Frase de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
SONETO PRUM ADEUS Tendo a cova por último ornamento Na incógnita lápide minha pequenez Lembrança na lembrança, um talvez Sob a terra o mais vil esquecimento No redobrar dos sinos, a total nudez Dum defunto sem data de nascimento Um ninguém, de solidão e sofrimento Dos que à vida, na vida foi escassez Deixei atos em versos de sentimento Podem até ser os tais sem a polidez Mas, foram vozes, e não só momento No adeus, o adeus com total lucidez Pois se meu fado foi sem argumento Então, pós morte, perde-se a validez... Luciano Spagnol Cerrado goiano
Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
No pensador.ai desde