Frase de May Lu
Hoje há somente afagos em minhas mãos Trago-as molhadas de orvalho Para que nunca deixam de florescer E suavemente amanheço poesia.
No pensador.ai desde
Hoje há somente afagos em minhas mãos Trago-as molhadas de orvalho Para que nunca deixam de florescer E suavemente amanheço poesia.
No pensador.ai desde
Amo como criança De jeito simples rasgado
Amo como criança De jeito simples rasgado Sem medo Sem segredo Amo de olhos vidrados Sem restrições Sou criança crescida Que ainda chupa pirulito Masca chiclete Fazendo caras e bocas Estourando bolhas no rosto Mas não deixo de crescer Sai a criança Chega a mulher A esposa mãe Companheira... Cheia de cuidados De amor Amando como Mulher-menina que sou ou Menina-mulher Não preciso entender Só preciso amar como criança.
Quão bom é pegarmos as cinzas do passado E usarmos sobre elas a alquimia do amor Transformando-as em poesia
Quão bom é pegarmos as cinzas do passado E usarmos sobre elas a alquimia do amor Transformando-as em poesia Posto o que já é cinza não nos queima mais Então porque fazer disso uma mágoa? Espalhemos as cinzas com leveza Desatemos os laços do passado Deixando que seja levado aos ventos Para colhermos paz e amor Plantemos pitadas de doçura Sobre as energias negativas É cansativo demais Ocupar nossos corações Com coisas que não mudam Com pessoas de espírito pequeno Olhemos os gomos do tempo A beleza de um entardecer A majestade de um amanhecer São linhas tão rápidas Tão diferentes Nunca as mesmas! Espaços de luz e sombras Que condicionam todo o esplendor A suntuosidade dos intervalos Saibamos aproveitar o néctar! O sabor está na transição A vida continua... ensina-nos Tudo muda! Acreditemos que podemos E devemos fazer diferente Melhor... Sem medos Com a alma leve Renovada! Com o coração aberto Espalhemos as folhas do outono Aproveitemos os espaços do tempo O importante é caminhar Continuar a travessia Abrirmos os braços ao que está por vir Semeemos hoje as sementes Para colhermos as flores do amanhã Da primavera que há de chegar.
Ser poeta... É ter nas pontas dos dedos Todas as promessas do mundo
Ser poeta... É ter nas pontas dos dedos Todas as promessas do mundo E bordá-las em cores de seda Ser poeta... É sentir a solidão e o silêncio Que há no interior das pedras E abrigá-los dentro dos versos Ser poeta... É desvendar os mistérios que se abrigam No interior das pálpebras do tempo E dar asas à imaginação Ser poeta... É procurar novos caminhos Para a cegueira da humanidade E libertá-los da escuridão Ser poeta... É rasgar o fundo da terra Onde se aninham todos os segredos E despi-los em cada verso de um poema Ser poeta... É abranger todos os horizontes E não ter medo de voar Ser poeta... É virar a alma do mundo do avesso E contemplar a poesia Ser poeta... É ver o mundo sem janelas.
Ouviam-se lá fora os ruídos O silêncio provinha de dentro Ao fundo...
Ouviam-se lá fora os ruídos O silêncio provinha de dentro Ao fundo... Na alma da mulher. O sol permanecia majestoso A sua volta Entretanto, Em seu interior havia uma geleira Mantinha a face uma rigidez de mármore Indiferente a beleza do dia Mas reparei que por um momento Havia um desassossego em teu olhar Que se pintava em labaredas Ao fitar um botão que não floriu Seria um traço de ternura?