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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠Gente que faz aniversário em FEVEREIRO Dia e mês que leva os anos
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⁠Gente que faz aniversário em FEVEREIRO Dia e mês que leva os anos Nas costas, cada vez maior Sem fronteira e sem planos Nos males e sonhos o suor De fevereiro a festiva data Num rígido e reto itinerário Afinal não é ouro nem prata Mas é especial no calendário Nunca se pode dar até mais Pois veloz já é naturalmente Venturas e os acasos são reais Eu deixo um posposto pendente Ficar mais velho, são fatos anuais Ser lerdo, adia receber o presente! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01 fevereiro, 2023, Araguari MG

⁠SONETO ENAMORADO Como na poesia o poeta que é imperfeito Um canastrão na sua prosa só por amor
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⁠SONETO ENAMORADO Como na poesia o poeta que é imperfeito Um canastrão na sua prosa só por amor Ou quem, por ter cheio de paixão o peito Vê o poema perder-se no ato de compor Em mim, por sofrência, fica desamparado O rito mais solene do desejo do coração E o meu sentimento eu vejo tão agastado Vergado numa poética sem ter sensação Seja o temor então a minha eloquência Bardo sem a rima de um soneto eleito Só pra ti, que quer amor em recompensa Mais que o verso estabanado o tenha feito Saibas ler a emoção onde esteja imaculado Canto de amor, em um soneto enamorado © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/08/2021, 11’25” - Araguari, MG

PRA ALÉM DO CERRADO Para além do barranco do cerrado Talvez só a estrada, ou um castelo
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PRA ALÉM DO CERRADO Para além do barranco do cerrado Talvez só a estrada, ou um castelo Talvez nada além dum olhar singelo Porém, pouco importa, vou levado Enquanto vou, aos devaneios velo E os gestos postos no chão arado Lavro cada sentimento denodado Não sei e nem pergunto, só prelo De que adianta querer qual lado Se o fado é tão diverso no paralelo E as curvas reveis no discordado E para aquilo que não vejo, o belo Sorriso, a mão do amor, ofertado Assim, refreio passada com flagelo Luciano Spagnol Poeta do cerrado Março de 2017 Cerrado goiano

ENFADA DANÇA Oh, meu melancólico sofrimento Por que no silêncio recomeças
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ENFADA DANÇA Oh, meu melancólico sofrimento Por que no silêncio recomeças Ritmando o árduo sentimento Numa agitada dança, as pressas Eu vago sozinho pelo lamento Na solidão, que queres?... Peças! No dia, na noite, és só firmamento Assim, sem que nada te impeças Tu danças ao amuo do vento Ao relento, trazendo o medo E o pranto. Oh doce fomento Um enredo... sou desesperança Vago só e errante neste lajedo E tu me leva nesta enfada dança © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13/12/2019, cerrado goiano

⁠AMOR E VINHO O amor é vinícola, é poesia Degustação, prazer, carinho
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⁠AMOR E VINHO O amor é vinícola, é poesia Degustação, prazer, carinho E, não nos faz ficar sozinho É buquê, o querer, harmonia Embriaga de alegria, fantasia Que transforma, um cantinho Um eternamente enamorado O sedutor cochichar baixinho... Provar do amar e ser amado Saboreando o vinho! Como é bom o apaixonado! (Tim Tim) Assim, branco, tinto, espumante Total combinação, sentir alado De ser poeticamente amante! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18/09/2021, 10’34” – Araguari, MG

⁠DISTANTE Tu, que estás remoto, ó tu, que estás distante Pera, e, num gesto pouco, muito é o carinho
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⁠DISTANTE Tu, que estás remoto, ó tu, que estás distante Pera, e, num gesto pouco, muito é o carinho Não fui amado, e como amador, sou sozinho E na condição sozinho, vagueio pelo instante Meu coração, desocupado, do amor perante Tem na poética o seu refúgio, doce caminho Então, diga nada, e cá te digo bem baixinho O que a exigência quer: uma história dante! E, no alvorecer, quando a luz doirar radiosa Uma sensação outra, se com emoção possa Intuirás o quão fundamental foi aquela rosa Ah! o sentimento não mais tão só, tão asinha O tenho numa saudade, numa saudade nossa E terás contigo uma qualquer saudade minha © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18 setembro, 2021, 06’18” – Araguari, MG

⁠AMOR, PAIXÃO, SEDUÇÃO EM CORTEJO Invadindo a vastidão do sentir profundo Sulcando a sensação, incitando o desejo
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⁠AMOR, PAIXÃO, SEDUÇÃO EM CORTEJO Invadindo a vastidão do sentir profundo Sulcando a sensação, incitando o desejo O amor e a paixão, a sedução em cortejo Velam o prazer, que surge num segundo Na esteira sem fim duma severa espera Ei-lo embalado na amplidão de um laço Em ritmo lento ou acelerado compasso Eclode e floresce a cada uma primavera Andeja, e vai em busca de um infinito Agrado, tal o romper dum díspar mito Apurando a humano maneira de supor E tão cheio de luz do fulgir dum astro Brilha a alma, deixando poético rastro Da trajetória augusta: quando é amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16 setembro, 2021, 09’42” – Araguari, MG

⁠DIVINA COMÉDIA Lágrima sussurrando na face sofrida Sensação erguendo os braços ao céu
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⁠DIVINA COMÉDIA Lágrima sussurrando na face sofrida Sensação erguendo os braços ao céu A sorte dentro do silêncio escondida A quem serve sentido perdido ao leu Se o desejo causa martírio no papel Pecado, ilusão, e a dor infinda ferida Corre o fado e só gera direção cruel Porque estar delirante por toda vida? Não é melhor na prosa ser clemente Paz, harmonia, poesia no que insiste Em não ser, sendo feliz com a gente Razão: deixo a poética n’alma haver E o triste deixo apoucado, se existe Vivo o amor, do que meramente ter... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15 setembro, 2021, 20’23” – Araguari, MG

⁠GOSTAR… É doar por gostar, desejar e querer Receber por dar, por apenas amar
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⁠GOSTAR… É doar por gostar, desejar e querer Receber por dar, por apenas amar Para mais amor, amar, e assim, ter E nesse saber, o crer para confiar Ah! como é agrado, suspiros ao ar Aquele doce olhar e o beijo suado Nesse existir tão curto no caminhar Então, gratidão e flor ao enamorado E, ao coração, aquele enrabichado Amor, afinal se é bom, é pra estar Se caído, que seja então pro viver Pois, como é querido estar ao lado Do amor apaixonado a nos embalar - E, afim amor de mim, pode haver... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15 setembro, 2021, 15’07” – Araguari, MG

⁠AMOROSO VIVER Que eu cante bem, e tal modo o cante Que o amor saiba o quanto é proveito
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⁠AMOROSO VIVER Que eu cante bem, e tal modo o cante Que o amor saiba o quanto é proveito Na poética cheia de graça e abundante De agrado, de desejo e o fiel respeito Que satisfaça e não seja mero instante E se, na aflição, então, que seja feito O mais importante, e o mais confiante Afinal, aquele amor, no peito, é eleito Que o querer tenha não um qualquer Sentimento, que seja a ventura nossa Pro desejado sonhado amor que vier Que, então, se transponha os embaraços Que se tenha no fado o fado que possa E amoroso viver, com beijos, e abraços... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17 setembro, 2021, 07’33” – Araguari, MG

⁠UM POEMA Tu, que este versejar, o teu nome chama Que deixa a saudade suspirar pelos versos
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⁠UM POEMA Tu, que este versejar, o teu nome chama Que deixa a saudade suspirar pelos versos Arqueja na alma em sentimentos diversos Sussurrando nostálgica rima, denso drama Nesta prosa poética onde o amor derrama Diante da inspiração os sonhos submersos O olhar, de olha-los, são desejos imersos Em cada trova, sensação daquele que ama Todo o amor qual andei sempre embebido Pulsa no peito ao dizer-te em verso terno O que sempre no meu amar teve contido É a sedutora teimosia do encanto interno Dum coração repleto, e pleno de sentido Esperança, à espera do encontro eterno... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13 setembro, 2021, 21’12” – Araguari, MG

⁠ENVELHECEU COMIGO Quando, à primeira vez, me vi na poesia Que foi lá pros tempos da longe meninice
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⁠ENVELHECEU COMIGO Quando, à primeira vez, me vi na poesia Que foi lá pros tempos da longe meninice E quedei-me à paixão de quem sentisse Sede n’alma, emoção e razão na grafia E depois, fantasia e ilusão, a vê-la, disse: É moço o poeta é enroupar-se de ousadia O sentimento aceso, estro, sedução e cria Hoje a sinto entre as sensações da velhice Cá de caneta e papel, trancos e solavancos Vejo-a idear as mãos em prosa, terno abrigo De venturas e os hostis versos saltimbancos E ao apreciá-lo assim, inteiramente, digo, Vendo-a poetar com meus cabelos brancos A poesia, realmente, envelheceu comigo... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14 setembro, 2021, 17’07” – Araguari, MG

⁠Canção Musicada Pra Velhice Dizes-te tempo, entretanto Em ti andejando, cada dia
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⁠Canção Musicada Pra Velhice Dizes-te tempo, entretanto Em ti andejando, cada dia Mais e tais, mais um canto Mais algo, e mais ousadia E a cada novo ano, passa Indo a carcaça abarrotada Aparência baça, com graça Peleja, e generosa morada Cada passo, renovo, brilho A vida num prélio deveras A juventude um trocadilho E o desejo das primaveras Sigo da vida a doce poesia Se ventura eu fosse poeta Dele apanharia mais magia Velho, mas de alma repleta Cada fio do cabelo já prata E a saudade no peito forte No olhar luz, a sina pacata E, que o coração se importe Porém, antes, porém, sorte Caro tempo, aqui me esforço É bem que se vai pra morte Mas, que seja sem remorso... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13/09/2021, 15’40” – Araguari, MG

⁠SOB UM RETRATO Aqui tens amarelado, um retrato desbotado Numa saudade que dói e na saudade versa
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⁠SOB UM RETRATO Aqui tens amarelado, um retrato desbotado Numa saudade que dói e na saudade versa Em um silêncio mudo, contudo, encharcado De memória, histórias, de casos e conversa Foto piedosa, meiga, de um tempo passado Ante o vazio do olhar, da atenção dispersa Olhos amorosos, em um sussurro chorado Ó contemplação de uma sensação perversa Ante ele, recordando a tão doce formosura Ente amado, as preces para a eternidade Que o tempo leva numa nostálgica ternura É que Deus, Ente, lhe doirou em santidade Dando-lhe a paz e o caminho da alma pura E cá eu vou carpindo sob a infinda saudade... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13/09/2021, 10’10” – Araguari, MG

⁠SER POETA E SER POÉTICO Ser poeta e ser poético dentro de um sonho de arte Que, aureolando a melodia e harmonizando a prosa
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⁠SER POETA E SER POÉTICO Ser poeta e ser poético dentro de um sonho de arte Que, aureolando a melodia e harmonizando a prosa Deixa aquele integral senso quando este se biparte Em afeto e dor, numa só sensação, a sutileza da rosa Emoção. Eis o que faz amar-te, eis o que fez apreciar-te Inspiração pura, entregue ao criador de mão laboriosa Que amplia, cria, que a manufatura e leva a toda parte Do amor, intérprete do coração, lhano num esplendor Talvez a imaginação é tanta, ante a tanta imaginação Sente tanto sentimento, o travador, esse ser dialético Que ri e chora, e que sempre está cheio de fascinação Sussurros guaiam do estro, num entusiasmo frenético Devaneios suspiram, respiram, e d’alma estruge ilusão Dentro de um sonho de arte de ser poeta e ser poético © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12, setembro, 2021, 11’27” – Araguari, MG

⁠SUCUPIRA Florir no cerrado ou no ressecado recanto Ou mesmo em chão cascalhado, de feitio
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⁠SUCUPIRA Florir no cerrado ou no ressecado recanto Ou mesmo em chão cascalhado, de feitio Sedutor, nobre no sertão, dum lilás manto Que se destaca dentre outras. Bela e sutil Quando desabrocha ao olhar, um espanto Entre a profusão mil, e as passifloras mil Ela, singela, que nascida é pra o encanto Adorna as planícies do planalto do Brasil É de vê-la ímpar, de tal graça, ao vento Tocando a alma, dum magnetismo total Sucupira, árvore cheia de encantamento E, de vê-la arroxeada copa tão colossal Que aviva cada canto do árido cinzento Aprazia, sacia, numa poética sem igual... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12/09/2021, 19’41” – Araguari, MG

⁠ENVELHECENDO Frauda o sono na madrugada. Sem apreço Tropeço em tropeço, corpo e vigor, se vão
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⁠ENVELHECENDO Frauda o sono na madrugada. Sem apreço Tropeço em tropeço, corpo e vigor, se vão É pulsação na emoção, é a conta, é o preço À dimensão do tempo, do tempo à dimensão Um espesso sentimento: agrado e padeço Ao chão, cada suspiro de uma sensação Vida, palpitação, de arremesso e arrefeço E, bem sei que curto ou longo nos levarão A cada verso, reverso do fim e do começo O início, o término, no meio, se misturarão Do berço ao regresso, diverso, eu confesso! Se tive insatisfação, também, mais gratidão Tristeza ou não, apenas um outro endereço Envelhecendo, a oblação dos que sorte são! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2021, setembro, 12, 04’27” – Araguari, MG

⁠REMISSÃO Como rejeitar-te? se na minha poesia Deixou a sensação, o vigor dum amor
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⁠REMISSÃO Como rejeitar-te? se na minha poesia Deixou a sensação, o vigor dum amor Teu cheiro, a saudade, a alma luzidia Em prosa e verso tão cheios de dispor Como rejeitar-te? se és sobeja quantia Onde o desejo implora por dar-te flor Cada menção tua é uma atraente via Vem recordar-me deste afeto sedutor Rejeitar-te? impossível. Por ti eu peno Meu coração versou e verseja história Se é para suportar, tomo deste veneno Eu não espero uma poesia transitória No olhar, quero afago não um escudo Hão da razão ter e o perdão de tudo! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2021, agosto, 01, 19’11” - Cerrado goiano

⁠S’ERRA S’erra meu soneto, em rimar-vos tanto Em verso tenso e saudoso, em vos ver
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⁠S’ERRA S’erra meu soneto, em rimar-vos tanto Em verso tenso e saudoso, em vos ver S’erra a poética inquieta, em não haver E te ter ao lado, faz-lhe ceder ao pranto S’erra o poeta, na lira dar-te em canto Pra vós, e na inspiração mais escrever S’erra cada verso, em assim te conter É vazio, solidão, a prosa sem encanto S’erra compor o longevo, sem apesar De tantas vezes no engano, enganado Faz desta ilusão sentimentos divididos S’erra o lhano verso ao amor versejar Que das promessas são votos cridos Nestes erros, errar! qual o culpado? ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2021, setembro, 11, 10’01” – Araguari, MG Ferreirando

⁠SETEMBRO Do pôr do sol neste horizonte rubente Eu perco-me, é tarde cálida no cerrado
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⁠SETEMBRO Do pôr do sol neste horizonte rubente Eu perco-me, é tarde cálida no cerrado O pensamento ao vento e tão passado Numa contemplação remota e ausente A sensação se encole, e o vazio espora Ergue ao longe uma solidão perturbada E da saudade se ouve uma voz chorada Sussurrando ao ouvido agrura que cora Num segundo o céu tornou-se agreste E as minhas sofreguidões tão sozinhas Se espalhando por todo canto celeste Setembro. Sua rima nas prosas minhas É! ... falam de amor, como se me deste De novo a flor, que pro amor avinhas... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2021, setembro, 11, 18’27” – Araguari, MG

⁠INCÓGNITA Porque digo, amor, e ainda o sente A solidão, afagos de fogo, afogueado
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⁠INCÓGNITA Porque digo, amor, e ainda o sente A solidão, afagos de fogo, afogueado Teu toque, um toque simplesmente Que corre o corpo, e delira o pecado Porque se sente e a sensação é tanta Se nem do olhar a recordação é perto A prosa querer o prosar que encanta Se nem a poética sabe o fascínio certo Eu só sei que nada sei, tudo é contido A alma no eu, o eu num amor perdido Que poeta aos meus ouvidos, desejos! E eu só quero ternura, mais que pouca Na loucura dos lábios, sentir a tua boca E que em dócil cortejo, ter-te em beijos... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10 setembro, 2021, 16’16” – Araguari, MG

⁠SONETO VICIOSO Horas pequenas de o meu poetar Eu nunca senti quando vos tinha
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⁠SONETO VICIOSO Horas pequenas de o meu poetar Eu nunca senti quando vos tinha Que amargurasse a poesia minha Em tormento e nostalgia de amar Pensamentos ao vento, a cutucar Versos soltos, a rima tão sozinha Soluços nos sonetos, pobrezinha Sensação, que o peito põe a trovar Poética de amor, emoções acontece Escoa no papel saudade alva e pura Do dantes, insiste e não se esquece Estranha inspiração, tão desventura Por um amor, que no amor desfalece Viciando o coração em dura candura... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10 setembro, 2021, 18’47” – Araguari, MG

⁠ANTES DO SOL SE PÔR Hoje, eu poeto cá por lhe narrar As sensações de o meu coração
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⁠ANTES DO SOL SE PÔR Hoje, eu poeto cá por lhe narrar As sensações de o meu coração São versos de quem quer amar Numa ardente e gostosa paixão Tal qual a poética tem emoção Assim o meu desejo é desejar Tu és aquele amor de sonhar Tu és meu amor, minha razão A cada trova um doce suspirar A sede, perdão se fui amador É por ti este canto a lhe cantar És o encanto duma felicidade A boniteza antes do sol se pôr No cerrado. Ar, minha metade! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 09 setembro, 2021, 21’16” – Araguari, MG