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Frases de Múcio Bruck

263 frases

Sob o Domínio do Medo... Te socorre a insônia desde aquele outubro No vão das palavras não ditas... emudecidas
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Sob o Domínio do Medo... Te socorre a insônia desde aquele outubro No vão das palavras não ditas... emudecidas Viajantes aladas, vagando insanas em seu olhar Tementes de verdades há muito adormecidas Era só mais uma despedida, nada além Mas ele, tolerante e tecido em querer Chorava silencioso, coração aberto em chagas Tomado da decepção da despida não entendida Flor brotada distante, com sabor de estrada Engano pelo temor do afã de se ver desnudada De se expor, baixar guardas, crescer, alçar voo Findar uma dependência finita de posse imposta Revelaste tantos nós, amarras e submissões Que em ti, jamais caberia qualquer forma de amor Seja por desejo ou escolha, o bem não vigora em ti E na opção da submissão, fio restada lhe a solidão

Sábia em seus encantos... Não mais tenho ao alcance o toque de tuas mãos Puro carinho, que teciam meias a mantas de lã
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Sábia em seus encantos... Não mais tenho ao alcance o toque de tuas mãos Puro carinho, que teciam meias a mantas de lã Já não sinto o calor de seu abraço... seu afago Tenho vivas lembranças, sentidas heranças Trago em mim seus exemplos e aprendizados E, quando penso já tudo saber, pacientemente Lentos passos curtos e amenos me a trazem No encanto de ditos, palavras eternas de mãe Sábias, solenes, simples e desenroupadas De qualquer intenção de sabedoria, já as sendo Que, como flechas, atravessam meus enganos Em decisões “seguras”, que descortinei equivocadas Havia luz, amor e entrega de cuidados em tudo Que aquela mestranda, dona de meu nascer Em suas ações, me presenteava com toques de anjo Linda mulher, plena, conhecedora do mundo meu Sabia de cor, meus sonhos pactuados com o futuro Curiosamente, sem os a tê-los ditos, mas que não me vierão Dela, fui agraciado com eterna luz, dessas de alumiarem De quereres às veredas amanhecidas em risos... ou ais Fio não ter sido o melhor aprendiz nessa apurada vivência Mas também não fui o menos agraciado nesse noviciado Viajo ao passado, colho momentos dos tempos de infância Replanto-os no eviterno jardim, morada de rica lembrança

Para você, quero dizer... Pisca-te a estrela, miúda, recém nascida Já capaz de saber a quem mirar e guardar
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Para você, quero dizer... Pisca-te a estrela, miúda, recém nascida Já capaz de saber a quem mirar e guardar Na sua eternidade, pois, dotada de sentidos Aponta, silente e segura, pessoas sutis, completas Carregadas de serenas paixões, que ofertam o bem maior Resgatar sentimentos, ensinando a crescer sendo melhor

A vida tece seu destino... A vida respira e viaja atenta e confiante! Segue em frente e não raro, alça voo rumo ao infinito, mas só quando não perde a capacidade de se emocionar, de saber sua exata valia e conhecer cada uma de suas fragilidades. Segue em frente, passos firmes e…
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A vida tece seu destino... A vida respira e viaja atenta e confiante! Segue em frente e não raro, alça voo rumo ao infinito, mas só quando não perde a capacidade de se emocionar, de saber sua exata valia e conhecer cada uma de suas fragilidades. Segue em frente, passos firmes e decididos, previamente desenhados, tecendo em sua trajetória, uma colcha de verdades dentro do próprio destino, vívido e adornado de certezas que, ao final, saberá que seu passado foi bordado com fios de realizações de desejos de bem!

Quando os sonhos se perdem... Não mais reconheço que lugar é esse Há, dependurada na entrada, uma placa
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Quando os sonhos se perdem... Não mais reconheço que lugar é esse Há, dependurada na entrada, uma placa Onde se lê: “Doce Lar”, talhada em madeira Fora de esquadro, sem cor, meio esquecida... Há anos, atravesso os mesmos umbrais Daquela construção, lugar que vivo Passo por janelas, parede trincada Não mais reparo nos muros de minha morada Recordo que por anos a ergui, tijolo por tijolo Cuidei das feridas de meus braços, pernas e mãos As chuvas, o sol, a chegada das noites, calor e frio Passaram por mim, sem interromperem minha obra Servi de risos, passei por vil sonhador Mas a fé e o desejo me incentivavam Misturei amor, querer e sonho à massa de cimento E depois de pronta, se fez orgulho de um sentimento No tempo passante, a vida me trouxe filhos E com eles, alegrias, sustos, surpresas Uns mais amorosos que outros Outros, a vida ensinou gratidões Ingratos também, pois no tempo nada aprenderam Recebi carinho quando era servil e nada negava Ganhei descortesias e desrespeitos insanos Daqueles que não ensinei a chamar-me de pai Hoje, os anos passados a nada me permite mudar A idade avançada me pesa e afasta quem amo e amei Frágil e já sem forças, não sou dono do destino meu Me tornei vítima do que disse e do que não ensinei

A Louca de 20 minutos... Olho-te aqui, agora Com olhar jamais sabido ou tido
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A Louca de 20 minutos... Olho-te aqui, agora Com olhar jamais sabido ou tido Olhos de quem sabe amar E que aprendeu a desamar Olho-te aqui, agora Como quem implora, pelas retinas Para que fiques um tantin mais Vinte minutos de atenção, antes de se ir Olho-te aqui, agora Com o olhar de quem deseja Quiçá, até mereça um colo E acarinhar a dor que rasga a alma Olho-te aqui, agora Com íris incolor, sem vida Mudez a suplicar que fique Pois a voz já se recusa a pedir Olho-te aqui, agora Sentado bem ao seu lado Com intenção de tocar-te a tez Sentir o calor de são amor Olho-te aqui, agora E o sal de uma lágrima Insana, toca meus lábios Coerente, assumida, jamais derradeira Olho-te aqui, agora E de ti, sei, tudo o que me restará Serão parcas lembranças, sinais de geleiras Sentimentos fantasmas, falas nulas e vazias

No vão que se deu... (Múcio Bruck) A madrugada trazia, silenciosa
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No vão que se deu... (Múcio Bruck) A madrugada trazia, silenciosa Um ar frio, brilho estelar e forte desejo Sua ausência, um vão infindo e dolente O afã de um beijo, um abraço esperado Machucava o querer e produzia lágrimas O amor se negava a partir, se findar Incomodava a vida decidida e ferida A madrugada trazia lembranças Torturava o penar, já sem voz Quieto, acomodado na aceitação Flor sem cor, pétala da solidão

Nos tempos dos fuzis... Sou nascido em ano aguerrido, em ventre livre Em tempos confusos, pais tementes e legalistas
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Nos tempos dos fuzis... Sou nascido em ano aguerrido, em ventre livre Em tempos confusos, pais tementes e legalistas Lúcidos nos entendimentos de sua época Diferenciavam o bem do mal sem temores Vim ao mundo em dias de instalada ditadura E dela herdei temores e aprendizados Foi no turbilhão dos fatos que assisti Que forjei meu caráter e ideologias Conheci armas e flores, algozes e heróis Foi nas ruas, na insurreição de meu povo Que a proporção exata do brio me arrebatou Ali, vi a perversidade do poder, mostrava sua cara Bandeiras, gritos de ordem pela liberdade Passeatas, corações agitados e viris Combatidos por déspotas sem arreios Instituindo a vergonha no cenário da historia Hoje, caminho pela vida, ruas e avenidas Sob sol e lua, alvo de distraídos olhares Passando cenários, pessoas, vezes sem rumo Cada um com seu querer, quiçá, até um ideal

O prazer de meu eu... Sou pescadora Não nego minha raça
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O prazer de meu eu... Sou pescadora Não nego minha raça Uso linha, anzol e vara E se me faltar a isca Serve uma de luz que pisca Sou pescadora Em rio, mar ou lagoa Sou feliz nessa raiz Faça chuva, vento ou ventania Meu querer é minha companhia Sou pescadora Não importa que peixe pescar Se Pirarara, Piraiba ou Piapara Não é o pescado que me atrai Mas a faceta de meu eu que sobressai

Não te Culpes... O que tenho a oferecer-te? Diz um irmão doente ao sadio:
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Não te Culpes... O que tenho a oferecer-te? Diz um irmão doente ao sadio: Amizade sincera Amor fraterno e verdadeiro Estar pronto a ajudar-te E à sua família, se necessário Guardar de ti teus segredos Com a própria vida, se preciso Atravessar noites a cuidar-te Quando pegar-te abandonado Por aqueles a quem se dedicou Nos anos de sua melhor saúde Vá e olha-te no espelho Não repare rugas e nem a feição E pergunta-te, no silêncio De sua exposta pequinês Sou eu o filho que do céu Meu pai vê com olhos de mel Ou sente em mim ser qual fel? E consolando aquele pai Deus o abraçou em amor E disse: “Não te culpes, pelo que teu filho é, faz e fez pois senhor, sou Eu O Criador!

Leves Gotas... Trago nos olhos A pressa lenta de razão ausente
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Leves Gotas... Trago nos olhos A pressa lenta de razão ausente Que vinga num jardim inseguro Onde se faz raro o certo ser presente Trago nos olhos Impaciências de pais... crianças adultas Passando paradas, caís e estações Blindada probidade em garras de leões Trago nos olhos Dificuldades, alertas de nebulosas Que escondem revezes e quimeras Quiméricos de minhas primaveras Trago nos olhos Fantasias, sonhos e telas arcaicas Naus sem rumo por rios que me inundam Navegando em gotas de leves esperanças

Vivendo a Loucura... Saio e sigo só, em caminhos que me levam Por ruas, alamedas e calçadas que se emendam
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Vivendo a Loucura... Saio e sigo só, em caminhos que me levam Por ruas, alamedas e calçadas que se emendam Direções diversas, sem fim, sem necessidades reais Sem saber, percorrendo cada um dos pontos cardeais Moro na companhia de meus fantasmas e vozes Que me assombram continuo e severamente Arrebatando o restado são de minha sanidade Vago sem rumo ou querência, insone pela cidade Quando me visita a lucidez, rabiscos que me tornei Machuca-me na alma o abandono e a vergonha Dita e explícita nos olhos dos muitos que amei E silente, pranteio por dentro, sofro e choro O acalanto e esperança que reside no eu Mesmo limitado pela deficiência que me pune Amordaça em tirania e emudece o expressar da dor Escancarando minhas vitrines, vazias de amor

Aécius Nevulosu... Aécius Nevulosu nasceu com uma grave doença Ladrus corruptus pseudomaníaquis
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Aécius Nevulosu... Aécius Nevulosu nasceu com uma grave doença Ladrus corruptus pseudomaníaquis Doença que somente se manifesta na fase adulta E se caso venha a ter contato com a política Desatento e sem saber portar tal enfermidade Optou frequentar esse contaminado ambiente Com pouco e breve contato nesses locais Aécius, se pegou gravemente débil Passou a apresentar os sinais e sintomas Dessa rara e desventurada moléstia Primeiro apresentou a febre Peculatis Não havia cura e esses episódios duraram anos Diagnosticados como incontidiles apropriades E vieram as manias, sinais da grave patologia Sintomas diversos se acumularam num repente Nevulosu decidiu se auto tratar e assim o fez Iniciou a busca pela cura fazendo planos Se elegeu político, mudou de hábitos Criou intimidades com porcentagens E fez do 9 e dos pares de zeros sua distração Gostou tanto que passou a colecioná-los Admirador do vil metal e da pecúnia alheia Se deu a tomá-los para si, sem cerimônias Aécius jura, de pés juntos, que se curou Na verdade, passou a fazer muitas juras Mas, somente quando se precipitava em juízo Nesse momento lhe vinha de pronto à fala Em convulsos gatunites: “Nunca declarei presente que ganhei” E replicava: “Podem perguntar no partidão!”

Soneto do despertar... Já não cabe e nem mais interessa Apontar culpas ou motivações
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Soneto do despertar... Já não cabe e nem mais interessa Apontar culpas ou motivações Desanuviar o que já se faz explícito Importa é que em meu abandono Sua ausência é minha dor e penar É pranto que afoga verso e prosa E tudo o que passo já não te importa Porque fiquei só, bem antes da porta Porque seu socorro se me ausentou E o amor que era teu, dei ao meu eu Foi então que se me abriu o horizonte Trazendo o sol por trás do monte

Antônimos... Fazes impune a festa de seu carnaval Leve, pés que quase não tocam o chão
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Antônimos... Fazes impune a festa de seu carnaval Leve, pés que quase não tocam o chão Delicados, flutuam no compasso De meu insano e apaixonado coração Sem planos de ser aclamada ou quista Com teu olhar fitando o vago vazio chão Estrela da noite, quiçá, a mais bela que há Metade brilho, metade cais e solidão Voas no ritmo, com o passar dos janeiros Atriz, dona dos suspiros de minha alma Tens de mim o reverso de cada meu verso Quase santo, quase herege, em mim imerso Me tomo por desabitado em minha natureza Fico a admirar-te, capitã de meu lamento E parto, estradeiro, cafuzo, sem norte Me entregando silente ao revés da sorte

"O medo é uma "arma" que dispara em nós um "dispositivo" de alerta de auto defesa! É esse sentimento que multiplica, infinitamente, tudo o que somos capazes em realizar em ações de auto-defesa impensáveis, seja para nos proteger ou proteger aqueles que amamos! É no medo que nos a…
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"O medo é uma "arma" que dispara em nós um "dispositivo" de alerta de auto defesa! É esse sentimento que multiplica, infinitamente, tudo o que somos capazes em realizar em ações de auto-defesa impensáveis, seja para nos proteger ou proteger aqueles que amamos! É no medo que nos agigantamos e nossa força se torna imensuravelmente maior e nos torna heróis de nós mesmos!"

Universo de meu eu... Viajas em mim, leve, alado, desnudo Sem rumo, sem norte nem direção
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Universo de meu eu... Viajas em mim, leve, alado, desnudo Sem rumo, sem norte nem direção Vives livre e sabes bem alcançar Meu peito amante e descansar Viajas em meus olhos como a canção Que transita de meus ouvidos ao coração És a brisa que sussurra a valentia Do anjo que cuida e ilumina meu dia Viajas em minhas ternas lembranças Por meu jardim, em puro olor de jasmim Chegando a tempo de ganhar meu tempo Minha emoção e o bom, ganho sem fim Viajas pelas estradas de meus sonhos Não te importas em passar as estações Já tantas e tantas vezes decoradas Desde as que partem às já esquecidas Viajas pelo eu, refletido no espelho Sendo-me nas retinas aquele quem sou Minhas geleiras, meus desertos, começo e fim Desbravando a vida que segue viva em mim

22/11 - Dia do Músico Seria uma quase heresia se eu citasse o nome de cada músico que admiro, seja por seu talento, seja pelo conjunto de sua obra, mas, especialmente, por ser músico! Numa melhor tradução, se pode afirmar, MÚSICO: “aquele que talha e constrói a arte, com paixão,…
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22/11 - Dia do Músico Seria uma quase heresia se eu citasse o nome de cada músico que admiro, seja por seu talento, seja pelo conjunto de sua obra, mas, especialmente, por ser músico! Numa melhor tradução, se pode afirmar, MÚSICO: “aquele que talha e constrói a arte, com paixão, devoção e talento. É o artista que conhece cada fibra da emoção viva no coração do outro e, por bem conhecê-las, as toca com delicadeza, e deixa sua marca tatuada em quem o ouve, emanando encanto e magia nos versos musicados que entrega, com graça e desejos de bem! Meu carinho, respeito, admiração e gratidão a cada músico, operário da arte!

Passei parte da vida a "colecionar" amigos Com o passar dos anos, poucos me restaram presentes Uns mudaram de amigos, outros, nem chegaram a me ser
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Passei parte da vida a "colecionar" amigos Com o passar dos anos, poucos me restaram presentes Uns mudaram de amigos, outros, nem chegaram a me ser Trocar de amigos não é uma opção que há de se inculpar Não há de se considerar a distância como abandono Há sim, de se agradecer, ser feliz pela escolha do outro Porque amigo é aquele que aceita e quer afinidade É aquele que enseja uma boa e sincera reciprocidade Diferente disso, não é amizade, é um bem querer Reciprocidade é batizada como afeto, quando perto...

Soneto de um Desejo... Rosa de meu jardim, pérola rara, alva flor Abrace meu penar com desejos de cuidados e amor
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Soneto de um Desejo... Rosa de meu jardim, pérola rara, alva flor Abrace meu penar com desejos de cuidados e amor Preencha meus pulmões, invadindo-os com seu leve olor Doe ao meu penar, o calor dos quereres de suas pétalas Solte minhas amarras num suspiro de brando sonhar Rosa de puro encanto, silente, inspire meu caminhar Se a esperança atrasar, seja generosa, venha me cuidar Troque meu pranto por alegrias e canto Oh, silente jóia, que sob a lua desperta emoções Contagie os poetas, os sonhadores e as paixões

Armadilhas do amor... Naquela tarde de outono Sua decepção se socorreu em mim
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Armadilhas do amor... Naquela tarde de outono Sua decepção se socorreu em mim Vieste decidida, em lágrimas e coragem Num férreo desejo de necessitada acolhida Seu corpo inquieto, alma e sentimento feridos Buscavam bem mais que um abraço Sofrias a dor da traição, da decepção Imposta por aquele a quem se rendeste Mais que isso, confiaste sua rica pureza Cega, no acreditar de reciprocidades De entrega de dedicação, paga com traições Lembro de seu choro desiludido Sua voz embargada, confusa Olhar sem horizontes, sem esperanças Bastou uma atenta escuta, doada atenção Um carinho fora de hora, um beijo roubado E uma nova esperança nascia ali Sem enganos, sem trapaças... sorte sonhada Num repente, o amor ferido sofrido e carente Em meio a um querer acontecido, acolheu sincero A surpresa gêmea de nos aceitar em sentimento

Rara Maria... Olha, Maria Chegara em minha solidão
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Rara Maria... Olha, Maria Chegara em minha solidão Desnuda da latência do pudor Sem lamentos, sem sonhos, sem dor Bela Maria De alma tecida em retalhos de verdades Estrela no olhar de muitas idades Encanto que canta rimas e sã poesia Pura Maria Menina airosa, flor a desabrochar Que no tempo lapidou e findou em alegria Heroína num inverso de sorte que não merecia Assim, Maria Sendo seus atos e dias, magia renascida Restou sincero, um caminho vivente Não de interesses, mas de imensa valia Uma estrada, Maria Sem cercas, claras avenidas coloridas Para abraçar o destino rogado Iluminando o futuro, sanando o passado

Insanas Amarras... Como podem tantas amarras se manterem Atadas, por tempos a fio, de maneira tal
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Insanas Amarras... Como podem tantas amarras se manterem Atadas, por tempos a fio, de maneira tal Que delas, jamais nos libertamos? A gente já nem tenta, pois o tempo é passado Num cenário que um dia, a intenção era atar nós Algo quase umbilical... bendito amor sonhado Num repente, tão explícito, férreo e claro Desejo inquieto, seguro e sedento Que não houve outro sentido sentimento Que rompesse a relação eivada de valores Pois a vida trás mais paixões que amores Alguns trágicos, outros, desanimadoras armadilhas Eternas no viajar lento da passada do vento Invisíveis no vão de um universo de verdades Umas, somente silhuetas, vazias e vãs Valores vis sem fim, sem eira, sem raiz E aquelas eternas, que nada as apagam Sorte assim, nos doutrinam amar sem padecer