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Frases de Múcio Bruck

263 frases

Trespassado... Já não conto os dias de sua ausência Dou por certo que nada restou vazio
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Trespassado... Já não conto os dias de sua ausência Dou por certo que nada restou vazio Sabemos nós que a saudade ainda é boa E flutua leve, no eu da emoção... Conta ela, em alegria prestante Que fomos sim, namorados, não amantes! Por isso brotam versos falantes Que viventes, valem mais que diamantes Olhe só As lágrima ainda banham lembranças Afinal, a perda foi por falta de coragem Não de amor cessante...

1+1=1... Roubaste-me de mim Lento e desejosamente
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1+1=1... Roubaste-me de mim Lento e desejosamente Em fim de noite que abraça a madrugada Quando as horas, aos poucos, dispersam estrelas Ali, no quase raiar do dia Já não sabíamos mais qual corpo Era parte de mim ou a ti pertencia A magia somou dois... em único amor Nossa melhor amiga: gratidão! Pela vida, pelo encontro... por nós Pela cumplicidade das marcas Mudas e ocultas, sãs em nossa paixão

Amor de vó... Em minha meninice ouvia Vó Maria Contar dos perigos que rondavam a estrada
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Amor de vó... Em minha meninice ouvia Vó Maria Contar dos perigos que rondavam a estrada Dizia que tinha lobo e até uma Fada Malvada Em quase sussurro, afirmava que toda noite Tinha festa do outro lado, onde nascia a floresta Que tinha boto, saci, corrupião e até besta danada Ouvia e via Vó Maria, atenta, quase heroína Mas, quando a noite rondava meu dia Corria eu, cego pro colo de minha covardia Olho aqueles dias com o encanto de Lobato Com um olho no Sítio e outro em mim Mas ambos tomados de magia e alegria Cresci e a estrada que passa ali já é outra Não nego, os medos ficaram, só são outros A covardia me corteja, mas não sou mais cego Crescer é bom por isso Os mistérios vão se desfazendo E a realidade aproxima a razão Penso que pra Vó Maria A festa na floresta ainda aconteça Mas já fia, não há lobo ou fada que me vença

Almas tantas... Não são todas as minhas almas que conheço Algumas, às vezes, me escapam ao peito
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Almas tantas... Não são todas as minhas almas que conheço Algumas, às vezes, me escapam ao peito Outras, saem à brisa e voltam perfumadas Trago em mim almas caseiras, dessas ficam Vivo em paz com minhas almas e elas entre si Tenho alma de poeta... alma de cantor Tenho alma que alegra... tem uma só de dor Tenho até alma que rir-se da alma que é As almas que me habitam, me socorrem Cada uma com sua cautela, com suas quimeras Tocam meus sonhos como se delas fossem Atravessam mais luzes por minhas janelas Minhas almas cantam salmos e mistérios Me doam da noite, um pouco de orvalho Das flores que namoram, odor e cor Se divertem almas nos jardins de meu eu

Amada Gi... Meu amor Me tire pra dançar
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Amada Gi... Meu amor Me tire pra dançar Me leve em seus braços Vem findar meus ais Me conte do luar Alegre meus porões Embarque em meu navio Vem conhecer meu mar Não sei dançar um tango Sem perder o chão Não sei ouvir um fado Sem sangrar paixão Nas tramas do destino Fiz planos de amor Teci em desatino Mil rendas de ilusão Ah, a noite Não tardou Guardar suas estrelas A lua retirou Colhi de meu cabelo A rosa que sonhei Te dar ao fim da dança Jurando eterno amor

Arco-íris... Havia em minha fantasia uma passagem perdida Iniciada num desvio secreto na rua das Fadas
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Arco-íris... Havia em minha fantasia uma passagem perdida Iniciada num desvio secreto na rua das Fadas Passando em meio a terra batida e pedras deitadas Ladeada por ramos rasteiros e lenda inventada E foi nela adentrando que vi o céu se escurecer E já me perdia da trilha de volta e medo sentia Em não mais encontrar, na mata fechada A vereda que queria sob o céu que gotejava Segui em frente e fui encontrar guarida Às margens de um rio claro, doce e lento Que passava peixes e folhas de toda cor E mesmo molhada, distraída me encantei Me peguei perdida sem conhecer a volta Que tanto queria e já não me havia Mas pra minha alegria formou-se no céu Um arco-íris de cores tão belas e amigas Que veio dar seu começo aos meus pés E sendo de luz a ponte nascida em milagre Me convidara por ela seguir, mesmo sem asa Numa jornada que findou à porta de minha casa

Minha fé... É dessas raras, que se acende Que tem tino, honra e esperança
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Minha fé... É dessas raras, que se acende Que tem tino, honra e esperança É filha forte com vocação de mãe Postada atenta à porta de meus dias Minha fé flutua no mar que me atravessa Viaja de meus poros ao sangue que me cora E sempre volta sadia a sorrir de minh'alma Por ser bem dita, dita todo bem que me quer Minha fé respira desejos de paz Nas contas gastas de meu antigo terço Nas intenções das velas que queimo Nos passos da procissão que a torna mais bela Minha fé tem compromisso com o perdão E o nomeia encanto a cada encontro Me habita a salvo ao que chamo paixão E sempre me entrega o céu, sem me tirar o chão Minha fé tem vida, graça e destino É meu puro e melhor momento É meu colo, valia, alimento e luz É onde converso com Cristo, descido da cruz

Amor de Infante... Queria-me tanto teu Que mesmo adormecido, ouvia-te
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Amor de Infante... Queria-me tanto teu Que mesmo adormecido, ouvia-te Verdadeiro, imaculado e ufano Segredar em versos, a metade que sou Se em minha utopia castelo havia Era nela que a magia acontecia E acontecendo, vivente era e sabia Que a espera, um amor prestante valia Queria-te tanto e tanto meu Que coragem não faltaria Prá conquistar todo um reino E salvar da dor qualquer fantasia Sonhava-me teu e tão desmedido Vivendo-te em tempo passante Que ainda infante, não me renderia E por ti, amor de amar, até tombaria E ao fim da cruzada, restada sorte errante Por certo que fosse, salvar em ti a princesa Por fé e direito ao destino que tinha Romperia com o mundo e a tomaria rainha!

Amada... Te convido a ficar em minha vida Mas se quiser, pode deixá-la...
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Amada... Te convido a ficar em minha vida Mas se quiser, pode deixá-la... Não existem condições para ambas Só seu querer, pura escolha... Se desejar ficar um pouco mais Te convido a falar de família Mas pode ser de fé ou fantasia Assuntar, de futebol a magia Nas noites que seu sorriso faltar Te convidarei a admirar estrelas Se já não for capaz de ouvi-las A gente canta e inventa poesias

Anjos... Anjos me existem Fio que os creio... e eles em mim
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Anjos... Anjos me existem Fio que os creio... e eles em mim Os sei sábios, alados querubins Milenares guerreiros infantis Anjos me existem Mas já houve dias em não sabê-los Os mesmos que sóis, ventos e luares Deitavam inglórios em meus jardins Anjos me existem Todos sorriem brincalhões Me deixaram a porta da vida aberta Me levaram a coragem de partir.

A vida é vivida em dias... não em meses ou anos! Cada dia vivido é uma página do livro de nossas próprias vidas que escrevemos e, tenho certeza que chegará o dia em que iremos reler cada uma dessas páginas escritas à pena de acertos e enganos, com tinta do livre arbítrio e sabere…
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A vida é vivida em dias... não em meses ou anos! Cada dia vivido é uma página do livro de nossas próprias vidas que escrevemos e, tenho certeza que chegará o dia em que iremos reler cada uma dessas páginas escritas à pena de acertos e enganos, com tinta do livre arbítrio e saberemos que o enredo de nossa história sempre se tratou de fazer escolhas... mas, não podemos esquecer que cada escolha trás em seu bojo uma consequência!

Bichinho... Saudade bem que podia ser flor Mas com voz, perfume e cor
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Bichinho... Saudade bem que podia ser flor Mas com voz, perfume e cor Flor de alegrar minuto e hora Não dessas que deixam ir embora Saudade bem que podia ser dia Nos socorrer com sol e fantasia Toda vez que a vida, por descuido Se esquecer de adicionar magia Saudade bem que podia ser doce Qual melado ou marmelada Pra gente se lambuzar inteiro E se rir menino, farto e mineiro Mas saudade não é flor Não tem voz, nem cor, nem alegria Saudade é só um bichinho Que de tudo, vai e volta sozinho

Ó vós que conhece a paixão de nossa história Íntimo do guerreiro vivente e pulsante em nós Que bem sabe de nossa coragem nas batalhas
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Ó vós que conhece a paixão de nossa história Íntimo do guerreiro vivente e pulsante em nós Que bem sabe de nossa coragem nas batalhas Travadas dignas, entre quatro linhas Diga a todos por onde passares Que um dia, vivos, saímos para honrar Nossa camisa, nossa família, nosso povo Em solo outro, num campo que nosso não era E que lá não pudemos chegar à vitória sonhada Porque tombamos antes do confronto esperado Mas, mesmo mortos, ali, decididos permanecemos Porque já não importava se disputa haveria Nosso destino era outro: repousarmos heróis na eternidade!

Em nome de Deus... Sou semente de milagre milenar Brotada criança do ventre de mãe forte
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Em nome de Deus... Sou semente de milagre milenar Brotada criança do ventre de mãe forte Menino somado de verbo e esperança Que a sorte desdenha e a dor já não alcança Sou filho de muitas aldeias E de todos os mundos Trago no peito todas crenças E no sangue frágil, um sonho que teima Não tomo a fome por inimiga Nem o sol, por castigo Das defesas, que me são poucas A tez é a de mais orgulho e valia Meu melhor emana de meu olhar É ele que fere de vida qualquer morte É ele que leva o perdão que entrego Aos dias da infância que não visitei

A Ver Estrelas... Hoje, cumpro a sina Deixo falar a poesia
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A Ver Estrelas... Hoje, cumpro a sina Deixo falar a poesia Inspirada em olhos teus Em céu amante que fascina Pois era noite e em sua companhia No terreiro de vó Sinhá Chamei-a a ver estrelas A Estrela que adormecida era Mesmo em face de seu sono Olvidara ela que era encanto A magia, o desejo, o acalanto De estar a sonhar em braços meus

O que diria ao seu coração? Que jurei nunca deixá-lo em abandono Nem mais e por nada entristecê-lo
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O que diria ao seu coração? Que jurei nunca deixá-lo em abandono Nem mais e por nada entristecê-lo Se preciso fosse, palhaço seria E da vida, um picadeiro de magia faria Embrulharia em Serenata Toda boa alegria... e te daria! Mas acho que já não posso... Olha, mesmo distante fio que faria Te sinto ainda pulsante E é ai que terás minha companhia No bater de suas batidas Nelas estarei sempre presente Como voce nas minhas... Jurei também lhe dar poesia Será ela nosso laço e elo absoluto Fique então tranquila Pois mesmo distante... corpo ausente Darei a ti, por cuidado e carinho Mesmo que sem rima ou talento Um verso verdadeiro para seu sentimento

Alma de mulher... Tenho alma imensa... gigante Feita de medo e coragem
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Alma de mulher... Tenho alma imensa... gigante Feita de medo e coragem De silêncio, amarras e voz Amarras em laços, não em nós Colorida, perfumada, bem cuidada Dessas que sorri por bobagens Que faz coro até pr'um bom desaforo Que adora cartões, flores e mensagens Minha alma caminha, salta, dança É inquietantemente quieta Mas só quando a noite parte De dia, é quente... às vezes fria É dada aos avessos e aos contras Mas concorda com o que é certo Tem hora que sai... vai embora Mas não passa da porta e corre de volta Minha alma nada entende Além de ser só alma Tá de bom tamanho assim Porque quando ama, ama em mim

Depois de sua maior idade... O tempo não nega minha primeira ida Ao seu lugar secreto, escondido, quase prestante
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Depois de sua maior idade... O tempo não nega minha primeira ida Ao seu lugar secreto, escondido, quase prestante Morada de suas falas, de desejos e segredos Arraigados febris em cada sua entrega Florescidas incontidas, em meses e anos ardis, infiéis Como negar que tudo se deu de fato Em casuais conversas em canto virtual Imbuídas de pretensões prévias e desejadas... um ritual Que vem vivaz desde a meninice à pós-faculdade Ali, a "auto alforriada", se deleita... mentindo, por libido vil Postando dizeres que cuidam de planos pré arquitetados: Indo à caça de incautas desavisadas... visitantes passantes Fomentando incontida, o que dá vida à própria natureza!

Eu estava lá... Quando não haviam as modernidades de hoje O computador de mesa, o notebook, o tablet
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Eu estava lá... Quando não haviam as modernidades de hoje O computador de mesa, o notebook, o tablet O aparelho celular, o avião embarcado do bem e do mal Cruzando veloz os céus a levar gente e malote postal Eu me descobri criança correndo atrás de pipas e sonhos Sorria por bobagens puras e certezas que só eu fiava Crendo ser verdade o que conhecia das escritas de um tal Lobato Que da arte imaginária, nas verdades infantis tinha sempre final feliz Eu estava mesmo lá A ver, estupefato, o Joelma e muitos outros queimarem Quando contaram que no Araguaia passava um rio que liberta Levando águas e intenções dos homens de esperança certa Conheci, sem alarde, amadurecendo na maturidade Que era preciso guardar cada coisa em exato lugar Do falante Pé de Laranja Lima, a chegada da mulher para amar Encarregando o tempo de me ensinar em jamais deixar de lutar Eu estava lá quando a televisão anunciou guerras insanas Atos terroristas, matança de Judeus e de inocentes crianças Recordo do alarde da aids e da descoberta da estrada lunar Da repressão da liberdade e da festa na vitória da igualdade Eu estava lá, assistindo perplexo e atento, como vigia Como vagavam as criaturas da noite em busca do dia Aprendendo sobre paciência, tolerância e ciência Mas o que marcou, foi saber adulto, festejar a infância

É porque manda a Lei... Raríssimos foram os homens Que, dotados do Poder de representar a Lei
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É porque manda a Lei... Raríssimos foram os homens Que, dotados do Poder de representar a Lei Em algum momento de sua orgulhosa carreira Não sofreram um Processo ou Inquérito Policial Assim, como foram raríssimos, esses homens Serem apenados, ao final de cada um de seus processos Com sentença severa ou que lhes fosse, ao final de tudo Uma mancha inapagável escrita à pena em pasta funcional O Ministério Público, fiscal da Lei e dado a opinar No que se deve ou não fazer para o bom esclarecer Dos fatos e crimes imputados como sendo de autoria De homens que cumprindo a Lei, foram ao enfrentamento fatal No calor dos momentos em que até um tijolo serve de abrigo Barricada contra disparos dos projéteis de armas letais Como potentes fuzis, escopetas, metralhadoras, granadas É o homem da Lei que ali esta, na guerra do bem contra o mal Quem ainda não viu o julgamento de um homem da Lei? Nas barras de um tribunal isento, sabedor do que julga Ciente é, que o réu presente é aquele que arrisca sua vida Em prol do bem maior, anulando o sentido do mérito do julgo final Porque sabem, testemunhas, promotores e juízes Que o crime imputado ao agente da Lei que ali esta Não é, em verdade, um crime, mas uma conduta Que não tinha como ser evitada no combate mortal E assim, decorre-se o tempo do ocorrido confronto O entendimento do julgador e do fiscal da Lei Claro como água límpida que brota da fonte É necessário a incursão policial para o bem social