Serenata Horas altas da madrugada, a lua lá fora Vertendo nostalgia, sussurrando agonia
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Serenata Horas altas da madrugada, a lua lá fora Vertendo nostalgia, sussurrando agonia Na imensidão do azul do céu, vem o dia Que entre o silêncio, o rumor, faz a hora Sinto a solidão que de cadência fantasia Uma harmonia de recordação de outrora Tal suspiros de violão que d’alma implora E, que no amanhecer é prostrada poesia Esta melodia, inquieta, enfada, peregrina Cheia de sentimento e sensação em ruína Aperta, invoca e, sufoca toda a suavidade Então, passa a gemer o sossego, tão aflito No espírito da noite, num cortante grito... Numa serenata triste... chora a saudade! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 09/10/2023, 04”48” – Araguari, MG