Canna Índica [...]tal um flabelo abanicando
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Canna Índica [...]tal um flabelo abanicando imponente e belo desabrochando “canna índica”, facínio amarelo... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01 de janeiro de 2021
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Canna Índica [...]tal um flabelo abanicando
Canna Índica [...]tal um flabelo abanicando imponente e belo desabrochando “canna índica”, facínio amarelo... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01 de janeiro de 2021
Uma rosa-vermelha da doce cor encarnada da paixão uma centelha
Uma rosa-vermelha da doce cor encarnada da paixão uma centelha poema d’alma enamorada O amor com uma rosa-vermelha dada, não carece de mais nada.
[...]e o ano assim termina outra vez, desta vez: - aflitivo o tempo em sua sina....
[...]e o ano assim termina outra vez, desta vez: - aflitivo o tempo em sua sina.... Que seja então, superação comum o amor em todos uma rotina... Sai 2020 (ufa!), no renovo vem 2021! Que venha com bençãos divina! Feliz Ano Todo! Feliz Ano Novo! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado dezembro de 2020 - Triângulo Mineiro
Poema pra tempos de pandemia A pandemia distanciou a quantia: - de abraço, de estar ao lado
Poema pra tempos de pandemia A pandemia distanciou a quantia: - de abraço, de estar ao lado e nesta clausura fria então, fizemos do fado compassado na solidão, silenciosa melodia porém, tudo passa tudo é passado e nesta desafinada romaria falante ou calado tenhamos paciência, fé e calmaria olhar diferenciado pois, logo mais teremos autonomia e nova tendência no dia a dia... A quarentena fez valer a pena revimos a formula da alegria e que a valia não é pequena quando a alma é amor e poesia! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30/12/2020, 08’37” – Triângulo Mineiro
GAUDEAMUS Pulsa na noite bela que a luz baliza o Natal, tão colorido e tão luzente
GAUDEAMUS Pulsa na noite bela que a luz baliza o Natal, tão colorido e tão luzente o dia que nasce a vida plenamente santa, divina, amorosa e precisa Vivo, o verbo há tempos se eterniza divisa, por certo, um amor ardente embora ao visível ausente, presente estás na fé, na certeza, na doce brisa! Noite de canto, de oração, de alegria o suave espírito de confraternização perdão ao invasor, em tudo, poesia! E nesse encanto a sensação pelo ar laços nos abraços plenos de emoção alegremos! Nasce quem veio nos salvar! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25/12/2020, 21’23” – Triângulo Mineiro
Nesta data querida Que deu luz à vida (a tua e do Salvador)
Nesta data querida Que deu luz à vida (a tua e do Salvador) Vida essa que avança Tem significado, tem valor Parabéns! Na esperança No amor Neste dia tão especial De comemoração Afinal, também é Natal Que tudo seja emoção Paz e Bem no novo itinerário Gratidão! Feliz dia de Natal! Feliz Aniversário! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Dezembro de 2020, Triângulo Mineiro
SONETO ANÔNIMO Solidão, vivo tão só, numa bruteza Onde o meu fado escoa em pranto
SONETO ANÔNIMO Solidão, vivo tão só, numa bruteza Onde o meu fado escoa em pranto Longe do entusiasmo e do encanto Numa prosa transvazando tristeza Tão oca a poesia, cheia de incerteza Num revés ensurdecedor, portanto O sussurro da dor, dói tanto e tanto Que o sentir ferido me faz ter viveza Ando estonteado, perdido na ilusão Calado, as noites de alvoroço ativado E ausentes de sensação e de emoção E me perco no gadanho do passado Que esgatanha a afável recordação Que arfa o falto, daqui do cerrado... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23/12/2020, 21’38” – Triângulo Mineiro
O NATAL Uma comunhão, noite boa e encantada Noite cristã, e o presépio em distinção
O NATAL Uma comunhão, noite boa e encantada Noite cristã, e o presépio em distinção Vem me relembrar toda está emoção Fascinação, do Cristão em sua morada Dias de menino, apreensão, a meninada Mas, também, de virtude, de sensação Ontem na idade, a magia em repetição No sempre, noite zelosa, noite dourada Nestes versos o presente e a lembrança De hoje velho ao meu tempo de criança Nasce o Nazareno, Deus Menino, Jesus! Só me veio então este pequeno canto Em ofertório ao acontecimento santo O Natal! Meu ato de amor, fé e de luz. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23/12/2020, 09’14” – Triângulo Mineiro
UM TALVEZ Sempre quis ter no afeto aquela felicidade Recanto em que minh’alma estaria pausada
UM TALVEZ Sempre quis ter no afeto aquela felicidade Recanto em que minh’alma estaria pausada Deparasse, afinal, com a fé da cumplicidade Demorando em uma longa e jovial jornada Um sorriso virtuoso, assim, com verdade Aquela palavra certeira e tão enamorada Em que o coração pulsa cheio de amizade E, tem caseira e boa conversa descansada Ah, como é bom ter o alguém confidente O que nos dá ouvido, os de beijo ardente Consolo ao amor, e nele me completasse Um talvez, mais de um, nenhum exato Frechado pelo cupido, e fosse de fato Pleno, sem que eu mais o procurasse! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21/12/2020, 18’57” – Triângulo Mineiro
INSATISFEITO Cerrado, vivo tão só, na solidão Aflige o peito, o peito em pranto
INSATISFEITO Cerrado, vivo tão só, na solidão Aflige o peito, o peito em pranto Distante ide o tempo, o encanto Preso na tristura e na desilusão Tão longe ando de ti, ó emoção De ter-te no fado meu, no canto Da prosa, amando tanto e tanto Multiplicando, assim, a sensação Ando calado, e inquieta a poesia Desses desejos de mim ausente Pelejo com o silêncio de cor fria E nada me diz, nem o sol poente Tudo é cinza e apagada a fantasia Se sente querer, a força não sente. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22/12/2020, 17’54” – Triângulo Mineiro
SONETO SÓ Eu tenho pena da solidão Tão só, tão falta, tão “inha”
SONETO SÓ Eu tenho pena da solidão Tão só, tão falta, tão “inha” Coitadinha, vive sozinha Chorando na submissão E tal como a erva daninha Arrasta o ventre pelo chão Em uma triste e nua ilusão Que revés, catástrofe tinha Ai nessa pesada frustração Tem tristura na entrelinha E um vazio oco no coração Então, ô aflição, pobrezinha Contigo pranteia a emoção Soluçando a solidão minha © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Dezembro, 2016 - Cerrado goiano
FELIZ NATAL a toda a gente Devoção, fé e esperança e na alma refrigério Professo, o amor do Filho em seu nascimento
FELIZ NATAL a toda a gente Devoção, fé e esperança e na alma refrigério Professo, o amor do Filho em seu nascimento É uma alegria maior, é um bem sem mistério E o que deu causa a isto um valioso portento Ah! que alegria o seu Natal, divino ministério Sim, Ele veio por nós! Se doou em sofrimento Hei de levá-Lo no crer até o desfecho funéreo E, tê-Lo na devoção e no capital sentimento É o seu Natal, sejamos perdão e ternura No escorço de Deus Pai, humilde criatura Gratidão, e então, glorificá-lo fartamente E, assim, fiel ao Verbo que foi anunciado Honrando estes versos plenos ao amado Menino Deus! Feliz Natal a toda a gente! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19/12/ 2020, 10’39” – Triângulo Mineiro
O JATOBÁ DA PRAÇA Rasgando o azul do cerrado Copa densa, beleza colossal
O JATOBÁ DA PRAÇA Rasgando o azul do cerrado Copa densa, beleza colossal Reina entre todas, encantado O jatobá, é sombra, é casual Afinal, o seu porte escultural É vida, cor, sabor imaculado Gosto exótico, fruto espiritual Tem dinamismo, e é arrojado Há mistério na sua ramagem Juras de amantes, tatuagem Entalhadas no tronco, ao léu Ó jatobá! donairoso, de valia Mergulha o sol por sua ramaria Em pique esconde com o céu. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15/12/ 2020 – Triângulo Mineiro
ÁVIDO Guardo alegria n’alma e na vida poesia Uma sempiterna empolgação no amor
ÁVIDO Guardo alegria n’alma e na vida poesia Uma sempiterna empolgação no amor Cheio de sonho, e de contente fantasia Que enlouquece, me traçando pecador Perpasso junto ao destino sem profecia No jeito de tê-lo, vou e ofereço uma flor Na romagem da sorte quero companhia Assim, no sentir estar em um tom maior E nessa mais furiosa sensação peregrina No trilho do sentimento nem se imagina O bem, o bom, sangrando afetos imortais Então, sempre digo com doçura e calma Estes versos que vibram de minh’alma Com paixão, emoção, no querer mais... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/12/ 2020, 09’28” – Triângulo Mineiro
Rosa, cor-de-rosa O dia com poesia para acordar Arranco um olhar fácil da vida
Rosa, cor-de-rosa O dia com poesia para acordar Arranco um olhar fácil da vida E mais outro, como vale amar. Na mesa o café, em acolhida O pão com manteiga, a prosa É ela ali tão erguida... No jardim, a rosa cor-de-rosa © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15/12/ 2020 – Triângulo Mineiro
Natal nosso de cada ano Se longe de nossos familiares não se fica solitário no Natal
Natal nosso de cada ano Se longe de nossos familiares não se fica solitário no Natal as lembranças lançam os seus olhares de quão a família é fundamental... Enfeito a árvore com afeição e alegria trazendo ao coração natalina poesia o Menino Jesus, José e Maria as bençãos da Sagrada família! em vigília ofertando reluzentes guirlandas de amenidade e assim, neste cenário a felicidade Gratidão, ó Divina Bondade... Entrelaçando toda a alma nesta generosidade de união, amor e coloridas luzes de esperança nem sempre almejar toda a bonança e sim harmonia e fraternal paz que convém aos que estão e aos que jaz... Na lista de presente o nome nunca se é ausente de cada um... com: ternura meiguice exemplo e bravura... No cartão da vida assim escrever: doces palavras ao ser humano fazendo acontecer... - O Natal nosso de cada ano! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado dezembro - cerrado goinao
O Natal é dia de comemorar o nascimento e libertação que o dia seja de oração
O Natal é dia de comemorar o nascimento e libertação que o dia seja de oração cercado de espiritualidade ao coração liberdade na fé: - tenhas o amor como sinal... Feliz Natal! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado dezembro - cerrado goiano
RENOVA Caliandra, chuveirinho, pequi, lobeira Florindo no cerrado pós a chuvarada
RENOVA Caliandra, chuveirinho, pequi, lobeira Florindo no cerrado pós a chuvarada Maravilhando a renova por inteira Do sertão pro verão tão camarada E as águas cantam pela cumeeira E as flores encantam na alvorada Embalando a primavera Brasileira Numa variação mística e encantada Ao ritmo do rebento faz belo agora Onde a sequidão vai nos longes fora Longe da aridez, do vigor ausente Os tons de esverdeado forte e pleno Cobrindo o planalto, agora sereno No ciclo vital de vida contundente © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 11/12/ 2020, 10’13” – Triângulo Mineiro
ILUSÕES PARALELAS Ó, como está saudade é de rotina Mora no hábito, é dor no clamor
ILUSÕES PARALELAS Ó, como está saudade é de rotina Mora no hábito, é dor no clamor No entanto, um dia mandou flor E o prazer era presença matutina Como por ti me apaixonei, Amor! E vê: que na memória contamina O suspiro, que aos olhos neblina Enche o dia de tristura, ao dispor Ah, que falta faz o do teu olhar Ah, os teus abraços a me ocupar As coisas belas que não disseste Tantas e tantas, que seriam elas Nesta solidão, ilusões paralelas Para emoção sair deste agreste © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 09 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro
SONETO TÍBIO Esqueça, te esquecerei. Qual a serventia? Duma palavra, um oi, o silêncio e pranto
SONETO TÍBIO Esqueça, te esquecerei. Qual a serventia? Duma palavra, um oi, o silêncio e pranto Te amei, gostava tanto, mas o encanto Na sua ausência tornou-se sensação fria Sabíamos que tudo acabaria, certo dia Ou não, no entanto, pra que o espanto Dum não, se não mais importa quanto Se já na estranheza está a companhia Então, neste soneto tíbio, um desejo Se não vendo você, nada mais vejo Ou sinto, bom, é não mais nos ver! Assim, cada qual anda por sua vida Se já teve a despedida, comovida Não tem como perder no não ter.... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10/12/ 2020, 09’03” – Triângulo Mineiro
[...]uma rosa ser como a rosa viver em quimera
[...]uma rosa ser como a rosa viver em quimera bela, toda a primavera da fragrância prosa de pétala formosa de ser especial afinal, uma rosa é uma rosa... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro
DO MEDO Aqui me tens, medo, em confissão Eu suspirei... disfarcei. E acovardei
DO MEDO Aqui me tens, medo, em confissão Eu suspirei... disfarcei. E acovardei Mas nem sempre, assim, eu ansiei O pavor, vem do fundo da tensão Não recusei a bravura ter ilusão Aventuras, certas vezes, neguei Mas, também, outras eu errei E no errado busquei o perdão De repente, o temor da gente Argui a “mea culpa” inocente E o que era acaso vira pânico Simples, não a um mal efetivo O amor vem com um positivo Disparo, que tira o satânico... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro dia da Imaculada Conceição
PRIMAVERA SEQUIOSA Ó como a primavera caducou Olha o cerrado, de letarga vida
PRIMAVERA SEQUIOSA Ó como a primavera caducou Olha o cerrado, de letarga vida - Ó chuvada, Vê! a triste ferida No sertão, que a sorte faltou... Tudo dorme, a ilusão perdida Chora em derredor, chorou A dor doída, que não rematou E a forração que se fez abatida Sequioso, que desdém o teu Ó tempo, sem encanto seu Sem canto, cor, sem graças Quão desbotada a primavera Sem hora, ó chuva em espera! Ela que floresce quando passas... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro
CERTEZA Este – o soneto da felicidade completa Em que, poetando as horas de emoção
CERTEZA Este – o soneto da felicidade completa Em que, poetando as horas de emoção Sorri nas delineies, desfastio do poeta Em um coração fiel e cheio de paixão Este – o conteúdo de sensação, direta Festeja, alucina, traz ventura na razão Pondo a alma na completude, quieta Cheios de harmonia e boa adoração Este – o soneto da exaltação maior Em que a frase terá aquele melhor De tudo, pois é desprovido de dor Este – poema dos poemas nascente Que nos faz enamorados realmente Este – é o verídico soneto de amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro paráfrase a João de Barros 8