A poesia invade os espaços E reflete na imagem que vejo Gravando em meu olhar
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A poesia invade os espaços E reflete na imagem que vejo Gravando em meu olhar A paisagem que ficou em mim... Delicadeza.
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A poesia invade os espaços E reflete na imagem que vejo Gravando em meu olhar
A poesia invade os espaços E reflete na imagem que vejo Gravando em meu olhar A paisagem que ficou em mim... Delicadeza.
O tempo não é um senhor tranquilo sentado na varanda Ele tece, deixa suas marcas...
Ouviam-se lá fora os ruídos O silêncio provinha de dentro Ao fundo...
Ouviam-se lá fora os ruídos O silêncio provinha de dentro Ao fundo... Na alma da mulher. O sol permanecia majestoso A sua volta Entretanto, Em seu interior havia uma geleira Mantinha a face uma rigidez de mármore Indiferente a beleza do dia Mas reparei que por um momento Havia um desassossego em teu olhar Que se pintava em labaredas Ao fitar um botão que não floriu Seria um traço de ternura?
Hoje há somente afagos em minhas mãos Trago-as molhadas de orvalho Para que nunca deixam de florescer
Hoje há somente afagos em minhas mãos Trago-as molhadas de orvalho Para que nunca deixam de florescer E suavemente amanheço poesia.
Ser poeta... É ter nas pontas dos dedos Todas as promessas do mundo
Ser poeta... É ter nas pontas dos dedos Todas as promessas do mundo E bordá-las em cores de seda Ser poeta... É sentir a solidão e o silêncio Que há no interior das pedras E abrigá-los dentro dos versos Ser poeta... É desvendar os mistérios que se abrigam No interior das pálpebras do tempo E dar asas à imaginação Ser poeta... É procurar novos caminhos Para a cegueira da humanidade E libertá-los da escuridão Ser poeta... É rasgar o fundo da terra Onde se aninham todos os segredos E despi-los em cada verso de um poema Ser poeta... É abranger todos os horizontes E não ter medo de voar Ser poeta... É virar a alma do mundo do avesso E contemplar a poesia Ser poeta... É ver o mundo sem janelas.
Viver é hastear-se desde a raiz É respirar a pausa dentro da turbulência É fazer sinfonias do silêncio
Viver é hastear-se desde a raiz É respirar a pausa dentro da turbulência É fazer sinfonias do silêncio É o repouso da alma em meio ao cansaço da viagem É quando em tempos de escuridão as cores não nos cabem nos olhos É uma presença bonita em meio aos escombros É o riso em meio à impermanência da vida É um afago de pequenos e grandes maravilhamentos Viver são esses momentos inteiros Que nascem por dentro e nos salvam Viver é um milagre.
Não importa de que lado sopra os ventos A vida sempre tem um jeito dolorido De mostrar como devemos ser fortes
Não importa de que lado sopra os ventos A vida sempre tem um jeito dolorido De mostrar como devemos ser fortes E como bambus a gente reinventa Aguenta... Entortamos procurando rumo Porém firmes mantemos o prumo Às vezes o mundo pesa E os ombros mal suportam a provação Mas para tempos assim Há sempre uma coluna ou outra Para nos sustentar Colunas aparentes ou não De vontade tantas Nas voltas que os ventos nos dão.
Tão meu esse lado delicadezas que tenho É ele que me salva todos os dias Na doçura de um olhar carinhoso
Tão meu esse lado delicadezas que tenho É ele que me salva todos os dias Na doçura de um olhar carinhoso No que permanece E me permite os sonhos ao alcance das mãos Sonhos gerados em estrelas No ventre escuro da noite É esse meu lado que faz a alegria brotar Com cores de esperança Desbravando espaços por entre as tristezas Quando sou delicadezas É quando me pertenço Sou a emoção, o coração, a imaginação... É esse lado delicadeza que me salva de perder-me.
Adoce a tua alma com poesia Que todo o belo que vistes Aquecerão teus dias frios e cinzentos
Adoce a tua alma com poesia Que todo o belo que vistes Aquecerão teus dias frios e cinzentos A tecerem fios de esperança.
Ditoso é ser feliz Porém, Promover a alegria alheia
Ditoso é ser feliz Porém, Promover a alegria alheia Chama-se felicidade.
Quando descobri a poesia dentro e fora de mim A minha alma encontrou o caminho de casa.
No vai e vem dos dias Abrigo-me onde o poema faz-me sombra
Tal qual borboleta é o amor O devemos deixar pousar Assim sendo, sentiremos...
Tal qual borboleta é o amor O devemos deixar pousar Assim sendo, sentiremos... Todas as suas cores por dentro. Livre... Porém, atraído, seduzido... Amor então é isso___ ____uma liberdade aprisionada. É mais que um querer É a necessidade de estar junto Rodeado de cores Que não nossas. Amor é isso__ ___gostar das nossas cores Em companhia de outras. Aquarelas inteiras... Cores compartilhadas formam arco-íris.
A vida é um salto de fé Que não pode ser escrita a lápis Não há lugar para retoques
A vida é um salto de fé Que não pode ser escrita a lápis Não há lugar para retoques Não há uso para borrachas Cada momento é único.
Sonhe! Sonhos são capazes de unir o céu e a terra.
Sempre quis tudo que a vida pode me oferecer Sei que nem tudo me deu prazer E que alguns sentimentos eu preferia esquecer
Sempre quis tudo que a vida pode me oferecer Sei que nem tudo me deu prazer E que alguns sentimentos eu preferia esquecer Porém, amei como deveria amar. Lutei achando que valia a pena lutar E se perdi, tenho o consolo de saber que tentei. Tentei o melhor que eu podia ser.
Enquanto caminho pelos meus desertos Vivo assim... A procura de mim.
Amor para mim... Tem que ser macio feito nuvem delicada Tem que ser amor de olhos vidrados
Amor para mim... Tem que ser macio feito nuvem delicada Tem que ser amor de olhos vidrados Tem que ser amor cultivado Doem-me pessoas que tem medo de amar Dói-me amor guardado Dói-me sentimento bonito engavetado Amor bonito é aquele que de tanto amor Vaza pelos poros Amar assim... Grande, expandido, totalidade. Para mim é inevitável.
Das delicadezas de cada dia O belo fica-me tatuado no olhar. Permito-me esse deleite
Das delicadezas de cada dia O belo fica-me tatuado no olhar. Permito-me esse deleite Às janelas de minha alma.
Aprendi mais em meio as tempestades Do que em plácidas calmarias. Os ventos tempestuosos acrescentaram-me coragem
Aprendi mais em meio as tempestades Do que em plácidas calmarias. Os ventos tempestuosos acrescentaram-me coragem Para enfrentar os meus medos. Aqueles medos bichos-papão... Caiados no íntimo de minha alma. Foram esses mesmos ventos Que me deram forças de seguir em frente. Acresceram-me uma vontade indomável Rompida nas plantas dos pés. Passo a passo... É nesse compasso Que hoje percorro os espaços de mim. Esquadrinho-me em oásis no âmago dos meus desertos. Viagem crepuscular Em meio às chamas que me ardem a alma Leva-me em busca de horizontes.
Por vezes o poeta com ternura Garimpa sonhos esquecidos
E na unicidade de mim As flores me são cousas necessárias.
A nudez é presença nessa que se desvanece com o tempo Inoportunamente me tolhe os passos e pesa-me as asas A outra me comanda o espírito e coloca-me de pé
A nudez é presença nessa que se desvanece com o tempo Inoportunamente me tolhe os passos e pesa-me as asas A outra me comanda o espírito e coloca-me de pé Leva na alma o bailado das asas e todas as cores do mundo.
Foi quando me permiti Tanto que me amei. Desenvolvi e acolhi
Foi quando me permiti Tanto que me amei. Desenvolvi e acolhi O belo dentro de mim.