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Frases de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

766 frases

⁠SOLUÇAS, CORAÇÃO... Coração que soluças nas saudades Sensação amarga, o peito apertado
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⁠SOLUÇAS, CORAÇÃO... Coração que soluças nas saudades Sensação amarga, o peito apertado Frágeis sentimentos pelas metades Em cárcere na sofrência, algemado Teu sussurro, ó vazio, desesperado Leva o indiferentismo das vontades Pra então desvanecer abandonado Nas dores sóbrias com severidades Vives assim, moribundo, pensativo Na inquietação do emotivo, cativo Na imensa vastidão do desagrado Suspira, coração! Debalde soluças Pois... na tortura, onde te debruças Ninguém sente contigo ao teu lado! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17 março, 2023, 15'29" – Araguari, MG

⁠CÁRCERE DA DESPEDIDA De que vale as lágrimas se no lamento Levas a saudade de inevitáveis dores?
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⁠CÁRCERE DA DESPEDIDA De que vale as lágrimas se no lamento Levas a saudade de inevitáveis dores? Se o afeto perdido lhe ainda é tormento Com sensação tão cheia de amargores De que vale prosar, tal poéticos autores Pra acalmar a sofrência do sentimento? Se os apertos ainda lhes são sofredores E no peito ainda um aflitivo sangramento O que me move é ter comigo a emoção Um desejo flagrando o aturado coração É saber que me doei a quem indiferente E que no pesar, o cárcere da despedida Encarcera, sova, com uma tal dor doida... Mas, vale a pena, ao amor que se sente! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15/03/2023, 16'42" – Araguari, MG

⁠Noutro dia... Num verso sentido, na poética, figura Sussurrado da emoção em um talvez
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⁠Noutro dia... Num verso sentido, na poética, figura Sussurrado da emoção em um talvez A saudade que sente a dor sem cura De outrem. Uma sensação de nudez Enquanto na prosa ao acaso procura O otimista verso suspirado, e que fez Dantes a poesia sem aquela tristura Incessante agrura e sem ter a rudez Então, surge a madrugada, ritmada A ilusão, sobre o chão, desfolhada Guiando a trova, criando-a especial Ó esperança de atraente formosura E, ante ao escrito vazio de aventura Traz noutro dia, inspiração virginal... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27 agosto, 2023, 13’26” – Araguari, MG

⁠Tu, sentimento Queres fazer sonetos, agitado Sofrente, insistes em fazê-los
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⁠Tu, sentimento Queres fazer sonetos, agitado Sofrente, insistes em fazê-los Redize versos de um passado Tediosa rima, pávidos apelos Os versos de um vício penado Que, nos quartetos, só flagelos E nos tercetos, o vazio ao lado Todos em concretos pesadelos Assim, por fim, pobre, estrutura Põe-se na métrica triste figura E vai trauteando por aí a esmo E tu, sentimento ocioso, expele Vaidades vans, a flor da pele Dando sensações a ti mesmo! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25 agosto, 2023, 14’05” – Araguari, MG

⁠Flor da quaresmeira (mística flor) Quase setembro, o cerrado fantasia Esplende, num colorido bem vindo
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⁠Flor da quaresmeira (mística flor) Quase setembro, o cerrado fantasia Esplende, num colorido bem vindo Na ramaria as corolas se abrindo Compondo singular e bela poesia A planície de magia vai cobrindo Monte a monte, em farta quantia A luz do sol ascende em sinfonia E os tons violáceos ao céu, lindo! Quase fim do inverno, a primavera Surgindo, com toda a sua ternura Enchendo com cheirosa quimera Sublime encanto, suspiro e vigor Da cor ametista, no sertão figura Flor da quaresmeira, mística flor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23 agosto, 2023, 05’07” – Araguari, MG

⁠Súplica (soneto III) Há uma prosa jacente que mascara O meu poetar sentimental e sedutor
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⁠Súplica (soneto III) Há uma prosa jacente que mascara O meu poetar sentimental e sedutor Revirando aquela saudade tão cara Sumida nas embirrações dum amor E nesta dura aflição, molesta e avara Que deixa na boca o tal gosto traidor Rola sensação picante que não para Porque não para a poesia com temor Ah! Sentimento, por que tanto sente Por que um coração por afeto mente Tornando mais dorida a trova inteira Te suplico! -vem silenciar o momento Cala meu versar, dispersa-o ao vento Deixai-me manso da minha maneira! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22 agosto, 2023, 20’37” – Araguari, MG

⁠... um dia foram tuas Fui reaver na saudade, abandonada Certa lembrança de outrora perdida
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⁠... um dia foram tuas Fui reaver na saudade, abandonada Certa lembrança de outrora perdida Que, por estar poeirenta e desbotada Ficou a um canto, posposta, ali caída Estava sem vida, sem ser encantada Já não mais tinha aquela dor sentida Tão pouco aquela paixão desprezada Ah! versejar vão, de expressão doída O passado que passou, desgostaste São poéticas esquecidas no coração E também coisa que a mim rejeitaste Hoje já não és poesia, de ter-te jejuas Apenas versos cheios de recordação Ternas trovas que um dia foram tuas. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21 agosto, 2023, 20’58” – Araguari, MG

⁠Estado do poeta Ó poética, estás onde? Imaginação Eu cá já embriagado no sentimento
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⁠Estado do poeta Ó poética, estás onde? Imaginação Eu cá já embriagado no sentimento Trazido pelo tempo em suspensão A saudade, o amor, o tal momento Do poetar, ó pura, serena sensação O quanto me faz feliz o sacramento Que vem d’alma de singular emoção Que me sacia e desta magia sedento Arrio as palavras em oração, e crio Vai-se o vazio, e me vem o estado Fantasia e a ventura, na ilusão fio Desfio a cada verso embaralhado E o poema – do infinito, um arrepio Pondo o feitio inteiramente afiado! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2023, 18 de agosto – Araguari, MG

⁠Registro Toda está saudade comovida Meu relógio toca, hora a hora
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⁠Registro Toda está saudade comovida Meu relógio toca, hora a hora É dura dor, badalada e doída Toando solidão, ao ir embora Como é vazia toda despedida Incontida aflição, então, chora Aperta a alma, se faz sentida Soando numa privação sonora O ponteiro marca cada sensação E, seus minutos, tão singulares Pulsam na cadência do coração Ah! toada em toada, os olhares De segundo a segundo, ilusão Não mais há tempo de voltares! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20 agosto, 2023, 13’18” – Araguari, MG

⁠Erros Vou pelo tempo e que no tempo aflito A prosa sentimental, tropega, suada
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⁠Erros Vou pelo tempo e que no tempo aflito A prosa sentimental, tropega, suada Poesias que tagarelam com o espírito Das faltas, vou indo pela madrugada Poética, sofrente, fincada no infinito Escrito no rigor de uma rima pesada E nos meus enganos o olhar contrito Colocando a minha alma pendurada De tudo que finda, a vida que passa A passo largo a ilusão que escassa Assim, gerando nas causas, aterros Então, equívoco e acerto o destino Ferino autor... num quase desatino Saturando o fado com infindos erros © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2023, 19, agosto, 20’14” – Araguari, MG

⁠AQUI E AGORA Eras em pleno inverno, que então Da minha poesia, um dia, partiste
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⁠AQUI E AGORA Eras em pleno inverno, que então Da minha poesia, um dia, partiste E ela, coitada! vazia, fria e triste Vagueia pela poética com ilusão Assim nos seus versos a emoção Suspira, nubla e não mais existe Quando resiste, como nunca viste Chora, lamenta, cheia de paixão Tão louca está, que não conheces Mais, o rumo do tempo de outrora Aqueles versos tais doces preces E, tão ainda viva, a prosa implora A saudade geme, e não esqueces Como se fosse hoje, aqui e agora! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/08/2023, 19’43” – Araguari, MG

⁠HÁ VERSO Há verso indeciso e verso perdido Afável ou contido e o de confiança
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⁠HÁ VERSO Há verso indeciso e verso perdido Afável ou contido e o de confiança O que fala da emoção com sentido Que tem fé, ilusão, e há esperança Duas poéticas num versar dividido E assim, eis a valia, além, a fiança Incognoscível sentimento indefinido Criando significado e a lembrança Por isso eu sinto sempre, incontido Acima do guardar, acima da razão O que causa é não ser despercebido Então, tenho cada sensação vibrante No verso cheio de majestosa paixão Intenso cada vez mais, mais gigante... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/08/2023, 11’25” – Araguari, MG

⁠AO AMOR MEU Em sensação o verso por te sonante Ó amante! o poetar por te de outrora
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⁠AO AMOR MEU Em sensação o verso por te sonante Ó amante! o poetar por te de outrora Por amar-te suspira, sente e implora Sem que possa falar-te por um instante Que vale a poética se, estravagante O coração pulsa e a quietude devora Borbulhando emoções a toda a hora Tendo o verso túrbido e inconstante Ah! sentimento delirante e sofrente Distante, de jeito grosseiro, plebeu Tem dó do versejar tão descontente Oferta o que a bom feitio te ofereceu Dá-me prosa cheia de rima diferente Conceda parceiro verso ao amor meu ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15/08/2023, 13’00” – Araguari, MG

⁠ALHEIO Quando eu apaixonava, ó dissona poesia Tu que a perturbação a atirava ao vento
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⁠ALHEIO Quando eu apaixonava, ó dissona poesia Tu que a perturbação a atirava ao vento Que ainda agora me vem ao pensamento Em ousadia, trazendo, suspiro e fantasia Frenético e excedente se faz o momento Numa sensação de desconforto e agonia Ah! Emoção! Minha conviva, agora tão fria A tua prosa poética toda sem sentimento Parceira devota das calmas noites infindas Confidente fiel da solidão e do meu anseio Ó poesia! emudeceste as divagações lindas E, com o tal silêncio, numa carência vagueio Enleio, coração na berlinda, sem boas-vindas Sem os abraços, os beijos, os olhares, alheio! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/08/2023, 21’29” – Araguari, MG

⁠MEUS TERNOS VERSOS Meus ternos versos, para ti, cantados Pertenceram a pedaço do sentimento
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⁠MEUS TERNOS VERSOS Meus ternos versos, para ti, cantados Pertenceram a pedaço do sentimento Que de vós poetaram em um evento Sussurrando: agrado, emoção, fados! Digo-lhe que os suspiros apertados Cada ementa do singular momento Nosso, ao meu poetizar foi portento Causando frisson, assim, moldados A paixão foi o nosso Nume primeiro A nossa poética, um poema querido Objeto do versejar mais verdadeiro E, no amor, entre ambos, repartido Houve conteúdo, prefácio parceiro Nos meus ternos versos, contido! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/08/2023, 19’52” – Araguari, MG

⁠QUANDO TE AMAVA Quando te amava, a poesia era saciada Porque tudo nela cevava a doce melodia
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⁠QUANDO TE AMAVA Quando te amava, a poesia era saciada Porque tudo nela cevava a doce melodia Os versos eram cheios de farta fantasia Ainda hoje, te tem, a estrofe apaixonada Poesia dourando, tal doura a madrugada O sentimento, puro e bom, de companhia O olhar, o toque, amor, do poetizar vertia E, tua carícia inteira toda ela tão delicada Companheira favorita da bela inspiração Confidente fiel dos desejos, dos ensejos Aquele verso guardado dentro do coração É, quando te amava, a poesia era festejos Lampejos, onde tudo descrevia sensação - Rimando o poetar com os nossos beijos! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 11/08/2023, 20’59” – Araguari, MG

⁠Apanhador Uso os versos para compor o meu vazio A poética tem a pulsação no aconchego
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⁠Apanhador Uso os versos para compor o meu vazio A poética tem a pulsação no aconchego Gosto do tinido tão cheio de desapego Do silêncio, assim, os momentos, recrio Compreendo bem o sotaque do cerrado O balé do vento entre as folhas, aprecio Tenho em mim o cheiro do mato, de rio E, n’alma um ser do sertão, apaixonado Trago abundância, a ilusão, sou afetivo O meu abraço é maior que um legado Sou apanhador com visível significado De um olhar, do toque, daquele motivo Queria que a safra fosse de arrepios Que cada formato, o poema narrativo De amor, assim, sendo, o latejo vivo Arfando, sobretudo, os meus vazios © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06/08/2023, 19’32” – Araguari, MG *paráfrase Manoel de Barros

⁠⁠Tchau julho Julho, despede-se Vai-se tão fagueiro
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⁠⁠Tchau julho Julho, despede-se Vai-se tão fagueiro Tão cheio de cheiro Gratidão! Outro mês, e outros virão Num novo recomeçar Presente é poder estar Dádiva da vida, de Deus Mais um julho, adeus! Na despedida, o verso O obrigado imerso Sai julho, sem arrulho Vem agosto... Que seja a gosto! © Luciano Spagnol- poeta do cerrado 31 julho, 2023 - Araguari, MG

⁠ASCENSÃO Não será sempre amargor na poesia Versos a arrelia, ousadia com torpeza
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⁠ASCENSÃO Não será sempre amargor na poesia Versos a arrelia, ousadia com torpeza Sem gentileza e enevoada de tristeza Há te ter sentimentos e a pura alegria Hei de poetizar agrados, com certeza Criando na imaginação doce fantasia Gestos leves, carias, raios de beleza Desenhando versos com fina sinfonia Hei de versar: - o olhar, o beijo a flor Ter na rima, os sons sem escarcéus Ritmando sensação e amor sem dor Em um soneto alvo, polido, sem véus Ah! a glória há de dourar cada louvor Da ascensão, eu, penhorado aos céus! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23 julho de 2023, 16’52” – Araguari, MG *paráfrase Affonso Lopes de Almeida

⁠INTENÇÃO Naquele sentido pensativo e abandonado Onde trago devaneios tão cheios de sede
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⁠INTENÇÃO Naquele sentido pensativo e abandonado Onde trago devaneios tão cheios de sede instantes de tédio, enquanto se despede o pôr do sol, só tenho, saudades ao lado Com o pensamento num canto da parede Crio ilusões, entrançadas tal um bordado No silêncio do anoitecer por cá no cerrado Ó tormento lavrado, que emoções impede Dá-me um soneto cheio de cor e quimera Junto, entre flores, arrebatado sentimento Em um cenário de sentimental primavera E, ainda carregado, não sensação pouca Se o suspiro leva, que seja um momento Quero poética que rime com beijo na boca © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22 julho de 2023, 19’31” - cerrado goiano

⁠A Bougainvillea Vermelha Na cor do amor A Bougainvillea afogueada
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⁠A Bougainvillea Vermelha Na cor do amor A Bougainvillea afogueada Floresce no mais esplendor Lenhosa, lustrosa, encantada Matizando o olhar, és primor Maiúscula flor, com significado Tão imponente De semblante desenhado Bougainvillea vermelha.... n’alma sente! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18 de julho, 2023 - Araguari, MG

⁠ ANTÚRIO NEGRO O som do vento no cerrado
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⁠ ANTÚRIO NEGRO O som do vento no cerrado faz dançar a misteriosa flor O raio do sol do alvor veste ela de significado Que belo tom mística flor É um amor perfeito hipnotizante, um louvor Anthurio o seu nome teu fascínio, pronome - Negra é a tua cor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Junho, 2023 - Araguari, MG

⁠MORRE DENTRO DE MIM Se eu peço ao soneto dar-me felicidade A este coração sofrente, sonso e servil
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⁠MORRE DENTRO DE MIM Se eu peço ao soneto dar-me felicidade A este coração sofrente, sonso e servil Prosa que sou infortunado, varrido, fútil Ávido, inútil e cheio de inflada vaidade Donde vem está falta de simplicidade Está tua crueldade? mostra ser hostil Nas entrelinhas és vil, dum saber sutil No versejar, tosco, e sem a suavidade A minha inspiração sussurrante, chora Nos suspiros dentro da ilusão e, assim Farto de sensação e lágrima, vem fora Parece que a poética, só quer, querer Ser, sem piedade morre dentro de mim Só para sentir o sentimento esmaecer © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22 junho, 2023, 20'43" – Araguari, MG