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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠Eternamente Sobre o sonho escrevi teu nome um dia Mas a ilusão a levou tal escrita na areia
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⁠Eternamente Sobre o sonho escrevi teu nome um dia Mas a ilusão a levou tal escrita na areia Onde o mar apaga, insisto, mas todavia A emoção vela pra que a saudade a leia Ó fado breve, tão fugaz, desdita aflição O que é mortal tem seu tempo. O final E nós passaremos, e os enredos ficarão Afinal, o que ampara é o vínculo imortal E, assim, me parece que só o vil perece Não! O amor, o afeto, nem tudo some Coração consome e a alma engrandece Nos meus versos, jacente é o seu nome Então, nos teus abraços, eternamente Recordação duma felicidade incontida Tão grande, querida, vontade se sente Pois, lembrar-te-ei mesmo após a vida! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19 dezembro, 2022, 05’42” – Araguari, MG

⁠chove lá fora acordei e vi que chove
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⁠chove lá fora acordei e vi que chove observei que não era só lá fora revestido de breu minh’alma também, chora! dengosa amorosa queixando de tudo do silêncio mudo da carência daquela ausência amargo sentido coração partido ah! e o meu amor na sofrência, na dor... chove lá fora cá dentro do alento também chora! triste sentimento sem compaixão sedento cheio de ilusão lamento... dura hora vão... solidão chove lá fora! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18 dezembro, 2022, 13’37” – Araguari, MG versão para “Chove”

⁠CÂNTICO DO CERRADO Já não ouvem os cantos das seriemas Estridentes brados vindos do cerrado
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⁠CÂNTICO DO CERRADO Já não ouvem os cantos das seriemas Estridentes brados vindos do cerrado Cessaram as sonatas, coaxes e poemas Dos sapos, tão trêfego e tão sussurrado Onde andarão as maritacas e as emas Que nas planícies vinham dar significado Pela imensidão do sertão e ecossistemas Onde andarão? Foram apartadas do prado? Já não ouvem aqueles apelos suplicados O silêncio invade, os feitiços são penados Os jatobás e os ipês não sombreiam mais O chão tão desprezado de cuidados urge Torna-se escasso a cada alvor que surge Cala-se o sertão nas urgências essenciais © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07 dezembro, 2022, 05’42” – Araguari, MG

⁠NATAL EM SONETO (dezembro) 24 de dezembro, uma noite tão presente Noite Cristã, zelo ao Pequeno Nazareno
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⁠NATAL EM SONETO (dezembro) 24 de dezembro, uma noite tão presente Noite Cristã, zelo ao Pequeno Nazareno Um amigo amor, um desígnio tão pleno A infância em recordação, inteiramente Nestes veros meu cantar doce e ameno No pisca-pisca de sentimento inocente Lépida cantiga, total sensação que sente Mesa posta, nossa gente, o crer sereno Ó Menino Nazareno, sentido, confiança Aquela verdade que nos traz esperança Aquela inspiração que nos dá devoção E, no coração o tanger do fervor imerso Neste emocional, só um pequeno verso: Dum soneto de Natal em devota canção! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04 dezembro, 2022, 19’42” – Araguari, MG

⁠COVARDE Se, assim, bater de novo à minha porta Ah saudade! deixai quieta a minha dor
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⁠COVARDE Se, assim, bater de novo à minha porta Ah saudade! deixai quieta a minha dor Não mais me traga sensação que corta Que açoita a emoção com aflitivo ardor Do pouco o tudo na recordação importa E nada comporta um gesto tão opressor Pois bem, cada lágrima pesar transporta Então, dar-me-ás suspiro pra lhe transpor Mas, aí! no peito bate forte está aflição Sussurra em voz alta, em árduo alarde Avidando um aperto no sisudo coração Tremo... Sôfrego... E doloroso... sufocado, ... me deixo bater a saudade como covarde E me ponho a sofrer como um apaixonado! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04 dezembro, 2022, 11’42” – Araguari, MG

⁠CONVICÇÃO Por saber que não mais de te versarei Permita que entre nós só a recordação
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⁠CONVICÇÃO Por saber que não mais de te versarei Permita que entre nós só a recordação Deixada nos versos cheios de sensação Que existiu um dia, agora, não mais irei Não que eu quiz, e que ingrato serei Saiba que te amei em cada emoção Loucamente, na minha maior paixão Entendo, que poesia tivemos, eu sei! Não que a escrita te apagou, narrativo Vive a saudade, num maçante motivo Em uma poética evidente e tão picuinha Mas, neste perseverar em ser presente Um tormento parece-me tão unicamente E, sabes que não mais será prosa minha! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07 novembro, 2022, 21’00” – Araguari, MG

⁠Flores Murchas Desmaiadas na vida Pálidas desabrochadas
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⁠Flores Murchas Desmaiadas na vida Pálidas desabrochadas As cores de partida As pétalas cansadas Ainda com viço Afadigadas... Murchas flores Flores murchas Tristes louvores Versadas... De perfume postiço E as forças exiladas Feitiço Da existência traçadas Do fado mortiço De inevitáveis jornadas Murchas flores Flores murchas Tristes louvores Desenganadas... Perfazendo o curso Revoadas Incurso... Flores murchas Murchas flores Tristes louvores Encantadas! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02 dezembro, 2022, 18’52” – Araguari, MG Versão musical para o poema “Flores Murchas”

⁠CHAMO Sou eu! Não me ouves, poesia? Piedade Sinta está sensação que pulsa no pranto
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⁠CHAMO Sou eu! Não me ouves, poesia? Piedade Sinta está sensação que pulsa no pranto Olha este sentimento que me pesa tanto Que brada, dói, que me faz pela metade Pois, não vês a poética que traz saudade E meus versos com versos sem encanto E que o canto traz tristura no seu canto Portanto, ouça-me, e não seja maldade Quero prosa e agrado, não de centavos Quero bravos, ver o verso maravilhado E em cada versar um versar com ardor Eu tenho mais que somente os agravos Tenho o ritmo na alma tão cadenciado E no coração a exatidão doce do amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05 novembro, 2022, 17’20” – Araguari, MG

⁠INDECISÃO Possa lá prosseguir amargurado! Andar com uma sensação poente
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⁠INDECISÃO Possa lá prosseguir amargurado! Andar com uma sensação poente Se uma apertura atroz e sofrente Enche de bruma o verso poetado Se o sentimento cá tanto povoado Que tenta impor está dor ardente Logo este pesar assombra a gente Tão pungente e tão determinado Seja a poesia doce ou então salina Sempre há aquela inspiração afim Sempre há rumo em cada esquina Sei lá qual dos versos é razão, enfim, Se é o perdão ou é a justiça divina... Ou se é a sedução dizendo que sim! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02 novembro, 2022, 14’24” – Araguari, MG

⁠ORGULHO Meus são os versos do chão cerrado Poética acre, puro céu e denso mato
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⁠ORGULHO Meus são os versos do chão cerrado Poética acre, puro céu e denso mato No galho tortuoso o poema trançado Escrafunchado de um singular recato Eu entendo o sentimento acentuado O luar que prosa inspiração e trato E ao meu versar, o versar fascinado Com um perfume ao sensível olfato Nas minhas mãos, a poesia orgulhosa Se te poeto, sertão, na sua imensidão É com a imaginação e tons especiais E, então, pressintam a quão formosa Natureza, que suspira, pulsa, é paixão Neste imenso dom de poder ser mais! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01 novembro, 2022, 17’37” – Araguari, MG

⁠O AMOR, NA VOZ DA POESIA De repente, não se sabe quando, o amor Cheio de voz, de poesia, onde há magia
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⁠O AMOR, NA VOZ DA POESIA De repente, não se sabe quando, o amor Cheio de voz, de poesia, onde há magia Carnaval que flama o sentimento, ardor Num olhar em chama, sedutora energia Dos seus versos aquela paixão derrama Tem prosa, emoção, caricia em sinfonia Em cada estrofe um fascínio sem drama Em toada com terna harmonia e euforia E na poética serenata, o som da aurora Compondo gestos, beijos, a grata hora O abraço que consola, o marcante teor Assim, projetando no horizonte do viver Criando sentido, enredos, de um querer O amor na voz da poesia é em tom maior © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06 abril, 2023, 14'02" – Araguari, MG

⁠SONETO DO PERDÃO O teu não, vergasta a minha fé Dá-me o perdão como veredito
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⁠SONETO DO PERDÃO O teu não, vergasta a minha fé Dá-me o perdão como veredito És a quimera de que necessito Refreai-me da cilada do mundé Do coração, o dito não é escrito O teu fascínio embarga-me até Eu sou só pra ti e ti pra mim, é Vou além. Tu me levas ao infinito E nesta de alma perdida, sofrida Rasga-me o peito a tua partida Se, só queria alegria e não dor Então, aqui na sobra repartida Lágrimas da saudade escorrida Murcham com mágoas, o amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Abril de 2017 - cerrado goiano

⁠“Delictum” No princípio era o homem nu, descansado O mundo em consoante soberana sinfonia
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⁠“Delictum” No princípio era o homem nu, descansado O mundo em consoante soberana sinfonia Sem rudeza, tristura ou quesito desafinado O céu em perfeita e tão melodiosa poesia Então veio a presença de amor enamorado Tudo era luz, e assim, todo o prazer sentia E no fulgor do sol se tinha o agrado ao lado E o clarão do luar deu asas à doce fantasia Deus tudo criou em seis dias, e repousou Santificou este dia e seguiu no tom maior O espinho, a flor, a terra, fogo, ar... gerou E o homem em tentação, coiso, indeciso Pecou... transgredindo o Verbo Criador... Perdendo no delito o destinado Paraíso! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08 abril, 2023, 20’12” – Araguari, MG

⁠NOSSOS OLHARES O teu olhar tão posto, tão formoso O teu olhar afeito ao doce acalanto
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⁠NOSSOS OLHARES O teu olhar tão posto, tão formoso O teu olhar afeito ao doce acalanto O meu olhar sedutor, tão malicioso O meu olhar inquieto, tanto... tanto! O teu olhar me olha com qualidade O meu olhar te afaga, sem segredo O teu olhar no meu sentido brade Meu olhar, teu olhar, terno enredo! O teu olhar no meu, uma imensidão Imaginação, sentimento, sensação O que seria do meu sem o teu olhar Por isso ter o teu olhar eu agradeço Poema ao meu coração, reconheço Que em outro olhar não pude estar! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02 abril, 2023, 15'12" – Araguari, MG

⁠CONTINUA E o versar poético da poesia continua A sua magia na mesma rota, destino
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⁠CONTINUA E o versar poético da poesia continua A sua magia na mesma rota, destino E, na ventura, várias sensações tatua Há verso, prosa, rítmica canção, hino É o compor eterno sobre a alma nua Os encontros e desencontros, divino Fado. E no coração a emoção estua Num cântico de sentimento genuíno E pelo verso, imerso uma narrativa Dum acaso e sorte, em expectativa Entrançado, o qual nunca é restrito E, o versar continua na sua romaria Numa intrincada agitada travessia... Que vai além do poeta, pro infinito! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01 abril, 2023, 12'46" – Araguari, MG

⁠EM TOADA DE POESIA Oh! Seu pudesse em cadência e ternura Dizer-te o que no peito me é um estrondo
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⁠EM TOADA DE POESIA Oh! Seu pudesse em cadência e ternura Dizer-te o que no peito me é um estrondo Se em poéticos sons vibrando de doçura Pudesse ao sentimento estar compondo Se o versar falasse, o que, enfim, procura Que a tempos no olhar o prazer escondo Uma sensação atraente de terna loucura Aonde cada verso o amor está propondo O poema seria a paixão com um sentido Cheio de emoção, sem coração partido Trazendo o que no verso de amor traria Seria um canto, divino canto de estima Cristalino som e tão cheio de pura rima Um cântico d’alma em toada de poesia © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 31 março, 2023, 18'33" – Araguari, MG

⁠SUMIDO NO PASSADO Embora as saudades dos idos distantes Nos faz, lembranças pesarem, azoadas
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⁠SUMIDO NO PASSADO Embora as saudades dos idos distantes Nos faz, lembranças pesarem, azoadas Embora no tempo seja apenas instantes Eclodem velhas sensações desfolhadas Embora as prosas sonhem descuidadas Por sentimentos golpeados e cruciantes Embora as atenções fiquem derrocadas Tudo passa, pois, nada será como antes E no melhor da saudade, bom ter vivido Indiferentemente do caminhar, dividido Que seja! A emoção, é sentido apurado Assim, vejo, o arfante lamento da gente Fundir-se ao comum... e tão vorazmente O gemido afiado estar sumido no passado! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30 março, 2023, 15'02" – Araguari, MG

⁠SOFRÊNCIA II Sofrência! Ponto eterno da poesia Indistinto, de inspiração truculenta
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⁠SOFRÊNCIA II Sofrência! Ponto eterno da poesia Indistinto, de inspiração truculenta Algoz n’alma, composição sedenta Uma tal prosa cheia de melancolia Tem prazer de afligir em demasia De arrancar aquela lágrima doída Nas poéticas sofrentes, pela vida Verso carente, significação vazia A dor dá, ao poeta, o verso viçoso Pra que sintas a atenção do gozo Que da emotiva entranha, emana Enigmático estacar sedutor, inciso Que avida sensação de improviso Dando emoção: ambígua e insana © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27 março, 2023, 21'17" – Araguari, MG

⁠SONETO QUE SENTE O aperreado soneto descontente Vive a soluçar inspiração sofrida
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⁠SONETO QUE SENTE O aperreado soneto descontente Vive a soluçar inspiração sofrida Chora, sente. Afia simplesmente Uma ilusão e sensação incontida É infeliz, tão descrente, carente Com uma emoção, assim, perdida Transforma o tudo em dor doída Insolente, vive a suspirar na vida Os versos são vãos, sem glória Em uma poética e nobre escória Que pela sofrência, reina, tirano Mas, o meu soneto que sente, sabe Que no olhar, no tempo, tudo cabe Quando se tem um coração humano © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25 março, 2023, 16'41" – Araguari, MG

⁠POETA A VERSAR Nos muitos versos dum Poeta a versar Se vê o acaso sob o seu olhar. Floresce
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⁠POETA A VERSAR Nos muitos versos dum Poeta a versar Se vê o acaso sob o seu olhar. Floresce Sentimentos a pulsar, sedução a cantar E íntima sensação do que lhe acontece Muitas vezes são lágrimas que padece E outras, sorrisos que lhe vem abraçar Todos trançados em prosas, em prece Rezadas da alma do peito a sussurrar Um desejo que vai além, perenemente Que faz deste pormenor ser diferente Tão somente, o teu ar, cheio de sabor Ah! o Poeta a versar: magia e fantasia Vive e sorve ilusões, suspira nostalgia E sente o sagrado deste poético ardor. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26 março, 2023, 18'07" – Araguari, MG

⁠DOCE POETAR Em fascinantes trovas graciosas E cintilantes sonetos construindo
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⁠DOCE POETAR Em fascinantes trovas graciosas E cintilantes sonetos construindo Despontam as ilusões misteriosas E, vai tendo o encanto bem vindo Em prosas e poéticas maravilhosas As rimas duma alma vão se abrindo Escorrendo da inspiração, garbosas Que sempre o cantar eu vá sentindo Tenho sede, do doce poetar, singelo Que, assim, no existir, mais que belo Traga o desejo maior, com sensação Um amor, então, rimando na poesia O toque, a magia do olhar, fantasia Em versos, todos, cheios de paixão © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18 março, 2023, 15'14" – Araguari, MG

⁠BENDITOS E o velho leme da vida, guia A nau cambaleante garrida
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⁠BENDITOS E o velho leme da vida, guia A nau cambaleante garrida Traçando no tempo ousadia E fato de chegada e partida Flui e seca, a bamba poesia É o espírito em sua corrida Doce encanto, pura valeria Numa diversidade incontida E pelo rumo, a vida e morte Palmeando a face da sorte Qual cativos nos seus delitos E o velho leme do fado, rege Catando ser ardiloso, herege Mas eleitos, somos benditos! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19 março, 2023, 15'06" – Araguari, MG

⁠ETERNO POETAR A poesia, em seu eterno encanto Deixou-me os versos a encantar
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⁠ETERNO POETAR A poesia, em seu eterno encanto Deixou-me os versos a encantar Por isto no âmago de seu canto Fiz prosas para a sofrência aliviar Quando a dor não pude suavizar Fiz da palavra um cerne acalanto E agora, num sentimental versejar Me amimo em um poético recanto Na agonia escondida, e suspirada Sinto sensação do tudo e do nada Vibrando no verso, dando emoção Então, escorre o doce licor do criar Nas linhas da estrofe, eterno poetar Tendo a sina em poética transfusão © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/03/2023, 19'28" – Araguari, MG