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Frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

627 frases

⁠PARTIU Foi-se, e a ilusão jogada ao vento o haver, estar, as românticas luas
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⁠PARTIU Foi-se, e a ilusão jogada ao vento o haver, estar, as românticas luas quer dizer-te, a todo o momento que, no falto, tem saudades tuas E que, no cerrado, o lamento O sofrer, esquecido, pelas ruas Chora, e aflige o sentimento Lacerado, em emoções cruas Tal o céu cinzento de inverno O meu amor não mais terno Branda nesta dor que se tem Sem ventura, no sentir figura Pesar, pois, partiu a candura Contigo e, de mim também!

⁠FASE Cisma a dor n’alma descrente e fria De uma emoção solitária e calada
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⁠FASE Cisma a dor n’alma descrente e fria De uma emoção solitária e calada Em sua fronte tristonha e chorada Pesadas rugas duma sorte sombria A luz da paixão, vazia de alegria Carrega a saudade amargurada Suspira sofrência na madrugada A solidão, companheira da agonia Ao pé da lua prateada. Pendente A boa dita, o bem amigo da gente Parece que dos céus nada realiza Geme a brisa no cerrado, agrado Qualquer, só o penar imaculado É ventura, fase, o tolerar divisa! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04/12/2020. 08’22” – Triângulo Mineiro

⁠A UMA SAUDADE Entre as custosas saudades, pobrezinha Que eu velo, no sentimento, uma existi
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⁠A UMA SAUDADE Entre as custosas saudades, pobrezinha Que eu velo, no sentimento, uma existi Que dói, corrói, inquieta, deveras triste Que suspira quando a solidão avizinha E nesta sorte da sensação tão sozinha Uma carência na poética ainda insiste Que no trovejar um desalento persiste De tu, paixão, que não mais convinha Sabe a lembrança velha abandonada Que espanca, que não mais acontece E ainda atucana na emoção acordada E assim para, a olhar com nostalgia Faminta de saudade, tal se quisesse Tê-la vivente na ruminada poesia! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 03/12/2020, 15’17” – Triângulo Mineiro

⁠BOM DIA! Acordo cedo com a passarada D’alvorada vejo toda a magia
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⁠BOM DIA! Acordo cedo com a passarada D’alvorada vejo toda a magia Sacode-me com jeito, a poesia E abre-me a manhã iluminada Estremunhado pela madrugada Vou, louvando a todos mais valia Afagando meus votos de alegria Com voz torpor do sono deixada Senhor! Gratidão por mais este Avidar! Que seja sem abrolhos Dá-me amor e agrado por guia E reserva também, ó Pai Celeste Ventura, sonhos aos bons olhos E aos aqui ledores: - o bom dia! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 03/12/2020, 08’58” – Triângulo Mineiro

⁠VENDAVAL EM CANTILENA PROSA Cai no cerrado, ó chuva, e nos beirados Sussurrando sons que o apavorar fiança
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⁠VENDAVAL EM CANTILENA PROSA Cai no cerrado, ó chuva, e nos beirados Sussurrando sons que o apavorar fiança Em pingos d’água numa enfada dança Purgando áridas angustias e pecados Temporal no sertão, e tão agitados Escoam nas planícies numa pujança Deitando melancolias numa trança De saudades e suspiros desolados Do teu copioso gotejar, o luzidio Relampejar, eriçando em arrepio Que agita a tempestade tão furiosa Troa lá fora, em um agravo vitupério Estrondeando e envolto em mistério De um vendaval em cantilena prosa... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30/11/2020, 20’51” – Triângulo Mineiro

⁠TRISTE MENINA Chora cá a tua morte pra eternidade os soluços que assim a memoraram
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⁠TRISTE MENINA Chora cá a tua morte pra eternidade os soluços que assim a memoraram as lágrimas arrancadas não secaram nos carecentes campos da saudade Aflitiva entre as aflitas a tua verdade molesta por todos faltos que faltaram as tuas consumições nunca cessaram na tua meiga e agitada sensibilidade Então, sonha aí, posta na conciliação no teu moimento da campa santa agora pode aquietar o teu coração Dorme, na graça e na união Divina dói n’alma o silêncio que agiganta ide em paz, saudosa, triste menina! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/11/2020, 11’23” – Triângulo Mineiro Sétimo dia da Páscoa da prima Flávia Magalhães Nogueira

⁠A MINHA SORTE Quis Deus dar-me a sorte dum amor amado Como o pôr do sol no cerrado, pura poesia
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⁠A MINHA SORTE Quis Deus dar-me a sorte dum amor amado Como o pôr do sol no cerrado, pura poesia Dar-me uma cumplicidade, ser apaixonado Um bailado de emoção em boa companhia Quis Deus dar ao fado fortuna e empatia Com sensação ardente e olhar enamorado No prazer ter a sede com volúpia e ousadia Incrível, como é bom ter o afeto povoado! Quis Deus mimar-me com áurea dourada Da satisfação, e então, a graça encantada Dos carinhos e dos beijos que eu sonhei! Anda! Depressa! Onde? Eu posso embalar? Nada mais se esconde, no vão, quero amar E suspirar o viril sentimento que encontrei! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27/11/2020, 20’01” – Triângulo Mineiro

⁠QUANDO FOR AMOR Não há amor que não tenha um encanto Todos são cheios de emoção e de magia
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⁠QUANDO FOR AMOR Não há amor que não tenha um encanto Todos são cheios de emoção e de magia O haver, por mais dissonância, tem tanto Lirismo, que há de ter sensação e poesia Mas acaso nada tem, temos, no entanto A quimera que nos dá a ingênua fantasia A pureza, a companhia, então, portanto Cada um, um bem, um cheiro e ousadia E nas surpresas da vida, aquele certo Amor. Sentimento liberto e sem dor Pois, no querer o desejo foi desperto O sonho que se vive, ó curioso valor: Farto em ventura ou se falto na flor O amor, se define, quando for amor... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/11/2020, 19’51“– Triângulo Mineiro

⁠APARTADO Cansei-me de tentar o teu enredo Na tua poética sem frase e afeto
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⁠APARTADO Cansei-me de tentar o teu enredo Na tua poética sem frase e afeto Meu versar anuviei por completo Tal o pôr do sol atrás do rochedo Sentimento da tua alma, segredo Teu, perturbado eu, neste soneto Foi meu desejo, não mais secreto Se chorei foi somente por degredo Cansei! Sossegado está o cerrado Esfriou sobre o desprezo concreto A quem um dia estava apaixonado E desse meu turvo silêncio discreto Leia entre linhas um sofrer calado Que assim tem o apartado adjeto! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/11/2020, 11’01” – Triângulo Mineiro

⁠Mais um Natal © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Na Vida quando me falaram de amizade, aquela que nos acompanham fazendo-se presente até mesmo no silêncio, achei que era somente fantasia de um sonhador. E é real! Os que se tornaram distantes, hoje não me dizem nada, mas tamb…
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⁠Mais um Natal © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Na Vida quando me falaram de amizade, aquela que nos acompanham fazendo-se presente até mesmo no silêncio, achei que era somente fantasia de um sonhador. E é real! Os que se tornaram distantes, hoje não me dizem nada, mas também trouxeram uma carga de evolução em minha existência. Os verdadeiros são presentes e pulsam no coração. Como é fantástico como vemos as pessoas de modo diferente com o passar dos anos e aprendemos com elas os significados mais estranhos dos sentimentos que nos tocam... É tão bom saber que amigos fazem parte, e que também a solidão tem sua fração. Neste mais um Natal, quero olhar cada rosto que vai marcar presença, esses sim meus amigos verdadeiramente fraternais, e retribuir com meu sorriso sincero. Pois o tempo galopa mais que o nosso olhar possa perceber, e a maturidade nos faz saudosos dos tempos ingênuos da irresponsabilidade, dos amiguinhos sem interesse, das brincadeiras de adolescentes, do tempo maravilhoso de faculdade. Saudade! Então quero agradecer cada manhã amanhecida, um presente Divino, uma alegria pra ser comemorada, partilhada... E nestes momentos de comemorações, dividir com a vida todo este festejo, aquela música que marcou um segundo, um minuto, um beijo, a poesia escrita com a pluma da alma, a mão que afagou com suas palavras de conforto, olhar que acolheu o meu olhar absorto, o abraço que em meu corpo se fez laço... Afinal, mais um Natal!

⁠CHICOTE Se punição por vos desejar se merece Qual desejo está isento? e ao vento?
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⁠CHICOTE Se punição por vos desejar se merece Qual desejo está isento? e ao vento? Na sua razão do ingênuo sentimento Solto das amarras, e que se esquece Qual mor amor no fado se oferece Que dedicar-se a vos todo o tempo Em glória e tão repleto de fomento Que no bem e ventura se apetece Porém se ei de punir a quem, infando Que seja ao meu coração sofrente E assim o meu amargar é todo vosso No meu haver, podeis, até quando Ordenar nele o ocaso inteiramente? Se ter-vos enamorado, não posso! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26/11/2020, 08’34” – Triângulo Mineiro

⁠Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós. Fica a saudade, e nossas orações em um monólogo de fé. Que se torna um diálogo com Deus.
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⁠Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós. Fica a saudade, e nossas orações em um monólogo de fé. Que se torna um diálogo com Deus. Luciano Spagnol - poeta do cerrado Triângulo Mineiro, novembro de 2020

⁠REMOINHAR Fui no destino um amador exaltado Tudo era pra vida um bem ovante
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⁠REMOINHAR Fui no destino um amador exaltado Tudo era pra vida um bem ovante Ser, o haver, uma sensação cintilante Do desejo, um sentimento sagrado Fui apegando ao amor arrebatado A vida se importava com o instante A alegria no peito mais penetrante Este um afável e amante passado Sei bem o ruim de se achar solitário Na eloquência dum triste cenário Singular, então, não seja tardança Ó emoção tão enigmática, talvez agora Gire, e seja contagiante como outrora Diz-se que o amor é eterna esperança! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23/11/2020, 08’22” – Araguari, MG

⁠SÚBITO REVÉS Súbito revés de algum sentimento oculto entre as dobras da frustração em entono
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⁠SÚBITO REVÉS Súbito revés de algum sentimento oculto entre as dobras da frustração em entono sacode-me, eu tristonho, e no abandono da solidão, e que na emoção faz tumulto Mas este terror sombrio e sem indulto que levo no peito, e a tirar meu sono apodera-se e se declara agente e dono do sossego, tirano e vomitando insulto E eu sinto o árduo suspirar da saudade preso no encolhimento da imensidade que me joga na sofrência que me guia Sinto nada de mim, salvo a sensação que bate desesperada e com tensão e que amofina a poética vazia e fria © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22/11/2020, 15’04” – Araguari, MG

⁠ADIANTE No amor todo feito de grandeza De afeto, de atenção e verdade
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⁠ADIANTE No amor todo feito de grandeza De afeto, de atenção e verdade É que eu vi haver com vontade E (mais que vontade) gentileza Não era o vulgar ar de incerteza Nem o olhar cheio de banalidade Era outro sentimento, suavidade Que nem sei expressar a beleza Um vário sentir, certa candura Feito de abrigo, certa ternura Que abraça a alma por inteira Ô emoção, tão forte e carinhosa Que deixa a fraqueza corajosa E nos faz sonhar sem fronteira © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21/11/2020, 20’20” – Araguari, MG

⁠VALER Eu poetizarei um momento de riqueza por uns termos tão poéticos e ditosos
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⁠VALER Eu poetizarei um momento de riqueza por uns termos tão poéticos e ditosos que assinalem aos infelizes invejosos a satisfação, esse bem que da certeza Escreverei alacridades sem dureza suspirando mimos tão carinhosos que jamais serão atos caprichosos pois, são vindos da doce gentileza Pra quem servir, não tenho segredo no agrado, é belo como o horizonte do cerrado, com estupendo enredo Nessa corrente, se sente, é fonte de amor, paz, onde não há medo inutilmente, e nem desmonte! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22/11/2020, 08’40” – Araguari, MG

⁠TURRA Que desmedidas saudades se formaram Sob os olhos da lembrança. Imensa hora!
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⁠TURRA Que desmedidas saudades se formaram Sob os olhos da lembrança. Imensa hora! Em que o silêncio surgiu! Funesta aurora! Que amargas lágrimas na face escoaram Falta, que o peito rasgado, amortalharam Que aflitivos suspiram, e a saída implora Chora, e das tétricas angustias brotaram Pra abraçar a sofreguidão que vive agora Depois uma sensação em treva chorando E o passado em sombras, que não partiu Morre, nasce, seca, flora. Flagelo infando! Até quando o sentir no que já separou És emoção que o flagelo empederniu Ou turra viva do amor que não acabou? © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21/11/2020, 15’15” – Triângulo Mineiro

PRESENÇA Quando os olhos arremesso no outrora De quanto amei me acho privilegiado
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PRESENÇA Quando os olhos arremesso no outrora De quanto amei me acho privilegiado Vejo que tudo foi agrado no passado Que toda a prova uma cortês aurora Sempre na mais pura sentimental hora Tudo que dadivava, mais apaixonado Dor, choro, lamento, deixava de lado Asilando, então, na caixa de pandora Os castelos aprumados, o firmamento Na sensação mais bela e alta os erguia E, assim, os via tão cheios de portento Que carinhoso ganho faz a companhia Pois, tudo é tão maior, maior o contento Triste a hipocrisia, que faz a alma vazia! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19/11/2020, 19’43” – Triângulo Mineiro

⁠RÉUNION Alegre momento amoroso, amor reluzente ão festivos, satisfaze o agrado desejado
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⁠RÉUNION Alegre momento amoroso, amor reluzente ão festivos, satisfaze o agrado desejado intenso entusiasmo, ventura no cerrado renascida, és uma sensação tão contente Vejo que entre esse prado, livremente festo celebra a sorte do afeto imaculado este, que vem com todo o seu cuidado delicado, e murmura a firmeza presente E, já que está evidente, sem demora vai pelo sertão anunciar o doce laço este, que é o bem que eu tanto adoro E então, ter na carícia poética aurora em um bater de asas num compasso do prazer, estrugindo suspiro sonoro © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18/11/2020, 09’15” – Triângulo Mineiro

⁠AMOR VENTUROSO Elevai, amor meu, pois que a ventura Já vos tem no sentimento elevado
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⁠AMOR VENTUROSO Elevai, amor meu, pois que a ventura Já vos tem no sentimento elevado Que a boa sensação de que é gerado O mais poético haver vos assegura Se desejar por amor na sua candura Não vos espante ter sonho sonhado Porque é do bem todo este cuidado E da emoção, a cortesia mais pura Celebre, amor, a todo o momento O coração bate acelerado, airoso Na devaneada paixão o portento É merecimento, e mais saboroso Porque se o amor for o real intento De amor se tem o amor venturoso © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19/11/2020, 07’39” – Triângulo Mineiro

⁠AMOR REBUÇADO Vai, paixão gentil, vai, amor suspirado Doce prenda de sensação prazenteira
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⁠AMOR REBUÇADO Vai, paixão gentil, vai, amor suspirado Doce prenda de sensação prazenteira Vai, que és a caricia terna e fagueira E, que há de por ti estar enamorado Trova o que te agrada, ritual sagrado Do afeto, rimando o teu doce cheiro Tal qual a poética do amor primeiro Assim, deixe o versar ficar rebuçado Diz-lhe que, a saudade, é constante Me queima o desejo de felicidade E, tudo mais, é apenas um instante E, para ter-te ao meu lado, piedade Fado, ande logo, o amar é gigante Qual de nós dois querer não há-de? © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18/11/2020, 12’21” – Triângulo Mineiro

⁠AMOR COM AMOR Amor que tanto amei, amor que sofre tanto Saudade no sentir, sentir de suspiro amoroso
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⁠AMOR COM AMOR Amor que tanto amei, amor que sofre tanto Saudade no sentir, sentir de suspiro amoroso A quem lacrimejas, a quem? O pranto choroso! Um cheiro extraviado? Um perdido encanto? Ó herege ilusão, que o fado toma de espanto Cobiçais a sofrência e dor no que já foi gozo? Deixando a solidão em um delirar tenebroso Onde o haver tornou-se um algum portanto Amor, seja qual for este tal juízo profundo Das pérolas do desengano, pesado rosário Pois, tudo passa, e tudo passa no segundo Então, erguei a alma num doce santuário De emoção, na aurora do sonhado mundo Fruir amor com amor no ditoso itinerário © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/11/2020, 09’44” – Triângulo Mineiro

⁠EX AMOR Foi-se-nos pouco a pouco esmorecendo os suspiros que na sensação sussurrava
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⁠EX AMOR Foi-se-nos pouco a pouco esmorecendo os suspiros que na sensação sussurrava olhos fitos na qual o sentimento falava que no então, não mais estava cabendo Os degraus do desejo, fomos descendo e a admiração já a luz de tudo anuviava baços, apenas a dissonância despontava logo no acaso o rascunho ia perdendo Alma gêmea da minha, na sede figura como o saciar que para a alma saciou ou foi talvez, a ilusão, que pouco dura Nada sei, muito sinto, o que me restou um dia e outro dia na árida desventura se chorei, porém, o enrabichado calou. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/11/2020, 11’08” – Araguari, MG