Frase de Múcio Bruck
Não importa porque ou de que.... Há dias, horas, momentos de inércia ou fulgor Que aprendemos que não temos o controle Não somos donos de nós, de nossas vidas Descobrimos ser peças em num tabuleiro Num jogo de Santos, Milagres e solidão Seguindo em frente num sem fim que fim não tem... ou tem! Mas aí, já percebemos nós estarmos quase à margem Da estrada, do jogo, da vida, de nós mesmos A caminhada é mais que longa e sempre apressada Quão poucas são as ferramentas prestantes ao alcance Que cumprem a função de ajudar nesse insano trajeto Por onde passam também os insones, os lúcidos Temerosos delirante ou desatentos de alma pura Que cansados de cada passo dado nessa rota Nos descortinando, para sermos vistos como somos E nada e ninguém: nem sejam Santos nem folhas secas Caídas se um outono cruzando a contramão da ida Tem olhos pra notar que há mais passantes que passos E depois de tanto seguir, ultrapassar, sem descanso O coração se cansa, desiste por nós, sangra abatido E se assossega, se cala, simplesmente para E sai de cena sem importar mais com a via que vê à frente Não há mais o que sofrer, a alegrar, ser frio ou quente
No pensador.ai desde