Pular para o conteúdo

Frase de Múcio Bruck

Quando os sonhos se perdem... Não mais reconheço que lugar é esse Há, dependurada na entrada, uma placa Onde se lê: “Doce Lar”, talhada em madeira Fora de esquadro, sem cor, meio esquecida... Há anos, atravesso os mesmos umbrais Daquela construção, lugar que vivo Passo por janelas, parede trincada Não mais reparo nos muros de minha morada Recordo que por anos a ergui, tijolo por tijolo Cuidei das feridas de meus braços, pernas e mãos As chuvas, o sol, a chegada das noites, calor e frio Passaram por mim, sem interromperem minha obra Servi de risos, passei por vil sonhador Mas a fé e o desejo me incentivavam Misturei amor, querer e sonho à massa de cimento E depois de pronta, se fez orgulho de um sentimento No tempo passante, a vida me trouxe filhos E com eles, alegrias, sustos, surpresas Uns mais amorosos que outros Outros, a vida ensinou gratidões Ingratos também, pois no tempo nada aprenderam Recebi carinho quando era servil e nada negava Ganhei descortesias e desrespeitos insanos Daqueles que não ensinei a chamar-me de pai Hoje, os anos passados a nada me permite mudar A idade avançada me pesa e afasta quem amo e amei Frágil e já sem forças, não sou dono do destino meu Me tornei vítima do que disse e do que não ensinei

Múcio Bruck

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Múcio Bruck

1+1=1... Roubaste-me de mim Lento e desejosamente
Continuar lendo

1+1=1... Roubaste-me de mim Lento e desejosamente Em fim de noite que abraça a madrugada Quando as horas, aos poucos, dispersam estrelas Ali, no quase raiar do dia Já não sabíamos mais qual corpo Era parte de mim ou a ti pertencia A magia somou dois... em único amor Nossa melhor amiga: gratidão! Pela vida, pelo encontro... por nós Pela cumplicidade das marcas Mudas e ocultas, sãs em nossa paixão

Trespassado... Já não conto os dias de sua ausência Dou por certo que nada restou vazio
Continuar lendo

Trespassado... Já não conto os dias de sua ausência Dou por certo que nada restou vazio Sabemos nós que a saudade ainda é boa E flutua leve, no eu da emoção... Conta ela, em alegria prestante Que fomos sim, namorados, não amantes! Por isso brotam versos falantes Que viventes, valem mais que diamantes Olhe só As lágrima ainda banham lembranças Afinal, a perda foi por falta de coragem Não de amor cessante...

Arco-íris... Havia em minha fantasia uma passagem perdida Iniciada num desvio secreto na rua das Fadas
Continuar lendo

Arco-íris... Havia em minha fantasia uma passagem perdida Iniciada num desvio secreto na rua das Fadas Passando em meio a terra batida e pedras deitadas Ladeada por ramos rasteiros e lenda inventada E foi nela adentrando que vi o céu se escurecer E já me perdia da trilha de volta e medo sentia Em não mais encontrar, na mata fechada A vereda que queria sob o céu que gotejava Segui em frente e fui encontrar guarida Às margens de um rio claro, doce e lento Que passava peixes e folhas de toda cor E mesmo molhada, distraída me encantei Me peguei perdida sem conhecer a volta Que tanto queria e já não me havia Mas pra minha alegria formou-se no céu Um arco-íris de cores tão belas e amigas Que veio dar seu começo aos meus pés E sendo de luz a ponte nascida em milagre Me convidara por ela seguir, mesmo sem asa Numa jornada que findou à porta de minha casa

Amada Gi... Meu amor Me tire pra dançar
Continuar lendo

Amada Gi... Meu amor Me tire pra dançar Me leve em seus braços Vem findar meus ais Me conte do luar Alegre meus porões Embarque em meu navio Vem conhecer meu mar Não sei dançar um tango Sem perder o chão Não sei ouvir um fado Sem sangrar paixão Nas tramas do destino Fiz planos de amor Teci em desatino Mil rendas de ilusão Ah, a noite Não tardou Guardar suas estrelas A lua retirou Colhi de meu cabelo A rosa que sonhei Te dar ao fim da dança Jurando eterno amor