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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠Serenata Horas altas da madrugada, a lua lá fora Vertendo nostalgia, sussurrando agonia
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⁠Serenata Horas altas da madrugada, a lua lá fora Vertendo nostalgia, sussurrando agonia Na imensidão do azul do céu, vem o dia Que entre o silêncio, o rumor, faz a hora Sinto a solidão que de cadência fantasia Uma harmonia de recordação de outrora Tal suspiros de violão que d’alma implora E, que no amanhecer é prostrada poesia Esta melodia, inquieta, enfada, peregrina Cheia de sentimento e sensação em ruína Aperta, invoca e, sufoca toda a suavidade Então, passa a gemer o sossego, tão aflito No espírito da noite, num cortante grito... Numa serenata triste... chora a saudade! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 09/10/2023, 04”48” – Araguari, MG

⁠Concordar, sem querer! Meu versar de amor, caro enredo Por meu pecado que não foi feliz
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⁠Concordar, sem querer! Meu versar de amor, caro enredo Por meu pecado que não foi feliz De certo, o acaso, teve seu dedo Quis falida paixão, e como quis! Podes ver o meu íntimo segredo De um coração cheio de cicatriz Olhares, desdém, gestos, medo Mas tão sonhador... cor de anis! Carente, a poética com tormento E neste sentir, muito o momento Em que, sozinho, hei de perecer! E, meu verso, sem suave fantasia A inspiração tão cheia de agonia Me resta, concordar, sem querer! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08/10/2023, 09”48” – Araguari, MG

⁠Dama da Noite (flor) No meu jardim, há uma flor encantada Que freima a perfeição e a imaginação
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⁠Dama da Noite (flor) No meu jardim, há uma flor encantada Que freima a perfeição e a imaginação Perfumada, à noite, é graça iluminada Aos versos, doce poética com emoção É alva composição, é sedução velada E estas flores, atraentes, até em botão Tão majestosas adentra a madrugada Perfumando com sua infida sensação No meu jardim, há uma flor, fagueira Que seduz nossa fascinação inteira Como a um versejar cheio de amor... ... breve, intenso. Tal como um clarão Apesar disso, agarra toda a atenção A “Dama da Noite”... poesia em flor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05/10/2023, 19”24” – Araguari, MG

⁠Versos de um amoroso O Amor, que é, poeta a amável hora Sonoro olhar que, n’alma, reverbera
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⁠Versos de um amoroso O Amor, que é, poeta a amável hora Sonoro olhar que, n’alma, reverbera A própria Glória que, no sonho mora Significado encantado da primavera O Amor, que é, ao coração incorpora Os versos cheios de singular quimera Entristece, alegra, também, ri e chora Que na emoção tem verdade sincera O Amor, que é, tem eterna inspiração A canção que canta o canto da paixão Que espera, esmera e tem tom maior O toque que seduz, e que tem nome E sobrenome, tem o beijo com fome E todo dia, abrigo, Amor que é Amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25 setembro, 2023, 14’10” – Araguari, MG *paráfrase Vasco de Castro Lima

⁠Uma paixão Paixão é o céu azul! A alma com canto O que entorpece e alimenta a sensação
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⁠Uma paixão Paixão é o céu azul! A alma com canto O que entorpece e alimenta a sensação É o olhar que roubou o tom do encanto A poética lua em serenata pro coração Paixão é emoção, sedutora, um recanto No peito: tão cheio daquela doce ilusão Sentido, sede, tentador, contenta tanto! Dando entusiasmo a nossa imaginação Paixão é arrebatamento que nos aloja A beleza balsâmica do amor que forja É a matiz que aquece o toque, arrepio... Paixão, explosão de desejo, sentimento Sussurros, suspiros, ignoto seguimento Pois, vida sem paixão, um poema vazio! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26/09/2023, 11”54” – Araguari, MG

⁠Por conta e risco Uns sonetos importunam, esganiçados A sisudez da poética com descortesia
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⁠Por conta e risco Uns sonetos importunam, esganiçados A sisudez da poética com descortesia Ou por inquietas ufanias são poetados Em poeirenta sensação, vã, seca e fria É a arte que provoca, toca, uma poesia Dando voz, hora e vez aos alucinados Passados, na paleia que disseca e cria Acutilando os sentimentos apunhalados Não é agrado, nem alívio, mas suspiro Que faz sangrar cada palavra, rabisco Em cítricos versos em um acertado tiro Cada feito é vida, por tal, não se doma Cada um dos traços é apenas um risco Quando quer no doce versar, o aroma! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24 setembro, 2023, 10’45” – Araguari, MG

⁠Onda de calor - (no cerrado) No cerrado, o sol referve, em fulgor ardente As copas dos pequis, na nuance estorricada
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⁠Onda de calor - (no cerrado) No cerrado, o sol referve, em fulgor ardente As copas dos pequis, na nuance estorricada Tortos galhos nus. E a planície descalvada Escaldado sertão, pela, a sensação da gente Não há sombra, poeirento chão, céu luzente Desmaiado vento e, o mormaço pela estrada Buritis de braços abertos, geme, dita fadada Súplice quentura, o purgatório sofregamente E, inflamado, sussurrante, e tão inconstante Ofega, quase sem querer, sem ter vontade Para enfrentar, bravamente, o dia torturante No prado corre o suor, ressumado, tom maior E nesta verdade um rogo suplicante, piedade! O cerrado, encalorado, arde na onda de calor. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24 setembro, 2023, 16’54” – Araguari, MG

⁠Pulsar do coração Sobre o amor se eleva este canto Em gesto poético tão apaixonado
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⁠Pulsar do coração Sobre o amor se eleva este canto Em gesto poético tão apaixonado O sentimento exato num traçado Da paixão com seu doce encanto Dentre tantos feitos, me és tanto E à sensação um afeto recatado Ao voejar na alma, soneto alado E ao entanto se faz sacrossanto Sobre o versar aquela essência Necessária a um singular olhar Que deixa a prosa com emoção Então, como é bom poder amar Pra ser algo maior na existência Suspirando o pulsar do coração. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23 setembro, 2023, 11’35” – Araguari, MG

⁠Soneto do cerrado abafado Quem ateou este sedento chão do sertão Nesta aridez que nunca mais se apaga?
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⁠Soneto do cerrado abafado Quem ateou este sedento chão do sertão Nesta aridez que nunca mais se apaga? E para que o planalto com está sua saga De severo tempo, de sede, de sequidão? Quem pintou em tom de cinza, desolação Sentido na toada, de tonalidades pesadas Num pôr do sol no horizonte vermelhadas Amarrotando a vereda em ardida vastidão E, o vento abrasado, e a vegetação aflita Sol a pino, nuvens no céu que desbotou Aquentando o verso com cálida pulsação Quanto calor, e o craquelado na escrita Um empoeirado que da terra desgarrou Abafando o cerrado com agre sensação. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22 setembro, 2023, 12’12” – Araguari, MG

⁠Clamor Quando eu parar de criar verso salgado Para elevar, por fim, o agrado na poesia
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⁠Clamor Quando eu parar de criar verso salgado Para elevar, por fim, o agrado na poesia Nessa hora solene e de festiva alegria Peço a ventura que fique firme ao lado Não quero somente pelo desejado dia Açoitando minha alma com o passado Preciso de suspiro e olhar apaixonado Nos versos, cheios de branda melodia Depois que a poética tiver seu abrigo No desfastio, tenha verso enamorado Traga tom, gesto, num versejar amigo Se o poema de um prazer foi separado No clamor, então, quero sair do castigo E, não mais ter o aprazimento negado. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21 setembro, 2023, 14’46” – Araguari, MG

⁠Laceração Muitos versos, por certo, eu redigi Por certo, muitos versos eu cantei
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⁠Laceração Muitos versos, por certo, eu redigi Por certo, muitos versos eu cantei Devaneei, inspirei, lá, acolá, aqui E muitos, eu, na saudade guardei E na poética, aquela solidão, vivi Recebi afagos, também, afaguei Olhei em volta, outrora adormeci O singular instante, de amor falei Das palavras ao vento, doce ilusão Dos gestos dados, eterna emoção Muito senti e quis, e pouco sobrou Então, o fado, de afiado embaraço Me lacerei no querer um só abraço E no teu cheiro que no verso ficou! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20 setembro, 2023, 19’37” – Araguari, MG

⁠"Somnium,ii" Quantos sonhos? Tantos, tantos, nem sei Cada momento aquele detalhe em poesia
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⁠"Somnium,ii" Quantos sonhos? Tantos, tantos, nem sei Cada momento aquele detalhe em poesia Um toque, um sentido, o suspiro que rimei A poética, fantasia, aquilo que não suporia O lado frustrado, os que também eu amei Tento levar a vida com sensação, alegria Cada singular emoção na prática exaltei Busquei o bem o amor, cantei com magia Sonhei com a imaginação tão embaciada Sonhei os devaneios d’alma, apaixonada Sonhei o sonho sonhado, cheio de versão Assim, vou pela vida, sonhando a sonhar Pois, dentro do peito há paixão a palpitar Ornando a prosa com a ilusão do coração © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17 setembro, 2023, 15’53” – Araguari, MG

⁠Proposição Se talvez aqui topares, ó soneto Meu coração já sucumbido feito
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⁠Proposição Se talvez aqui topares, ó soneto Meu coração já sucumbido feito Ali sofrente e suspiroso no peito Acuda-o, não o deixai irrequieto Devaneia noutro verso discreto Cuida-lhe no seu doloroso leito Na sua métrica tenha mais jeito Então, na afeição mais alfabeto Repleto, completo e demais raro Trate a cada lado com sensação Alivio a versão e poético amparo Assim, os versos com doce sorte Que, por honra ao amor, emoção Senão, rendição, ao soneto morte! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13 setembro, 2023, 20’16” – Araguari, MG

⁠Soneto destituído Parece, ou eu me engano, que a solidão De repente deixou o prazer no passado
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⁠Soneto destituído Parece, ou eu me engano, que a solidão De repente deixou o prazer no passado O letrando, o cântico, agora desafinado Se vai o sentimento cheio de sensação Por que não há vão, que não vá ao chão Da saudade, da dor do falto, tão pesado Até de aflição pulsa o versar atordoado Nem uma voz se ouve vinda do coração Um usurpar da feição poética, advieste Deixando a prosa triste, num desvario E de lágrima tétrica a poesia se reveste Nesta carência da alma, foi-se o gentio Sentido, e sem que a emoção lhe reste Assim, destituído de gesto, terno feitio © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 7 setembro, 2023, 6’57” – Araguari, MG

⁠Singular Se acaso poetares um verso tocante Ó soneto! Musicando o fascínio feito
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⁠Singular Se acaso poetares um verso tocante Ó soneto! Musicando o fascínio feito Inspira, piedoso, com sentido e jeito O novo, ao poeta, amador e amante Dize como uma sedução importante A emoção, por fiel, cravando o peito E, assim, então, fruir o bom proveito Provocando o afeto a cada instante Que da prosa sensação, me declara A mão afetuosa me mima desta sina E poética aos meus sentidos, tomara! Lembrando-se duma inspiração divina Que lega a paixão, que um dia jurara Trazendo amor que o sonho imagina. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 7 setembro, 2023, 20’09” – Araguari, MG

⁠Perca Poetei quanto o amor me guiava Senti paixão e de perde-la temia
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⁠Perca Poetei quanto o amor me guiava Senti paixão e de perde-la temia O sentimento nas veias percorria Os versos eram de quem amava Era poético, sensação se criava E demais, mais a emoção pedia E o verso sentia, e o versar saia Latejando, a inspiração sonhava Não era para ser, foi, se perdeu No choro da poesia, sofreguidão A retórica numa solidão, morreu Que me agouro, outro o azarão A omissão na prosa. Adquiri eu Saudades. Na poesia, inanição! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 5 setembro, 2023, 6’45” – Araguari, MG

⁠Soneto caído Ao sentimento esconde o verso sua ilusão E a mão da emoção escreve o ávido sentir
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⁠Soneto caído Ao sentimento esconde o verso sua ilusão E a mão da emoção escreve o ávido sentir Não canta sensação e não murmura sorrir Não toma a suave poética de uma paixão Ata os sonhos, em lugar de later o coração Apática poesia sobre o pálido papel, a ferir Sangram, choram, botando a alma a despir Sem rir, sem olhares, e gesto, e admiração Ao agrado esconde a poesia toda a glória Deixando o fascínio perdido... esquecido... E, não lembra do amor em sua memória Invasivos versos, doído, elemento caído Colocas meu poema em sua palmatoria Sempre o mais triste foi para o condoído. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 3 setembro, 2023, 14’04” – Araguari, MG

⁠Saiba ser mais... Se os muitos versos, que criei contente Foram suspiros para o coração penado
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⁠Saiba ser mais... Se os muitos versos, que criei contente Foram suspiros para o coração penado Que pode vir ao sentimento um cuidado Que acuda, então, da mazela, diferente O prosar que ao amor, amor consente Traga poesia e entoado verso ao fado Deixando cada poema leve, perfumado Mimando nos detalhes a alma da gente Poete, pois, estima, sem ter rancores Traga o olhar, a constância, sensação Se há de ameigar que seja com flores Se quer que me não queixe da posição Saiba rimar com mais oferta, louvores Ou saiba ser mais cântico com emoção. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2 setembro, 2023, 13’55” – Araguari, MG

⁠Adonde? Amor? Amor? estás onde? Aonde cato A um coração que por ti o meu suspira
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⁠Adonde? Amor? Amor? estás onde? Aonde cato A um coração que por ti o meu suspira Aquela doce paixão que jamais sentira Tanto mais de encontrar-te, mais grato Ah! se ao menos saber-te, um contato Entre as ofertas, inteiramente está lira Trauteada em musical e dançante gira Amor, espero, sair-te deste anonimato E, já no meu desejar-te, as sensações Que respira, e o sonho em te esconde Revelai, revelai-me em suas emoções Ah desventura! Nada, então, responde Infelizes, cruéis a cada mais estações Amor? Aonde estás? Adonde? Adonde? © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 1 setembro, 2023, 19’01” – Araguari, MG *paráfrase Cláudio Manuel da Costa

⁠Tudo passa Já, soneto alheio, me não fustiga Saber que usa comigo só ilusão
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⁠Tudo passa Já, soneto alheio, me não fustiga Saber que usa comigo só ilusão Que inda nos teus versos abriga As peripécias do sofrido coração No tempo, que tudo tem versão A mutação também terá cantiga Amor é canto que não se obriga Verás dissipar a tua enganação Pois, se sabes que toda ternura Por força há de mimar os planos E tu negas o prosar com textura Vela para tua retórica os enganos Gozemo-nos já. Quero é aventura Já que a poética se perde nos anos. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 31 agosto, 2023, 16’19” – Araguari, MG

⁠Sonatina É mau que eu viva areado, e sem prumo Posto numa solidão daquele que não crê
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⁠Sonatina É mau que eu viva areado, e sem prumo Posto numa solidão daquele que não crê Que já está acostumado, ao léu, à mercê Prosando lembranças, poesia sem rumo Mas, lá no fundo, a esperança, presumo Tenha a compaixão deste pobre crupiê Do amor, sem sorte, e cheio de porque Pois, a boa sonatina a paixão é insumo E, se insistir com a poética nesta saga Deixando a poesia com a emoção vaga Não serão somente versos de soledade Será também a alma cheia de lamento Porque no vazio há sempre sofrimento E a dor o verso imerso numa saudade! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29 agosto, 2023, 15’56” – Araguari, MG

⁠Imprevisto Eu senti um suspiro. Longo e frio Sussurrado d’alma, que suspirara
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⁠Imprevisto Eu senti um suspiro. Longo e frio Sussurrado d’alma, que suspirara Tão pouco sei qual o motivo ficara Assim, tristonha, de súbito arrepio Quanto mais a sentia, mais havia Aperto, pranto com a terrível cara De quem não inferia. Ó rude apara Que ao poeta mal inspira a poesia Por que tristura? E então pudera Ter no verso sentimento contrário Se a emoção é sensação sincera Que possa então aliviar a tirania Orando amor em poético rosário Para deixar o versar em sinfonia. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 31 agosto, 2023, 12’26” – Araguari, MG

⁠Ela, a saudade Se ela de novo à minha inspiração Dolorosa, para a minha serenidade
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⁠Ela, a saudade Se ela de novo à minha inspiração Dolorosa, para a minha serenidade Hei de dizer-lhe tudo com exatidão Dum mártir vingador, na crueldade Pouco importa o gesto, a suposição Não se fez crente a minha piedade Pois bem, serei frio e sem coração Dar-lhe-ei alheação, infiel saudade! Mas, ai! sentir-te é ter uma fração É suspirar, imaginar e fazer parte Que ainda aperta o peito, emoção Tento, evito, devaneio, desmedido Caio num versar de ti, tão covarde E, me ponho a sonhar, ter podido! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30 agosto, 2023, 16’26” – Araguari, MG

⁠Terra natal (Araguari, MG) Nasci em Minas, o meu chão Araguari, orgulho das Gerais
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⁠Terra natal (Araguari, MG) Nasci em Minas, o meu chão Araguari, orgulho das Gerais Sertão de serra na imensidão Das flores perfumadas e mais Da mocidade, aparatos especiais Que me viu nascer, doce paixão Que faz aos sentidos, divinais Do meu bem querer, és coração Cá para as bandas do cerrado Em explosão de cor, estrelado O céu, terra natal, tom maior Pois, longe de ti, és só saudade Que na lembrança a dor invade Araguari, não se esquece, amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28 agosto, 2023, 06’28” – Araguari, MG *135 anos de Araguari, MG