Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
SONNET Minha poesia tem seu segredo, o seu mistério Um amor perdido, eterno, na alma concebido Que o mantem quieto, e na sensação dividido Um querer impossível, tão cheio de critério Ai de mim! Nas trovas passei despercebido Solitário ao seu lado, de uma sorte estéril Indigerível e uma versificação no cautério Sem pedir nada, sem nada, e tão bandido Sentimento... aqui no peito doce e terno Que segue o seu caminho, sem me ouvir Num murmúrio árido e frio tal o inverno E, o poema piedosamente fiel, no sentir Tal rama em flores e espinho no verno Verseja o amor e a tristura sem desistir © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05/11/2020, 19’30” – Araguari, MG
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde