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Frases de Lucio Medina

31 frases

Responde por que Quero te dizer tanta coisa A cabeça ferve
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Responde por que Quero te dizer tanta coisa A cabeça ferve O coração corre A perna treme Penso em te escrever E então com as letras te dizer Pois as palavras doem tanto Mas sei que não vou te entregar Então eu guardo Imagino Remoo e... Num espasmo de subjetividade Num suspiro de “Simplorismo” Escrevo coisas sem nexo Anexadas a sentimentos e lembranças Que envio a você Talvez, apenas talvez Eu nem precise das palavras Você já sabe tudo Mas eu não sei para você Mas para mim Significou exatamente aquilo que você queria que significasse Mas então por que Você permanece inerte? Por que você não me agarra, Ou me mata? Me desencanta ou desmistifica essa sua dupla-persona Essa pessoa dúbia, obtusa Deliciosa

Fé Não perca a esperança Quando tudo parecer perdido
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Fé Não perca a esperança Quando tudo parecer perdido Incoerente, infértil, inexorável Não perca a esperança O fato de Aslan não ter vindo Não quer dizer que ele não virá Por mais escuro e frio que seja o buraco onde se encontra Ao menos ainda não há terra em cima Ainda há como mudar Daime sabedoria Daime paz Cante as baladas proibidas Diga as palavras perdidas Volte a voar

Tormenta Que a magia dos ventos Me traga contentos
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Tormenta Que a magia dos ventos Me traga contentos Que o poder dos mares Apague os pesares E quando a chuva A terra voltar Possa me lavar, banhar, limpar E o fogo Me secar, esquentar, transmutar Que quando meu corpo Na terra recaia Eu não recaia Nas sombras de meus pensamentos

A riqueza do olhar Li uma história sobre a pobreza Uma história tão rica
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A riqueza do olhar Li uma história sobre a pobreza Uma história tão rica E de tal beleza Que encheram meus olhos de lagrima Fez-me perceber A riqueza de quem só reclama Com a pobreza de sua alma Quem pede tudo E só pra si A alegria de um bolo de fubá Que não é de aniversário Mas que pela pobre mãe com velas é adornado Para o seu parabéns cantar E a criança tão pura E com tal beleza Que não percebe a pobreza E se põe a cantar Para depois apagar as velhinhas De seu pedaço de bolo de aniversário Isso mesmo De seu PEDAÇO de bolo de fubá de aniversário Somente aquele pedaço Seu pai pode comprar E em um boteco celebram um ritual De mais um ano ver passar A ternura no rosto da mãe Parece à Deus implorar Por uma vida melhor para sua filha A vida que ela ainda não pode dar

Redundante Novamente aqui Pensando as mesmas coisas
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Redundante Novamente aqui Pensando as mesmas coisas Olhando a beleza alheia refletir a minha Que soa tão feia Estou amando E penso em ir até você Mas lembro de suas palavras Tão frias, mortas, mortíferas Más Penso então em fugir, sumir Penso em voar Falta em mim a esperança A interna criança Ou o mostro do mal Não sei a qual pedirei companhia Pedirei dinheiro, carinho Abrigo, amor Decido então seguir a vida Que ela me leve onde desejar

Ela Por que tudo é Dela Por que eu só ouço Ela
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Ela Por que tudo é Dela Por que eu só ouço Ela E se Ela fosse aquela Seria bem melhor Todos só veem Ela E eu já me sinto Dela E isso é bem pior Junto a seus seios, olhares E cabelos de Serafin Não sobra espaço pra mim Só pra Ela Pra falar Dela Pra conversar com Ela E esquecer de mim E eu me acabo assim Sem poder com Ela Sem ser melhor do que Ela E Ela, desejando a mim

Meu tudo Com vontade de te ter perto Cheguei cedo e incerto
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Meu tudo Com vontade de te ter perto Cheguei cedo e incerto Do que vai acontecer Não posso planejar Fingir que só por hoje não vou te amar Que pena Jurei não me entregar mais Mas seu cheiro, seu sorriso O que tem no seu cheiro, no seu sorriso Que me faz ficar assim? Ai de mim! Que de tão experiente voltei a ser criança Quisera eu não te desejar A cada segundo que te vejo Espero o dia em que eu não vá me excitar Com a simples menção do seu beijo Ah seu beijo... Que nunca tive A moleza do seu espirito e a dureza do meu coração Fizeram-nos cair num abismo de solidão Nosso destino está traçado Seremos sempre quase dois apaixonados Dois quase apaixonados Que não podem se amar O que tem no seu rosto Que não é o mais atraente que já vi? O que tem no seu sorriso Que não é o mais belo que já vi? O que tem no seu perfume Que não é o mais gostoso que senti? O que tem em você Que faz eu me perder de mim? Por não saber Que eu te amo assim

Despedida Despeço-me então de ti Cidade querida onde um dia nasci
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Despedida Despeço-me então de ti Cidade querida onde um dia nasci E rumo para um rio que não corre Voa Entregar-me aqueles que não amam Zoam Entregar-me a mim Tudo a frente é incerto Vejo um vasto deserto Se apresentar e confesso Que não estou triste Mas posso ficar Seu perfume me motiva E me intriga Não sei se vou suportar Deixar-te aqui Entregue a quem quiser Ou aqui ficar sem poder me entregar Se eu vou Eu me mudo Mudo de mundo Mas volto pra cá Para rever-te então Com toda a amizade Por minha querida cidade Que sempre me acolherá E encontrarei nas ruas e vielas Moças bonitas Mulheres belas E já estarei sorrindo Por motivos mesquinhos. Mas voltarei talvez, triste. Com alguém que insiste Em num erro acertar

Destino Cai A chuva lá fora, cai
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Destino Cai A chuva lá fora, cai Eu escuto e escrevo Sobre suas gotas melancólicas E a noite no desespero Fingir que não está É bem pior do que permanecer O que se pode esperar De alguém que não vai te reconhecer Permaneça no quaro isolado Chorando lágrimas de solidão E quando todas elas secarem Aceite e cumpra sua missão Agora aqui estará E aqui irá permanecer Já não precisa mais esperar É a hora de crescer Trace seu rumo e vá Pelas estradas que deseja Não espere o vento mudar Pode ser que isso não aconteça Descobrirá Que está longe de ser o resultado, o importante O importante, de fato É o caminho que é traçado Com amor

Estagnação Tempo, falta tempo Muito tempo
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Estagnação Tempo, falta tempo Muito tempo Tempo, sobra tempo Muito tempo Tempo, parado Meu tempo Tormento de ver parado Estagnado Podia ser semeado Pode! Tempo, meu tempo Parado que eu movimento Com ruído barulhento Por alguns momentos Para parar esses momentos Compensar a não ação

Primeiro dia Com todo o peso de sua pouca idade Pôs em minha vida o fantasma da mediocridade
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Primeiro dia Com todo o peso de sua pouca idade Pôs em minha vida o fantasma da mediocridade E nesses joguinhos teatrais Você vai me conhecendo E eu vou me conhecendo E aprendendo como se faz Vou conhecendo minha conduta O mais fácil me atrai Mas eu tenho que ir a luta E mostrar que eu sou capaz Buscar O Bom Combate O verdadeiro embate Testar-me ao máximo E sentir no novo dia o cheiro da alegria E não esse gosto ácido A mediocridade do meu interpretar Aprendendo contigo Vai se aprimorar Até equiparar-me a ti E aí, Com todo o peso da minha pouca idade Saberei no fundo Que reencontrei a mim

À beira-mar Decidindo à beira-mar Por que orla caminhar, chegou o verão
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À beira-mar Decidindo à beira-mar Por que orla caminhar, chegou o verão Quente como sempre E pra onde quer que olhe Tem olhos sedentos, safados Pele morena e corpos sarados E o Rio com seu Cristo Nos protege e abençoa E mesmo em meio a tanto pecado Nosso Cristo nos perdoa Decidindo à beira-mar Em que dia embarcar Esperar as festas ou não Mesmo apertando o coração Quero é recomeçar Em outro lugar Também à beira-mar

Parece Parece esquecido O que antes fora lembrado
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Parece Parece esquecido O que antes fora lembrado Parece adormecido O mostro outrora acordado Parece bonito Mas acho que estou enganado Tudo o que sinto, penso e falo Não parece ser ouvido E então eu reajo Zôo, grito, danço, me acabo. Me acalmo E de volta ao princípio Ao precipício, que por minhas mãos fora cavado Penso comigo e reflito O caminho já fora traçado E sigo.

Você Esse cheiro, esse sabor Ilustrado no crepúsculo desse amor
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Você Esse cheiro, esse sabor Ilustrado no crepúsculo desse amor E o vento que me traz seu perfume Bendito seja o vento E maldito esse tormento Que me faz devanear Com saudade e um pouco do seu cheiro Fico louco, me perco Nos desejos de te amar E quando te vejo, Quando o vento me traz o seu cheiro Sei lá. Que vontade de ter você Que vontade de ter de ti o que eu não tive O que eu pedi O que eu perdi Eu quero te abraçar Eu quero te beijar Eu quero seu suor Correndo pelo corpo meu Ouvir sua respiração ofegante A ofegar meu coração O tiro que saiu pela culatra A armadilha que eu armei pra ti Nela eu mesmo caí E minhas mãos agora se atam Nada sei do seu corpo e cabeça Mas por incrível que pareça Sei tudo de ti Porém há um único problema É que em vinte anos aqui na terra Eu ainda não sei de mim

Perto de ti Só quero de certo Estar perto de ti
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Perto de ti Só quero de certo Estar perto de ti Ouvir suas besteiras Sua voz Ouvir seu canto Cantado pra mim Dormir com você inquieto Após uma vodca e a vista de um céu aberto Com mil estrelas pra contar Eu quero é estar lá Coberto pelo seu cobertor Com as pernas enroscadas Sentindo o cheiro da madrugada Misturado ao aroma de cedro Enfim Eu só quero de certo É você para mim. É você só pra mim...

Prefácio da vampira E eis que a criatura sedenta de sangue e lágrima Melodramaticamente calma
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Prefácio da vampira E eis que a criatura sedenta de sangue e lágrima Melodramaticamente calma A criatura da noite Na noite encontrar-se-á consigo mesma E renascerá E voará para o céu azul pontilhado de brilhantes Onde ornará seus sonhos Com nebulosas e cometas Estrelas cadentes E junto a lua se deitará E dormirá um sono profundo Porém ao despertar nova criatura será E não se reconhecerá olhando para si E a face refletida no espelho Mostrará a nova criatura Plena, completa, imortal E observando bem Também verá o mau Olharás o rosto de um predador É a face de um animal E quando o sangue de gosto doce Os seus lábios tocar Gargalhará De dentro de sua garganta E não mais dormirá Nem descansará Por toda eternidade

Meu reino Meu reino por um local Meu reino por alguém pra mim
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Meu reino Meu reino por um local Meu reino por alguém pra mim Meu reino por seu corpo Meu reino por mais um pouco Chegou minha amiga Com ventos e possíveis trovões O mar agitado para beija-la, Sacode-se Entregando os barcos e pescadores A própria sorte Esse é o poder dela Da mulher mais bela Da dona da chuva Meu reino pra ser como ela Meu reino por um pouco do poder dela Meu reino... Pra mim

Esse meu eu Essa quase depressão Que me segura pela mão
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Esse meu eu Essa quase depressão Que me segura pela mão É culpa sua É culpa minha Essa fossa É culpa nossa Pensei em tanto pra te dizer Mas só de ver- te Eu me calo Na boca com o gosto amargo do ciúme Me retraio E quando me pergunta com seu jeitinho Por que eu estou tão quietinho Quase desmaio Em teus braços E a dor que ainda existe Me faz cada vez mais triste Por não ver como mudar Ah esse meu eu Já que não posso entender Cabe-me somente aprender Sobre esse meu eu em você

Perfeição Meu mundinho perfeito Cheio de pequenos defeitos
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Perfeição Meu mundinho perfeito Cheio de pequenos defeitos Onde sou rei e ladrão Faço-me o senhor do mar Da chuva e da escuridão E vou vivendo nesse mundo Blefando a beira mar Enchendo a cara no farol Sem ter ao menos com quem conversar Escrevendo Traduzindo em palavras Sentimentos loucos Que nem sei se sinto Mas ao menos pressinto Que a perfeição acabará Engolida Pelas ondas do mar Que gargalhará Ao me ter em seus braços

O segredo da montanha O amor te pega as quatro e quinze Em um emprego qualquer
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O segredo da montanha O amor te pega as quatro e quinze Em um emprego qualquer A beleza do momento se converte em sentimento E você começa a sentir Acontece, Tudo para de repente E continua a acontecer Mas o tempo não perdoa Já não corre vôa E já é hora de partir Após quatro anos porém Chega o cartão posta de alguém Que vem visitar A euforia, a lembrança Torna-o de novo uma criança Impaciente pra brincar E entre cervejas e tragos Espera o carro que leva catorze horas pra chegar Mas chega E o beijo na descida Quase faz esquecer que já ouve uma partida E deixa tudo recomeçar O tempo porem, já foi além E temos filhos para criar Pessoas que nos amam para dormir Com as quais vamos acordar Não nessa semana Nessa nossa semana Nessa nossa montanha A luz deste luar Por essas matas caçar, nos rios nos banhar E na cabana nos amar Mas o desejo de não ser só uma A semana a juntos passar persiste Chega até a cogitar uma vida juntos Largar tudo por um rancho Pelo nosso rancho que em algum lugar não vai estar E agora do céu te vejo chorar Sem montanhas, nem ranchos lembrar Que amavas a mim Mas já não podes me beijar, só lhe resta minhas roupas afagar E a mim Cabe esperar por ti

Necessidade É necessário para É necessário escutar
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Necessidade É necessário para É necessário escutar Pensar, refletir, lutar É desnecessário estar Somente por estar É necessário amar É necessário correr Pular, brincar, dançar É necessário esperar E desnecessário se preocupar Reparar, corrigir, consertar É necessário voar É necessário ficar Gritar, berrar, urrar E também É necessário perdoar

Espero Daqui a pouco vou te ver Teu rosto beijar
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Espero Daqui a pouco vou te ver Teu rosto beijar E se outro aparecer Vai acontecer o que? Sentirá ciúmes Se eu me insinuar com olhares Com sorrisos, com charmes Será? Espero que ele vá Pra te mostrar com muita clareza Que sua estúpida incerteza Vai fazer eu me afastar Acho melhor você se cuidar, Ou melhor, me cuidar... Se mostrar que é imune A um pouquinho de ciúme Eu vou perder o bom costume De vir te procurar Pois então lhe digo o seguinte Que tudo isso muito me aflige Mas eu não vou desesperar Agirei calmo como um burguês Com o dobro de sensatez Para ninguém me criticar Mas o ódio que agora me assola Pode sumir, se esvair Sem demora Se apenas um beijo me dirigir Deixo então ao encargo da lua Qualquer atitude sua Que possa me seduzir E peço ao seu corpo o ciúme Peço a ti todo o cume Da montanha do amor Que nunca subi

Ele Andar de felino Olhar de menino
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Ele Andar de felino Olhar de menino E corpo de homem Qual é o seu nome? Meu nome é o nome Que quiser chamar É só pensar, escolher e gritar Que venho rápido Só pra te amar... Palavras loucas Ditas por um pobre poeta Antes fosse ele um profeta Para eu poder acreditar