Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
A TARDE O clarão se esvai, a sombra declina por sobre o sertão sem um alinho e o sertanejo vindo pelo caminho se desata no horizonte, sua rotina A boiada no curral, mugi, rumina a lobeira com flor e com espinho o vento plana em um remoinho no breu que cai atrás da colina Flutuam estrelas no amplo céu O galo canta, triste, no cercado E a luz da escuridão se faz réu E passam, as saudades, ao lado fantasmas de recordação ao léu na languidez da tarde no cerrado © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06/01/2021, 18”14” - Rio de Janeiro
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
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