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Frase de Petrônio Augusto Carvalho Olivieri Filho

A cidade Lá está ela: a cidade dotada de grande experiência por já muito ter abrigado gente de muito canto, todo lado muitos ternos doutorados e o João, coitado que nem sabia o que era o mundo globalizado Mas também, a cidade não quis parar no tempo e aprendeu a se virar está pronta parar abrigar o Zé, o Paul, o Edgar quem quiser ali ficar por que, do jeito que está é quase tudo um mesmo lugar É tão fácil de encontrar tudo o que você quiser um carro, uma mulher um romance, um affair aquilo que vier e o que você puder Só não é fácil de achar o que é nosso de verdade a poesia da cidade os cantos de quem tem vontade de expressar como é bonito saber que é um só no mundo que quer ser um Lá está ela: a cidade dotada de grande excitação por ser o coração multicolorido de toda a nação de gente de toda crença, qualquer etnia, criação a cidade da Maria, e quem diria, do João que agora sabe falar inglês Mas continua sem saber O que é a globalização

Petrônio Augusto Carvalho Olivieri Filho

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Pensador.com

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Outras frases de Petrônio Augusto Carvalho Olivieri Filho

E hoje eu falo coisas Que nem uma criança acreditaria Frases de efeito
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E hoje eu falo coisas Que nem uma criança acreditaria Frases de efeito Que eu tanto critiquei um dia É tão triste perceber o fim Daquilo que nem começou Apaga a luz, fecha a cortina Que vai começar o show Não me olhe assim Como se não tivesse nada a oferecer Além de tudo que você me dá Agora é comigo E se eu escondo a verdade É pra também não lembrar Que o tempo passou E só eu não mudei de lugar Eu disse que era o fim Mas dentro de mim Ainda preciso me encontrar E hoje eu falo coisas Que só uma criança acreditaria Com a ingenuidade Que eu tive que perder um dia É melhor ser dono das suas escolhas Do que adiar um não Mas não se pode afastar Do que faz feliz seu coração Não me olhe assim Como se não tivesse nada a oferecer Além de tudo que você me dá Agora é comigo E se eu escondo a verdade É pra também não lembrar Que o tempo passou E só eu não mudei de lugar Eu disse que era o fim Mas dentro de mim Ainda preciso me encontrar

A porta A porta estava quase fechada. com um cadeado novo, de metal
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A porta A porta estava quase fechada. com um cadeado novo, de metal brilhante, pronto pra envelhecer e virar história amarga que não se conta em livros de auto ajuda Com cuidado você a abriu, mas não perguntou nada. Tirou a cortina da frente da janela, deixou o sol entrar por onde nunca devia ter saído, e aos poucos foi ajeitando tudo para que a sala ficasse apresentável. Fez sumir a poeira da estante, colocou uma música pra tocar, mas não quis cantar ou dançar, apenas sorriu, como fosse o passado um bobo diante de tudo que a vida reservava pro futuro. Não fez com que sua presença fosse, em nenhum momento necessária, e sim desejada. Um alguém que mostra como é bom ser livre com hora marcada para voltar para o café, para a cama, para o bolo de domingo ou o beijo de despedida na saída. E antes que se pudesse saber qual seria a nova rotina dali, partiu. Não disse “já volto”, mas deixou subentendido que o tempo é relativo. Não deixou um bilhete, e sim um papel em branco. Não deixou fotos, mas um porta retrato vazio. Não deixou quando, mas quem sabe, um talvez Só deixou saudade e a porta aberta.

A atriz Eu vi as minhas surpresas passando Em seus olhos de euforia
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A atriz Eu vi as minhas surpresas passando Em seus olhos de euforia E não sabia se estava interpretando Ou só dizendo à platéia Que podia existir a poesia Eu vi as minhas alegrias passando Em seus gestos de leveza E não sabia se estava aproveitando Ou só contando à platéia Que podia brincar com sua beleza Talvez seja, a atriz, o complemento Do meu curioso destino Passeia pelo meu papel Decifrando emoções, criando hinos Já não consigo decifrar Se ela vive ou atua, então Deixa o espetáculo continuar Que tentar decifrar é em vão Eu vi as minhas paixões passando Em seus beijos ardentes E não sabia se estava morrendo Ou só mostrando à platéia Que podia um momento ser eternamente Eu vi os meus sonhos passando Em seus suspiros dobrados E não sabia se estava no céu Ou só dizendo à platéia Que é futuro, presente e passado

As cartas que você me escreveu Ontem eu reli as suas cartas Enquanto as lembranças salgadas
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As cartas que você me escreveu Ontem eu reli as suas cartas Enquanto as lembranças salgadas Faziam borrões nos seus escritos À medida que o tempo corria A gramática realçava a ironia De um ponto após o “infinito” Nem as bordas do papel coloridas Retomavam as cenas descritas Por aquele texto estático E as marcas das nossas escolhas São as dobras daquela folha Em um silêncio diplomático Ontem eu guardei as suas cartas Enquanto as lembranças fartas Justificavam o meu ato Abri a gaveta do criado mudo E coloquei junto com tudo Sua foto três por quatro Não menosprezo a literatura, Um ideal ou uma musa, Camões ou Machado Mas à medida que o tempo caminha A vida realça a ironia De um sentimento ser grafado