Luz
Vem para iluminar minha vida
Movimentar com mais batidas
Meu coração há muito já parado
Vem e senta do meu lado...
Chega todo amiguinho
Falando de mansinho
Pra me conquistar
Me segura pela perna
Meu corpo gela
E se incendeia com um convite para atuar
E entre sotaques e partituras
Nascem novas criaturas
Amigas...
Será?
Ao pôr-da-lua
Se estreitam
Na pedra se deitam
A observar o mar
E no teto do seu iglu
Fico vermelho, roxo, azul
Ao te ver se aproximar
Entrelaçamos então as pernas
Que pena!
De tudo não poder entrelaçar
Mas olha só que ironia,
Falta um i na poesia
Que nem preciso pronunciar
Te amo minha vida
Minha luz-negra, bandida
Luz a me apagar...
Vão
Não falta faz
Não faz falta
É esquecido
Não é lembrado
Fortalecido
Mortificado
Dolorido
Ruidoso
Vergonhoso
Mau!
Não falta faz
Não faz falta
Não é chamado
Nem convocado
É esquecido
Desnecessário
E o céu cinza
De um nada
Profundo
Conversa
Mágoa
Ira, raiva
Lágrima
Nada
Não falta faz
Não faz falta
Só teu
Ninguém me ouve
No escuro iluminado do meu quarto
Me acho chato
Virado, discarado
Perdido
Nesse mundo incomum
Perdido no teu quarto
Já estou farto
De saciar sua sede
Aumentando minha fome
Mas me consome
Ver seu corpo ao lado meu
Sem poder também ser meu
Engano meu...
Jamais nos pertenceremos
Não podemos
Nem queremos
Mas ai de mim
Que de estupido fico assim
Assim...
O guardião da madrugada
A noite com seu ardor
Me envolve e me enlaça
O que será que nela tem
Que no dia me falta
Será a lua
O vento docê
Ou a sombra do nada
Que pouco a pouco me faz
Um guardião da madrugada?
Vagando rumo a lugar algum
Como um lobo uivante na noite estrelada
Seguindo um rastro
Sem cheiro, odor nenhum
Seguindo os passos da madrugada
E ao nascer o sol
Recolher-me-ei
Como uma criatura congelada
Deitar-me-ei e adormecerei
Aguardando uma nova madrugada
Mar
Mar
Misterioso e sombrio, mar
Me abra seus caminhos, mar
Deixa eu nadar contigo, mar
Pra essa lenda eu eternizar
Me conte da Runas e dos seus mistérios
Do povo do norte , da morte, dos ventos
Mar, me ensina a amar...
Me fale daquela que há muito me espera
Qual será seu nome e o perfume dela
Mar, me ensina a amar...
E mesmo que um dia
Eu tenha que te cruzar
Pro meu caminho encontrar e minha historia estrelar
Espero que vá comigo
Aonde quer que eu vá
Me ensine e seja meu amigo
Me ajude a me encontrar...
E encontrar a paz...
Tudo, tudo, tudo
Tudo aquilo, não era isso que eu esperava
Frio
Tudo isso não era aquilo que eu queria
Vazio
Tudo aquilo que eu queria era isso
Motivo
Tudo, tudo, tudo...
Perdido
Isto, aquilo
Armadilha
Atalho, caminho, partida
Esperança
Perdida
“É a vida...”
De novo
E aqui estou eu
De novo
Lutando comigo
De novo
Talvez se eu tivesse dinheiro, eu sumisse
De novo
Mas não voltaria
De novo
O ciúme me corroe
De novo
Meus pensamentos me traem
De novo
Só que dessa vez eu não senti o seu cheiro
Mas o coração aperta
De novo
Mas eu estou forte, inflexível...
Completamente variável...
Eu estou apaixonado
De novo