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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠TRAZER À MEMÓRIA Ao recordar o amor, eu me esteio Nas lembranças. Sonoro frescor
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⁠TRAZER À MEMÓRIA Ao recordar o amor, eu me esteio Nas lembranças. Sonoro frescor Dando ao verso som encantador Que enche o soneto dum gorjeio A suspirar. Então contento, cheio De emoção. Ó prezar encantador Que traz à alma um grato frescor Tecendo o sentimento num veio A evocar e pensar. Ah! sensação Que do coração vive sussurrando E do terno olhar derrama sorrindo O botão de rosa. Aquela paixão Que, então, assim, vai delirando Com amor... e do amor provindo! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 01 fevereiro, 2024, 11’45” – Araguari, MG

⁠CENÁRIO Se eu fosse poesia, poetava essa canção Se fosse um desencantado, desfazê-lo-ia
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⁠CENÁRIO Se eu fosse poesia, poetava essa canção Se fosse um desencantado, desfazê-lo-ia Se fosse uma doce rima, então, rimá-lo-ia Com o meu amor, e a dava ao teu coração Se fosse versos, ó que paixão e sensação Cantaria o cântico emotivo que te exaltaria Assim, se eu fosse um bardo, assim o faria: Deixava a prosa ornada de devota emoção Se fosse uma roseira, uma rosa eu te dava Se vida fosse, o ar pra ti, ah! quanta alegria E da escuta do meu segredo não escapava Se fosse aguerrido, como a confissão seria? O romantismo, a bravura, para mim tomava Então, a sedução em uma toada eu deixaria. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 24 maio de 2024, 17’27” – Araguari, MG

⁠LOGO Soneto pleno de amor, e desejo Vivenda do coração, e festejada
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⁠LOGO Soneto pleno de amor, e desejo Vivenda do coração, e festejada Divina posição, na alegria selada Que poeto com agrado e ensejo Que emoção que no sentido vejo, É está? Pois é sensação amada Fazendo da ternura sua morada Ornando a simpatia com cortejo Feliz, assim, de haver-te ao lado Da admiração, imaculada e clara Invade a todo tempo a leda cara Ah! severo fado, dá-me o abraço E ao sentimento tão apaixonado O amor. Paixão, apressa o passo! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 25 maio de 2024, 17’38” – Araguari, MG

⁠BEIJOS POUCOS Que treteiro sonetear desafinado onde, a intenção por distinto jeito
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⁠BEIJOS POUCOS Que treteiro sonetear desafinado onde, a intenção por distinto jeito de ternura e amor, me tem sujeito o pensamento com impulso alado O coração vive assim apaixonado o poema no agrado tão satisfeito põe a pulsar titilante o meu peito e o suspiro na emoção arruelado E nesse arfar com fôlego latente sussurros, ardores, sutis desejos palavras acridoces e risos loucos Canto para você, tão docemente poetizando os versos com beijos e que no versar são bem poucos. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 26 maio de 2024, 17’57” – Araguari, MG

⁠RESÍDUOS Levou-me o pensamento até a saudade da que tomou conta da minha sensação
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⁠RESÍDUOS Levou-me o pensamento até a saudade da que tomou conta da minha sensação do cheiro perdido e mesclado de emoção deixando o soneto tão cheio de vontade Uma jornada aflitiva que a alma invade pondo a inquietação dentro do coração que diz: sou eu quem te deu tal paixão então, acalme, pois o amor é divindade O bem entende a humana compreensão a ti, este sentimento que amaste tanto guardando na ilusão e na tua lembrança Por que o que foi teu, será só sua adição a estes resíduos, ternura e doce encanto e para o tempo o desígnio e a esperança... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 20 maio de 2024, 16’39” – Araguari, MG

⁠O NECESSÁRIO Talvez suponham que em prosar o amor que canto, eu exagere-lhe o sentimento
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⁠O NECESSÁRIO Talvez suponham que em prosar o amor que canto, eu exagere-lhe o sentimento dizendo-o entre as emoções: suculento exigente, forte, impar, e cheio de ardor Mas quem sente, consenti, quer o calor dos teus beijos, aquele abraço sedento digno de deixar o coração em tormento e quem não crê é porque não foi gestor Então, manifestará a que este aspira suspiro apertado, com olhar dilatado e com inserção sonora em tom de lira E quem na paixão passou apaixonado entendera que a sensação que inspira não o acaso, o necessário, e motivado... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 19 maio de 2024, 13’16” – Araguari, MG

⁠REMEDO Belo verso, bela poética, bela poesia belo ritmo, belo canto pro belo atraído
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⁠REMEDO Belo verso, bela poética, bela poesia belo ritmo, belo canto pro belo atraído belo compasso tão belamente sentido sendo belo de delicadeza e harmonia Aquele que arfa terno a terna sintonia mitiga a rima sombria do pesar vivido despegando o gemido que hás doido para o que é ao poeta singular agonia Dia virá que a gratulação, então, recite o seu dom cheio de jeito, e de quimera que por valioso amor fez o seu enredo Assim, ó sorte exigente e sem limite... por que o amoroso verso não nascera só fazendo do meu versar um remedo? © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 18 maio de 2024, 14’30” – Araguari, MG

⁠SONETO EM PRANTO O amor que eu cantei ardentemente Em uma saudade agora o improviso
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⁠SONETO EM PRANTO O amor que eu cantei ardentemente Em uma saudade agora o improviso Pois arranca-lo da poética foi preciso Para não recuar, fiz-te contundente Na sensação o sentido tão pendente Nos versos, inconveniente, indeciso Fazendo desta emoção algo preciso Deixando na prosa suspiros somente E peno. Restrito sinto toda a carência Não há mais a trova que amava tanto Zanzo. Um andante na sobrevivência Assim, padece o meu amoroso canto Em lágrimas um versar em sofrência E, para chorá-lo o soneto em pranto. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 16 maio, 2024, 19’37” – Araguari, MG

⁠BREVE SONHO Vós que devotei atraente prosa Com que nutria o meu sentido
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⁠BREVE SONHO Vós que devotei atraente prosa Com que nutria o meu sentido Na rosa dada e tão suspirosa Agora, é o sofrimento referido Deste amor, no verso perdido O pranto, de uma dor furiosa Rasgando a alma tão raivosa Em um partido coração doído Agora vejo bem que era ilusão Mais que razão, que sensação Apenas um passado tristonho Seca flor que colhi sonhando Numa sede de quem amando Se entregou no breve sonho. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 17 maio, 2024, 20’47” – Araguari, MG

⁠MODO Saudade não tenho, sem ter algo à recordação sinto, gasto em presunção, consumo em apelo
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⁠MODO Saudade não tenho, sem ter algo à recordação sinto, gasto em presunção, consumo em apelo quero ter explicação e caio em nenhuma razão nada revivo, e o meu coração, ando a contê-lo Inquieto, o poetizar é tão frágil em sensação prede o meu sentimento, mas sem prendê-lo não me dão suspiros ou muito pouca emoção só sussurra, cânticos, tão frios como um gelo Odeio a rima sem sentindo, apenas estando lamento sem causa haver, lamentando vejo o silêncio no peito, vazio de desejo, suporte A solidão acossa, a poética vive chorando no sentimental nem sei mais o que almejo... E, eis o modo em que estou por vós, sorte. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 14 maio, 2024, 19’49” – Araguari, MG

⁠MÃE (soneto) Amar com um incondicional amor Ser eterno que merece ser amada
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⁠MÃE (soneto) Amar com um incondicional amor Ser eterno que merece ser amada Notadamente, dama predestinada Nada espera, tudo dá. Tom maior Duma generosidade no seu melhor A tua paixão é sempre apaixonada É encanto duma poesia encantada Abraço abrigo, solução de uma dor No louvor a mãe, o muito é pouco O pouco é nada, a aba, tampouco Nos ampara, e a nós eternamente Não tem limite, da vida é imolação Do filho comunhão de teu coração Bondade e ternura, infinitamente! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 12 maio, 2024, 11’29” – Araguari, MG

⁠EM LOUVOR DO AMOR Tão gentil e poético se apresenta A poética quando ao amor elogia
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⁠EM LOUVOR DO AMOR Tão gentil e poético se apresenta A poética quando ao amor elogia Deleita, espreita e fica em regalia E a prosa de ardor no prosar tenta Sentindo-se plena, é singular via Olhar, toque, alegria e tão atenta Sentimento, prazer que acalenta E em suas linhas a cortês poesia Agrada tanto a quem a ler e tanta Empatia infunde no tom que canta Que não a crera quem não sentira E, dos seus cânticos exalar parece Forte sensação que a alma aquece Palpitando o poetizar que suspira! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 11 maio, 2024, 18’15” – Araguari, MG

⁠PERDURAR Se poeto verso cheio de piedade Com rima leve de coração gentil
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⁠PERDURAR Se poeto verso cheio de piedade Com rima leve de coração gentil Retalham-me inquieto e tanto vil Com a poética cheia de vaidade Não quero maldade, nem deidade Tão pouco um cântico mais hostil Mas sim, sensato, amoroso e sutil Feito com sentimento e suavidade Meu amor delira, meu peito chora Sinceramente, no prosar e, assim Embriagado na inspiração, aflora Ah! Paixão, dá-me o tom no viver Tira a exclusão de dentro de mim Para não deixar a emoção morrer. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 09 maio, 2024, 12’28” – Araguari, MG

⁠MENTIRA Acreditei em ti, poética, no emocional Verso, foi assim, que me vi com ilusão
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⁠MENTIRA Acreditei em ti, poética, no emocional Verso, foi assim, que me vi com ilusão Cevando dentro de mim algo especial O amor singelo e ledo, na composição Pensei ter alcançado então, um final Enredo, cheio de alegria, de emoção Tão desejado, e, tão transcendental Num soneto com sentido e sensação Tudo em vão, mentiste, burlou tudo Disfarçou cada detalhe do conteúdo Deixando túrbido poetizar que delira Ah! a ode de paixão que tanto ansiei E o sentimento que contigo poetizei Acabou, afinal, sendo uma mentira! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 08 maio, 2024, 13’18” – Araguari, MG

⁠LACRIMANTE Soneto, vivo tão só, numa rudeza Onde o versejar se dilui em pranto
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⁠LACRIMANTE Soneto, vivo tão só, numa rudeza Onde o versejar se dilui em pranto Longe do prazer cheio de encanto Aonde a minha poética está presa As rimas são ao verso só incerteza Tristeza, onde o meu sofrer é canto No entretanto, o amor é tanto, tanto Em uma poesia frágil e tão indefesa Ando inquieto, o coração com desejo De um sussurrar tão de ele distante Que endoida, e que na paixão a vejo Em cada uma das linhas, um instante Que retumba pelo ar, tal a um realejo Solitário, com o impar tom lacrimante. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 07 maio, 2024, 18’44” – Araguari, MG

⁠ERRO NOS SENTIDOS Enfim, posso suspirar! Eu já chorei Os versos chorados de quem sente
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⁠ERRO NOS SENTIDOS Enfim, posso suspirar! Eu já chorei Os versos chorados de quem sente Com poética amargurada, presente No sentimento do amor que tentei Se tudo foi só ilusão. Eu já nem sei Se foi minha, ou da sina. A cadente Emoção, que doravante é ausente E, que dói no coração. Não ansiei! É assim, meu aperto, eu, que vivera No engano da possibilidade perdida. Do afeto, o erro nos sentidos impera Então, minha sensação, vive ferida Que, pra não amargar, antes valera Estar no querer por toda uma vida! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 05 maio, 2024, 17’25” – Araguari, MG

⁠MISTERIOSA SAUDADE Misteriosa saudade que só devasta Que só corrói, aperta, que só surra
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⁠MISTERIOSA SAUDADE Misteriosa saudade que só devasta Que só corrói, aperta, que só surra Falta de paz que do sossego afasta Como se fosse sensação que hurra Oh, bravia saudade que nada basta Que existe em uma dor tão escurra Sussurra no ser uma figura nefasta Deixando no gosto amarga saburra Intensa saudade quase mortífera Que desfolha a florida primavera Duma sina, então, desencantada Que usura, e a uma ilusão conduz Criando frieza que tormento induz Catucando o juízo na madrugada. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 01 maio, 2024, 04’22” – Araguari, MG

⁠MINHA ARAGUARI Terra do “Brejo Alegre”. Onde canta o Bem te Vi Nos buritis, saudando o alvorecer no céu rubente
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⁠MINHA ARAGUARI Terra do “Brejo Alegre”. Onde canta o Bem te Vi Nos buritis, saudando o alvorecer no céu rubente Onde há agrado de o bom viver, altaneira Araguari Cravado no “Sertão da Farinha Podre”, brava gente! Terra do café, no cerrado, qualidade encontrada aqui Pão de queijo, biscoito de goma, sai do forno quente “Água da baixada das araras”, surgiu do Tupi-guarani: Araguá-r-y... Orgulho de Minas Gerais, paixão latente! Terra do “ar perfumado das flores do mato”. Aparato Do sertão, vida e sensação, hospitaleira, isto é fato! Onde o cair do sol num espetáculo de pura emoção Meu Araguari, onde a beleza tem um olhar singular Onde todo dia tem um fim, mas, todo fim o recomeçar Poetando “as estrelas beijando o regato” do coração! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 02 maio, 2024, 07’46” – Araguari, MG

⁠TACHO (soneto) Quantos doces em alquimia Colher de pau, a calda densa
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⁠TACHO (soneto) Quantos doces em alquimia Colher de pau, a calda densa A ferver, compotas na dispensa O tacho em sua eterna poesia Queima a lenha, ferve a água fria Nas labaredas estórias pedem licença E nós sabores, só tu fazes a diferença Das caldas, doces, deleitosa iguaria Os açucarados da infância, delicia O tacho ora quente, ora esfriando Se espirrando, não foi de malicia É sua natureza, da receita, mando Mexe, remexe, expectativa, perícia No fogão de lenha ele é comando... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01 de maio de 2020 – Triângulo Mineiro

⁠PAINEIRA (cerejeira do cerrado) A paineira da beira da estrada, florida Com flores incontidas, belas, rosadas
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⁠PAINEIRA (cerejeira do cerrado) A paineira da beira da estrada, florida Com flores incontidas, belas, rosadas Está mesma “barriguda”, desmedida “cerejeira do cerrado”, tão iluminadas No poetar meu, de vós, inteira, é vida A poesia com suas rimas aveludadas Quem sabe até da sedução prometida Ao Outono, e na fascinação estacadas Está, que me assombra e maravilha De pétalas rosas e miolo amarelado Bailando suave, e ao vento rosquilha E tua pluma branca no fruto moldado Pelo ar, voa, entoa, e pelo chão trilha Em um espetáculo da poética ornado. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 28 abril, 2024, 20’22” – Araguari, MG

⁠MEU POBRE SONETO Ele sussurra com uma dor sofrida Que esmaecido chora na emoção
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⁠MEU POBRE SONETO Ele sussurra com uma dor sofrida Que esmaecido chora na emoção Tal a uma lágrima na falta sentida Que bate forte o apertado coração Ele canta com a sensação pendida Dos urutaus, que cantando em vão Entoam cantos de sisuda despedia Soando saudade adentro do sertão Um versar gemido e de melancolia Que rola na trova com árida agonia Com frios sentimentos superficiais Meu pobre soneto, tão moribundo Que quer arrebatamento profundo E vive o sonho, que não volta mais. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 27 abril, 2024, 18’17” – Araguari, MG *à amiga Lucineide S. Ghirelli

⁠DE SONETO EM SONETO De soneto em soneto vai o tempo já passado Do versado fado, as ilusões, na ridente aurora
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⁠DE SONETO EM SONETO De soneto em soneto vai o tempo já passado Do versado fado, as ilusões, na ridente aurora Dos cânticos encantados, e canto enamorado De uma poética cheia de sensação de outrora O tom que no estorvo se sentiu abandonado O perfume na lembrança, que lembra agora: O amor perdido, a infância ida, ali arruelado Na recordação. Ah! tudo vivente a toda hora Apressado, fugaz, e o versar vai observando Cada linha, um toque de memória, morrendo No tempo, guardado na emoção, até quando For somente uma lembrança, ainda sendo! E, de rima em rima aquela ocasião rimando O soneto na saudade e a toada desvalendo. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 24 abril, 2024, 07’39” – Araguari, MG

⁠VERSOS MURCHADOS Pelo soneto saudoso vou versejando Verso choroso de emoção carregado
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⁠VERSOS MURCHADOS Pelo soneto saudoso vou versejando Verso choroso de emoção carregado E pela poética a agonia vai passando Suspira, sussurra, ah! sentir danado! Trova e canta o canto, assim, rimando Com a rudeza do vazio, tão atordoado E a alma do sentimento vai murchando Deixando sem comando o ritmo do fado Guarda escondido dentro desta poesia Um tesouro de amor, outrora de alegria E, a paixão de um romântico coração... Nem se compara os dias tão elevados Versados aqui sem reação, despejados Murchados e, sem qualquer percepção. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 23 abril, 2024, 19’45” – Araguari, MG

⁠LUAR DE ABRIL Na imensidão do céu, eis o luar Cá no planalto, alvo de candura
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⁠LUAR DE ABRIL Na imensidão do céu, eis o luar Cá no planalto, alvo de candura Atraente, seduz o amor a trovar Toando o negror da noite escura Oh lua clara que surge em prece Dando ao sertão diáfana tintura Divinal tom, que o encanto tece Ao sentido esplendida candura Cor caiada, etérea luz, especial Traçando no espaço sensação Cintilando florescência no vazio Luz densa de um leitoso cristal Reina rútilo, insuflando emoção No cerrado regalado luar de abril. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 21 abril, 2024, 19’57” – Araguari, MG