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Frases de Múcio Bruck

263 frases

Olhos Vazios... Cansei de tentar te fazer entender Que a distância não é a melhor solução
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Olhos Vazios... Cansei de tentar te fazer entender Que a distância não é a melhor solução Ouvindo você me dizer Que amanhã não estará em meu coração E a noite se esvai Quais as juras deixadas por ti Remoendo em lembranças Esse seu aprendiz Nossas cartas de amor Espalhadas sobre o cobertor Dizem frases tão lindas Entre estrelas, luares, batom Quando o seu travesseiro Fizer um estrago, enfim... Vou rolar pela cama Fazer sala pra mim Não será tatuado em meu corpo Nossa história, um caso vazio Utopia de um amor Que o tempo esqueceu E o que resta no ninho São detalhes perdidos Qual bordado em toalhas Eu e você...

Lá vem você... Quem foi que disse que parti? Pra onde iria, levando em mim tanto querer?
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Lá vem você... Quem foi que disse que parti? Pra onde iria, levando em mim tanto querer? O que longe faria sem vê-la ou ter você? Que alegria me chegaria sozinho, saudoso? Quem foi que disse que menti? Que decepcionei sua razão e esperança De descobrir em mim o homem que sou E sendo-o, sabia-me seu príncipe esperado Quem te procurou pra magoar sua alegria? Com intento de semear confusos pensamentos Crendo que assim, desistirias do nosso desejo De construir, no tempo futuro, uma família Quem foi esse que, te amando silencioso Inocentava seu modo de ser e viver Fazendo mal juízo dos laços que atamos Que se incomoda com a opção de nossa aliança A resposta para tantas e vazias falas Não vem do que foi-lhe dito, mas pensado Fizeste a ti mesma tais questionamentos Não te convencestes que seu futuro passa por mim Mas para tudo existem regras e opções Não me vejo sem ti vivendo em mim E meu telefone, chamando todo o tempo Explode em mim, levando o temor de perdê-la Assim, meus dias amanhecem e anoitecem Os beijos e carinhos se trocam nos encontros E o que lhe é desconhecido é a causa do temor Não te guie por dúvidas, o que sabemos é viver de amor

Anjos... Anjos me existem Fio que os creio... e eles em mim
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Anjos... Anjos me existem Fio que os creio... e eles em mim Os sei sábios, alados querubins Milenares guerreiros infantis Anjos me existem Mas já houve dias em não sabê-los Os mesmos que sóis, ventos e luares Deitavam inglórios em meus jardins Anjos me existem Todos eles brincalhões Me deixaram a porta da vida aberta Me levaram a coragem de partir

Meu menino... Então, que surpresa é essa? Nosso encontro estava combinado
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Meu menino... Então, que surpresa é essa? Nosso encontro estava combinado Era questão de tempo ou chamado Estar aqui tem nome: milagre alcançado Não pense que me foi fácil vir a ti Me entreguei valente, seguro e certo A tudo o que cabia convencer De que sou digno de te merecer Meu plano não é incomodar Nem te envolver em nada insano Quero mesmo é bem te querer Atar nós... te tirar pra dançar Que importa então o que possam dizer Assumo toda culpa, se culpa houver Isso não me alcança nem faz ferir Só não vale desistir... ou deixar de sorrir

Meu engano, seu ato... Foste meu tango, meu fado Eras meu moreno, meu pardo
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Meu engano, seu ato... Foste meu tango, meu fado Eras meu moreno, meu pardo Meu tigre, feroz leopardo Meu amor, conserto e estrago Que me conduzia desde o tablado A um céu de magia desencontrado Vem e me devolve o chão roubado Para que eu siga meu destino fadado Príncipe mascarado de mil encantos Que me lançou à sorte dos lamentos Dos risos ausentes, a chorar pelos cantos Num um palácio forjado de sonho inventado Como chegamos a esse final? Tudo o que era pra ser alegria, se fez fatal Porque em ti, vigorou o irracional animal Que trocou o respeito por todo um mal Foi no coração que tudo findou Sua valentia, insana e demente Marcou mais que minha pele e mente Foi ela a algoz do amor que uniu a gente

Amor Vencido... Caminho pela vida que me tem Vendo tantas e tantos muitos
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Amor Vencido... Caminho pela vida que me tem Vendo tantas e tantos muitos Apaixonados, amados, amantes Em juras eternas, vezes, em prantos Ouço silencioso, segredos e sonhos ditos E com pouco, percebo insanas verdades Ditas, quando uma flor era preciso Para desfazer impaciências veladas Tenho olhado pro lado Em meus passos nessa estrada Observando beijos se findando Carinhos se esvaindo... terminando Vejo o amor sendo vencido Talhado em propósitos claros De paixão já não sentida Amor sem valia, sem quereres Me falam tais momentos Que no início calor havia E que geleiras ao leo se ocuparam Em calar de vez, o que o outro sentia

Então... Minha juventude foi meia que vigiada Não que tivesse desgostos ou incertezas
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Então... Minha juventude foi meia que vigiada Não que tivesse desgostos ou incertezas Tive meus dias de segredos e quietudes Como outros de venturas e alegrias Lembro que meu pai conversava por gestos Entendia tudo o que seus braços e mãos diziam Até mais que sua voz rouca e meio confusa Sua fala beirava um português desafiador Me apaixonava facilmente por seres conhecidos Animais, flores e até pelo que não conhecia Recitava poesias pra plantas e pra mim mesmo Residia ali meu atalho às descobertas... à magia Os dias vividos me trouxeram mais que poesia Me peguei amando ainda adolescente Juntei forças e fiz de amor planos de ter um lar E nele, me perder dos ais e só amar

Amor de vó... Em minha meninice ouvia Vó Maria Contar dos perigos que rondavam a estrada
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Amor de vó... Em minha meninice ouvia Vó Maria Contar dos perigos que rondavam a estrada Dizia que tinha lobo e até uma Fada Malvada Em quase sussurro, afirmava que toda noite Tinha festa do outro lado, onde nascia a floresta Que tinha boto, saci, corrupião e até besta danada Ouvia e via Vó Maria, atenta, quase heroína Mas, quando a noite rondava meu dia Corria eu, cego pro colo de minha covardia Olho aqueles dias com o encanto de Lobato Com um olho no Sítio e outro em mim Mas ambos tomados de magia e alegria Cresci e a estrada que passa ali já é outra Não nego, os medos ficaram, só são outros A covardia me corteja, mas não sou mais cego Crescer é bom por isso Os mistérios vão se desfazendo E a realidade aproxima a razão Penso que pra Vó Maria A festa na floresta ainda aconteça Mas já fia, não há lobo ou fada que me vença

Moça bonita... Busque em casa de Dona Filó Um verso simples, que tenha gosto
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Moça bonita... Busque em casa de Dona Filó Um verso simples, que tenha gosto Sabor de caminho estreito e reto Travessa que atravessa o rio claro Caminho de caminhante sem rumo certo Ou de certo só tem o rumo Que deseja nele encontrar Um pedaço de história ou um nascer de favo Não me traga em sua volta nada triste Não me conte coisas que não seja mais Que boas novas ou que venha em silêncio Um silêncio falante de tudo o que vistes Moça bonita Vá assim mesmo, de sandálias Saia de chita e cabelos ao vento Caminhe tricotando sonhos audazes Ouça mais, sem nada dizer Dona Filó lhe contará prosas Histórias de curupira, até de boi tatá Falará de estrelas, rosas e sonhos Se quando sair, notares que ronda, insano Ao acaso um vento frio, vindo do norte Volte logo, apresse seu passo Pois é ali que toda brisa morre!

Até sempre... Deixo-te em boa companhia Por isso sigo confiante
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Até sempre... Deixo-te em boa companhia Por isso sigo confiante Jamais há de te faltar A paz que te compraz Levo mais esperanças que certezas Dois ou três ais e um “bucadin” de sinais Guardei na mochila pente e poesia Um carinho e um punhado de seu dia Deixo-te a fantasia de meu carnaval Sede saciada em minha saliva Sem frio, sem fome... sem hora De dormir donzela e acordar senhora Saio meio às escondidas, devagar Me vou em despedida velada Na madrugada que nasce calada Quieto, pra não acordar-te minha amada

Querubim que a via... Conheci uma menina Que na janela dos olhos trazia
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Querubim que a via... Conheci uma menina Que na janela dos olhos trazia Debruçado e atento Um "loirin" querubim Quando ela dormia, ele ria Brincava do que queria De ser rei e operário De dizer não ao contrário Mas quando era ele quem dormia De tudo acontecia ao olhar da menina Curioso que era, varria a noite Reinventava o dia

Faltou bailar... Não sei maneira tal de esquecer O fim de nossa inesperada história
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Faltou bailar... Não sei maneira tal de esquecer O fim de nossa inesperada história Naturalmente, qual uma semente Brotou em meio a iguais desigualdades Parei de contar as noites passadas juntos Quando mil e uma já haviam corridas Lembra da cicatriz em sua perna? Do cinema, teatro, shows, da taberna? Lembra das pintinhas espalhadas Do rosto aos joelhos e suas eram? Sei-lhes a forma e contei cada uma E assim, sem pressa, te descortinei Eram simples e longas as cartas Que de punho próprio dediquei-lhe Você, íntima das falas virtuais Mas, não sequer me veio uma de ti Isso nunca me incomodou de verdade Era sua vida dividida entre o presente E a luta para esquecer o passado E no vão das coisas, seguias caminhando Só não me perdoo por não tê-la dito Que na valia do amor meu, marcante Seria tirá-la para dançar nossa canção Que ainda hoje, ecoa, sem fim, no salão

Liberdade... Cansei de ser boazinha De levar a sério o que não me é
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Liberdade... Cansei de ser boazinha De levar a sério o que não me é Para agradar a quem não me agrada... Nem tampouco me faz-lhe sagrada Cansei de beber bebidas que me tomam Desde o juízo até tudo o que me cala Não vou mais ser aquela santa Que fica quieta, calada na sala Não que vá me entregar insana À devassa e pecaminosa ação Sou antes, em mim, pura razão Vou me entregar sim, mas a mim Serei fado, rock, pop e tango Cantarei cânticos, dançarei Gastarei terços e sapatos Falas, gestos... incomodarei Santos Descerei mais tarde de meu sono Darei bom dia ao dia! Caminharei na praia a tocar o mar E se a água convidar, vou me molhar Não farei esforço por coisa pouca Mas se o pouco me parecer muito Luto, me entrego, sem deixar de sorrir E caso alguém se incomode, convido a partir

Amada Gi... Meu amor, Me tire pra dançar
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Amada Gi... Meu amor, Me tire pra dançar Me leve em seus braços Vem findar meus ais Me conte do luar Alegre meus porões Embarque em meu navio Vem conhecer meu mar Não sei dançar um tango Sem perder o chão Não sei ouvir um fado Sem sangrar paixão Nas tramas do destino Fiz planos de amor Teci em desatino Mil rendas de ilusão Ah, a noite Não tardou Guardar suas estrelas A lua retirou Colhi de meu cabelo A rosa que sonhei Te dar ao fim da dança Jurando eterno amor

Zica... Zica é dona de modos antigos Português arcaico e meio embolado
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Zica... Zica é dona de modos antigos Português arcaico e meio embolado Filha de italianos e radicada no Brasil Foi morar nos confins de Almenara Muito depois da cidade iluminada Vivia com seus bichos e sua paz Tinha rádio a válvula, e funcionava Era sua ponte com o que havia no mundo Zica, na sua ingenuidade, se pegou confusa Ouviu dizer que haviam outras zicas E que todas vinham de um mosquito Seu espanto superou a indignação Tomou banho, penteou os cabelos Atrelou a mula Brivana na carroça E foi pra cidade encontrar uma resposta Quantas outras zicas haviam além dela? Foi complicado pro Dr. Genival Explicar a Dona Zica que de gente Zica Só ela havia e que a outra zica gente não era Era nome de doença, por picada de mosquito

O amor... Não foi feito para ser explicado Analisado, estudado, questionado
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O amor... Não foi feito para ser explicado Analisado, estudado, questionado O amor foi feito fundamentalmente Para ser sentido... e vivido A gente não precisa entender Porque é amado... não mesmo! Só é necessário aceitar que é... ou foi Porque entendendo ou não, não o afeta A gente não precisa se admirar Com um carinho ou um beijo inesperado Com um toque na mão, uma flor recebida Nem tudo tem ou precisa ter uma razão de ser A vida não se enfeita só de garantias Às vezes, nos jardins de nosso próprio éden Vingam plantas tão diferentes e coloridas E por descuido nosso, morrem sofridas É preciso guardar somente o que é importante O amor é mesmo mais forte que a morte Um abraço é sempre muito mais do que é E nem tudo precisa ser compreendido

E dai?... Foram tantas elas em pouca era Bem mais haviam além de Stela's
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E dai?... Foram tantas elas em pouca era Bem mais haviam além de Stela's De Lúcia's, loiras e indecisas Ana's De Gih's, iguais a Tiana's que morenas eram E se tantas delas vieram e se foram Partiram, porque um dia chegaram E se assim se deu, era para assim ser, e foi! E eu amei cada chegada e pranteei toda partida Mas o tempo passou como tudo passa O rio leva suas águas, a chuva, lava as ruas As folhas se deitão no chão dos outonos A vida, vive seus dias nos dias de si mesma Foram tantas e tantas as noites estreladas Os dias de sóis e de vento soprando brisas lentas E nessa estação de chegadas e partidas O coração, errou seu norte e riu-se de si

Bichinho... Saudade bem que podia ser flor Mas com voz, perfume e cor
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Bichinho... Saudade bem que podia ser flor Mas com voz, perfume e cor Flor de alegrar minuto e hora Não dessas que deixam ir embora Saudade bem que podia ser dia Nos socorrer com sol e fantasia Toda vez que a vida, por descuido Se esquecer de adicionar magia Saudade bem que podia ser doce Qual melado ou marmelada Pra gente se lambuzar inteiro E se rir menina, farta e mineira Mas saudade não é flor Não tem voz, nem cor, nem alegria Saudade é só um bichinho Que de tudo, vai e volta sozinho

Amor de Infante... Queria-me tanto teu Que mesmo adormecido, ouvia-te
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Amor de Infante... Queria-me tanto teu Que mesmo adormecido, ouvia-te Verdadeiro, imaculado e ufano Segredar em versos, a metade que sou Se em minha utopia castelo havia Era nela que a magia acontecia E acontecendo, vivente era e sabia Que a espera, um amor prestante valia Queria-te tanto e tanto meu Que coragem não faltaria Pra conquistar todo um reino E salvar da dor qualquer fantasia Sonhava-me teu e tão desmedido Vivendo-te em tempo passante Que ainda infante, não me renderia E por ti, amor de amar, até tombaria E ao fim da cruzada, restada sorte errante Por certo que fosse, salvar em ti a princesa Por fé e direito ao destino que tinha Romperia com o mundo e a tomaria rainha!

Amada... Te convido a ficar em minha vida Mas se quiser, pode deixá-la...
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Amada... Te convido a ficar em minha vida Mas se quiser, pode deixá-la... Não existem condições para ambas Só seu querer, pura escolha... Se desejar ficar um pouco mais Te convido a falar de família Mas pode ser de fé ou fantasia Assuntar, de futebol a magia Nas noites que seu sorriso faltar Te convidarei a admirar estrelas Se já não for capaz de ouvi-las A gente canta e inventa poesias

Quem conta um conto, aumenta um ponto... A curiosidade é sempre atemporal Não fica sem jeito nem se intimida
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Quem conta um conto, aumenta um ponto... A curiosidade é sempre atemporal Não fica sem jeito nem se intimida É como bico de bule: pra frente E quem a tem, sofre como todo amoral Ser curioso não simples e nem fácil Tem que inventar desculpas e ser ágil Pra saciar sua sede de ser o primeiro A ter notícia "fresca" do particular alheio É querer ciência do que acontece Na vida de quem é rico ou do que padece Não é nada simples e muito menos fácil Tem de ir de bar em bar, ouvir mais que falar É preciso levantar cedo em qualquer lugar Sentar na praça e até pra criança perguntar Se os pais brigam ou vivem só de bem prezar Se a comida lhe é farta ou dói de amargar Ser curioso é quase um ofício E esse trabalho suado não é ócio É coisa de gente que aumenta um ponto Sempre que conta a notícia que encontra O curioso é um profissional como outro Vive a gastar a língua depois de futricar E sai, como sai a alardear... a noticiar O que faz seja quem for, o que ele tem ou obtém Ser curioso é lidar com o perigo eminente É ter vocação para arauto em terras sem rei E como passa seus dias em iníqua diretriz Sem se aperceber que viver é amar e ser feliz

Desejo-lhe, extensivo à sua família, um dia de Felicidades e Realizações. Lembrando que o Criador, nos concedeu o dom e a capacidade de amar, dotando-nos das mais diversas e diferentes formas de expressar e ofertar esse raro e nobre sentimento. Amamos nossos iguais e amamos as di…
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Desejo-lhe, extensivo à sua família, um dia de Felicidades e Realizações. Lembrando que o Criador, nos concedeu o dom e a capacidade de amar, dotando-nos das mais diversas e diferentes formas de expressar e ofertar esse raro e nobre sentimento. Amamos nossos iguais e amamos as diferenças, que sempre nos atrai... mas, não importa "qualquer maneira de amar vale à pena!"

Senhora Aparecida... Chegastes sem hora marcada Moldada em terracota perfeita, sem pompas
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Senhora Aparecida... Chegastes sem hora marcada Moldada em terracota perfeita, sem pompas Em duas partes talhadas, em santificados detalhes Pescada num rio que peixes faltavam Colhida e bem-vinda em rede lançada Tempo em que a pátria hino e nem bandeira haviam Erguida das águas, leve e perfeita, em rede surrada Foi logo nomeada Mãe Aparecida, Senhora Iluminada É Ela, em verdade, "valedoura de homens e almas" Santa protetora dos cristãos de boa fé e coração puro Que a ela devotam paixão, devoção e esperança Por fiarem na compaixão, Divindade e misericórdia

Olhos Atentos... Voo pelo céu que me se abre Observo tantas e tantos muitos
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Olhos Atentos... Voo pelo céu que me se abre Observo tantas e tantos muitos Apaixonados, amados, amantes Certos, errados, em risos, em prantos Ouço silencioso, segredos e sonhos ditos Sobrevoo, desencantado, insanas verdades Ditas, quando uma flor era preciso Para desfazer impaciências veladas Tenho olhar aguçado e mente aberta Em meu voo silencioso e seguro Sigo observando beijos apressados Flores e caminhos esquecidos se findando Tantos amores sendo vencidos Talhados em propósitos claros De paixões já não sentidas Sentimentos sem valia, incertos quereres Momentos que contam inocentes Que no início calor havia E que o vão das geleiras se ocuparam Em calar de vez o que o outro sentia