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Frases de Nicola Vital

392 frases

TERAPIA DE A a Z: Na escrita. Só assim poderei reunir
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TERAPIA DE A a Z: Na escrita. Só assim poderei reunir Minhas ideias sem tua pífia Contestação. Organizar meus sonhos e pensamentos Sem que possas por mim sonhar. E quando não estou, A leitura me faz encontrar Meus atores, meus anjos e demônios. Excluindo-me desse mundinho Surreal. Reportando-me ao universo Que me faz haver. E ai! Só aí... posso expressar Minhas desilusões, meus tiques, Minhas paranoias. Sem que me venhas facultar Sentimento lenitivo. E desperto do sono no alvéolo Que me vela o sono.

OS DEUSES DE NANQUIM: Dizem, os mais “bobos”, em seus cafofos, Que toda autoridade por Deus fora
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OS DEUSES DE NANQUIM: Dizem, os mais “bobos”, em seus cafofos, Que toda autoridade por Deus fora Constituída... Ora, vejam só! Que Deus? De resina? Ou de platina? Quiçá, o rico Mansur do olimpo! Ora, ora, todos, nada mais são Que reles mortais. Todos esses, que se arvoram Semideuses, E fazem seus julgos por suas tendenciosas Leis! ... Envoltos em suas togas de seda ou cetim, Negras qual Vesúvio, Blindam, seus corpos sedentos de vaidades. Todavia. Que Deus de justiça cultuaria bens frívolos? Que Deus de justiça julgaria por conjecturas? Que Deus de justiça edificaria a finos mármores Seus templos e, alcaçarias? Ah! quem me dera! Os homens tirassem dos seus olhos, A venda da têmis, divindade mitológica. E olhassem para os seus iguais, Com os olhos de Javé.

NAVE DO DESASSOSSEGO: Ao progresso dos nefastos Tudo vinga sem parar.
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NAVE DO DESASSOSSEGO: Ao progresso dos nefastos Tudo vinga sem parar. Para-brisas, para-choque. Para-raios, para-sar. Parangolé, parafusos. Parapente, paraquedas. Parapeito, parabólica. Tudo fica como está. Para tudo, não dá mais! Para o mundo, não aguento! Vou migrar pro’utros locais Que não tenha tanta crença... Não possua caifás. Pare, eu quero descer! Dessa nave de trapaças Dirigida pelos tais... Que vertem o verde das matas, E aos que ela apraz. Negociam os que lhe habitam Sem parecer dos cocais.

VENTO NORTE... (Nicola Vital) O vento que sopra às folhas
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VENTO NORTE... (Nicola Vital) O vento que sopra às folhas Da morada dos pardais Corre, incorre, verte às ondas Nas antenas dos quintais. O vento que sopra brando Às palmeiras dos cocais... São ventos que não alentam A tristeza dos mortais... Os ventos que vem do norte Conduzindo vendavais... Que tragam, aos quatro ventos Os sonhos que se perfaz.

PERFÍDIA: (Nicola Vital) Os homens que pensam. Todos,
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PERFÍDIA: (Nicola Vital) Os homens que pensam. Todos, Os nobres, os lidos, e os poucos tidos, Fingem em comum. Muitas vezes, até escrevo o que penso, Outras vezes, penso escrever o que sou, Assim como os homens fingem o que ser, Escrevo o que verdadeiramente sou. 19Ago2015.

POR QUÊ? (Nicola Vital) É ínfima minha morada!
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POR QUÊ? (Nicola Vital) É ínfima minha morada! Ainda assim, bem maior Que o meu pouco ser... Às vezes, me procuro E não acho... Minha razão de ser Penso, reflito, relaxo! Na busca de meu palhaço A minimizar meu sofrer. Persigo não encontro, basto! Recolho-me ao cansaço Dessa vida de embaraços, Onde sempre se fez castro Felicidade a meu ser. 24Ago2015

Amor? Sentimento que não se explica. Se bem ou mal;
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Amor? Sentimento que não se explica. Se bem ou mal; Se volúvel ou se fraternal; Se eunuco ou garanhão. O amor não tem grão... Tanto chão como quão, É canção ou refrão! Não se mede ou se pede, É inverno ou verão. Sol de primavera Arco-íris ou sabão.

A HIPOCRISIA DOS MORTAIS: (Nicola Vital) Meus sonhos são abismos!
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A HIPOCRISIA DOS MORTAIS: (Nicola Vital) Meus sonhos são abismos! De anjos fantasmas Que habitam o limiar de meu cataclismo A seduzir meu pouco ser... São anjos farmacológicos Que só a metafisica explica. Ora! Ora! Chega de anjos e, sonhos... Estou farto de metafisica E seus abismos fantasmas! Aonde deu fim a hipocrisia Dos mortais.

CARA E COROA: (Nicola Vital) Oh! Saudades da aurora
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CARA E COROA: (Nicola Vital) Oh! Saudades da aurora De minha existência! Se a vida a ti se faz ruim A vida para mim promove Se para ti diz-se do fim Sua realidade a mim comove. Enquanto jovens, temos fome De vida... Acorda, levanta para a vida! O mundo é teu e não morrerás! A busca independente da verdade Promove à vida... A vida que perfaz!

AMOR PRÓPRIO: (Nicola Vital) O amor? Ah, esse amor!...
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AMOR PRÓPRIO: (Nicola Vital) O amor? Ah, esse amor!... Assim como o brado do vento Que imensuravelmente veloz Passa. Se funde quão folha seca ao horizonte Solitário... Solidão? Ah, essa solidão!... Mera integração Entre poesia e poeta. Da primavera ao verão. E se acaso alguém bater À tua porta... E ao abrires ser eu... Bate-me a porta! Porque meu amor Deveras é só meu (...). 29Ago2015.

NO VÃO DO SILÊNCIO... (Nicola Vital) Às vezes, me sinto tão perdido!
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NO VÃO DO SILÊNCIO... (Nicola Vital) Às vezes, me sinto tão perdido! Como se perdido fosse o existir. No reluzir do sol, Fecho os olhos e não me encontro Meu infinito sou eu... A noite e seus fantasmas Me convém! No vão do silêncio noturno Escuto o ladrar dos cães A guardar as mansões Perdidas de medos... Quão seus guardas sem bravura Bradam de pavor do existir Que lhes restam.

MEU FINITO SER: (Nicola Vital) É bela e serena a noite exterior!...
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MEU FINITO SER: (Nicola Vital) É bela e serena a noite exterior!... A luz do luar, as estrelas, e o ar. Iluminando montes, os prados, e seus lagos, Refletindo rio ao mar. Irrequieta e turva é a noite do meu ser. Aqueles que foram sonhos, Perderam-se sem ter (...). Meu universo sem prado! Esse fardo de me ser. Tudo enfim, é nada! Assim, é esse viver. O sol, que em tempo brilha, Até a noite nascer A noite que não orvalha Quando o sol pra si romper. Se finda o ser finito, Findando-se pra si o ter... 14.08.2015

MEU PARCO SER: (Nicola Vital) Ontem à tardinha...
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MEU PARCO SER: (Nicola Vital) Ontem à tardinha... Em meio àquelas crianças Que gracejavam com bolas de espuma Sem roupas, medos, e sem tino. Sob a chuva oblíqua e fria. Meu indolente ser... Que outrora, assim fora feliz, Fenece a cada instante na busca vã Da criança que possui meus sonhos E devaneios... Qual meu bardo coração No afã de concluir Meu parco ser. 19.08.2015.

FILHO DA OUTRA!... (Nicola Vital) Eu pintei o meu Deus
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FILHO DA OUTRA!... (Nicola Vital) Eu pintei o meu Deus E marquei para mim. Não me deram azul, Nem dourado! E a cor foi carmim. Não me deram bolas, Não me viram à hora Que malhei toda cola Não pintaram, enfim. Não brindaram-me a escola, Onde rola a bola E a bola rola Só na cor de cetim. Eu fiquei de fora, facultaram-me a esmola Meu padrão é morim E o Deus de nanquim. 02Set2015.

REALIDADE INCONTESTE: (Nicola Vital) A arte de escrever, cantar...
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REALIDADE INCONTESTE: (Nicola Vital) A arte de escrever, cantar... Não se sobrepõe à mera metafísica, Confunde-se visceralmente A evolução da mentalidade espiritual. A mentalidade possui um processo Em que você escrevendo... Ela Vai conversando com você Por viés satisfatoriamente palpáveis Por vertentes verdadeiramente reais E de bons legados. Há qualquer coisa de bom em mim Nesse momento, Em que jamais explicaria A metafisica. Eu posso conversar com o místico! Ante essa mentalidade, Explicitar o pensamento ascético Que me proporciona à letra. 07Set2015.