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Frases de May Lu

94 frases

Quão bom é pegarmos as cinzas do passado E usarmos sobre elas a alquimia do amor Transformando-as em poesia
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Quão bom é pegarmos as cinzas do passado E usarmos sobre elas a alquimia do amor Transformando-as em poesia Posto o que já é cinza não nos queima mais Então porque fazer disso uma mágoa? Espalhemos as cinzas com leveza Desatemos os laços do passado Deixando que seja levado aos ventos Para colhermos paz e amor Plantemos pitadas de doçura Sobre as energias negativas É cansativo demais Ocupar nossos corações Com coisas que não mudam Com pessoas de espírito pequeno Olhemos os gomos do tempo A beleza de um entardecer A majestade de um amanhecer São linhas tão rápidas Tão diferentes Nunca as mesmas! Espaços de luz e sombras Que condicionam todo o esplendor A suntuosidade dos intervalos Saibamos aproveitar o néctar! O sabor está na transição A vida continua... ensina-nos Tudo muda! Acreditemos que podemos E devemos fazer diferente Melhor... Sem medos Com a alma leve Renovada! Com o coração aberto Espalhemos as folhas do outono Aproveitemos os espaços do tempo O importante é caminhar Continuar a travessia Abrirmos os braços ao que está por vir Semeemos hoje as sementes Para colhermos as flores do amanhã Da primavera que há de chegar.

Amo como criança De jeito simples rasgado
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Amo como criança De jeito simples rasgado Sem medo Sem segredo Amo de olhos vidrados Sem restrições Sou criança crescida Que ainda chupa pirulito Masca chiclete Fazendo caras e bocas Estourando bolhas no rosto Mas não deixo de crescer Sai a criança Chega a mulher A esposa mãe Companheira... Cheia de cuidados De amor Amando como Mulher-menina que sou ou Menina-mulher Não preciso entender Só preciso amar como criança.

Nunca ache que já viu todas as cores de um jardim A cada segundo haverá sempre um colorido diferente Encantando os olhos da gente
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Nunca ache que já viu todas as cores de um jardim A cada segundo haverá sempre um colorido diferente Encantando os olhos da gente Jamais pense que já viu todas as linhas do horizonte Haverá sempre novas nuances A surgirem num amanhecer... Num entardecer! Preste atenção nos sinais... Há sempre novos ventos a soprar Há sempre novas chuvas a regar Há sempre novos amores para amar Sempre haverá novos sentimentos no fundo de um olhar!

Sou os nós da amarra Desato um nó Não há sossego
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Sou os nós da amarra Desato um nó Não há sossego Desato outro Não há sossego também Sou o desassossego... Tenho Retenho Eu e as outras Sou única em muitas Ou Muitas em uma? Cada qual pensa por si Ou Pensa por todas? Talvez todas pensem Por uma! Sou templo entalhado Transmutado Por todas Num corpo que dá forma Que se perde Que se encontra Um retiro de mim Sou o eco do espelho Entretanto, Há várias no reflexo Espelhada Coletânea de mim.

Há dias em que o meu silêncio é eco mais alto Do grito que a minha alma pode dar É o meu tempo de reestruturação...
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Há dias em que o meu silêncio é eco mais alto Do grito que a minha alma pode dar É o meu tempo de reestruturação... Nesse momento respiro fundo Não penso... Desligo-me temporamente Fico ali, olhar fixo Olhando para dentro Do espaço cinzento... O fulgor já me é passado A felicidade? Está em algum lugar onde haja sol. Com um certo amargor na boca Vejo que o tempo passou rápido demais. Restaram-me as lembranças Um instantâneo para meus dias nublados Fotografias tão presentes na minha memória É nesse momento que reescrevo minha história As imagens vão chegando De algo ou de alguém que ascendeu as minhas cores E uma espécie de centelha Rasga-me o cinza melancólico Numa paisagem simples Que me ultrapassa a alma em cores bucólicas Então ouço o eco do meu silêncio... Ainda há tempo! O céu nunca tem as mesmas cores E as nuvens jamais permanecem num mesmo lugar.

Hoje celebro a doçura Dentro e fora de mim Com a tua chegada
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Hoje celebro a doçura Dentro e fora de mim Com a tua chegada Aprendi a apanhá-las e guardá-las Hoje celebro a melodia A canção da vida Que brota das manhãs Hoje celebro as coisas simples Escorrem-me ao paladar Em suaves gosto de mel Hoje celebro a vida Sinto-a plena... É o tempo exato onde sou Uma parte de um todo.

Sou nuances dividida Sou a alva da madrugada, O negro da despedida.
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Sou nuances dividida Sou a alva da madrugada, O negro da despedida. Sou o doce da paixão, O salgado da desilusão. Sou o despertar da vida, A perda da ilusão. Sou a alegria prometida, A lágrima sentida. Sou a alma desnuda, A face em oculto. Sou a emoção nascida, O sentimento sepulto. Sou dia iluminado de sol, A noite escura sem lua. Sou do porto seguro o farol, O sem saída da rua. Sou eu! Sem eira e nem beira. O plumo, o rumo. Estranha sensação de ser. Sou tudo, sou nada!

Sonhar é perfumar a alma, É afagar o coração. Sonhos que me acalentam os dias,
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Sonhar é perfumar a alma, É afagar o coração. Sonhos que me acalentam os dias, Sonhos que me invadem as noites. Sonhos que vem e se vão... Mas, nunca sonho em vão. Há sonhos que me dão fé, E faço deles minha oração. Há aqueles sonhos adormecidos, Esperando a redenção. Também há outros tantos... Que são mera ilusão. E assim, Os sonhos se alastram e crescem, Feito flores, nos canteiros da minha alma. Eles embalam tão suavemente meus dias, Que me faz querer sempre mais... Porque vivo de sonhos? É o encontro da liberdade.

A caminhada às vezes pode ser longa e árdua Porém, tenho essa vontade bonita de seguir em frente. Às vezes meus passos vacilam e caio
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A caminhada às vezes pode ser longa e árdua Porém, tenho essa vontade bonita de seguir em frente. Às vezes meus passos vacilam e caio Mas, no instante seguinte estou de pé. Aprendo com a vida! Hoje posso dizer com a mais absoluta certeza Que sou grata pelos meus fracassos momentâneos. Foram-me preciosas lições O encorajamento para prosseguir caminhando. Muitas coisas não saíram de acordo com meus planos Entretanto, é a sábia experiência que a vida me oferece. Quero que meus passos alcancem além... ... Do horizonte que meu olhar desenha. Sigo flertando com o que a vida me presenteia Não tenho uma bússola ou uma rota definida Unicamente improviso... ... É assim que me permito sonhar! Aprendi a me guiar com a alma Preenchendo-a de coragem, estímulo, incentivo... Por conta dos obstáculos que surgem. Visto que eles me sobrevêm, a qualquer momento. Esta é a minha vida à ser vivida O verbo existir para mim não basta Anseio muito mais! Quero absorver a vida. E nessa caminhada aspiro a paz, a luz e a esperança. Mas acima de tudo Desejo topar com pessoas que me sejam doces. ........................... (Pois cá dentro há muito espaço para as doçuras da vida)

Eu lhe sou grata... Pelas vezes que teu olhar posou sobre mim E você enxergou além do meu aspecto
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Eu lhe sou grata... Pelas vezes que teu olhar posou sobre mim E você enxergou além do meu aspecto Viu o melhor que posso ser... O excepcional oculto pelo habitual Pois as almas das flores não estão em seus ornamentos E sim no perfume que deixa em nossas mãos. Sou-lhe grata pela sua capacidade de permanecer... Abraçando-me num laço transcendente Equilibrando-me enquanto eu pendia para os lados Porquanto eu caminhava em cima de um salto agulha Enquanto o peso da depressão se abatia sobre mim E a sua força me reinventava Vazava-me aos poros Tatuando em minha pele a esperança. Sou-lhe grata por ficar ao meu lado Dentro da minha solidão Abrindo-me os olhos para a glória de mais um dia Quando a minha vontade era de dormir e dormir. Ensinou-me a resistir Dando-me a resistência de um cacto no deserto Que tem raízes profundas, indispensáveis à sua sobrevivência. Fez-me compreender que eu poderia ter cores Apesar da aridez que se estendia a minha frente. Sou-lhe grata pela paz do sono... Meu exílio, quando dentro de mim habitava o caos E meus olhos fechavam Adormecendo minhas lembranças! Os sentimentos em "carne viva" Meu labirinto pessoal, dentro e fora de mim. Sou-lhe grata por ser meu espelho Enquanto eu ensaiava um sorriso diante das dores. Um ensaio cansativo Pois era duro disfarçar uma tristeza que persistia E persistia... De olhares mais atento Onde estavam eles? ... Porém com o tempo se aprende A simular a máscara do disfarce Diante das agruras da vida, De um mundo despreparado para o sofrimento alheio... E sorrio cada vez mais diante dos sorrisos retribuídos Débeis, desinteressados, desabitados... Máscaras e mais máscaras! Cores em telas cinzentas? Talvez... Quem sabe! Falta de essência ou carência? De amor, calor, solidariedade... O mundo é uma ferida aberta. Pode o meu sorriso julgá-los? Não, acho que não... Mas não vou mentir E dizer que isso não me incomodava, Ainda incomoda! Mas aprendi que ficar de alma aberta Dói bem mais que um sorriso mascarado E que às vezes não vale a pena expor a minha nudez, Pois nem sempre há olhos que possam me enxergar! Sinto apenas olhares sob as minhas falhas. Quero sentir também aquele olhar que me revela... Os diferentes tons que me habitam, O matiz da mulher que há em mim. Olhares... Semelhante ao olhar agraciado que me olhaste Transluzindo-me através da minha tez, Sobrepondo-se sobre a minha sensibilidade Para o colorido que me habita Apesar dos meus pesares. Portanto sou-lhe grata por esse estado de graça. Por esse mundo bonito que você me oferece... Quando suas mãos pousam sob as minhas E as repouso sobre as mãos do dono do mundo. (Obrigado Deus meu!!!)

A saudade é uma presença, A jornada a uma querença. O manifesto, a existência.
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A saudade é uma presença, A jornada a uma querença. O manifesto, a existência. Saudade é um sentimento, Das coisas inatingíveis. A comparência distante... a renascença. Da sensibilidade a uma precedência. A crença... Uma vivência. Seria a saudades uma incoerência? Depende da procedência... Nau à memória. Somos aterrados a nossa história.

Há dias em que acordo o poema dentro de mim Em outros é o poema que me acorda. E ativa a sensibilidade que me habita
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Há dias em que acordo o poema dentro de mim Em outros é o poema que me acorda. E ativa a sensibilidade que me habita Despejando-a pelos olhos... Ela voa delicadamente e absoluta Ao encontro de uma dança com o devaneio. Descortina-me ao olhar a essência dispersa E tudo me fascina no inteiro que me olha. Há tanto do mundo no mundo Que me desbloqueia a visão e transborda no olhar Sempre num desabrochamento de poesia Sem pressa me encanta e tira-me o fôlego. Diante do olhar que nada esconde Sinto a alma do mundo repleta A encher-me os olhos de humildade. O poema... Em sua plenitude Tão único! Ao ponto de não poder descrevê-lo Ou pintá-lo em suas infinitas nuances.

Quem me vê com esse sorriso abraçando todo um mundo Às vezes se engana… Só aqueles que já despiram meus sentimentos
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Quem me vê com esse sorriso abraçando todo um mundo Às vezes se engana… Só aqueles que já despiram meus sentimentos Tiveram a oportunidade Quase sem querer De enxergarem um tão explícito inverno Desembrulhando-se por trás da minha face Para alguns é bem mais fácil suporem… Poxa como ela é feliz! Apenas para ficarem com a boa impressão Pela conveniência de não lhes terem aos olhos Uma alma vulnerável... Exposta a seus olhares indiferentes Por que se importarem? A ferida não lhes doe... O sangue a escorrer-me não lhes tinge de escarlate O mais perfunctório dos seus corações E supostamente me retribuem o sorriso Sem fitarem-me o olhar E eu da minha parte lhes poupo de tal embaraço Ao usar esse sorriso quase clichê no rosto.

Há mistura entre nossos passados O seu se foi... O meu ficou perdido no tempo
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Há mistura entre nossos passados O seu se foi... O meu ficou perdido no tempo Aprendemos com nossos erros E das mentiras que vivemos Fizemos chão firme Das palavras que nos feriram Escrevemos poemas do ventre Da alma Viscerais... Descrevendo a paz de um amor De um amor em paz... Cruzamos caminhos ditos impossíveis Fizemos um mundo que nos faltava Uma conquista dia a dia E sobre ele Difundimos-nos em mil pedaços Ocupamos os espaços Preenchemos as lacunas Colamos os cacos Espanamos as poeiras Varremos as cinzas Que ainda pairavam no ar... E dos tempos vencidos Tornamo-nos vencedores Das cicatrizes marcadas em pele E coração Fizemos lembrete de paz Nós Que castigados pela dor causada Respiramos aliviados Nós Que bravamente resistimos Sob as tempestades mais cruéis Entre sorrisos e lágrimas Conquistamos o abrigo perfeito Nós Que um dia sonhamos Seríamos... ...eternamente felizes De novo Mais uma vez Novamente Ficaram as marcas na pele Os arranhões na alma As dores no coração E um lindo amor esquecido.

É margarida colorida Mas na intensidade é rosa Sim, essa sou eu.
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É margarida colorida Mas na intensidade é rosa Sim, essa sou eu. Despindo-se da mulher contraditória... A que tem a fortaleza no coração E a fragilidade do mesmo Aquela que é mais sonho que realidade E porque não? Sim... Sou devaneio, intensa, imaginação, poesia. Não sou a prudente, a que exala praticidade... Sou a que chora filha da entardecida melancolia Não me acerto com a exatidão Mas sim com as indescritíveis emoções Aquela que não aguenta se segurar por dentro Sou o livro aberto, as páginas escritas com o coração A história que se entremeia de sentimentos Sensações a flor da pele, romântica incurável Que machuca, dói e sangra as dores do mundo. Porquanto sou lágrimas quando ferida, sou vulnerável Sou presença, companheira e creio no amor profundo! Não sei caminhar em linha reta, sem apego... Meu caminho é assim: Imensidão... Olhos que volteiam ao redor, cheios de afeição Demasiadamente ternura, crença, pulsação Olhar arisco em olhos ternos Carrego um espírito bordado à mão... ... Ora dócil, ora selvagem em tez translúcida Quem me conhece, me vê por dentro Por vezes a voz terna entoa em grito Um grito reprimido, contrito Que às vezes revela uma mulher insegura Com alma de criança pura Sou a subjetividade da fé sem a teoria da religião A que crê na imensidão de Deus, do caminho, da vida... Sem explicação ou complexidade, mas facilmente concebida. E eu sou simples assim... A palma da mão Aberta, franca... Profusão.

Quero as palavras em asas de borboletas A fim de que floresçam ousadas Para fora dos pensamentos.
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Quero as palavras em asas de borboletas A fim de que floresçam ousadas Para fora dos pensamentos. Sem fronteiras, Sem limites e nem fim... Entre sorrisos escancarados E lágrimas choradas nas pontas dos dedos. Quero as palavras como pétalas Que se soltam Em voo livre sem pára-quedas E caem versos ou prosas Sobre a aridez dos olhares sedentos. Palavras são emoções em movimentos... Deslizam fugazes como um sopro Ou tempestivas como um ativo vulcão. São traços, riscos, Esboços de vidas Revelando a concretude dos fragmentos, Expostos na imensidão das letras! Palavras em desalinho, cruzadas, Inventadas, Perdidas e achadas. Palavras que salvam e condenam Já nascem fecundas... De primorosos contrastes e texturas Cada qual com seu estilo. Palavras imortais e infinitas Nos versos do silêncio que não se cala É aconchego de muitos sonhos A fonte... ... A ponte Entre o real e o imaginário Dois princípios Juntos a esse porto de abrigo Quero palavras... Que respiram.

Minha família é assim... Coisas do coração Essência unida,
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Minha família é assim... Coisas do coração Essência unida, De passado e presente nas mãos. Às vezes a gente se diverge Porém, nos reinventamos E damos oportunidades para o perdão Aquele perdão que faz brotar um sorriso manso, Direto do coração! Somos emoção. Nossos ombros são grandes na hora de acalentar A despedida, o choro... No entardecer da saudade que se faz. Também nos transbordamos em risadas Com gosto de manhãs... Aquelas manhãs escancaradas, Que fazem o sol acordar por entre as nuvens. Somos atos de fé, esperança... ... Calor, amor. Temos laços sinceros... ... Ricos, eternos Na presença, na ausência Na espera e na chegada, No inexato da vida Pelas suas marcas deixadas... Desde o inebriante nascimento de uma criança Ao indelével vinco deixado por um adeus. Minha família é assim... Casa de portas e janelas abertas.