Frase de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL
CÂNTICO DO CERRADO Já não ouvem os cantos das seriemas Estridentes brados vindos do cerrado Cessaram as sonatas, coaxes e poemas Dos sapos, tão trêfego e tão sussurrado Onde andarão as maritacas e as emas Que nas planícies vinham dar significado Pela imensidão do sertão e ecossistemas Onde andarão? Foram apartadas do prado? Já não ouvem aqueles apelos suplicados O silêncio invade, os feitiços são penados Os jatobás e os ipês não sombreiam mais O chão tão desprezado de cuidados urge Torna-se escasso a cada alvor que surge Cala-se o sertão nas urgências essenciais © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07 dezembro, 2022, 05’42” – Araguari, MG
Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL
No pensador.ai desde