Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
VELHAS LEMBRANÇAS (soneto) Ah! amareladas lembranças, tão tagarelas Das nostalgias vividas, e agora tão antigas Tanto mais velhas quanto mais inimigas Vencedoras do tempo e das agastas trelas A dor, a solidão, o silêncio, à sombra delas Vivem, murmurando de angústias e fadigas Onde em seu leito só tem canções sofridas Descoloridas, sem os matizes das aquarelas Não choremos, poesia, a aflitiva saudade! Envelheçamos com elas, e o seu reclamo Como só as aroeiras valentes envelhecem Na glória do exceder, do afeto e bondade Se há recordação, que clamemos derramo De despedida, as memórias que padecem! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/02/2020, 17’10” - Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde