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Frases de Múcio Bruck

263 frases

Olhos Atentos... Voo pelo céu que se me abre Observo tantas e tantos muitos
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Olhos Atentos... Voo pelo céu que se me abre Observo tantas e tantos muitos Apaixonados, amados, amantes Certos, errados, em risos... em prantos Ouço silencioso, segredos e sonhos contados Sobrevoo, desencantado, insanas verdades Ditas, quando uma flor era preciso Para desfazer impaciências veladas Tenho olhar aguçado e mente aberta Em meu voo liberto, ágil e seguro Sigo observando beijos apressados Folhas secas pela senda esquecida Tantos amores tombados... vencidos Talhados sem sutis despropósitos Na busca insana por nomeadas sem mérito Face a entrega de sentimentos sem valia Inocentes e reservados, ciciaram momentos Que no início, em tudo, magia e calor havia E no vão das paixões já não sentidas Fez calar de vez, a voz do outro que sentia

Aprendendo com heróis... Houve dia que meus heróis eram como eu e você! Acordavam e iam à luta, construir o que sonhavam e, movidos de coragem e um ideal, optavam seguir sempre em frente... cedo, deixavam o ninho e, com efeito, fazendo o que era preciso ser feito. Meus heróis me…
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Aprendendo com heróis... Houve dia que meus heróis eram como eu e você! Acordavam e iam à luta, construir o que sonhavam e, movidos de coragem e um ideal, optavam seguir sempre em frente... cedo, deixavam o ninho e, com efeito, fazendo o que era preciso ser feito. Meus heróis me foram quase anjos, não desses alados, calados, imortais! Mas daqueles que diziam bobagens, faziam traquinagens, cantavam, atuavam seus mil e muitos personagens. Alçavam voo mundo afora, faziam poses pra fotos, davam autógrafos, se davam ao direito de sorrir. Iam onde queriam e onde deveriam... para minha alegria ou para além da de alguém! Meus heróis eram lindos e frágeis em si e desconheciam o valor de erguerem as próprias guardas. Se entregavam sãos à própria desconstrução... moucos para uma palavra amiga... e, mesmo feridos, se reerguiam e num instante do passante tempo, se deram conta que de si, se restaram ilhados, sem amigos, ante aos malefícios do uso criminoso dos proscritos. Já não se importavam pelo que se tornaram. Mesmo assim, adormecia em suas almas, cada um de meus heróis, carregados de dor pela loucura das opções desnecessárias! Se apagaram inocentes, no auge da fama alcançada. Deixaram marcas e obras e levaram consigo o melhor do próprio legado!

O Escrivão: Garimpeiro da verdade... Nosso ofício, desde sempre, foi sermos colhedores de verdades, lembra? Não uma verdade qualquer, mas dessas que devolvem paz, sorrisos, que levam nossos desconhecidos e amados iguais, que já caminham na reta final das veredas e férreos trilhos…
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O Escrivão: Garimpeiro da verdade... Nosso ofício, desde sempre, foi sermos colhedores de verdades, lembra? Não uma verdade qualquer, mas dessas que devolvem paz, sorrisos, que levam nossos desconhecidos e amados iguais, que já caminham na reta final das veredas e férreos trilhos que passam ao largo da reta final de suas estradas, em passos lentos, tomados de uma postura já um "tantin" curvada, trazendo nos cabelos a cor da neve, na voz, a fala coerente e pausada, em baixo e agradecido tom, acenando com sinais de uma esperança enfraquecida, mas um sonho forte de ter de volta certezas de dias de paz, de despertarem a tempo de contemplar a chegada bem vinda do sol, certos de terem valia a cada amanhecer. E quando o sono bater-lhes à porta e fizer pesar-lhes as pestanas dos olhos: que possam distribuir benções e palavras de carinho e ao partir do sol, antes de se entregarem aos "braços de Morfeu", conversarem com o Criador, em preces particulares de gratidão e fé, gastando terços e pedindo pelos que amam e com Ele, terem bons e breves momentos assim, depois de apreciarem estrelas e luares e degustarem um leve alimento! Éramos nós, os escolhidos, donos do dom de renovar esperanças tamanhas, em tantos anciões e mulheres que trazem em si, pesadas bagagens, carregadas de experiências e aprendizados, de alegrias e decepções! Nessa seara, nunca nos coube temores ou faltou-nos tempo para estar com aqueles celerados, que nos vinham silenciosos, vezes, temerosos, desconfiados, quase sempre dissertando mentiras ensaiadas, prontas e guardadas a sete e tantas mil chaves... Esqueciam eles que éramos mestres em descortinar verdades ditas ou ocultadas, mesmo que em culposo silêncio!

Fio que um dia há de me tirar pra dançar... até lá, sigo em passos lentos, observando a vida, me redescobrindo, me recriando, ensaiando os passos da mais bela dança... e no passar do tempo, aos poucos, me descortinarei sem pressa ou sobressaltos, pois aprendi que esperar não cans…
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Fio que um dia há de me tirar pra dançar... até lá, sigo em passos lentos, observando a vida, me redescobrindo, me recriando, ensaiando os passos da mais bela dança... e no passar do tempo, aos poucos, me descortinarei sem pressa ou sobressaltos, pois aprendi que esperar não cansa, só dói um pouquinho, quase nada! Porque no tempo da espera, nos permitimos ensaiar, nos preparar... ganharmos confiança! Mas, se acaso a dança não acontecer, saberei que não fui eu quem ficou estagnada no outono de minha vida... a olhar os ponteiros do relógio, repetindo as mesmas horas...

Sempre e sempre... Faço o que desejo pela alegria de fazer Compactuo com o cerne de minha razão
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Sempre e sempre... Faço o que desejo pela alegria de fazer Compactuo com o cerne de minha razão Realizando o sonho e a felicidade de tantos Mas, faço em troca da alegria, da realização Não me limito aos meus limites que tantos são Supero barreiras, me entrego são e incontinente Sustento meu sonho de fazer acontecer o do outro Porque não sou desses que ouve indiferente Me fiz quem sou sem caminhar à frente Jamais ficando para trás nessa jornada Que muitos chamam de vida ou destino Sigo sempre lado a lado... sou mais vivo Que me importa as críticas de muitos Por ser quem e como sou, se assim sou? O que me torna gigante em meu ofício são É a entrega, é ser milagre talhado a doação

A Cura... E aquele homem teve enfermidade grave, por desígnio de Jesus, não que merecesse tê-la, mas o Senhor queria testar-lhe sob o julgo do sofrimento, do desespero, da angústia e da dor! Pois, sabia o Senhor que aquele homem necessitava do milagre da cura, porém, em seu cor…
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A Cura... E aquele homem teve enfermidade grave, por desígnio de Jesus, não que merecesse tê-la, mas o Senhor queria testar-lhe sob o julgo do sofrimento, do desespero, da angústia e da dor! Pois, sabia o Senhor que aquele homem necessitava do milagre da cura, porém, em seu coração, não habitava a fé que o aflito doente gostaria de ter. Mas Jesus, por intercessão de ardorosas orações, que tantas foram, deu-lhe a cura sonhada, e este homem prosperou e se entregou a tudo o que lhe era de vontade. Mas não foi a sua fé que o curou! Jesus o testou e, em sua Divindade observava-o para saber se, uma vez tendo recebido tamanha dádiva e tendo ele tido prodigiosas conquistas de divícias, se tornaria altruísta, sem alardes, doando a quem sofre, amor, alimento e compaixão, no mesmo silêncio em que um dia, foi abraçado pelo milagre! Certa noite, sentado à cabeceira da cama daquele homem, que ainda dormia, Jesus o tocou e falou baixinho em seu ouvido: "abençoado seja todo aquele que no jardim de meu Pai, se deleita com humildade, prazer, atenção e amor, ao alimentar com a mesma água que te curaste, cada planta irmã, pois para elas, és eterno e necessário, portanto, jamais se esqueça, aos olhos meus e de meu Pai, és ainda uma plantinha e Eu, seu jardineiro. Te sinto em mim, não como homem ou filho de meu Pai, mas como um Milagre acontecido e é no silêncio de suas ações, que mais te escuto... e te conforto!

Quando já não importa.... Há dias, horas, momentos de inércia ou fulgor Que aprendemos que não temos o controle
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Quando já não importa.... Há dias, horas, momentos de inércia ou fulgor Que aprendemos que não temos o controle Não somos donos de nós, de nossas vidas Descobrimos ser peças em num tabuleiro Num jogo de Santos, Milagres e quiçá, solidão Seguindo em frente num quase sem fim que Mas aí, já percebemos nós, estarmos quase à margem Da estrada, do jogo da vida... de nós mesmos A caminhada é mais que longa e sempre apressada Quão poucas são as ferramentas prestantes ao alcance Que cumprem a função de ajudar nesse insano trajeto Por onde passam também os insones, os lúcidos Temerosos delirantes ou desatentos de alma pura Que cansados de cada passo dado nessa rota Se descortinam, para serem vistos como são E nada e ninguém: nem sejam Bentos ou "folhas secas" Caídas de um outono que se impõe na contramão da vida Os olhos, percebem que há mais passantes que passos E depois de tanto seguir, vezes ferido, sem descanso O coração se cansa, desiste por nós, sangra abatido E se assossega, simplesmente se cala contrariado E sai de cena sem se importar com a via que vê à frente Não há mais porque sofrer, se alegrar, ser frio ou quente Entende, enfim. que quem mais amou nunca esteve presente

Cada qual é seu qual... Amigos são aqueles sempre presentes Mesmo que distantes, não se esquecem
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Cada qual é seu qual... Amigos são aqueles sempre presentes Mesmo que distantes, não se esquecem Há os que concordam com o outro... sempre Mas há os que, equivocadamente, discordam Irmãos são parentes, de sangue ou não Convivem entre quatro paredes, sob o mesmo teto Nesse tempo, é família... há harmonia e felicidade Adultos se tornam parentes... desconhecidos entes Colegas são os que ao seu lado labutam Num propósito único, revelam-se rivais No exercício do sagrado ofício gêmeo Coisa de escalada social, vezes, sem moral A vida é um palco onde todos atuam Onde cada um encontra seu inferno, seu céu Uma peça com texto de começo e fim Um dia, a história contará quem foi fel ou mel

Tatuado na alma... Às vezes, acordar chega a doer e desejar esquecer A lembrança viva respira, alça voo e nos leva ao léo
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Tatuado na alma... Às vezes, acordar chega a doer e desejar esquecer A lembrança viva respira, alça voo e nos leva ao léo Não há lugar outro a pousar senão em lágrimas Que entendemos e não aceitamos, mas que nos fogem Reavaliamos os próprios valores e as lutas travadas No correr quase insano na busca de nosso melhor Colocamos à frente nossos valores, raros, sem preço Cuidando de cuidar das emoções sem par, inconfessas Ouvir coisas de filho, nos desenha largos sorrisos Quase sempre aprendemos o que não nos foi ensinado É como ver sendo-nos redesenhado a paternidade sonhada Coisa séria com jeito de eternidade no silêncio da escuta A palavra dura é coisa íntima... ricos e velados segredos Dizeres de confidências e desabafos em confiança e fé E tudo se dá num momento particular... intocável calma Para quem diz, é só voz... para quem ouve, é brilho de alma!

Não importa porque ou de que.... Há dias, horas, momentos de inércia ou fulgor Que aprendemos que não temos o controle
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Não importa porque ou de que.... Há dias, horas, momentos de inércia ou fulgor Que aprendemos que não temos o controle Não somos donos de nós, de nossas vidas Descobrimos ser peças em num tabuleiro Num jogo de Santos, Milagres e solidão Seguindo em frente num sem fim que fim não tem... ou tem! Mas aí, já percebemos nós estarmos quase à margem Da estrada, do jogo, da vida, de nós mesmos A caminhada é mais que longa e sempre apressada Quão poucas são as ferramentas prestantes ao alcance Que cumprem a função de ajudar nesse insano trajeto Por onde passam também os insones, os lúcidos Temerosos delirante ou desatentos de alma pura Que cansados de cada passo dado nessa rota Nos descortinando, para sermos vistos como somos E nada e ninguém: nem sejam Santos nem folhas secas Caídas se um outono cruzando a contramão da ida Tem olhos pra notar que há mais passantes que passos E depois de tanto seguir, ultrapassar, sem descanso O coração se cansa, desiste por nós, sangra abatido E se assossega, se cala, simplesmente para E sai de cena sem importar mais com a via que vê à frente Não há mais o que sofrer, a alegrar, ser frio ou quente

Páscoa... Não foi somente por desejo de meu Pai Que entreguei minha vida a salvar pecadores
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Páscoa... Não foi somente por desejo de meu Pai Que entreguei minha vida a salvar pecadores Tampouco, por destino, saber da dor do por vir Resignado, sem temores, mouco e silenciosamente Caminhei, como cordeiro levado ao abate Conhecendo a insensatez de meus incrédulos algozes O fiz por amor e por amar, recebi ofensas e chagas Negaram-me, por ódio e temores, direito a ser julgado E em zombaria e sacrilégio, gravado estava escrito Na cruz, fim de meu martírio, gravado que Rei eu era Em vida, não fui rei... fui pescador de homens e almas E, depois de minha morte, cumpri o combinado Ao terceiro dia, imaculado, levantei ressuscitado

Ny’s... És uma, dentre tantas quantas há Ès filha, menina, mulher de sonhos e sorrisos
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Ny’s... És uma, dentre tantas quantas há Ès filha, menina, mulher de sonhos e sorrisos És madre, que em língua outra, diz-se “mãe” Que nada espera, mas tudo cria, inventa sortes Corre contra o vento e a favor do bem Flutuas nos sonhos tal qual cuitelinho e pipas Trazes nas mãos um punhado de carinho Um tantin de pureza e a luz de todo caminho És aquela que não julga... não aponta culpa Que não diz o que fere... só cuida em silêncio Porque negas machucar com verdades Mentiras vãs, infladas de culpa e intento És a branca, a morena, a negra, a vida Guardada dentro da beleza desejada Admirada pelos olhares que a desnuda Disparados por passantes que a guarda nos olhos És, antes de tudo, a primeira amada A flor do Edén, a fonte de paz, o brilho da lua Guerreira, sobrevivente, ente de cura Que luta a batalha dos justos, por destino e jura

Rebento de seu olhar... Quantas retinas há em seus olhos Quantas cores, desejos, temores e amores
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Rebento de seu olhar... Quantas retinas há em seus olhos Quantas cores, desejos, temores e amores Desfilaram frente a eles, e como saber? Com que olhos teus olhos a tudo veem? Olhos de sedução... vezes de emoção De capitanear ventos ou furacões De marear nebulosas ou frágeis naus De dar ao réu silente a o perdão dos inocentes Com que olhos desenhas a tela de do querer São os mesmos que se indignam rebeldes Vendo no outro a ausência de produra Ou se lépido, abraça a inopina alegria Tem eles vida própria? Ânsias gáudio? Cegando o mal, celebrando a paz que vai sempre mais além Anuindo, em nobreza, o torpecer da tristeza do outro Porque é no brilho de seus olhos que principia todo bem

No Tempo dos Trens... Era ali uma antiga e desativada estação Bancos em madeira desgastadas, pés de ferro
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No Tempo dos Trens... Era ali uma antiga e desativada estação Bancos em madeira desgastadas, pés de ferro Placas indicando setores, alertando cuidados Pisos cimentados, cinza, mal conservados Recordo dos dias em que muitos ali iam Se postavam em espera sob a coberta plataforma Uns, com bagagens, outros, à espera do apito Que, soava em meio à fumaça da locomotiva Havia ali a presença de ambulantes e passageiros De anfitriões, de amigos saudosos, gente simples Olhares sendo trocados... ansiosos por abraços Meninos curiosos, pais saudosos, férreos trilhos Namoradas vestidas de “para ver Deus” Sem maquilagem, inquietas, prendadas Acompanhadas, como manda o bom alvitre Desejosas do beijo que teria de esperar O tempo, discretamente, levou a estação Desativou a alegria de chegada e partida O progresso fez da ferrovia vaga lembrança Onde parava o trem, hoje, passa vento e boiada

Chuva sertaneja... Vieram silenciosas, adentrando a madrugada Leves em chão estradeiro, que passa gente e gado
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Chuva sertaneja... Vieram silenciosas, adentrando a madrugada Leves em chão estradeiro, que passa gente e gado Tamborilando gotas por sobre palhoças e carroças Ouvia silente, da janela, o canto da chuva Saudava em sorriso a água bem vinda que convidava Lentamente, o dia amanhecia nos passos de sertanejos Águas caindo, mergulhando o solo rachado, sem vida Era a garantia de colheitas... canas, sabores Eram chuvas de março, breves, leves, ávidas Crianças em colos, beatas em procissões de fé Passos sobre aquele mundão um dia rachado Sem flores, cumpriam promessas de esperança Era já passado a poeira, as lágrimas, a dor e sede Nasciam nascentes, sonhos de colheitas Findava, em presente do céu, a eterna espera Descri do que via, fiando, quiçá, ser sonho O tempo das águas, das correntezas era chegado De cumprir o destino: dar vida às sementes As águas eram bem chegadas, findando tardanças Alegrando o seco abandono, encerrando aguardos O rio virou mar, mar de passar peixes e barcaças

Meu filho, meu algoz... Meus olhos já não têm o mesmo brilho de antes Meu corpo, já não é aquele: esbelto, ligeiro, jovial
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Meu filho, meu algoz... Meus olhos já não têm o mesmo brilho de antes Meu corpo, já não é aquele: esbelto, ligeiro, jovial Dizem, em versos, que sou anjo, por ser mãe Mãe que sobrevive, apenada, em cárcere meu Cuida-me um filho que amo, calado, ausente, impaciente Nada reconheço entre as paredes que afirmam ser meu lar Não sei dizer a exata cor das paredes de meu quarto Olho-me no espelho... não sei dizer quem ali se reflete Sigo os dias a velar as horas, ao pé de uma janela vazia Horas e dias que passam sem me notar, sem nada contar Durmo e acordo em desalento, tendo ao alcance leite e água Deixados pelo filho, que, por vezes, soturnamente me visita Adormece em mim, a razão, quereres... incompreensões Me fogem lembranças, desaprendi a me amar, a sorrir Convivo com meus temores, meus fantasmas, meu eu Temo a chegada do filho que amo e se dá a machucar-me Trago marcas em meu corpo, que se renovam A cada aperto, a cada saculejo, a cada dia Fia ele que não compreendo-lhe a impaciência Que não me dói seu estado colérico de me cuidar Me sinto descartável, írrita, sem valia, enjeitada Anulada em princípios, convencida que inexisto Que sou aquela agraciada com a maternidade Que não sabe em que momento tudo deu errado Temo a visita de meu filho, meu intolerante algoz Não tenho forças para reagir, se tivesse, não o faria A fome, a sede, a solidão, marcam meu corpo e alma Em aceitação, me convenço a perdoar e me cobro calma

Quatro coisas que as pessoas deveriam saber e meditar a respeito: 1- Quando você mente àquele que te ama, você corre o risco de não ter mais essa pessoa em sua vida... serás amado por menos um; 2- Nunca confunda Tristeza com Depressão e, acredite, nenhuma e nem outra altera a i…
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Quatro coisas que as pessoas deveriam saber e meditar a respeito: 1- Quando você mente àquele que te ama, você corre o risco de não ter mais essa pessoa em sua vida... serás amado por menos um; 2- Nunca confunda Tristeza com Depressão e, acredite, nenhuma e nem outra altera a inteligência e sim a emoção e o humor; 3- Uma mágoa advinda, provocada propositalmente, fere de morte, a alma de quem você magoou, vezes, por motivos fúteis, que, se amor em ti houvesse, não o faria; 4- Uma meia verdade jamais será uma verdade inteira, portanto, se não tens intenção de ser verdadeiro (a), o silencio será sua melhor expressão diante do (a) outro (a).

A viola esta para o violeiro como a poesia para o poeta! Às vezes, acontece: a viola se quebra... a poesia não se completa! Mas não importa dia e hora, ponteada e chorosa, a viola adorna os versos do poeta e nesse estado de arte e entrega, minam emoções: lágrimas que deslizam e a…
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A viola esta para o violeiro como a poesia para o poeta! Às vezes, acontece: a viola se quebra... a poesia não se completa! Mas não importa dia e hora, ponteada e chorosa, a viola adorna os versos do poeta e nesse estado de arte e entrega, minam emoções: lágrimas que deslizam e abraçam o coração. Quem prova da poesia que chora ao toque da viola, entende como é bom ser tomado pela alegria da alma.

O que for pra ser... Vem andar comigo Se aquecer ao sol, colher brisa
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O que for pra ser... Vem andar comigo Se aquecer ao sol, colher brisa Trago pra ti, versos em breve poema E nas mãos, intenções e dilema Desejo tocar-lhes os cabelos Provar seus lábios carmim Sentir o calor de sua pele De seu atento toque em mim Ignoro seus já ditos nãos Afinal, nenhum deles fez crescer Antes, romperam mar e o vão que havia No imenso universo de nosso querer Vem andar comigo Conhecer rios, veredas... cachoeiras Migrar dessa estação fria e inglória Em que nela, sofre e pena nossa história Deixe o vento tocar-lhe a face Sinta o olor do orvalho que chora Temendo que partas e vades embora Apressando vê-la, na manhã de cada manhã

Amada, pessoa ímpar, guerreira de sorriso largo e pronto... em alegria sincera! Orgulho-me de sabê-la, mesmo que raramente presente fisicamente, em minha vida, que és uma joia rara e que vigora eterna em meu coração! Você que se edificou em mulher honrada e, naturalmente, fez-se…
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Amada, pessoa ímpar, guerreira de sorriso largo e pronto... em alegria sincera! Orgulho-me de sabê-la, mesmo que raramente presente fisicamente, em minha vida, que és uma joia rara e que vigora eterna em meu coração! Você que se edificou em mulher honrada e, naturalmente, fez-se empoderada, pujante em amizade fecunda, de caráter singular, dado às atenções e beneficências, viva e latente! Que respira sã em cada seu ato em favor do próximo! Feliz jornada a cada passo a ser dado, hoje e sempre! Menina única, que a vida tratou de agraciar-nos e ao mundo, com sua existência terna e compromissada com tudo o que trás em si o peso exato, que equilibra o lado da balança que define e determina todo bem... talhada naquele lado da moeda que trás impressa, não só sua face, mas cada fibra de seu coração valente, eternizado, em algum lugar entre o amor de filha e de mãe, seu exemplo de perseverança e força!

Neste Natal, dou-te papel e pena, desenhe, narre suas melhores lembranças e momentos vividos neste ano que se finda! Escreva frases, poesias, elenque seus planos de realizações futuras... Deixe registrado um pedacinho de sua alma! Verás que, por mais difícil que tenha sido sua ca…
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Neste Natal, dou-te papel e pena, desenhe, narre suas melhores lembranças e momentos vividos neste ano que se finda! Escreva frases, poesias, elenque seus planos de realizações futuras... Deixe registrado um pedacinho de sua alma! Verás que, por mais difícil que tenha sido sua caminhada nesse ano que se despede, à sua maneira, fostes um alguém muito especial! Feliz Natal e um Ano Vindouro de Paz, Saúde e Realizações!

Senhor de Minha Paz... Tua presença, invade, sem cerimônias Minhas ideias, pele, olhos... corpo inteiro
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Senhor de Minha Paz... Tua presença, invade, sem cerimônias Minhas ideias, pele, olhos... corpo inteiro És meu claro, moreno, negro, são, completo Rasga-me o céu de minha fé, arrebatando meu eu Não resisto, pois sou barco em mar seguro Sou fruto da árvore de copa cuja sombra convida Ao descanso, aquele que passa e se aquieta Sedento, cansado, febril, só, em rumo incerto Sou aprendiz de vosso saber amar o outro Nada me resta além dos horizontes a alcançar Nada relego e nem nego, sequer divergências Mal compreensões, que o tempo há de desanuviar Basta olhar-te menino e saber que és meu mestre Meu Senhor, que festeja alegrias, tristezas, até decepções Me pego tomado de admiração e amor em Tua presença Pois forjaste-me, cunhando-me em razão e esperança

Entre ti, amada minha, que foi, é e sempre será e o abismo da solidão acontecida, descortinada no tempo, fruto de teus descuidos e silêncio, me pego morrendo, nos passos em direção ao vão acontecido, em algum momento, entre meu desejo e tuas guardas erguidas... mas, confiante, di…
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Entre ti, amada minha, que foi, é e sempre será e o abismo da solidão acontecida, descortinada no tempo, fruto de teus descuidos e silêncio, me pego morrendo, nos passos em direção ao vão acontecido, em algum momento, entre meu desejo e tuas guardas erguidas... mas, confiante, digo-te: “Preciso de ti! De teu beijo, de teu abraço, da atenção. Porque doce, é viver a vida sem dor, é não seguir morrendo em passos cegos, nesse solo de incertezas!”