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Frases de Múcio Bruck

263 frases

Voz de pai... É prá sempre Não importa se serena ou severa
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Voz de pai... É prá sempre Não importa se serena ou severa Se presente ou distante Se dita ou calada Voz de pai é pra sempre Através dela, a gente entende Porque a vida tem mais valia Em dias de fúria ou de alegria Voz de pai é pra sempre Quando vigora ou se perde a fé De tão prestante e calma Prá ele, é voz... pra mim, é alma

Melhor seguir só... Soube amar-te como poucos souberam, enganastes meu coração inocente, sem guardas e entregue, queria esquecer muitas de suas falas, seus modos que vagam por aventuras! Desejava deixar o calor de seu corpo conversar com a febre do meu! Erramos nós quando vivem…
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Melhor seguir só... Soube amar-te como poucos souberam, enganastes meu coração inocente, sem guardas e entregue, queria esquecer muitas de suas falas, seus modos que vagam por aventuras! Desejava deixar o calor de seu corpo conversar com a febre do meu! Erramos nós quando vivemos na vida do outro, acreditando que haveria futuro onde sua reciprocidade da entrega tinha afinidade com a infidelidade!

A arte do Pangolelê... A marcha compassada do Bertrano, era breve e indicava duas realidades: a idade já avançada do pardo cavalo e o peso da carroça que puxava, uma velha carroça coberta em lona colorida, tatuada em desenhos que remontavam à lembrança a magia da arte circense.…
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A arte do Pangolelê... A marcha compassada do Bertrano, era breve e indicava duas realidades: a idade já avançada do pardo cavalo e o peso da carroça que puxava, uma velha carroça coberta em lona colorida, tatuada em desenhos que remontavam à lembrança a magia da arte circense. Era nela que o palhaço Bambolin, seguia à frente da caravana e nela, cabia tamanha alegria que ia do nariz de bolinha à peruca vermelha e todas as peças que ele vestia: roupas de cetim com formas de toda cor, todas bem cuidadas, guardadas em baús de madeira, que juntos, servia de cama para dormir, durante a viagem, a trapezista que também era atriz e não abria mão de fazer de sua arte, motivo para todo povo se emocionar e também, sorrir. Circo sem bicho, sem cobertura, sem bilheteria, sem bancos nem cadeiras, sem hora nem lugar pro show que não pode parar. As atrações eram tantas que cabia um mundo de sonhos na imaginação de menina, de menino, de gente grande, que viam nas trapalhadas do palhaço e no voo do homem bala, no estranho gigante João correndo atrás do anão trapalhão, na curiosa mulher de barba e se admiravam com Gismundo, o homem mais forte do mundo. Mas havia um momento de tensão, a apresentação da bela trapezista, que também era atriz e, de um lado pro outro, recitava, cantava e encantava a plateia! A cartomante, nascida em Lisboa, além de interpretar o que via nas cartas, “lia mão”, adivinhava o futuro e dizia que bastava um tostão pra pagar a adivinhação. O circo Pangolelê, era itinerante! Tinha somente artistas da vida, operários da felicidade, gente que tinha por regra, a falta de regras, naqueles eternos minutos que a atenção que recebiam, em encanto se fazia. Ali, não cabiam sentidos e nem lembranças de sofrer, e pelo querer, transportavam a plateia para um universo de emoção e ficção!

Docente... Era ela uma senhora de meia idade Trazia em si, sabedoria milenar
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Docente... Era ela uma senhora de meia idade Trazia em si, sabedoria milenar De tantos acontecimentos passados Que eclodiram no tempo... cada fato Tinha intimidade com pensadores De Aristóteles a Carlos Drumond Dos deuses gregos aos criados magos Sabia tudo do que se podia haver no mundo Recitava soneto, cantava poesia Narrava prosa com rara maestria Olhava nos olhos de quem lhe vinha E ensinava sobre o que no mundo havia Era ela uma senhora de meia idade Dona de si e de toda consciência e razão Era pessoa sensata, capaz e serena Era simples, modesta, cheia de paixão Tinha amor pelo ofício que optara Reunir crianças de toda raça e cor Para ensiná-las, numa mesma sala Que a vida é arte que fica e nada apaga

Aprendi, num piscar de estrelas Que a vida é uma viagem lenta, passante Tem cores, dizeres, sorrisos e dores
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Aprendi, num piscar de estrelas Que a vida é uma viagem lenta, passante Tem cores, dizeres, sorrisos e dores Vem pronta para o certo e o errado também Cabem nela esperanças e prazeres Tristezas e desesperos passageiros Mas, acima de tudo, no correr dos dias A vida ensina que o bem pode ir sempre além

Respeito, atenção, cuidado, carinho. É tão fácil doar e entregar ações e atos do bem que, quem recebe, é tomado pelo sentimento e a compreensão exata de tamanha generosidade. Jamais se tratou apenas de dependência, mas sim de acolhida, despertando desejos de reciprocidade! Isso s…
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Respeito, atenção, cuidado, carinho. É tão fácil doar e entregar ações e atos do bem que, quem recebe, é tomado pelo sentimento e a compreensão exata de tamanha generosidade. Jamais se tratou apenas de dependência, mas sim de acolhida, despertando desejos de reciprocidade! Isso só reforça o que disse o poeta: "amor é mais forte que a morte!".

Aprendendo com o passado... É, não seria pedir muito! Vir a ter bom sono... fiar no poder do bem
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Aprendendo com o passado... É, não seria pedir muito! Vir a ter bom sono... fiar no poder do bem Acordar sem ver minha gente aos lamentos Andando sem rumo, como gado a pastar Que fosse curricular a história da humanidade Aprender sobre reis, faraós, ditadores e heróis Entender os diferentes regimes de governos Monarquia, ditadura e democracia Não mais prantear tenebrosos ocorridos Nutrir amor próprio e pelos iguais Saber que profundas feridas se curam Que traumas, são sequelas inevitáveis Fazer do passar dos dias, tempo de bem viver Ter fé que a humanidade ainda se dará conta Que nela, milhões de pessoas não se anularam E deram suas vidas por um e por todos nós Morreram sós e às centenas Sem abandonar um sonho Sem deixar de lado a coragem Que tantos, por medo, a negaram A democracia não é nenhum achado A monarquia, nada decide, não tem voz A ditadura, governa com punho de ferro Dá vida ao terror que abraça uma nação É, não é pedir muito! Ter direito ao respeito Saber que mais vale amar Ter um lar, trabalho e poder sonhar

Sou Brasileira... Sou uma mulher de minha época Meus pais, filhos de ditaduras e semitismos
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Sou Brasileira... Sou uma mulher de minha época Meus pais, filhos de ditaduras e semitismos Jamais se abateram ou se entregaram Conheceram o terror, as perseguições, a fome Sou uma mulher de minha época A criança que fui, assistia o que não entendia Brincava do que queria, com imaginárias amigas Com bonecas de pano, ilusões e rabiscos em folhas Sou uma mulher de minha época Sou filha, sou mãe, esposa e dona de meu passado Senhora de meus desejos, mas temo o por vir Temo que toda luta pela liberdade tenha fracassado Sou uma mulher de minha época Conheço os resultados aterrorizantes Inda pulsantes na memória da humanidade Temo racistas, ditadores e atos de crueldade Sou uma mulher de minha época Uma gota num mar adverso de uma nação Sou racional e aos que amo, dou amparo Por isso, não darei minha pátria a Bolsanaro

Era uma vez... Havia na montanha do Verdouro Uma caverna, iluminada à luz de vela
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Era uma vez... Havia na montanha do Verdouro Uma caverna, iluminada à luz de vela Morada de um mago centenário Magro, estranhas vestes, solitário Tinha apego por flora, gosto por fogueiras Pelas fases lunares a se revezarem curiosas Pelo brilho prateado das estrelas a reluzirem Pelos traçados admiráveis das nebulosas Um ancião dado a pescarias e fusões Houve um dia que roubou do horizonte a linha Uma ponta, amarrou em seu cajado A outra, na calda de um cometa apressado E deitado numa encosta, observando o céu Planejou fisgar um “tantin” de breu E nele, aprisionar os ais dos lamentos As ações dos maus e os piores momentos Era decisão decidida e sem volta Era seu querer, eternizar o viver De cada alegria que suprimisse o sofrer Para que a vida vivesse feliz por vida ser Sofria ele as dores que trazem o saber Pois ouvia da natureza cada querer Distante da evolução da modernidade Resoluto, reinventava a paz a cada idade

O Que Fizeste de Ti? O que passa por sua cabeça? O que dizem seus pensamentos
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O Que Fizeste de Ti? O que passa por sua cabeça? O que dizem seus pensamentos Quais as suas certezas e desejos? Que sanidade fias que trás em si? Roubas de ti os próprios cabelos, a barba Veste-se como reles e inglório apátrida Se encanta com desenhos insanos na pele Desses que expõem símbolos de violências O que pensas sobre ti e tua honra? Que hombridade lhe restou nos anos De amor, a ti dedicados, por mim e teu pai? Que valia teve alegrias e dores a cuidar-te? Trago ainda, de tua infância, tanta saudade Seu carrinho azul, sua bola de meia Hoje, trocados por tatuagens de símbolos Que ao mundo, remontam ao terror e maldade Que amigos lhe são caros e íntimos? Os intolerantes? Os racistas? Os covardes? Tenho por ti sentimentos de amor de mãe Mas, não reconheço-te, saído de meu ventre

Vacante... Amo-te muito Como poucos sabem amar
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Vacante... Amo-te muito Como poucos sabem amar Minha alegria, pouco sensata Se cega, alvorecendo em penar Amo-te tanto e tão distraído Num sentimento que vaga Entre o céu e uma estrada Equivocada, tão distante de ti Amo-te puro, mouco e sem voz E a mim, nada mais importa, além de nós E meu coração acredita e se entrega Apaixonado, perdido... em elã assaz Amo-te fiel e sem culpa Sei de seus desatinos e venturas Mas silente, ferido e distante Desfaço os nós desse amor vacante

A lucidez é uma virtude que somente os "loucos" possuem, porque são capazes de enxergar a realidade como uma forma de arte abstrata, nesse diapasão, o todo se torna um nada presente, assim jamais deixam de acreditar que os significados nada significam... e seguem vivendo à margem…
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A lucidez é uma virtude que somente os "loucos" possuem, porque são capazes de enxergar a realidade como uma forma de arte abstrata, nesse diapasão, o todo se torna um nada presente, assim jamais deixam de acreditar que os significados nada significam... e seguem vivendo à margem dos transtornos que somente tem os equivocados!

A vida é norte... é sul! É destino a cumprir, é corrente a seguir! Caminhos que passam saudades de momentos eternos, desses que ficam tatuados na alma... e maus também! O aprendizado que fica, fruto das passadas dadas nessa estrada, já o sabemos de cor! Mas, o futuro é lugar ince…
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A vida é norte... é sul! É destino a cumprir, é corrente a seguir! Caminhos que passam saudades de momentos eternos, desses que ficam tatuados na alma... e maus também! O aprendizado que fica, fruto das passadas dadas nessa estrada, já o sabemos de cor! Mas, o futuro é lugar incerto e não há meios, certezas ou garantias, nem mesmo de saber onde ele reside ou se finda, pode até ser naquele pedaço de lugar onde eu possa te reencontrar!

UPAs/SUS: é ver para crer! Com breve frequência, gente que nem conheço, mas, indicados por pessoas amigas às quais, nessas horas, fico pensando que na verdade, é aquele tipo de "amigo" que, por algum motivo, não me quer bem, surgem em minha porta, me trazendo pedidos ou pergunta…
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UPAs/SUS: é ver para crer! Com breve frequência, gente que nem conheço, mas, indicados por pessoas amigas às quais, nessas horas, fico pensando que na verdade, é aquele tipo de "amigo" que, por algum motivo, não me quer bem, surgem em minha porta, me trazendo pedidos ou perguntas inquietantemente desagradáveis! Fazem estes, uma "ginástica" imensa, para me encontrar, pois sabem que não tenho apreço nem intimidades com essas modernidades, como telefone celular e, nesse campo, parece-me que há uma reciprocidade, pois as modernidades também não fazem questão nenhuma de criar vínculos de aproximação comigo! Numa dessas visitas, um senhor, adepto do SUS, veio me incomodar e tentar me converter para o que nomino “Saúdismo Público”! Ele, sem cerimônias, foi logo adentrando em minha casa e pelo seu caloroso e entusiasmado discurso, me deu a impressão de ser ele, um desses seguidores de seitas! Tinha comigo que tamanha insistência objetivava a buscar maravilhar-me com a eficiência do atendimento médico prestado naquele, digamos, “templo”, que reunia, em um espaço físico indevido, pequeno e mal enjambrado, com recursos limitados de medicamentos e materiais médicos, notando-se haver mais seguranças armados que médicos e enfermeiros somados em quantidade, atendendo aquela massa de doentes, cada qual acompanhado de um amigo ou familiar ou simplesmente, desacompanhados. Dei-me por vencido ante tamanha insistência e o acompanhei a uma Unidade que chamam de UPA, e, logo na chegada, constatei que havia ali toda qualidade, raça e tipos discrepantes de pessoas enfermas e meu "acompanhante", apontava aquelas pessoas com um brilho no olhar, como se fossem resultados de um milagre, me dizendo; “daqui há pouco, todas essas pessoas sairão daqui com suas receitas para se curarem!”. Olha, reparei que havia um quadro eletrônico que informava a chamada das senhas já distribuídas e que tais senhas já ultrapassavam a casa dos 800 numerais. Confesso que temia ser contagioso aquele "gosto" pela longa espera de atendimento, ao ponto de se somarem em horas para ser chamado para uma sala de Triagem e ser atendido por um auxiliar de enfermagem, que definia "urgências e não urgências médicas", e cuidei-me de não ceder ao que tentava me convencer o amigo de meu amigo. Estava convicto: não me converterei ou cederei a ser adepto desse desumano e falível Sistema Único de Saúde, amigavelmente chamado SUS, e pronto! Quando avisaram que não haviam mais senhas a serem distribuídas, pensei, pronto: “agora, é que estou lascado, vou nessa tal UPA, chego com um início de gripe e, com tamanha sorte de amigos que tenho, saio de lá, no lucro, com uma pneumonia e machucado com a quebradeira que se deu início ante a tal comunicado”! Mas, para cumprir minha palavra e parar de ser incomodado pelos “devotos” dessa quase religião, em companhia de meu cicerone, “Ti Neguin”, um homem confiável, contudo, um "chato de galochas, como dizia minha mãe, por ser insistente e curioso, mas um cidadão de boa fé, que ali frequentava, em espaços de tempo amiúde, dizendo mais claramente: “quase que diariamente, um desses “templos” de acolhida de enfermos”, e, principalmente, pra ficar livre desses infindos e desagradáveis convites, foi a razão da aceitação de ali estar! Era uma visão aterrorizante: ver aquele aglomerado de centenas de pessoas de todas as idades: cadeirantes, idosos e crianças deitados em macas improvisadas, sobre pedaços de papelão, se cobrindo com surradas mantas, velhas e esgarçadas cobertas, sem uma cor definida e, mesmo assim, a primeira impressão que tive foi: “isso aqui deve ser muito bom, senão, estaria vazio!”. Já estando na entrada, ouvi gritos que vinham do meio daquela multidão, que cheguei a crer estarem ali para pagarem alguma promessa: “gente, acode aqui, que a mulher desmaiou!”, mas, pior, o que mais me chamou a atenção foi a informação no painel eletrônico: “tempo médio de espera: fita verde: 07:40 minutos – fita amarela: 03:20 minutos, o que seriam tais “fitas” que teriam de esperar atendimento"? Preferi nem perguntar! Só me tranquilizei um pouco quando percebi que aquele “mar de gente” poderia ser facilmente dividido em duas metades: uma que rezava e rogava para ser atendida e outra, que não se desgarrava de um terço já dominada pela aceitação de que o milagre da cura chegaria bem antes do atendimento médico. Me convenci do que já me era uma certeza: “isso aqui não é pra mim não!”, e logo quis ir embora. Mas, “Ti Neguin”, empenhado em me converter ao “Saúdismo Público”, sugeriu que eu conversasse com algumas pessoas que usavam um adereço verde em um dos pulsos e cedi ao pedido, "puxei" assunto com um senhor, aparentemente idoso, mas lúcido, que ali aguardava sua vez de ser chamado para ser atendido pelo médico e iniciei a conversa: - “como vai o senhor”, perguntei e a resposta, veio de pronto: “esperando a morte! Tem oito horas que estou esperando para ser atendido e há pouco, avisaram que vai demorar, que é para termos paciência", mas o pobre sofredor não conseguia convencer a febre e nem a dor nas costas a terem a paciência que estavam pedindo e confesso que o assisti a não conseguir, a febre aumentou e as dores daquele ancião, em minutos, venceram-lhe a vida! E assim, em poucos minutos e algumas breves conversas, me dei conta que aquele lugar tinha uma estreita e amiúde relação com o purgatório, num é?

Prosa de um Escritor: Comentários e Desabafos… Sou um apaixonado pela leitura, pela boa arte, principalmente a brasileira, seja a interpretada em palcos, seja pintada em quadros e/ou couro, esculpida em madeiras ou em pedras, mas, especialmente pela música: se for MPB ou uma mod…
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Prosa de um Escritor: Comentários e Desabafos… Sou um apaixonado pela leitura, pela boa arte, principalmente a brasileira, seja a interpretada em palcos, seja pintada em quadros e/ou couro, esculpida em madeiras ou em pedras, mas, especialmente pela música: se for MPB ou uma moda de viola, melhor ainda! Mas, confesso: me dei conta de que não sou um artista de sorte apinhada! Sou homem caseiro, de meia idade, não gosto de viajar distâncias demasiadas longas, também, nem curtas: não gosto de idas a lugares que sei que corro o risco de nada de prestante venha me somar, se há um incomodo que jamais me importei, são os que me trazem meus familiares ou uns poucos amigos. Meus pares, em especial, não me apetecem quando se acham incumbidos de me darem palpites e conselhos, e é o que mais me pedem e, geralmente, independentemente do assunto, na grande maioria das vezes, me esquivo e assumo: não, me agrada opinar quanto a temas que são de fórum íntimo, seja para quem quer que seja! E, quem bem me conhece sabe disso! Admiro-me com o fato de não raro, receber em minha casa uma ou outra visita para dizer-me sobre quais temas devo ou não escrever ou simplesmente para tecer uma ou crítica, tomando meu tempo e perdendo o dele: muitos chegam a me encomendar uma poesia, prosa, uma mensagem para um seu amor ou ente querido, muitas vezes, gravemente enfermo, como se palavras o fossem dar a cura! Na verdade, me incomoda perder meu tempo em receber pessoas que se creem músicos e vem em meu descanso me apresentar suas composições musicais e, na maioria das vezes, pra meu desespero, geralmente um Funk, e outros, de diversificados, estilos, mas, considero que, ou bem ou mal, são temas que fazem parte de nossa cultura, mas, no íntimo, muitos compositores e escritores podem ser considerados “doídos”, criando melodias e textos sem sentido, que nada conta ou nos soma em valia. A expectativa é, num repente, receber à mão, digamos, um “enunciado” contendo uma nova ideia, uma escrita, mesmo sem rima, mas que seja prestante, o que seria uma surpresa, com passagens, que até sejam metafóricas, porém, que tenha excelência, ou pelo menos, seja uma construção literária ou musical que faça sentido, que tenha a capacidade de ter, em sua essência, uma mensagem, ou uma visão estética e instrutiva do tema abordado nos versos ou no desenrolar da prosa. Como dizem os grandes pensadores: “A inteligência nos livrou da memória”, e isso se deu graças ao advento da criação do “ São Google”, e, voltando aos que me trazem o que produzem, a partir da sua capacidade de criar, para que eu os avalie, penso: “Vamos lá, pois, a princípio, só existem duas formas de se avaliar uma obra, a partir de sua criação: “as fatais e as não fatais à cultura”! As fatais são aquelas que, no excesso de erros gramaticais e que não “iluminam” o leitor, não tem a capacidade de “prender” a atenção e acho isso muito triste, dá a impressão de que os escritos ambicionam assassinar a língua mais bela e sonora do mundo: a língua portuguesa! Tenho comigo que muitos escritores estão nivelando o bom gosto da boa leitura e a capacidade de criar obras pouco ou nada interessantes, com gosto nenhum e isso tende a colocar a literatura brasileira num patamar que não merece estar!

Lamento Sertanejo... Uma canção Para se ouvir silente
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Lamento Sertanejo... Uma canção Para se ouvir silente Sem entender o que sente Essa gente sofrida e vivente Sobre o solo rachado... seco Hora, entre a sede e a fome Outra, entre a fome e a sede Sertanejo de bravo coração Aguerrido na lida do roçado Que fiel e crente, suplica em cantiga Que a chuva lave a caatinga

Com você, aprendi tantas e muitas coisas Que um beijo nem sempre ascende sentidos Nem toma-nos por completo: corpo e universo
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Com você, aprendi tantas e muitas coisas Que um beijo nem sempre ascende sentidos Nem toma-nos por completo: corpo e universo Que amar pode ser um navegar em bravio mar De lembranças inquietas e entorpecidas Que podem até serem bem vindas em abraço Quando acendem desejo de luz e entrega silente No vago tempo adormecido de um querer vivente De ser menino em seus braços e laço errante E em seu território ávido, semear amor amante Pois, se seu jardim der flor, encherá de cor sua dor

“Me perco quando devo me calar Nem sei bem dizer-te o que se me passa Mas sei que preciso muito te ouvir
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“Me perco quando devo me calar Nem sei bem dizer-te o que se me passa Mas sei que preciso muito te ouvir Atento, contendo o desejo do abraço Em nossa amizade já eternizada Que a vida a tornou mais forte que a morte Não importa se há razões para ausências Pois sei: nunca houve enganos entre nós Quiçá, uma pressa inquieta e gritante Dessas que tornam incerto o amanhã Num tempo que é vago em horas que se vão Então, corra, entrega-me teu abraço... tua voz O bom de ti e de mim? A palavra! Mesmo calada Tem mais a dizer do todo que possamos desejar

Pra ser exato... (Múcio Bruck ) Queria não falar de tristeza
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Pra ser exato... (Múcio Bruck ) Queria não falar de tristeza Tampouco de distâncias e dor Queria ver-te e abraçar-te Sentir sua pele, seu calor Meus desejos são tais quais magias Viajo nas asas de uma borboleta Conto os peixes que o rio passa Admiro o céu, morada de voos Moro por trás da serra Serra que esconde o mar Mar que leva naus e sonhos Sonhos que sabem voar Viver no laço de seu abraço Respirar o ar de sua alegria Viajar cada estação do ano Sem temor de ser-te me engano

Ode à vidas Falidas e a Esperança . . . Desci do mundo por um dia Quantos não desejariam estar em meu lugar
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Ode à vidas Falidas e a Esperança . . . Desci do mundo por um dia Quantos não desejariam estar em meu lugar Quantos, tudo dariam para não estar Não importa, a escolha foi minha Vi famílias viverem para o bem Outras em que o casal se maltratavam Desconhecendo futuras letais consequências Abrindo chagas em almas um dia sãs Vi homens mentindo, mulheres honestas Vítimas de ciúmes, perdendo a vida Por escolhas de um amor que ´só elas sentiam Vi perdões verdadeiros, unilaterais, em pura fé Ao longe, a fartura, a fome castigando crianças Idosos na lida do campo, outros acamados e só´ Médicos desistindo de se esforçarem pela vida Que deles não eram, para não perderem a hora Adolescentes cambaleantes em ruas vazias Depois de se drogarem, vagando sem rumo Sem fiarem: o destino é um atento observador E que a vida ensina, seja no amor ou pela dor Vi a medicina evoluir com a ciência informatizada Quantas descobertas desde então? Curas imputadas à fé no Criador, milagres? Homens se dizendo Profetas, outros que eram Vi a vida acontecer na rara flor brotava numa encosta Animais servis, outros arredios e violentos Vi o mar sereno, sob a lua cheia a convidar Estrelas que enfeitam o céu e apontam direções Mas, o que mais pranteei nessas verdades Foram estupros, homens assassinando mães Mulheres se oferecendo a pais de família Sem moral, se prostituindo como se natural fosse

Na Magia do Canto. . . Tenho um amigo que sabe cantar Que tem olhos que enxergam o belo
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Na Magia do Canto. . . Tenho um amigo que sabe cantar Que tem olhos que enxergam o belo Onde ninguém pode imaginar que há Tenho um amigo que sabe ir e voltar Haja chuva, tempestade. . . sol a pique Meu querido amigo tem um contrato Assinado em si bemol, ou será à pena De encantar, emocionar e nunca parar Tenho um amigo que sabe cantar Que aprendeu menino a amar e gostar Que tamborila as cordas do violão No compasso da melodia de seu coração Não se atém a versos, rimas, métricas Poe tudo no caldeirão e fabrica fantasias Canto mágico que prende a atenção De quem ouve, de quem passa e admira Tenho um amigo que sabe cantar E faz dançar a bailarina, vento e flores Que rouba uma lágrima ou seu avesso Entoa cantigas, faz rodar vivos sentidos Tenho um amigo que não foge do Tom Que nasceu chorando em ré menor Cresceu viajando por escalas e ritmos Entregando hinos de fé em seu cantar