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Frases de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL

666 frases

VECCHIO POEMA Amor medido, eternamente Se dentro vive, comedido
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VECCHIO POEMA Amor medido, eternamente Se dentro vive, comedido Explode um dia certamente Não mais sós, mas repartido Nos tantos presságios, a mente No constantemente é ungido Sente-se frágil, estranhamente No ato de se querer admitido Sem eira nem beira, facilmente O vecchio amor, de novo indo De novo vindo, rapidamente Como se não fosse ferindo Ah! Se abarcasse unicamente Um amar, com ele teria partido Num vecchio poema, sutilmente Assim escrito, e o teria vivido! Luciano Spagnol Cerrado goiano

LUGAR (soneto) Se aqui vim, o lugar cativo é além pois aqui, acolá, tudo é transitório
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LUGAR (soneto) Se aqui vim, o lugar cativo é além pois aqui, acolá, tudo é transitório no definitivo tem-se o provisório somos todos, e todos ninguém E nesta morada frugal, o porém não é fazer e ou ter, em inglório mas ser mais que o satisfatório sorte, fado, sem tornar-se refém Tudo tem tempo marcado, notório se revela para alma o mal e o bem livres na escolha, dor é purgatório Entretanto a ignorância nos retém no breu das chances do absolutório pra se ter um lugar, do amor advém! Luciano Spagnol Cerrado goiano

SONETO PRA OUTUBRO Outubro, o mês da vida renovada da casta, pura e bela primavera
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SONETO PRA OUTUBRO Outubro, o mês da vida renovada da casta, pura e bela primavera tempo que fala poesia, nova era com a vitalidade toda iluminada É o mês dos corações na esfera da nova celebração, nova estrada do vento aflando cálida madrugada de mãos dadas com terna quimera Outubro das flores, natureza florada em que o dia e a louvação se esmera festejando a vida com hora marcada E na dança da superfície da biosfera o cerrado enroupa de frugal camada de cor, odor, enodoando a atmosfera Luciano Spagnol 01, outubro de 2016 Cerrado goiano

SONETO CINZA Então, matizei de cinza os meus passos na secura do cerrado, todo empoeirado
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SONETO CINZA Então, matizei de cinza os meus passos na secura do cerrado, todo empoeirado me enroupei de gesto insano e calado para dar cor aos sonhos tão escassos No céu cinza, ressecado, me vi sentado a rua silenciosa era só rotina e cansaços num claustro cinza, tão cheios de traços e todos irregulares, opaco e acinzentado Tentei colorir a saudade, já sem espaços aí, então em mim, o cinza ficou afogado como se pudesse, eu haver mais regaços Sumido neste cinza, estava o meu brado e vi que nascia em mim, vários pedaços do tempo, que carecia ser, então, colado Luciano Spagnol

MEDIDA DO AMOR (soneto) Não se tem saudade, sem ter lembrança Não se tem amor, sem que se tenha dor
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MEDIDA DO AMOR (soneto) Não se tem saudade, sem ter lembrança Não se tem amor, sem que se tenha dor A separação é a pétala de uma rara flor Que se desgarra do fado em sua dança A nossa existência é um bafo de vapor Na emoção tem renúncia e esperança É nos riscos que nos faz perseverança De um olhar, um sonhar, de um clamor Não se deixa os trilhos de ser criança Sem paixão, afeto, calor a se interpor Pois, na vida sempre há semelhança A distância de um amor, vai onde for Sua medida não se afere na balança Viverá sempre conosco, no interior... Luciano Spagnol Cerrado goiano

SAUDADE No vazio da penumbra da solidão teu cheiro tornou-se guia,
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SAUDADE No vazio da penumbra da solidão teu cheiro tornou-se guia, ti via no luar, nas folhas caídas ao chão; que no bailar do vento, escrevia, as saudades poetadas pelo meu coração. E no anoitecer, ainda existia parte de você na minha emoção. Tão presente e tão sem argumento, que a falta tornou-se imensidão. Infinidade... E nada de você no momento... Só saudade! Luciano Spagnol Cerrado goiano

AMANHECER Abra a janela dos teus olhos, preze a maravilha
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AMANHECER Abra a janela dos teus olhos, preze a maravilha do amanhecer. É a vida renascendo, cantante, bela, No seu fugaz instante. É preciso ir além, da cancela... Acreditar, tudo é constante, quando existe o admirar... Da dor faça um mirante pra ver a alegria contemplar. Sorria! É mais um dia... Luciano Spagnol Cerrado goiano

AMAR (soneto) E agora! Eu quero ter paixão E assim, poder ter um amor
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AMAR (soneto) E agora! Eu quero ter paixão E assim, poder ter um amor Viver de amar num coração Paixão de amor, aonde eu for E neste encanto, ter emoção Num doce viver, e ao dispor Um romance de flor, de razão Suspiros, com ar arrebatador Então, beber de magos lábios O afeto citado nos alfarrábios D'Alma, que faz a gente sonhar Para na sensatez dos sábios Mostrar e sem ter ressábios Que bom, é ter e poder amar! Luciano Spagnol Cerrado goiano

SONETO BREVE Curto é o caminho que termina a vida E nele: por do sol, luares, risos e dores
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SONETO BREVE Curto é o caminho que termina a vida E nele: por do sol, luares, risos e dores Pra no final mancheia de terra e flores E se deixar saudade lágrima na partida E nesta despedida, que seja sentida Se não, que seja pelos reles valores Afinal: - amei e tive os meus amores Todos na forma pela alma absorvida Senti sabores por onde pude passar Tive traidores, mas aprendi a perdoar Não se vive inteiro se não tiver amor E na morte, brando quero ter o olhar Minha fé é minha sorte, meu rezar Neste sonho vou sonhar com o Criador! Luciano Spagnol Cerrado goiano

AVE DOLOROSA Ave no peito num letargo Que arde sem um fulgor
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AVE DOLOROSA Ave no peito num letargo Que arde sem um fulgor Postulo por rever o amor Perdido no olhar amargo O fado, ave negra de dor Ajoelhada num embargo Orada na fé sem ter argo Duma crença sem clamor Ave cheia da graça, Maria Aos teus pés em romaria Meu lúrido olhar, mendiga Quero fé, mas não irradia Ave dolorosa sem poesia Deixe-me desta má figa! Luciano Spagnol Cerrado goiano

ALUCINAÇÃO (soneto) Perdoa-me, ó amor, por sonhar-te Meu coração anda nu por te querer
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ALUCINAÇÃO (soneto) Perdoa-me, ó amor, por sonhar-te Meu coração anda nu por te querer Minh'alma te tens na razão pra valer Pois, tu és no meu soneto dor e arte Os meus olhos alucinam sem te ver Nada vejo e, estás em qualquer parte Nos meus desejos tornas-te encarte De uma repetida narrativa, sem ser A saudade faz loucuras que reparte A alucinação de um mesmo sofrer Pois tudo passa, e nada é descarte E nestes rastros, sois o meu render Frágil e também tão forte, dessarte! Que me tem vivo neste túrbido viver... Luciano Spagnol Poeta do cerrado Fevereiro de 2017 Cerrado goiano

SONETO DO AMOR PERFEITO O amor perfeito, só há a quem amar Nele sentir a paixão de ser amado
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SONETO DO AMOR PERFEITO O amor perfeito, só há a quem amar Nele sentir a paixão de ser amado Amando sempre e, o tendo do lado Onde cada segundo não pode parar Não há nada na vida melhor que jurar Lealdades, deixando o coração atado No olhar, assim apaixonados, fundado Então, sem qualquer ilusão a perturbar O amor é presente no destino fadado É sentir prazer e por ele querer esperar Sem a incerteza do certo ou do errado E nesta tal magia a quimera de sonhar Que agrega, há entrega, e é imaculado Amor não tem fórmula, se faz anunciar! Luciano Spagnol Poeta do cerrado Fevereiro de 2017 Cerrado goiano

DESATINO (soneto) Ó melancolia do cerrado, a paz me tragas Solidão em convulsão, aflição em rebeldia
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DESATINO (soneto) Ó melancolia do cerrado, a paz me tragas Solidão em convulsão, aflição em rebeldia Dum silêncio em desespero, e irosa agonia Ressecando o coração de incautas pragas Incrédula convicção, escareadas chagas De ocasos destinos, e emoção tão fria Do horizonte de colossal tristura sombria Que rasga o choro em lacrimosas sagas Ó amargor do peito engasgado na tirania Duma má sorte, e fatiadas pelas adagas D'alma ao léu, tal seca folha na ventania Pra onde vou, nestas brutas azinhagas Onde caminha a saudade na periferia Do fatal desatino em pícaras pressagas? Luciano Spagnol Poeta do cerrado Fevereiro de 2017 Cerrado goiano

SONETO TRISTE II Eu estou assim: da tristura cativo Intrusivo num túnel dum calvário
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SONETO TRISTE II Eu estou assim: da tristura cativo Intrusivo num túnel dum calvário Rodeado de sentimento solitário Mesmo entre olhares como vivo! Do peito rezam vozes num rosário Da casa um silêncio tão opressivo Frio, sem graça e, sem incentivo Que lá fora fracasso no itinerário Olho-me num soluço pensativo E vejo sonhos perdidos no diário Desfolhado num jardim subjetivo E me pergunto: por que o cenário? Quando é meu tempo? Respectivo! Pois, se o tempo no tempo é vário! Luciano Spagnol Poeta do cerrado 05/02/2017 Cerrado goiano

SOFRÊNCIA Depois de você A vida passou a saber
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SOFRÊNCIA Depois de você A vida passou a saber Como é vasta a imensidão Da noite com solidão Que horas são? Que importância tem Se minha saudade vai além... Sem você, também, Me perdi nos por quês A angústia ficou à mercê Depois de ter você Felicidade é querer em vão Pela rua migalha a emoção Sem você! Tudo é sofrência Num coração de aparência! Luciano Spagnol Poeta do cerrado Janeiro de 2017

ALVORECE DE NOVO NO CERRADO Alvorece de novo o alvorecer no cerrado Em cada manhã nasce um novo amanhecer
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ALVORECE DE NOVO NO CERRADO Alvorece de novo o alvorecer no cerrado Em cada manhã nasce um novo amanhecer Num novo dia, outra vez de novo, a haver De um renovo do velho pro novo, airado E nesse amanhecer de um novo romper Quero ser o novo, e do velho desanuviado Dos gestos gastos deixá-los no passado Desabrochando o ser prum novo querer Assim, nesta festa do novo engrinaldado Deste cada novo amanhecer... o reviver Em botão, florescendo, amor engalanado Então, quero crer, no novo, ao amanhecer Metamorfoseando a vida no novo denodado Onde amanhece o novo a nos surpreender Luciano Spagnol Poeta do cerrado Janeiro de 2017 Cerrado goiano

VOCÊ... A falta de sua presença, machuca. Meu coração numa cumbuca.
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VOCÊ... A falta de sua presença, machuca. Meu coração numa cumbuca. A saudade é sentida. Na alma reprimida. A solidão no íntimo. Sinto falta do mimo, hoje está mais apertada, dolorida , ferida... Ouvi Bethânia, tomei vinho, fiz uma massa. A emoção numa arruaça. Queria você aqui. Está saudade deflui, na saudade de você!!! Agridoce... É estritor. Com amor! Luciano Spagnol Poeta do cerrado Janeiro, 2017 Cerrado goiano

PERDA DE TEMPO (soneto) A quem me viu além tempo, além vidraça Da vida, cara a cara, assim, de pertinho
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PERDA DE TEMPO (soneto) A quem me viu além tempo, além vidraça Da vida, cara a cara, assim, de pertinho Verás que no tempo e na vida caminho Graças! E que o tempo no tempo passa! E por mais que queira, que tudo faça Implacável é o rumo e tão torvelinho Aromatizado como o curtido vinho Se fazendo veloz, como, tal fumaça Já velho, eu, não busco burburinho De perda de tempo, ou de chalaça Se estou jovem ou se sou velhinho Vivo o tempo, sem tempo de negaça Mais vale amor no tempo com carinho Que o valor do tempo que esvoaça... Luciano Spagnol Poeta do cerrado Janeiro, 2017, 05'55" Cerrado goiano

DE POESIA EU PRECISO De poesia é o que eu preciso Da tua quimera e mais nada
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DE POESIA EU PRECISO De poesia é o que eu preciso Da tua quimera e mais nada Galgar a rota de sua escada Sem vestir-se do ser narciso A poesia é muito mais amada Prazer d'alma, pouco ao juízo Volteios de ilusão no paraíso Da ficção, com lira misturada Só preciso de poesia, teu guizo Inspiração, silêncio, a tua pitada Cheios de acordes e improviso Poesia é tal qual uma estrada Do fado vendado e impreciso Que nasce da faúlha inspirada (de poesia eu preciso!...) © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 2017, junho Cerrado goiano

SONETO REFLEXIVO Pare. Ouça o seu compasso Seja você no seu único ser
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SONETO REFLEXIVO Pare. Ouça o seu compasso Seja você no seu único ser Apressada é a vida no viver Lentamente dê cada passo Volte. Resgate cada perder Fracione a soma em pedaço Desate os nós, dê mais laço Não te apavores num só ter Espere. Descanse o cansaço Escute. Pra que então correr? Nesta vida só vale se for valer Siga. Se breve, bom é sobreviver Só quem se atreve ganha espaço Pois, simetria abranda o sofrer... © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 2017, junho Cerrado goiano

PELOS SONHOS ANÔNIMOS Clamo hoje pelos sonhos esquecidos Os mais desejados e sempre dilema
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PELOS SONHOS ANÔNIMOS Clamo hoje pelos sonhos esquecidos Os mais desejados e sempre dilema Os que no ter não foram pertencidos Nem citados ao menos num poema Pouco lembrados e incompreendidos Solitários que até nos causam pena Nos fazendo chorar nos fados vividos Falidos entre o prazer e a dor suprema Assim perdidos nos traços da história Desistidos e tão poucos na memória Criando ilusões do tempo já passados Clamo que revividos possam ter vitória Que assim possam ter e ser divisória Hoje, no fazer, para serem realizados © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 2017, maio Cerrado goiano