Na fonte dos teus olhos vivem os fios dos pescadores do lago da loucura. Na fonte dos teus olhos
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Na fonte dos teus olhos vivem os fios dos pescadores do lago da loucura. Na fonte dos teus olhos o mar cumpre a sua promessa.
10 frases
Na fonte dos teus olhos vivem os fios dos pescadores do lago da loucura. Na fonte dos teus olhos
Na fonte dos teus olhos vivem os fios dos pescadores do lago da loucura. Na fonte dos teus olhos o mar cumpre a sua promessa.
Elogio da Distância Na fonte dos teus olhos vivem os fios dos pescadores do lago da loucura.
Elogio da Distância Na fonte dos teus olhos vivem os fios dos pescadores do lago da loucura. Na fonte dos teus olhos o mar cumpre a sua promessa. Aqui, coração que andou entre os homens, arranco do corpo as vestes e o brilho de uma jura: Mais negro no negro, estou mais nu. Só quando sou falso sou fiel. Sou tu quando sou eu. Na fonte dos teus olhos ando à deriva sonhando o rapto. Um fio apanhou um fio: separamo-nos enlaçados. Na fonte dos teus olhos um enforcado estrangula o baraço.
Cristal Cristal Não procura nos meus lábios tua boca,
Cristal Cristal Não procura nos meus lábios tua boca, não diante da porta o forasteiro, não no olho a lágrima. Sete noites acima caminha o vermelho ao vermelho, sete corações abaixo bate a mão à porta, sete rosas mais tarde rumoreja a fonte. (tradução de Claudia Cavalcanti)
Salmo Ninguém nos molda de novo da terra e do barro, ninguém conjura o pó nosso.
Salmo Ninguém nos molda de novo da terra e do barro, ninguém conjura o pó nosso. Ninguém. Louvado sejas, Ninguém. Por amor a ti queremos florescer. Ao encontro de ti. Um nada éramos, somos, seremos ainda, a florescer: a Rosa-de-Nada, a Rosa-de-Ninguém. Com o almacândido cálamo, o ermoceleste filamento, a rubra coroa do verbo purpúreo, que cantávamos sobre, oh sobre o espinho. (Tradução de Matheus Guménin Barreto)
Do Azul Do azul que ainda busca seu rosto, sou o primeiro a beber. Vejo e bebo de teu rastro:
Do Azul Do azul que ainda busca seu rosto, sou o primeiro a beber. Vejo e bebo de teu rastro: Deslizas pelos meus dedos, pérolas, e cresces! Cresces como todos os esquecidos Deslizas: o granizo negro da melancolia Cai num lenço, todo branco pelo aceno de despedida. (tradução de Claudia Cavalcanti)
Morte A morte é uma flor que só abre uma vez. Mas quando abre, nada se abre com ela.
Morte A morte é uma flor que só abre uma vez. Mas quando abre, nada se abre com ela. Abre sempre que quer, e fora da estação. E vem, grande mariposa, adornando os caules ondulantes. Deixa-me ser o caule forte da sua alegria. (Tradução de João Barrento)
Distâncias Olho no olho, no frio, deixa-nos também começar assim:
Distâncias Olho no olho, no frio, deixa-nos também começar assim: juntos deixa-nos respirar o véu que nos esconde um do outro, quando a noite se dispõe a medir o que ainda falta chegar de cada forma que ela toma para cada forma que ela a nós dois emprestou. (Tradução de Claudia Cavalcanti)
COMO TE EXTINGUES em mim: ainda no último e gasto
COMO TE EXTINGUES em mim: ainda no último e gasto nó de ar estás lá com uma faísca de vida. (Tradução de Claudia Cavalcanti)
… o poema não está fora do tempo. Ele pretende certamente o infinito, mas ele busca passar através do tempo – através, não acima.
Somente mãos verdadeiras escrevem poemas verdadeiros. Não vejo diferença de princípio entre um aperto de mão e um poema.