Frase de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL
Onda de calor - (no cerrado) No cerrado, o sol referve, em fulgor ardente As copas dos pequis, na nuance estorricada Tortos galhos nus. E a planície descalvada Escaldado sertão, pela, a sensação da gente Não há sombra, poeirento chão, céu luzente Desmaiado vento e, o mormaço pela estrada Buritis de braços abertos, geme, dita fadada Súplice quentura, o purgatório sofregamente E, inflamado, sussurrante, e tão inconstante Ofega, quase sem querer, sem ter vontade Para enfrentar, bravamente, o dia torturante No prado corre o suor, ressumado, tom maior E nesta verdade um rogo suplicante, piedade! O cerrado, encalorado, arde na onda de calor. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24 setembro, 2023, 16’54” – Araguari, MG
Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL
No pensador.ai desde