Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
BENDITA CHUVA (cerrado) Quando, a bendita chuva, o céu a água solta No cerrado, e escala o espaço árido e céreo Da sequidão do sertão, em uma reviravolta O chão zonzo, se refestela em doce refrigério Em breve, mutação, a vida letarga brota e volta Louca, em seu divino, puro e quimérico mistério E assim, a formosura do campo a beleza escolta Tirando da aridez o seu mirrado poema funéreo Apalpa-a, fecunda-a, e triunfa, e domina a sede Em glória, abundantemente, em um livramento Entoando cânticos em que dá avidez se despede E, em temporal, as águas bailam em ato sublime Entre as bênçãos dos céus e hosanas do vento Em um alento, a natureza exime de seu crime... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
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