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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠SONETO CANTANDO O PERDÃO Deixa Senhor que eu cante estes versos Sofrentes, mesmo que seja, duro e triste
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⁠SONETO CANTANDO O PERDÃO Deixa Senhor que eu cante estes versos Sofrentes, mesmo que seja, duro e triste Mas que trove o remorso que nele existe Ó culpa... nos meus sentimentos imersos O meu solfejar o desencanto, pelourinho Do sentir, que vive a penar nesta vaidade Suspiroso, inquieto... Cruciante realidade De quem feri uma rosa com seu espinho Deixe cantar quem quer indulto neste canto E seja acorde de compreensão e acalanto Ó Senhor, é o cântico de um acre coração Que traz amargor e roga pelo sacramento De alívio, dum efeito, um distinto advento E, então, deixa o soneto cantar o perdão! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 06 dezembro, 2023, 20’28” – Araguari, MG

⁠ VÍCIO Que eu inspire, de repente, à ti uma poesia
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⁠ VÍCIO Que eu inspire, de repente, à ti uma poesia Como se fosse o mais íntimo de meu verso Aquele rimar apaixonado e no amor imerso Enfim, um gesto, aresto, mas com alquimia Que eu traga na métrica aquele olhar certo Olhares de quem tanto seduz, tanto cativa A pureza que, às vezes, faz a intenção viva Onde o desejo é aquele de estar bem perto E, que o poema seja só teu e, eu todo teu E seja dos ternos versos um agrado meu Numa cadenciada e enamorada sinfonia Que tenha a cada sensação um presente Germinando no cântico, apenas semente Com aquela poética que o coração vicia. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 03 dezembro, 2023, 14’42” – Araguari, MG

⁠Resta o versejar para alentar a gente Escrevo os versos meus, na saudade E sensação abafante, a cada instante
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⁠Resta o versejar para alentar a gente Escrevo os versos meus, na saudade E sensação abafante, a cada instante Meus versos, dum sentimento errante Suspira, senti, padece e, então, brade Ando tão descontente, vago no infinito Um delírio inquieto nos confins da vida Sangrando na poesia, tão árdua ferida Da solidão... Ó escrito frenético e aflito Repiso as dores que em mim fincaram Levo no canto as notas que deixaram Porque o poeta é um genuíno sofrente Pois, cada verso vertente, nele temos O diário de tudo, o que, então fizemos Resta o versejar para alentar a gente. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 28 novembro, 2023, 16’02” – Araguari, MG

⁠Acaso canta o amor Quando se vai o amor, cala-se a poesia Muda-se a melodia, e nada mais cativa
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⁠Acaso canta o amor Quando se vai o amor, cala-se a poesia Muda-se a melodia, e nada mais cativa Importa... Mesmo que a inspiração viva Pois, pouco o versar suporta, só arrelia Sem este afeto, perdida a doce fantasia Sofrida, do suspiro a rima fica tão cativa E os versos de uma alma pouco criativa Segui resignada com uma poética vazia Por isto eu sinto com intensidade, valor Desenhando cada paixão pelo caminho Risonho, maior, tomado de terno ardor Ah! Estar enamorado, com ele o sentido Nos braços da sedução, sem desalinho Pois flama a poesia acaso canta o amor! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 29 novembro, 2023, 18’55” – Araguari, MG

⁠ELA Ela é tão densa, ela é tão sedutora, ela é tão pura O versar por tipo às vezes tão abstrato, ao relento
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⁠ELA Ela é tão densa, ela é tão sedutora, ela é tão pura O versar por tipo às vezes tão abstrato, ao relento Que se perde em uma ilusão. De agridoce textura Cheia de poéticas e tons de amor no pensamento Ah imaginação! Teu suspiro n’alma, cria aventura Que o acaso te inspira em um destinto sentimento Cada prosa feita no agrado, tens na rima candura Pois, uma maior sensação, o teu maior momento Ela, tão cheio de sentimentalismo, a tua realidade Aquela criatura de emoção permitida e docilidade Enclausurado no sonho e, talvez do poeta, regalia Ó poetizar... és um significar esplendido e divino Com um misto de contrários, muitos, um destino Misturado no sagrado privilegio. Ela... a poesia! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26 novembro, 2023, 15"15" – Araguari, MG

⁠NOS BRAÇOS DA SAUDADE Olhando pelas gretas do passado Que já se foram pelo tempo afora
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⁠NOS BRAÇOS DA SAUDADE Olhando pelas gretas do passado Que já se foram pelo tempo afora E tão recente me é aquela aurora Que chora o sentimento. Povoado De recordação. Ó gosto salgado Que escorre do suspiro e implora Os momentos idos, já sem hora Cheios de memória e significado Ah! dias meus que se foram, traste Deixaste doce emoção, guardaste A sensação do que foi a jovialidade E resta-me agora, apenas recordar As várias estórias e nostálgico pesar Cá a reviver, nos braços da saudade. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27 novembro, 2023, 15"43" – Araguari, MG *paráfrase Sá de Freitas

⁠Havia na minha poesia Havia na minha poesia, um entrave Aquela sensação velada de tristeza
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⁠Havia na minha poesia Havia na minha poesia, um entrave Aquela sensação velada de tristeza Verso com aflição em um tom grave Imergido duma perfídia e sua vileza Havia na minha poesia, tal lealdade A um sentimento cheio de aspereza Um queimor, um ato de banalidade Que fere a emoção, sem delicadeza Havia! E não mais imerso nos versos Um não sei quê de agrados diversos Me fez poetar a leveza duma pureza: De outro encanto, outro e outro tanto Enamorado, só Deus sabe por quanto Deixando o cântico com casta certeza. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25/11/2023, 20"55" – Araguari, MG

⁠te amo tanto se a distância nos separa estamos juntos no pensamento
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⁠te amo tanto se a distância nos separa estamos juntos no pensamento minha paixão é como água clara plainando como brisa ao vento para te tocar a alma com beijo e braços laçados no contentamento se de olhos cerrados te vejo é porque estás dentro de mim em gérmen de vida e lampejo um amor infinito, a nós, assim! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24/11/2014, 07"24" - cerrado goiano

⁠NOITE Na imensidade do cerrado, tão gigante O céu de estrelas, vivas, a escuridade
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⁠NOITE Na imensidade do cerrado, tão gigante O céu de estrelas, vivas, a escuridade É tocada pela lua que alumia brilhante E o pio da coruja que cutuca a saudade No horizonte a noite se faz sussurrante Mística, e os mistérios no sertão invade É um sossego, uma escuridão radiante Que se perde nos delírios num instante E vai ninando o dia, embalando a vida E a diversidade inteira, ali, adormecida Faz-se noite, no encantamento do luar Dorme o sertão, silencia todo mundo Suspira, ressona o recôndito profundo Bravateia o cerrado e se põe a sonhar! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23/11/2023, 20’34” – Araguari, MG

⁠O Beija-flor E ele vem, todo dia, ao entardecer Ligeiro, fagueiro, num voo em folia
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⁠O Beija-flor E ele vem, todo dia, ao entardecer Ligeiro, fagueiro, num voo em folia Em um balé, tão tomado de poesia De encanto, tanto, ao olhar a deter Um bailado que faz a alma sorver Por esse bailador que traz alegria Vestindo a inspiração de fantasia Num seduzir o fascino sem temer E todo dia ele vem, tão cativante Visitante, ao valioso, significante Cheio de ternura, elegância, teor Todo dia, contagia, vai em frente De flor em flor, num ritmo fluente Dom Divino à gente, o Beija-flor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22/11/2023, 20’37” – Araguari, MG

⁠Findei com poesia o meu arrego! Quantos segredos o teu seio oculta Com essa perturbação tão ardente
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⁠Findei com poesia o meu arrego! Quantos segredos o teu seio oculta Com essa perturbação tão ardente Basta, porém, que o amor te tente E és como sofrente, na dor resulta No vazio tua carência dilata e avulta Foges do manejo e mais aperto sente E quem te desafeie ou te apoquente Aquela tristura na tua alma insepulta Como tu, velho coração, já fui pueril Rasquei o peito com arrebatamento Lutei por olhar e por um aconchego O díspar entre nós é que não fui hostil O pesar também foi o meu sentimento E eu, findei com poesia o meu arrego! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21/11/2023, 19’49” – Araguari, MG

⁠Caleidoscópio Versificação, fragmentos de estados sentidos Girados, diversos, coloridos em semelhanças
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⁠Caleidoscópio Versificação, fragmentos de estados sentidos Girados, diversos, coloridos em semelhanças Fantasiados, aglutinados, os sonhos defluídos Refletindo as lembranças em breves danças Inspiração, agregados repletos de infinidades Olhares, gestos, sentenças e teus tormentos Rimando as cicatrizes, desenhando saudades Em um fado, espelhado de eleitos momentos As quimeras se entrelaçam em pensamentos Tal como a um traçado e, delineado de ilusão Emoção estampada d’alma, sobejos adventos Arte do destino, uma prosa matizada, vibrante Que poeta o singular, e peripécias do coração Tal um caleidoscópio, que dá talho ao instante. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2023, 18, novembro, 19’00” – Araguari, MG

⁠Ao amor, canto! Tu és, amor, a síntese do encanto O canto da alma em bela sinfonia
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⁠Ao amor, canto! Tu és, amor, a síntese do encanto O canto da alma em bela sinfonia Dormita em ti o desejo em poesia Tens a afeição como o teu manto O poeta te trova como dom santo Teus versos são cheios de alegria Teu toque envolto em doce magia És sentimento, zelo, ternura. Tanto! Em ti a luz do olhar de uma paixão O segredo do coração enamorado ... o sentido tão pleno de sensação Quero a poética que só em ti existe Bençãos dos Céus, vital significado A razão que só num amor consiste! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08 novembro, 2023, 19’48” – Araguari, MG

⁠SONETO DE AMOR III Um soneto de amor, enredo, acolhida E nos gratos versos o sentimento feliz
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⁠SONETO DE AMOR III Um soneto de amor, enredo, acolhida E nos gratos versos o sentimento feliz Uma história de amor, sensação, vida Na sedutora emoção como eu te quis! Em cada verso um verso de destemida Paixão. Pois, a diversa afinidade condiz Onde deixa a alma da gente... aquecida Uma fascinação desta atração aprendiz Pediste, desde então és doce momento E em nossos lábios um fiel sacramento Em que, tão sedento, hei de mais viver! Um soneto de amor, carregado de magia Que só pensa em ti, e cheio de melodia Chamando teu nome, cevando meu ser! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06 novembro, 2023, 19’20” – Araguari, MG

REDIZENDO ... e na alma dum soneto tão descontente exausto e esfarrapado, o versar censura.
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REDIZENDO ... e na alma dum soneto tão descontente exausto e esfarrapado, o versar censura. Em uma caminhada suspirante e ardente que o destino do sentido, então, rotura... E agora, cá, solitário, o coração cadente, que importa está poética que aventura? Pois, a solidão, golpeia o peito da gente, a paixão, banhada em lágrimas, tortura! Assim, também, o amor, em um trajeto sinuoso. Sem brilho do se ter completo e ao som de árduos cânticos tristonhos... ele dói, finca, traz tão duros embaraços sangrando a emoção, criando cansaços. O que um dia foi sensibilidade e sonhos. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05 novembro, 2023, 15’41” – Araguari, MG

⁠Silêncio Silêncio o mais rude dos tormentos O que mais dói na emoção da gente
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⁠Silêncio Silêncio o mais rude dos tormentos O que mais dói na emoção da gente O que sente o vazio, tristes lamentos A imensidão do sentimento ausente Silêncio é viver sem os momentos É privação, é ter uma dor ardente Deixar-se levar pelos aflitos ventos Da solidão, ir morrendo lentamente O silêncio, inquieto numa despedida É uma alvorada de clarões diversos Um misto entre os suspiros da vida! Ele tem tudo... reunido, e nada tem! E não há se quer poética nos versos Que suavize a alma, sem um porém! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 03 novembro, 2023, 13’03” – Araguari, MG

⁠CANTAR EM VERSO Poetar! Esquadrinhar os sentimentos A imensidade ilusória da imaginação
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⁠CANTAR EM VERSO Poetar! Esquadrinhar os sentimentos A imensidade ilusória da imaginação O vário profundo casto da sensação O redil duma emoção, os momentos Poetar á luz prateada de uma paixão Ver todos os chãos, os pensamentos O pulsar do coração, os sacramentos Da alma... rolada pela face do quão! Poetar, sempre plural, de maravilhas O teu reino das viscerais quimeras Eras da percepção, enredadas trilhas Poetar os confins da razão, o risonho Agrado. Os perfumes das primaveras A leveza do vento, na asa do sonho! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29 outubro, 2023, 18’34” – Araguari, MG

⁠Adequação Saudade! De ti o vazio que me dilacera E, que enche a minha alma com agonia
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⁠Adequação Saudade! De ti o vazio que me dilacera E, que enche a minha alma com agonia Lágrima, suspiro, delírio e, prava apatia Tu! sensação que rasga e a dor esmera Versos tristes, triste e inquieta poesia Amargura que quase envenena, hera Daninha que prolifera, que degenera Que emana do pesar a cruel melodia Grande este sofrer! Descora a aurora Suplicio, aguçado sempre, vida afora Segue, ferindo, em carentes caminhos Saudade! Guarda contigo está rudeza Deixai-me o tempo com sua gentileza Não tem glória sem coroa de espinhos! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28 outubro, 2023, 14’35” – Araguari, MG

⁠POESIA DESFOLHADA Ela com toda a sofrência. A dor pesada Verso miserável, o sentimento a vincar
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⁠POESIA DESFOLHADA Ela com toda a sofrência. A dor pesada Verso miserável, o sentimento a vincar Contrita, suspirosa, lacrimosa, fadada A cada árduo momento o seu poetizar Toda sofrência... E, de alma surrada A sensação de desamparo a fervilhar Aflita, inquieta, trêmula, atrapalhada O canto desentoado, põe-se a chorar Como não sentir a este triste ensejo! Onde outrora era prosa e doce beijo Olhares, gestos e, a poética sincera Tristura! Trova lastimosa, rejeitada Hoje, nesta dura poesia desfolhada Tal folha outonal, o amor degenera. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26/10/2023, 16’10” – Araguari, MG

⁠TODO AMOR No sentimento, há um soneto lindo Que mais parece uma leve emoção
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⁠TODO AMOR No sentimento, há um soneto lindo Que mais parece uma leve emoção Sussurrante, com o versar sorrindo Na versão aquela perfeita inspiração Atraente sensação, o afeto incluindo Suspiros em versos, mimos em botão E, que torna o fascínio tão bem vindo Com seus sentidos, saboridos, então! E, assim, verseja a prosa no agora Com significado do fulgor da aurora Que rega o coração com o tal vigor Ah! paixão... bom ter-te neste carinho Sem que seja um cárcere de espinho Mas, sim, a poética com todo o amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22/10/2023, 15’51” – Araguari, MG

⁠Soneto penoso Emoção! ao sentires a poesia pacata O abandono duma prosa de amor
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⁠Soneto penoso Emoção! ao sentires a poesia pacata O abandono duma prosa de amor Trova que fere, canto que maltrata É pranto que nasce de grande dor Quando ouvires d’alma rude sonata Rugindo de um sentimento traidor E perceberes uma poética ingrata Entenda, são versos dum sofredor Cá, esconde as angústias, o tédio Onde o coração sofre duro assédio Do desagrado, em verso amargoso Pois, um poema que magoa, soa Na sensação... e o sentir atraiçoa E, quase sempre, resiste penoso! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21 outubro, 2023, 08’51” – Araguari, MG

⁠Destino ... e na minha poesia singular e frequente Exausta e maltrapilha, o versejar desejou
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⁠Destino ... e na minha poesia singular e frequente Exausta e maltrapilha, o versejar desejou Um olhar, gesto, uma poética impenitente Mas, o destino na inspiração revés traçou Agora, sussurrante e, sentimento torrente Pouco importa os acasos que a maltratou Pois, nas rimas descontente é indiferente Se há prazo, importa é que o amor restou Assim, adiante, a prosa fazendo história Versos compondo sua inédita trajetória Criando sentidos, suspiros e sensações Entre hosanas e canseiras, rompe fiascos A mão que traça agruras também dá laços Aí, avança a poesia, com outras emoções! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16, outubro, 2023, 13’00” – Araguari, MG

⁠Inquietude Meus versos tem estampa de inquietude Misto de sentimento e treva, pecadores
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⁠Inquietude Meus versos tem estampa de inquietude Misto de sentimento e treva, pecadores Pensamentos... de tal poética, tão rude: Sensações, martírios, tristes amargores E na eterna busca de uma mansuetude Me vi poetando os sonetos sonhadores Com aquelas agridoces rimas que ilude Nos dando enganos... versos traidores! Espinhos, flores, sussurros, a vastidão Cânticos solitários, fracos e cansados Sobre os ombros a emotiva inspiração Ah! inquietude, indiferente às cicatrizes A teimar nos meus versos desafinados Unhando a alma com sonatas infelizes © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/10/2023, 17’31” – Araguari, MG

⁠Poeta! Poeta! Sofre nos versos perversos Suspira aos teus amores sentidos
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⁠Poeta! Poeta! Sofre nos versos perversos Suspira aos teus amores sentidos Nas tuas lágrimas, teus beijos idos E, sempre, nas sensações imersos De um coração emocional... fluidos Sentimentos e, os martírios diversos Purifica n’alma os sonhos dispersos Que emana dos enganos... sofridos É grande o teu pensamento, sonora A tua imaginação, tens poética afora Indiferente as ilusões dos caminhos Poeta! Traz contido toda a tua graça Tua pureza, tua superação, tua raça Pois, até a rosa, tem teus espinhos! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 09/10/2023, 21”24” – Araguari, MG