Série Minicontos PROEZA Viver...
Frases de Nicola Vital
392 frases
Série: Minicontos MEDO DE SEUS DEMÔNIOS
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Série: Minicontos MEDO DE SEUS DEMÔNIOS Macho alfa, não admitindo separação, “decreta” sua própria prisão após várias ameaças, a fim de não cometer feminicídio, segundo o delinquente agora autuado...
CRÔNICA AMOR ANIMAL Ontem, às primeiras horas da manhã, o sujeito viajava de moto vindo do trabalho após três longos dias de plantões ininterruptos aonde trabalhava e, ainda na BR 104, na altura do quilometro 87, um cachorro magro e rabugento totalmente distraído ou quem sabe,…
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CRÔNICA AMOR ANIMAL Ontem, às primeiras horas da manhã, o sujeito viajava de moto vindo do trabalho após três longos dias de plantões ininterruptos aonde trabalhava e, ainda na BR 104, na altura do quilometro 87, um cachorro magro e rabugento totalmente distraído ou quem sabe, de proposito atravessava a pista de rolamento e o motoqueiro não muito perito no que fazia e sem muitas alternativas Bummm. Quase parado por ter tentado uma brusca frenagem, colidiu com o vagabundo que escapou ileso. Apenas alguns berros Ai ai ai ai... Entretanto o nosso protagonista não teve a mesma sorte e foi de encontro ao rígido solo asfáltico. - Ao chegar em casa todo rasgado. Roupas e joelhos bem ralados e machucados, logo sua mulher lhe indagou. - O que foi isso homem? - Nada, apenas ati em um cachorro e quase morri! Com a cara de assustada ela torna a perguntar. - Nossa, não acredito, matasse o bichinho? E o sujeito meio sem jeito resmungou. - pasmem, que amor animal o seu?! E, ela, agora com cara meio de tacho abre um pálido sorrido de desculpas. - Por fim, dias após, os protagonistas se encontram por coincidência no mesmo lugar. O motoqueiro até hoje vive a usar unguento em seu joelho ralado e seu malfadado coração. -O cão vagabundo? Feliz à beira da pista a latir sem casa e sem marca.
CRÔNICA, PAIXÃO PELA ESCRITA. Escrever é um exercício de amor ou quase santidade. E, como os apaixonados nossas criações faz despertar o egocentrismo intrínseco ao ser.
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CRÔNICA, PAIXÃO PELA ESCRITA. Escrever é um exercício de amor ou quase santidade. E, como os apaixonados nossas criações faz despertar o egocentrismo intrínseco ao ser. Todos os textos que escrevo, sempre imagino que as pessoas assim como eu, também vão gostar e admirar. E no intuito de mensurar essa ideia, eu quase sempre peço a opinião dos meus próximos que na maioria das vezes, minimiza com a deprimente frase. - Eh! Mais ou menos. [Com uma discreta torcida no nariz]. Claro, ninguém é obrigado a gosta do que eu gosto ou faço. Mas não é de se negar que diante de tamanha afirmativa, não role certo desanimo. ai a gente coloca aquele textinho de molho em um “balde de água fria” Mas como toda mãe e todo pai nunca vai aceitar que seu filho seja feio ou imprestável. Logo o abraçamos oferecendo-lhe o calor do sentimento. - E ai, fazemos novas leituras, colocamos a quarar no anil. - E outras e outras leituras, para podermos expô-lo Como diria Graciliano Ramos. - E só após, postamos para o veredito social. - Transbordando-nos de curiosidade para saber qual vai ser a aceitação daquela obra. - Nos tornando uma capsula de ansiedade e esperança. E ante uma diversidade de opiniões, eis que surge uma alma que se reconhece ali naquele texto, e se declara admirador do autor, mesmo sem nunca tê-lo visto. Talvez fosse um gesto saudosista ou um instante de ínfima lucidez. - Mas no cotidiano do autor é inexoravelmente o êxtase. - O condimento para seguir sua caminhada com esmero e carinho. E então se conclui que o ato da escrita é quase um sentimento de santidade. É como fazer Hamlet lá 1956, com câmeras pesadíssimas sem VT, sem cores, sem nada. Só paixão e raça. E somente por amor verdadeiro nos propomos a escrever em uma nação em que não se prima pela leitura crítica e pensante.
Série: Minicontos NECROPOLITICA Petrópolis sepulta sonhos e realizações. Não é a fúria da natureza.
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Série: Minicontos NECROPOLITICA Petrópolis sepulta sonhos e realizações. Não é a fúria da natureza. - Imprudência da sociedade? - Também não! De certo, propósito neoliberal...
Série: Minicontos OBSESSÃO Teria sido seu grande e inesquecível dia. Se em meio a festa de debutante seu ex não tivesse lhe roubado do seio familiar para nunca mais serem vistos...
Série: Minicontos EU e EU Ontem, proseava com um amigo fumante com o maço de cigarros ao lado. Olhou e perguntou: Ainda tem?
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Série: Minicontos EU e EU Ontem, proseava com um amigo fumante com o maço de cigarros ao lado. Olhou e perguntou: Ainda tem? Apenas um! Disse-me. Manda, o infeliz vai morrer! Qual dos dois?
Série: Minicontos RACISMO X ETNOCÍDIO Há séculos. Congoleses e Angolanos sobre mar atlântico despiam-se da vida para a morte. E a história continua. Moïse fugia por léguas tiranas em busca de vida, e de maneira torpe encontra a morte. Havia 300 anos, e nos despimos da sorte d…
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Série: Minicontos RACISMO X ETNOCÍDIO Há séculos. Congoleses e Angolanos sobre mar atlântico despiam-se da vida para a morte. E a história continua. Moïse fugia por léguas tiranas em busca de vida, e de maneira torpe encontra a morte. Havia 300 anos, e nos despimos da sorte de apreender a lição...
Série: Minicontos DO CONGO PARA O TOMBO Cobrava apenas dignidade, a paga que lhe cabia. Sem direito a defesa, tomba sob os escombros de covardia e crueldade...
Comunismo não significa tirar de quem trabalha duro para entregar a quem nunca trabalhou. Isso é coisa do capitalismo!
O SILÊNCIO DOS ANJOS Hoje, o manto negro predatório ameaça campos e cidades deixando nossos sonhos parecer mais tísico. Meu corpo sangra, mas Minh' alma em bulício aplaca os quatro ventos que sopram rumo à primavera.
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O SILÊNCIO DOS ANJOS Hoje, o manto negro predatório ameaça campos e cidades deixando nossos sonhos parecer mais tísico. Meu corpo sangra, mas Minh' alma em bulício aplaca os quatro ventos que sopram rumo à primavera. Ah, eu quero ver o que vai acontecer quando o novo sol chegar! Do que adianta falar a linga dos anjos e, não ouvir a voz dos oprimidos.
Série:. Minicontos VIÚVA VIRGEM: Casaram-se e, saíram em lua de mel. Na curva dos noivos consuma-se a separação.
A democracia, é algo crucial à saúde social. É, o sistema fisiológico de uma dada sociedade. Atentar contra a democracia representativa, faz fenecer a vida dos "indivíduos" e, destroça o Estado Democrático de Direito."Deus acima de tudo remete a um discurso tirano para legitimar…
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A democracia, é algo crucial à saúde social. É, o sistema fisiológico de uma dada sociedade. Atentar contra a democracia representativa, faz fenecer a vida dos "indivíduos" e, destroça o Estado Democrático de Direito."Deus acima de tudo remete a um discurso tirano para legitimar o abuso de poder" Deus entre todos!
EU E VOCÊ, VOCÊ E EU: Eu, tão insolente Quase insólito.
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EU E VOCÊ, VOCÊ E EU: Eu, tão insolente Quase insólito. Você. Tão evidente Ângulo, côrtez. Teses a meus Sentimentos! Pises de mancinho Pode está meu Coração.
Série Minicontos: BAD BOY O lobo pintou à chapeuzinho e, fecha o clima...
QUANTAS ALMAS TEMOS: Quando criança está sozinho me era aprazível. Meus poucos amigos, pouco me eram!
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QUANTAS ALMAS TEMOS: Quando criança está sozinho me era aprazível. Meus poucos amigos, pouco me eram! Assim me fez viciar ao perigo da solidão. Recluso ao meu tumulo, em silêncio, Escutei a voz do coração distanciando-me Do convívio com pessoas. Saímos de cena para deixar fluir! Na plateia mascaras sem olhos. Metade de mim era alma, outra metade nem calma. A vida nada mais que comédia suburbana O único ato de um único monólogo. O idiota canta, sozinho encena horas a fio Logo sua voz se faz silêncio sob a égide de um até breve. Quando, vê, o show acabou. A comédia bufou. Nada é eterno! Não sabemos quantas almas temos. Cada momento não somos ou cabemos.
AUTOCONSCIÊNCIA O poeta diria que não há comunicação com a alma. Senão, a própria.
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AUTOCONSCIÊNCIA O poeta diria que não há comunicação com a alma. Senão, a própria. Alheia... Apenas alhares, gestos ou palavras. Meu âmago é seco porque minh'alma Dialoga com a tua em pleno hecatombe existencial. O abismo entre mim e você se reflete no soprar do vento aos meus ouvidos. Como será o interior de outrem, Alguém se atreveria sonhar? A lei do espelho fala por si. O poeta não apenas escreve Reflete pensamentos.
NÃO DIGAS NADA O silêncio é tão suave Que explicita minhas reticências
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NÃO DIGAS NADA O silêncio é tão suave Que explicita minhas reticências Tão leve, que leva à toda compreensão Não digas nada... Nada mais perigoso que a certeza da razão. Nada digas haver razão Venere o frescor da dúvida E, te farás razoável, são.
MIOPIA Os olhos miram o horizonte Em buscado do que deve estar em falta.
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MIOPIA Os olhos miram o horizonte Em buscado do que deve estar em falta. E, por sua ineficácia não encontram. Se quiseres chorar que chores! ... Que não seja por acaso! Bem sabes que não morri Apena me embriaguei Na orla do meu cansaço.
Os olhos da galeria veem o belo Porque veem o que quer. Os outros, porque não podem enxergar.
ALMA POÉTICA O poeta pôs-se a dizer que a dor da alma, Antagônica à física, remedia-se com a suavidade do silêncio e, a amorosa companhia noturna.
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ALMA POÉTICA O poeta pôs-se a dizer que a dor da alma, Antagônica à física, remedia-se com a suavidade do silêncio e, a amorosa companhia noturna. Ou, quiçá, uma moda do Jonh Cale para aplacar seus males. E, que o poema não! O poema, apenas lhe oferecerá carinho. Ah, o poema! Esse sim, é lenitivo à alma e os males que aflige o poeta.
Série Minicontos Aprofobia Sob a cabeça, o paralelepípedo servia-lhe de travesseiro. Sobre o sonho, o travesseiro servia-lhe à morte.
Se não crítico, logo serei mais um.
FELICIDADE: O maior legado que se pode deixar Para os filhos
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FELICIDADE: O maior legado que se pode deixar Para os filhos Não são bens matérias, Moveis ou imóveis. Todos são efêmeros. Ademais, podem nos causar Danos irreparáveis Não deixem entardecer, Ensine seu filho a ser feliz Deixando-o em justa posição.