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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

Das ruas que dão no mar Que saudade das ruas que dão no mar Do vento que sopra o aroma da maresia Tão despercebidas no cotidiano do olhar Tão carentes na distância desta energia Ando nas calçadas nos meus devaneios Em cada esquina, cada praça, cada bar Num vai e vem da angústia e seus anseios Da nostalgia das ruas que dão no mar Na ausência das ruas que dão no mar As pedras portuguesas são memória Nos seus arabescos suspiro faz brotar Se chorar são lágrimas de uma estória E nesta quimera de sol, praia e areia Que faz a melancolia aqui no poetar É um luau a beira mar de lua cheia Versando as ruas que dão no mar

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano