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Frase de Nicola Vital

OS DEUSES DE NANQUIM: Dizem, os mais “bobos”, em seus cafofos, Que toda autoridade por Deus fora Constituída... Ora, vejam só! Que Deus? De resina? Ou de platina? Quiçá, o rico Mansur do olimpo! Ora, ora, todos, nada mais são Que reles mortais. Todos esses, que se arvoram Semideuses, E fazem seus julgos por suas tendenciosas Leis! ... Envoltos em suas togas de seda ou cetim, Negras qual Vesúvio, Blindam, seus corpos sedentos de vaidades. Todavia. Que Deus de justiça cultuaria bens frívolos? Que Deus de justiça julgaria por conjecturas? Que Deus de justiça edificaria a finos mármores Seus templos e, alcaçarias? Ah! quem me dera! Os homens tirassem dos seus olhos, A venda da têmis, divindade mitológica. E olhassem para os seus iguais, Com os olhos de Javé.

Nicola Vital

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Pensador.com

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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos!
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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos! Não me chorem amargos sisos! Eu não chorei nem sorri. Quando eu morrer, Se assim, o for meu querer, Os ouvidos, guardai em potes de vidro Pra que não possa te ouvir. Sobre os meus olhos, Plantai no mais alto dos outeiros De frente pro mundo inteiro Para eu ver, quem chora ou sorrir. Quando eu morrer, Só a língua deixai ao relento Pra não calar o que sinto E reportar o porvir. E só quando eu morrer, Separem do corpo o nariz Esse aos eflúvios condiz Guardem-no, nos florais,aos jardins.