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Frases de Petrônio Augusto Carvalho Olivieri Filho

46 frases

E hoje eu falo coisas Que nem uma criança acreditaria Frases de efeito
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E hoje eu falo coisas Que nem uma criança acreditaria Frases de efeito Que eu tanto critiquei um dia É tão triste perceber o fim Daquilo que nem começou Apaga a luz, fecha a cortina Que vai começar o show Não me olhe assim Como se não tivesse nada a oferecer Além de tudo que você me dá Agora é comigo E se eu escondo a verdade É pra também não lembrar Que o tempo passou E só eu não mudei de lugar Eu disse que era o fim Mas dentro de mim Ainda preciso me encontrar E hoje eu falo coisas Que só uma criança acreditaria Com a ingenuidade Que eu tive que perder um dia É melhor ser dono das suas escolhas Do que adiar um não Mas não se pode afastar Do que faz feliz seu coração Não me olhe assim Como se não tivesse nada a oferecer Além de tudo que você me dá Agora é comigo E se eu escondo a verdade É pra também não lembrar Que o tempo passou E só eu não mudei de lugar Eu disse que era o fim Mas dentro de mim Ainda preciso me encontrar

A porta A porta estava quase fechada. com um cadeado novo, de metal
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A porta A porta estava quase fechada. com um cadeado novo, de metal brilhante, pronto pra envelhecer e virar história amarga que não se conta em livros de auto ajuda Com cuidado você a abriu, mas não perguntou nada. Tirou a cortina da frente da janela, deixou o sol entrar por onde nunca devia ter saído, e aos poucos foi ajeitando tudo para que a sala ficasse apresentável. Fez sumir a poeira da estante, colocou uma música pra tocar, mas não quis cantar ou dançar, apenas sorriu, como fosse o passado um bobo diante de tudo que a vida reservava pro futuro. Não fez com que sua presença fosse, em nenhum momento necessária, e sim desejada. Um alguém que mostra como é bom ser livre com hora marcada para voltar para o café, para a cama, para o bolo de domingo ou o beijo de despedida na saída. E antes que se pudesse saber qual seria a nova rotina dali, partiu. Não disse “já volto”, mas deixou subentendido que o tempo é relativo. Não deixou um bilhete, e sim um papel em branco. Não deixou fotos, mas um porta retrato vazio. Não deixou quando, mas quem sabe, um talvez Só deixou saudade e a porta aberta.

A atriz Eu vi as minhas surpresas passando Em seus olhos de euforia
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A atriz Eu vi as minhas surpresas passando Em seus olhos de euforia E não sabia se estava interpretando Ou só dizendo à platéia Que podia existir a poesia Eu vi as minhas alegrias passando Em seus gestos de leveza E não sabia se estava aproveitando Ou só contando à platéia Que podia brincar com sua beleza Talvez seja, a atriz, o complemento Do meu curioso destino Passeia pelo meu papel Decifrando emoções, criando hinos Já não consigo decifrar Se ela vive ou atua, então Deixa o espetáculo continuar Que tentar decifrar é em vão Eu vi as minhas paixões passando Em seus beijos ardentes E não sabia se estava morrendo Ou só mostrando à platéia Que podia um momento ser eternamente Eu vi os meus sonhos passando Em seus suspiros dobrados E não sabia se estava no céu Ou só dizendo à platéia Que é futuro, presente e passado

A cidade Lá está ela: a cidade dotada de grande experiência
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A cidade Lá está ela: a cidade dotada de grande experiência por já muito ter abrigado gente de muito canto, todo lado muitos ternos doutorados e o João, coitado que nem sabia o que era o mundo globalizado Mas também, a cidade não quis parar no tempo e aprendeu a se virar está pronta parar abrigar o Zé, o Paul, o Edgar quem quiser ali ficar por que, do jeito que está é quase tudo um mesmo lugar É tão fácil de encontrar tudo o que você quiser um carro, uma mulher um romance, um affair aquilo que vier e o que você puder Só não é fácil de achar o que é nosso de verdade a poesia da cidade os cantos de quem tem vontade de expressar como é bonito saber que é um só no mundo que quer ser um Lá está ela: a cidade dotada de grande excitação por ser o coração multicolorido de toda a nação de gente de toda crença, qualquer etnia, criação a cidade da Maria, e quem diria, do João que agora sabe falar inglês Mas continua sem saber O que é a globalização

Pedido acanhado Ei, me dá uma célula? Você tem milhares, milhões...
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Pedido acanhado Ei, me dá uma célula? Você tem milhares, milhões... Eu sei que é estranho, mas... Sabe, se eu te pedisse seu coração Estaria sendo sendo como todos esses egoístas Que querem o vermelho das suas bochechas Quando você fica com vergonha Só para eles Realmente, eu poderia pedir seus pensamentos Mas acho que me atrapalharia todo Pois já fico sem saber o que dizer Quando me aproximo de você Ah, ainda me sobra a sua atenção! Mas não, isso também não vou pedir... Porque a todo o tempo já sou atento demais ao seu sorriso Agora, com uma célula Terei apenas um pedacinho de você comigo Mas nem com todas as cédulas dos poderosos Eu cedo esta pequena grande parte de mim

Quando éramos crianças Ainda me lembro de quando éramos crianças O sol batia na janela
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Quando éramos crianças Ainda me lembro de quando éramos crianças O sol batia na janela E na nossa imaginação Eram apenas brasas vindas de uma bola gigante Sabe... a pureza do seu sorriso Quando derrubava sorvete na roupa Era motivo de riso pra mim também Eu dizia que quando crescesse Ainda seríamos amigos Bem... e agora crescemos Continuamos nossa amizade, E... que estranho Aquelas velhas brasas da janela Parecem estar dentro de mim Quando você dá aquele puro sorriso E eu não sei o que dizer... Sinto frio na barriga Como se tivesse derramado sorvete Quando você diz que finalmente crescemos. Ah, o mundo é tão incerto Será que te conheço tão bem Que a amizade não é mais suficiente? Ou será que o presente Não é mais como era antigamente?

As cartas que você me escreveu Ontem eu reli as suas cartas Enquanto as lembranças salgadas
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As cartas que você me escreveu Ontem eu reli as suas cartas Enquanto as lembranças salgadas Faziam borrões nos seus escritos À medida que o tempo corria A gramática realçava a ironia De um ponto após o “infinito” Nem as bordas do papel coloridas Retomavam as cenas descritas Por aquele texto estático E as marcas das nossas escolhas São as dobras daquela folha Em um silêncio diplomático Ontem eu guardei as suas cartas Enquanto as lembranças fartas Justificavam o meu ato Abri a gaveta do criado mudo E coloquei junto com tudo Sua foto três por quatro Não menosprezo a literatura, Um ideal ou uma musa, Camões ou Machado Mas à medida que o tempo caminha A vida realça a ironia De um sentimento ser grafado

Estrelas da esperança Que os teus olhos sejam sempre os portais Por onde se perdem os meus encantos,
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Estrelas da esperança Que os teus olhos sejam sempre os portais Por onde se perdem os meus encantos, E neles encontre todos os santos Que lhe agraciaram com a minha paz Que o teu jeito sapeca de menina Nunca deixe solta a maturidade, Que a tua mente desfrute a liberdade Dos que desacreditam de uma sina Que guardes consigo as muitas estrelas Vindas do vasto céu da tua esperança E não duvides da beleza em tê-las, Como um farol a guiar as mudanças Porque se, atenta, puderes vê-las Verás que és ainda a mesma criança

Carta a uma ovelha Há muito me questiono sobre o que me atormenta... Que não recaiam sobre a minha cabeça o título de cético
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Carta a uma ovelha Há muito me questiono sobre o que me atormenta... Que não recaiam sobre a minha cabeça o título de cético Ou as baratas ironias dos manipuladores da verdade: A fé que move montanhas aquece o meu espírito; Os templos que louvas abrigam a arte em que mergulho; Os versos de que tu necessitas, mesmo que despidos de significado, São proferidos em nobre oratória; A força com a qual defendes teus princípios faz até grandes mestres se espantarem. Mas, algumas coisas ainda são uma incógnita para a minha pobre compreensão... Por que a tristeza que os teus olhos encerram teima em ofuscar A alegria que a tua boca propaga? Por que os castigos de que tens medo parecem pequenos diante Da agonia da tua alma? Por que os caminhos nos quais andas não contém a marca dos teus passos E sim os teus rastros? Por que a voracidade com que juntas as duas mãos é a mesma Com a qual apontas o teu dedo para criticar o semelhante? Por que vives à margem de ti mesmo? Por que pagas um preço pelo dom que já tens? Por que morres um pouco a cada dia?

Canto de partida Se levaste o teu olhar, Leva também este altar
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Canto de partida Se levaste o teu olhar, Leva também este altar Que enxergavas em nós Se levaste as tuas mãos, Leva também a canção Dos teus toques, a sós Se levaste o teu sorrir, Leva também o porvir De toda a minha dedicação Se levaste os teus planos, Leva também os enganos Que eu fiz ao meu coração Se levaste o teu zelo, Leva também este apelo: Nunca deixe de fazer - te amada Se levaste o teu cheiro, Leva também meu corpo inteiro Que é tua maior morada Se levaste os meus pensamentos, Leva também os juramentos, Que ecoam como uma tortura Se levaste o teu tempo, Deixa – me também isento Leva esta hora impura E por fim, se levaste a minha vida Leva também a tua partida Pra eu nunca mais lembrar quem fui

Impressionista A resposta pra tudo Meu porto seguro
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Impressionista A resposta pra tudo Meu porto seguro Uma resposta ao tempo E eu te amo E pode a vida passar Sem parar E pode o céu repousar E eu vou te amar Simples, concreto Ninguém é de ferro Meu amor se se faz assim Nascente, sem fim E um sorriso se faz meu Como o meu futuro se faz teu E eu poderei dizer minha lei Fui homem, imperfeito, mas amei

Gestos simples e camuflados Ver - te por ver Sentir e não poder dizer
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Gestos simples e camuflados Ver - te por ver Sentir e não poder dizer A verdade Querer - te por querer Por livre arbítrio ter que escolher Uma amizade Navegar por navegar Na imensidão do seu olhar Que retrata a incerteza Tocar por tocar A sua pele, brilho do mar Que só remete à pureza E finamente amar Mas não amar por amar Porque o amor pode ser singular

Minha virtude Diz que me ama em silêncio E me faz esquecer tudo que eu penso
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Minha virtude Diz que me ama em silêncio E me faz esquecer tudo que eu penso Me leva de volta pro início E faz da tua boca o meu vício Eu abri mão de tanto para estar aqui Agora não tem mais como fugir O teu querer é minha vontade absoluta Me abraça, fecha os olhos e escuta: Você é minha virtude, meu erro Meu sonho, meu desejo Minha segurança, paraíso concreto É quem me faz feliz por completo Só você conhece os meus instintos Sabe bem brincar com o que sinto E eu entro totalmente no seu jogo O bem e o mal, a água e o fogo O tempo passa e novamente estamos aqui Olhando o horizonte, sem ter pra onde ir O meu querer é tua vontade absoluta Me abraça, fecha os olhos e escuta Você é minha virtude, meu erro Meu sonho, meu desejo Minha segurança, paraíso concreto É quem me faz feliz por completo

Feito poesia Perseverança é feita de sonho Sonho é feito de criança
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Feito poesia Perseverança é feita de sonho Sonho é feito de criança Criança é feita de brinquedo E brinquedo é feito gente Gente é feita de sonho Sonho, efeito de tudo Tudo é feito do nada E nada é feito de tudo Tudo é feito de gente Gente é feita de esperança Esperança é feita pro futuro E o futuro se faz com garra Garra é feita de perseverança Perseverança é feita de sonho Sonho é feito pra gente E a gente é feito de amor E o amor... Ah, o amor é feito fonte Que brota e a gente vê passar

Oferenda Ofereço, puro e casto, meu amor A ti, feito e fruto da honestidade
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Oferenda Ofereço, puro e casto, meu amor A ti, feito e fruto da honestidade Tão singela, tida como verdade Por poetas e loucos, sem maior pudor Ofereço, no ímpeto do meu ser A vida na sua forma mais intensa, E prometo fazer dela uma crença No âmago tão incerto do teu querer Ofereço as estrelas em protesto Ao tempo, tão pouco e tão pertinente Que carrega, deste poeta modesto O teu olhar, inebriante e displicente E por fim, se existe mesmo um, atesto Que tu deixas meu viver mais contente

Eu rio, você mar Eu gosto de MPB Você é Flamengo
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Eu rio, você mar Eu gosto de MPB Você é Flamengo Eu prefiro saber por quê Você deixa com o tempo Eu toco violão Você adora uma micareta Eu presto atenção Por favor, não me esqueça Você pula sem medo Eu piso no chão Você diz que é segredo Eu seguro a sua mão Você sabe o que quer Eu quero o que sei Você me despersou E eu me embriaguei Você me olha um instante Eu rio, você mar E isso é o bastante Pra eu escolher sempre te amar

Metamorfose - I É bossa nova o som que sua luz toca Mescla os raios de sol ao puro vermelho
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Metamorfose - I É bossa nova o som que sua luz toca Mescla os raios de sol ao puro vermelho Que enaltece sua branca face em anseio A confirmar meu juízo: é carioca Mas não conclua agora nem muito pense: Leves traços, mas seu olhar irradia O poder de atrair com toda a ousadia E assim me faz pensar: é brasiliense É a moça que brinca com meus sentidos É dentre todas, a mulher mais bela É a dona dos tesouros escondidos Onde o sol e o céu são somente dela É a menina que faz sonhos partidos E eu pergunto: afinal, quem é ela?

É, eu tô amando uma morena, fruto tropical. Uma morena que tem os olhos verdes. Morena verde. Quando ela me olha, parece que me despe por completo,
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É, eu tô amando uma morena, fruto tropical. Uma morena que tem os olhos verdes. Morena verde. Quando ela me olha, parece que me despe por completo, logo eu, que fico tão orgulhoso em dizer que a Física é o meu passatempo predileto fico assim sem reação quando estou perto dela. Além do ar de menina carente, às vezes ela usa um óculos que a deixa com cara de mulher decidida, intelectual, cheia de si, o que dá um toque maior de sensualidade. Sabe, fazia tempo que eu não me apaixonava, esse amor tá fazendo bem pra mim. Tá me fazendo descobrir quem eu realmente sou. Descobrir que eu vivo num país plural, e que tem espaço pra todo mundo. Comecei a refletir sobre o quanto a gente fica com bobagem em querer ser igual aquele cara da novela, aquela modelo que apareceu em tal programa, Cada um tem sua essência, e nisso consiste a beleza do mundo, ainda mais pra nós que vivemos num país como o Brasil, multicolorido. Descobri que não existe apenas uma garota que vale a pena, Aquela que é o centro das atenções de um grupo social, que nunca dá valor a quem merece e sempre faz doce. Deixa fazer, sempre preferi pratos salgados mesmo. A gente demora, mas se dá conta de quanto tempo perde em querer provar pra todos que a gente tem valor. Existe um valor universal? Existe código de barra pra ser humano? Qual a melhor, loira, negra, ruiva, morena? Ah, eu tô amando uma morena, que é amiga da loirinha, que sempre estuda Física comigo.

Beauty fool Ela passa horas em frente ao espelho procurando
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Beauty fool Ela passa horas em frente ao espelho procurando o que eu encontrei na primeira vez em que a vi ali sentada esperando o mundo parar pra lhe dar uma chance de ser feliz Ela passa horas em frente ao espelho procurando o que eu encontrei em todas as vezes que lhe vi imersa em pensamentos brigando com o tempo pra voltar a ser criança e saber aonde ir Refrão: Esqueceu que o céu pode desabar o tempo pode até parar e nunca mais luzir que ainda é seu o sorriso de criança que eu levo na lembrança nunca te falei pra ir Embora...

A garota e seu jardim Ela olha cada flor do seu jardim como um sentimento que passou
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A garota e seu jardim Ela olha cada flor do seu jardim como um sentimento que passou deixando saudade, ou apenas a lembrança de que sentiu alguma coisa maior que a sua própria existência O cuidado é diário. A satisfação contemplativa que tem os visitantes, para ela é vaidade, porque o vermelho da rosa tem uma gota do seu sangue. Mas foi dado com carinho. Afinal, quem seria a jardineira se não amasse os espinhos? Não exalta a ilusão como cenário ideal para a vida mas, sabe a importância dela para que esse cenário seja construído e conquistado, porque se não acreditasse que um dia voaria como as borboletas que pousam no seu jardim, talvez suas asas não abarcariam tantas flores. Quando uma flor morre, seu coração vai junto. Parece que o cuidado, suas horas de esforço se perderam em algum lugar onde já não tem relevância. Mas quando chega uma semente nova, ela planta com a expetativa de que se torne ainda mais linda do que a flor que morreu. E enquanto rega sua nova esperança, redescobre a coisa mais importante: ela ainda sabe cultivar! E olha cada flor do jardim como um sentimento. E deita, sorri, inspira.

Soneto do amor em si Amo-te assim, sem troca e sem barganha Sem resquício de culpa ou de perdão
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Soneto do amor em si Amo-te assim, sem troca e sem barganha Sem resquício de culpa ou de perdão Amo-te no limite em que a razão Delira e me permite tal façanha Amo-te, sem querer saber se ganha O ceticismo, sombra da emoção Ou o relógio, carrasco da ilusão, Meras medalhas para quem apanha Amo-te só, com o êxtase primeiro E a experiência de quem muito amou Unindo-os enfim, como um carpinteiro Que com calma, trabalha com ardor E sem terminar, repete o roteiro: Todo dia se constrói um grande amor

Quando quero sorrir, sorrio comigo, assim baixinho, como fizesse
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Quando quero sorrir, sorrio comigo, assim baixinho, como fizesse o mundo sentido maior que eu Quando quero descobrir, paro pra errar muito mais que acertar. Pode ser o tiro mais importante que o alvo Quando posso ser criança recorro em maior parte ao presente do que às lembranças como fosse a vida uma troca de brinquedos Quando preciso ser adulto lanço mão da experiência para moldar o impossível: existem cento e cinco mil caminhos para a felicidade Quando quero viver, tiro os olhos da janela e os coloco embaixo do nariz e acima do umbigo porque os substantivos são da realidade e os adjetivos são meus Quando quero morrer, simplesmente morro, sem perder a hora de acordar na segunda feira de manhã Mas quando quero ter você, eu posso ser adulto ou criança, morrer ou me descobrir, viver e sorrir... Só deite a sua cabeça no meu ombro e deixe os seus olhos refletirem o pôr do sol

Se não fossem os seus olhos Se não fossem os seus olhos, Com certeza, o mundo seria mais triste.
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Se não fossem os seus olhos Se não fossem os seus olhos, Com certeza, o mundo seria mais triste. Eles são o elo entre mim E tudo que eu não consigo escrever, Falar, imaginar, compreender Se não fossem os seus olhos, Eu não teria tanta certeza Da transcendência da matéria, Da eloqüência de um gesto, Do futuro da poesia Quando doce, você pára e divaga O brilho deles consegue Me trazer a calma do mar De Ipanema, e ao mesmo tempo A noite estrelada de Van Gogh Se os olhos são a porta da alma Os seus olhos são a alma Sem barreira e precedentes O reflexo da paz que eu nunca Imaginei poder encontrar Se não fossem os seus olhos, Eu não sei o que seria desse lápis Preto, tão vago Que parece ter sido feito Pra encontrar os seus cílios E contornar a mais bela obra De vanguarda que o mundo já conheceu Sim, de vanguarda, porque o seu olhar Não respeita qualquer padrão Não se curva a ninguém Apenas reluz, como uma extensão De toda a beleza dentro de ti Às vezes acho que o tempo pausa Para contemplar os olhos teus Assim, como quem não quer nada E tentar descobrir o segredo Do meu encanto ao te ver Ah, se não fossem os seus olhos, Eu não teria dito ao destino: Eu quero é ser poeta.

Beauty fool – Capo na 3ª casa (D A4 G4/C Bm5+) Ela passa horas em frente
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Beauty fool – Capo na 3ª casa (D A4 G4/C Bm5+) Ela passa horas em frente ao espelho procurando o que eu encontrei na primeira vez em que a vi ali sentada esperando o mundo parar pra lhe dar uma chance de ser feliz Ela passa horas em frente ao espelho procurando o que eu encontrei em todas as vezes que lhe vi imersa em pensamentos brigando com o tempo pra voltar a ser criança e saber aonde ir Refrão: (G Em7 C4 C) Esqueceu que o céu pode desabar o tempo pode até parar e nunca mais luzir que ainda é seu o sorriso de criança que eu levo na lembrança nunca te falei pra ir (G6/C Bm5+ G A) Embora...