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Frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

757 frases

Meus medos me dão medo
A Vida Passa... A Alma Não Na velocidade do vento a vida passa A lentidão da infância o tempo abraça
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A Vida Passa... A Alma Não Na velocidade do vento a vida passa A lentidão da infância o tempo abraça Os ganhos e perdas ora caçador ora caça A biografia e as lendas nossa carcaça Fervilhando nas macambúzias alegrias Entre as expectativas e melancolias Nas promessas feitas pelos momentos Tudo passa com os seus contratempos Renascem as flores da confiança Morrem primaveras de esperança No vai e vem da eterna mudança Firme é o Espírito, sua semelhança. Na estória a doce loucura teórica Confabulada em silenciosa retórica De paixão, desilusão, recordação Pois a vida passa... A alma não...

Chapéu de palha Debaixo do chapéu de palha Na aba da saudade, lembrança
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Chapéu de palha Debaixo do chapéu de palha Na aba da saudade, lembrança Na copa rezas de acerto e falha Da vida, nunca sem esperança Este chapéu de palha, roceiro Que não larga do caipira berço Sempre riscando o fado roteiro E na fé aduzindo trilha e terço Chapéu de palha, cultor matuto Do caboclo do cerrado, do chão Do vento árido e do pó enxuto Que traz o sal e feito ao coração Tal chapéu de palha, tão original Que compõe o poetar de emoção Canta o sertão na sua arte capital Trajando a alma capiau de tradição (Chapéu de palha, remate vital!)

Sim para o não... Olha só... Foi bom encontrar você
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Sim para o não... Olha só... Foi bom encontrar você Meu coração estava de dar dó Sozinho, e eu buscava o amor ter Pois no para brisa d’alma nada se via Porque ninguém no vazio existia Ou ao meu lado desenhava alegria E foi tão importante assim para mim Tudo no começo já tinha fim E no fim o não era o sim Olha só... Agora que te encontrei Nos desencontros da paixão Quero acreditar na sua emoção Ficar ao teu lado, silenciar, deitar Poder ser amado e a ti ofertar Sentir a tua respiração, ser feliz E falando em amor sou eterno aprendiz Então, vamos deixar de lado a ilusão Olho no olho, e dizer sim para o não...

Do Filho para o Pai Pouco te tenho agradecido Deste-me ensinamento, a vida,
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Do Filho para o Pai Pouco te tenho agradecido Deste-me ensinamento, a vida, Na dificuldade sempre presente Generoso dá-me o teto que me abriga Nos conselhos nunca tiveste ausente Distante é sempre presença amiga Obrigado, mesmo que pareça tarde, Por ser este Pai correto Em momento algum foste covarde Até na ocasião de braços cansados Deu-nos só exemplo de honestidade Dos caminhos que levam a verdade Mostrando-nos sempre a realidade Até mesmo de sonhos abdicaste No seu jeitão de Pai sentimental Em sua timidez amor foi fundamental Nunca hábil em demonstrar carinho Na construção de seu ninho Foi ereto e com força total Edificado em seu talento Cheio de alento Por mim e meus irmãos Louvamos por ser este Paizão

Ser criança Na magia de ser criança Pouco foi o tempo
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Ser criança Na magia de ser criança Pouco foi o tempo Calça curta na lembrança Saudade ao vento... (Traz à alma alento!)... Pés no chão jogando biloca Banho na chuva, diversão Finca, guaraná com pipoca Queimada, nas mãos o pião... (Eita! Como é bão!)... O simples da ingenuidade O complexo da pureza Faz da infância felicidade E da recordação certeza... (Que não volta mais!)... Tempos nunca demais Com gostinho de querer Outros iguais Acompanha o nosso viver... (Ser criança nosso primeiro aprender!)...

Verão Nos raios de calor do verão O filtro solar tronou-se fator
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Verão Nos raios de calor do verão O filtro solar tronou-se fator O aquecimento global apreensão E o tempo um mero espectador Se o Sol tornou-se em demasia O vento um bravo na destruição As tempestades vilãs num só dia O homem artesão desta mutação Mas és ti Astro Rei, eterno douto Genitor do afável abrigo o souto Mestre da natureza o nosso couto E em ti debruça toda nossa vida Por nós temos que render a partida Da ruina, pois tu és a nossa ermida. (Salve o Verão! E sua alegria seja bem vinda).

Espinhos Me arranhei em espinhos que sangraram a mim
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Espinhos Me arranhei em espinhos que sangraram a mim e a minha alma, assim, num absorto dilema do coração tatuaram na carne da emoção marcas de sonhos e paixão. Uma saudade, uma lágrima, um triste olhar, uma dor a lamentar, um vazio de carinhos. Todos espinhos... Me vi sozinho acompanhado sorridente, calado... Perdido em poemas... (dilemas) Entre espinhos e flores afagos e amores tive o meu poetar como espectador.

Contrição do poeta do cerrado De que vale ter saudade Aqui no meio do cerrado
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Contrição do poeta do cerrado De que vale ter saudade Aqui no meio do cerrado Se caminhasse hoje chegaria tarde No ponto de partida, bom é ficar calado A vida não é covarde Apanha-se o semeado Não adianta ter alarde No descuido que tenhas plantado Nem remorso que na razão arde Viva sua arte, encarnado...

Sentimento desbotado E este vazio, desenhando solidão
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Sentimento desbotado E este vazio, desenhando solidão aromas aflitos, frio arranhando a emoção... No coração mofos, rabiscos cheirando a passado emoldurando a alma em riscos desordenado, agrosseirado... E eu, dentro de mim calado com os sonhos paralisados deitado sobre meus pensamentos de angustias e sofrimentos... Nodoando a poesia, assim, num desbotado sem fim...

Toada de amor O afeto para ser encantador Tem que ter toada de amor
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Toada de amor O afeto para ser encantador Tem que ter toada de amor Tem que ter ritmo no coração E na melodia versos de emoção... Aquelas notas que nos fazem sonhar São também rimas a nos encantar Adormecendo o olhar no abraço E acordando a paixão no compasso Da vida, do carinho, do aconchego Que ritma a alma de sossego E a ternura de casualidade Assim, criando possibilidade De um acorde parcioneiro Cheio de cadência, cheio de cheiro Na fluência de querer repartir No aguardo afável porvir... Uma toada de amor com sintonia, com fulgor

Amor pra vida inteira Eu quero um amor De galanteios, de flor
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Amor pra vida inteira Eu quero um amor De galanteios, de flor Que fale ao coração Sem pudor, com emoção Aquele amor que ama Que a alma clama Cheio de meiguice Que não caia na mesmice Nos fazendo esquecer o que passou Senhor dos desejos, que aquietou O olhar, cheio de cheiro Inteiro No abraço cumplicidade Na vida partilha da felicidade Instigador Inspirador Eu quero um amor pra vida inteira Na lembrança parceira...

Hoje é sexta feira A cerveja com cara de fim de semana Dia de leveza, falar bobeira
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Hoje é sexta feira A cerveja com cara de fim de semana Dia de leveza, falar bobeira Ver as horas de forma insana Vestir a alma de anseio, de baladeira Porque hoje é sexta feira... Que não tem nada de santa Pois agiganta a vontade rueira Os goles zoeira na garganta E os convites companheiros É sexta feira! Somos brasileiros... Bom final de semana!