegadas e partidas, legado Então, as quimeras são cruciais Encare a realidade, diga obrigado! Pois o passo dado, não volta atrás! Luciano Spagnol Outubro, 2016 Cerrado goiano

SONETO DOS AUSENTES O alvo do meu amor, vai além Duma saudade na vida vivida
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SONETO DOS AUSENTES O alvo do meu amor, vai além Duma saudade na vida vivida Da ação da chegada ou partida Sou aquele que do amor advém Sinto no coração e é sem medida Até porque, ele que me mantém No fado, sonhos que nele contém Pois, são curas pra qualquer ferida Se há tristura, há alegria também Junto e misturado, n'alma perdida Por isso, dele eu sou sempre refém Vários são os ausentes, e na dor parida Outros, lembranças, que o afeto detém Porém, todos histórias de vida repartida... Luciano Spagnol Outubro, 2016 Cerrado goiano

O TEMPO (soneto) O tempo no tempo há tempo Há tempo para cada boletim
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O TEMPO (soneto) O tempo no tempo há tempo Há tempo para cada boletim O tempo pra você e pra mim Tempo de calma e o de vento Não só se tem o tempo ruim Tem tempo também de alento Tempo de paz, ora sofrimento Mas, sempre tempo no seu sim Se no muito o tempo é momento O tempo moderado é um festim Já o pouco tempo vira lamento Tristeza, alegria o tempo é assim Chegar, partir, o tempo é sedento Pois, sem o tempo, é tempo do fim... Luciano Spagnol Outubro, 2016 Cerrado goiano

SONETO SEM JUÍZO Meu coração é sem juízo Vive num mundo de louco
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SONETO SEM JUÍZO Meu coração é sem juízo Vive num mundo de louco Que corrói pouco a pouco E é sempre no improviso Sensações num rebolco No foco, só tem prejuízo É vago no que é preciso Um casmurro... Mouco! Ah! Que bom que seria Tê-lo na proeza a fora E no amor ser ousadia Entretanto, e agora? Está cheio de mania... E saudades de outrora! Luciano Spagnol 16, outubro, 2016 Cerrado goiano Horário de verão

SONETO PRA ALGUM LUGAR Vamos pra algum lugar que faça sentido Daqui eu já não escuto as ondas do mar
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SONETO PRA ALGUM LUGAR Vamos pra algum lugar que faça sentido Daqui eu já não escuto as ondas do mar Aqui se esqueci como é o afeto de se dar Vamos pra onde o poetar não fica perdido Quero um sentido que nos dê um olhar Pra que o sentimento fique embevecido E não deixar o viver no viver tão partido E tão pouco o querer sem querer tentar Se não alcançar o fio do lugar, duvido Que minha alma na glória irá lamentar Pois, este é o sigilo do desconhecido Assim, vem comigo e juntos caminhar Lá fora o tempo nunca é despercebido E dentro do peito, doce lugar pra amar! Luciano Spagnol Outubro de 2016 Cerrado goiano

ESTOU SAUDOSO Estou saudoso De tanta saudade ou de tanto chorar
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ESTOU SAUDOSO Estou saudoso De tanta saudade ou de tanto chorar Só sei que o tempo e vagaroso... Ou veloz no seu caminhar? Sei que estou saudoso E minha saudade não para de soluçar Um suspiro doloroso Que só faz saudosar! Que saudade fiz eu da vida? Sei lá! Tudo é chegada e partida Por que então: - o será? Se estou cutucando a ferida Assim, a saudade trará E a angústia é parida É eu a desejar. Quiçá! Mas, se assim é a saída Deixo estar a saudosar Sim, saudade n'alma caída Saudade de não estar Depois ter recaída E novamente "performar" Sim, vontade vencida E a saudade a saudosar... Luciano Spagnol 16, outubro, 2016 Cerrado goiano Horário de verão

SONETO NUM MANTRA Vai, poema meu, declame emoção diz a vida, que o bom é ter sinfonia
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SONETO NUM MANTRA Vai, poema meu, declame emoção diz a vida, que o bom é ter sinfonia se a rima em prece ou em melodia no sentimento amor, luz e canção Se de saudade, pouca sê a nostalgia se com tristeza, que venha agitação se silêncio, que seja para inspiração só não deixe a sorte sem ter alegria Pois sem estas razões, é desilusão e desiludido o meu verso morreria e a minha alma perderia o coração Então, em cada estrofe, ore fantasia enchendo os versos com doce ilusão assim, num mantra de paz e de poesia Luciano Spagnol Outubro de 2016 Cerrado goiano

SONETO DO DESENCANTO O soneto hoje é duma realidade É lembrança de uma dor dorida
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SONETO DO DESENCANTO O soneto hoje é duma realidade É lembrança de uma dor dorida De um tempo outrora, é ferida Que chora verso de infelicidade E nesta solidão d'alma dividida A esperança torna-se fatuidade O desalento na vida banalidade O amor, ah o amor! ...Fratricida! No poetar acre com sonoridade O cântico é sofrença tão sofrida Que rasga em pranto, que brade É uma desilusão tão desmedida Que alarida em uivos a saudade No reverso do verso, escondida! Luciano Spagnol Outubro de 2016 Cerrado goiano

SONETO DORIDO O poetar suspira com tons de tristeza Num soneto dorido de eco e de soluço
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SONETO DORIDO O poetar suspira com tons de tristeza Num soneto dorido de eco e de soluço Amarelecido num sentimento feduço Onde a poesia seria de alvura e beleza As rimas lacrimejam num cambaluço D'alma, que sentida, cheia de afoiteza Irradia negritude duma pura chateza Onde a simetria vira angústia e rebuço Numa emaranhada toada de crueza Embuça os versos em um manhuço Tão perversos e cheios duma vileza Assim, a inspiração veste o garruço Da "sofrência", com sua total frieza Chafurdado os versos num chapuço Luciano Spagnol Cerrado goiano

DESPREZO (soneto) Quão dor eu sinto, pelo desprezo onde espera palavras num abraço
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DESPREZO (soneto) Quão dor eu sinto, pelo desprezo onde espera palavras num abraço olhar no olhar enleado por um laço e por vezes se tem o pesar aceso Procuro então respirar, assim faço nesta incisão, sair dali sendo ileso do que cortês nele eu me ver adeso ferindo o ser dum conforto escasso Se leve ou reles, nos faz indefeso é crueldade que só traz embaraço Será que sabes deste agravo teso? É complicado todo este compasso do afeto em luta e ao bem coeso quando o amor no amor é fracasso Luciano Spagnol Cerrado goiano

SONETO DE MIM Na quietude e silêncio do cerrado dos pensamentos eu me desligo
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SONETO DE MIM Na quietude e silêncio do cerrado dos pensamentos eu me desligo e o sentimento se põe aí calado esta é a emoção onde me abrigo Num vazio do tempo desfolhado da saudade, sair eu não consigo sou o ressecado chão empoeirado e d' alma em evasão sou mendigo E é neste legado de um passado que saudosar tornou-se castigo e o castigo sacrossanto enfado Assim, tudo o que trago comigo é amor, apenas sou... um fado! Que tentou ser primavero e amigo... Luciano Spagnol Cerrado goiano

VENDAVAL (soneto) Entre a saudade, a aridez do cerrado ressecando as lembranças tão sós
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VENDAVAL (soneto) Entre a saudade, a aridez do cerrado ressecando as lembranças tão sós adormecendo luas e sóis para nós em suspiro e soluço ali amargado Eis que um vendaval de tão feroz arrombou-nos os sonhos sonhado deixando o intervalo assim atado num amarrilho lamento, num retrós Aí, neste embaraçado, eu atordoado Oh! Amor, nem sei se estou acordado ou tão pouco adormecido na ilusão Só sei que pouco a pouco aqui calado na solidão, o coração tão esperançado em vigília, que aporte de novo na paixão... Luciano Spagnol Cerrado goiano