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Frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

627 frases

⁠POÉTICA A poesia na rica imaginação voa lançando à terra de um criador
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⁠POÉTICA A poesia na rica imaginação voa lançando à terra de um criador no encanto de encanto povoa o ilusório de quem é um ledor No escrito a doce prosa entoa o coro de fantasias ao dispor é a ilusão que a poética doa ao poeta que vive sonhador Por ti, devaneio, tudo é certo do cascalho grosseiro ao rubi se o amor, ali, está por perto! Por ti, inspiração: - se senti no prazer, num leve aperto eclodido num grato frenesi © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 13, outubro, 2020, 13’13” – Triângulo Mineiro

⁠PÔS-SE O SOL Pôs-se o sol... onde a noite tece a teia Da treva. E pouco a pouco aí desmaia
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⁠PÔS-SE O SOL Pôs-se o sol... onde a noite tece a teia Da treva. E pouco a pouco aí desmaia A última luz do dia, então, assim caia Da escuridão que a pretidão incendeia No horizonte estrelas no céu semeia Pela janela a sombra deita na alfaia O mirar no remoto lúrido cambaia E a escureza do cerrado encadeia Com o olhar na lua, rogo levanto E, cheio de maculada melancolia Anoitece, e não prendo o pranto: Choro de encanto e tal a alegria De tão ligeira cena e sem tanto Em gratidão, por mais um dia! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 12 de outubro, 2020 – Triângulo Mineiro

⁠TEIMA Retratar o amor em vão procura quem na vida dele sentir não teve
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⁠TEIMA Retratar o amor em vão procura quem na vida dele sentir não teve porque um rasto na alma obteve pois, longo ou breve, há ternura Todavia eu, ideando, na ventura a mínima sorte o destino deteve sentir o que sinto, nunca leve no vazio, minha solidão figura E nestas paixões de boas alianças poética redigiu só sofrido pesar e uma, foi, dentre as lembranças E, porém, neste suspiroso causar do único, nas turronas esperanças vou amador que cobiça mais amar! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 13, outubro, 2020 – Triângulo Mineiro

⁠ACÚSTICA O prazer rindo está, está na medida Do bom matiz, pintado em mil cores
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⁠ACÚSTICA O prazer rindo está, está na medida Do bom matiz, pintado em mil cores louvam tarde e manhã os amores em exímia proporção, feito da vida O dantes, já na sua eleita despedia e fica na alma o perfume das flores e no coração o desejo, com valores numa sensação de ventura incontida O sentimento que no eu pode tanto a graça, que pela paixão então arde lhe tornando leve no haver amador E, o olhar com afeto nunca é tarde Emanando paz e bem, afável canto Pois, tudo falta a quem falta amor. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 11/10/2020, 05’55” – Triângulo Mineiro

⁠ANTÚRIO Se belo, o teu belo á alguns é espúrio no murmúrio da vaidade de um olhar
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⁠ANTÚRIO Se belo, o teu belo á alguns é espúrio no murmúrio da vaidade de um olhar és tu, variada cor, ó flor do antúrio no vermelho da paixão a celebrar é natureza em esplendor purpúreo flor do antúrio como não poetar!!! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado outubro de 2020 – Triângulo Mineiro

⁠RESETAR Na minha paixão otimista e inocente eu nunca soube pra onde foi... um dia
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⁠RESETAR Na minha paixão otimista e inocente eu nunca soube pra onde foi... um dia a sorte que me preferiu tão prudente ao sonho perguntei, e ninguém sabia E numa fúria, manou-se, de repente duma quimera expansiva e correntia para uma áspera ilusão sem cortesia e a vida suspirou lerda e descontente E o andejar se foi... e vai distante mas o silêncio, um outro instante chora, mas vai em frente, teimoso E eu sinto, a emoção, sem tê-la De um algo especial e desejoso É. E nunca é tarde para havê-la! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 10/10/2020, 10’10” – Triângulo Mineiro

⁠TORNAR Agigantado cerrado, quão alterado te vejo e vi, e ainda assim, resiste
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⁠TORNAR Agigantado cerrado, quão alterado te vejo e vi, e ainda assim, resiste te vejo a ti, em um suspirar triste e tu no rogo suplicante e calado A ti foi-te na quentura devastado teu chão sugado, no penhor caíste a mim o olhar aflito em que consiste os teus dias, sufocado e tão mirrado Já que somos no azar participantes sejamo-los na mansidão, na espera do suave, e tuas relvas verdejantes Que venha a revirada da atmosfera aí, tu será a ser quem eras dantes e eu, quiçá serei quem dantes era. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10/10/2020, 19’53” – Triângulo Mineiro paráfrase Francisco Rodrigues Lobo

⁠DESEJO Eu quis paixão, pelo amar pleno sem ambição dum fatal amado
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⁠DESEJO Eu quis paixão, pelo amar pleno sem ambição dum fatal amado onde apenas valeria ser ameno ou talvez aquele algo desejado Quis me doar, sem ser pequeno e desse amor não fosse deserdado mas, senti na alma o acre veneno do amor na futilidade ser banhado E vejo que o amado é, na vida aparte, ao que é o escolhido... a este, tem, uma boa acolhida! É. Se castigo ou sina, eu digo: - que nunca quis ter perdido Se perdi, é por não ter comigo! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 09/10/2020, 19’28” – Triângulo Mineiro

⁠A UMA DESPEDIDA Agora, que o final me convida A solidão parte do pensamento
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⁠A UMA DESPEDIDA Agora, que o final me convida A solidão parte do pensamento Cada suspiro outro sofrimento Nas recordações sem medida E, de pareio com a despedida Foi-se o bom contentamento Dentro do leito o tormento Enfim, dá dó essa dor doída Pra que era tê-la evocando As lembranças, do outrora Se agora, me falta o crer... Querer, já quiz, até quando Pude ser, e nesta outra hora Quero amor no bem querer! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Outubro de 2020 – Triângulo Mineiro

⁠POETA FUI Poeta fui e do causar ferino Me acariciou a carícia dura
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⁠POETA FUI Poeta fui e do causar ferino Me acariciou a carícia dura Versei mais dor que ventura Andei sonhador e peregrino No devaneio, vivi o desatino Amando o que pouco dura Gozando da decepção dura Poeta sem charme no destino Porém, a cada verso, tentei Ter o acaso e a doce poesia Não agonia que não sonhei Entendo, que versar alegria Tem de tê-la. Pouco cantei Se cantei foi porque sofria © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 09/10/2020, 08’06” – Triângulo Mineiro paráfrase José de Abreu Albano

⁠CERRADO DO GOIÁS Quando, a primeira vez, lhe vi a vastidão uma confusão fiz de sua sinuosa mesmice
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⁠CERRADO DO GOIÁS Quando, a primeira vez, lhe vi a vastidão uma confusão fiz de sua sinuosa mesmice e quedei-me ao parecer de quem visse e sentisse, o desigual em plena evolução Depois, no andejar, ao olhá-lo, disse: é graça, é sertão na minucia e razão do encanto, magia, mistério e criação este chão, tão menino, na sua velhice Os tortos galhos e secos barrancos riscam planícies e maçudo abrigo e o céu nos seus rubentes e brancos E, ao aprecia-lo, agora, então digo: vendo-lhe, diverso, e seus trancos hoje o sinto poetificando comigo! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06/10/2020, 20’49” – Triângulo Mineiro

⁠NATAL EM SONETO Um menino, e aquela noite festiva Noite cristã, natalício do Nazareno
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⁠NATAL EM SONETO Um menino, e aquela noite festiva Noite cristã, natalício do Nazareno Celebrando os dias do Filho, terreno Mesa posta, a família, ternura viva E nesse singelo canto doce e ameno Minha consagração contemplativa Pura, reza a confiança na fé ativa Aos pés do presépio, o amor pleno Presente em soneto, e em gratidão Louvores dou, Paz e Bem ao irmão Noite de confraternização, de luz! E, ainda que se perca, se inquieto O coração. O crer sustenta o afeto Feliz Natal! União em Cristo Jesus!

⁠RÚSTICA HORA A paixão sentida no revés sentimento arremessa na alma desditosa e solitária
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⁠RÚSTICA HORA A paixão sentida no revés sentimento arremessa na alma desditosa e solitária a infelicidade, sensação desnecessária além, do amar, este, a mim sem alento O pranto, a correr, e a sorte ao relento vem do acaso, da solidão, do itinerário que parece trazer consigo um rosário sem rumo, que na ventura vai ao vento Tenta, e tenta, lamenta. Olha em torno sedento. E o silêncio suspirando lá fora à meia penumbra, num choro morno... Do reclamo, o luar alvacento da aurora com seu reflexo pálido de um adorno sofrente, murmura essa rústica hora! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06 outubro de 2020 – Triângulo Mineiro

⁠SONETO SEM VOLTA Vai-se mais um talvez pra outra parada Vai-se um, outro, enfim decaídas cenas
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⁠SONETO SEM VOLTA Vai-se mais um talvez pra outra parada Vai-se um, outro, enfim decaídas cenas Que dói no peito, na solidão, e apenas A teimosia para essa pesada derrocada Cá na quimera, quando a dura nortada Bafeja, os devaneios em alças plenas Ruflam a alma em emoções pequenas No ocaso do horizonte atiçando cilada Também dos silêncios onde abotoam Os suspiros, um a um, não perdoam E choram, lágrimas pelos olhos vais Na perfídia imatura, ilusões escoltam Os sonhos, que sempre ao amor voltam Mas que ao poético não voltam mais... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Outubro de 2020, 20’20’ – Triângulo Mineiro

⁠LEVA Cevando se me vai de traço em traço O fado, que a mor emoção vai sendo
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⁠LEVA Cevando se me vai de traço em traço O fado, que a mor emoção vai sendo O sentimento em ensaio despendo Té que a sorte me dê bem remanso Amando, quando posso, eu romanço Sempre na busca, assim, pretendo Tê-lo, enfim, um fomento tremendo Onde os abraços tenham descanso Vendo-me, pois, portanto, carente Metido nas agruras desses enleios Eremítico.... me entrego à ventura Ah! quando a dita me faz contente De novo o coração em bons meios Se dispõe: .... com leva de ternura! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 03/10/2020, 21’57” – Triângulo Mineiro

⁠SONETO DESBOTADO De tiranas nostalgias, sobrevivido o fado, vou suspirando, e vazado
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⁠SONETO DESBOTADO De tiranas nostalgias, sobrevivido o fado, vou suspirando, e vazado vou passando ao ocaso passado dos dias onde o jeito é nascido O agrado em rasgas dividido corre da satisfação apressado pro vazio, palpita compassado na solidão, em pesar convertido E, murmurando tão cruelmente o trovar alvorece no desalento e um aperto no peito então sente Oh! má sorte, no amor sedento Que vive a lastimar no poente desbotando está o sentimento! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 04/10/2020 – Triângulo Mineiro

⁠DISCORDE Eu quitado estava e nada mais queria O anseio ansiado a mim face a face
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⁠DISCORDE Eu quitado estava e nada mais queria O anseio ansiado a mim face a face E como um outro alguém te amasse Te amei, duradouro: - que bom seria! Tinha cheiro, vontade, me parecia Que nesse amor o querer, guiasse E que só a força da paixão falasse Se teve aperto, também teve alegria Mas, temporão desmantelou o sonho A ofuscante graça, era mais um engano Se um dia compus, não mais componho Vejo, enfim, que em um afeto profano Se o dístico ao ardor não for inconho Discorde é o desencontrado quotidiano © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02, outubro de 2020 – Triângulo Mineiro

⁠DOR DO MOMENTO Há solidão sem fundo, há sofrer tiranos Mais sufocantes que a cruel desventura
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⁠DOR DO MOMENTO Há solidão sem fundo, há sofrer tiranos Mais sufocantes que a cruel desventura Sentimentos loucos, cheios de amargura E as saudades mais extensas que os anos São tormentos sem piedade, são danos E as sensações na alma vazia de ternura Eu as renuo... e a está árdua sorte dura Que augura na poesia versos profanos Devaneio, sim, e só assim, somente Saio do algoz versejar tão cruento Que me fere no tratear lentamente Oh! gemidos assim jogados ao vento Que chora e dói na emoção da gente Leva pra longe todo este sofrimento © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29/09/2020, 10’07” – Triângulo Mineiro

⁠AVERSO Quem poeta pelo suspiro sofrido Em lágrima dum trágico flagelo
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⁠AVERSO Quem poeta pelo suspiro sofrido Em lágrima dum trágico flagelo É quem se deixou estar perdido Esquecido dum versar mais belo É quem do emotivo foi redimido Expurgado do verso mais singelo Na emoção se encontra indefinido Na inspiração tristura em paralelo É quem se norteia com a navalha Da dor, em trova ensanguentada Amortalhado em rítmica mortalha É quem no choro faz de morada No coração o amor sofre e talha Mas, a paixão, sempre sonhada! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 2020, 28 de setembro – Triângulo Mineiro

⁠AMBIÇÃO Eu quis versejar, pelo prazer pleno de ser bardo, sonhador, arrojado
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⁠AMBIÇÃO Eu quis versejar, pelo prazer pleno de ser bardo, sonhador, arrojado duma prosa um entusiasta sereno ter minha trova daqui do cerrado Quis dar a imaginação um aceno bálsamo ao sentimento apaixonado ao riso, ao choro, um efeito ameno disfarçando a emoção num brado E vi que a sensação apenas é, na vida o dado entre a tragédia e a comedia - a chegada, o centro e a despedida... E, piegas que sou, em um castigo fujo aos sonhos, e de alma tédia taciturno, me assisto só, comigo! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 10/09/2020, 15’00” – Triângulo Mineiro

⁠SONETO DA SAUDADE Saudade – o olhar do outrora andando e o pranto, uma lágrima na lembrança
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⁠SONETO DA SAUDADE Saudade – o olhar do outrora andando e o pranto, uma lágrima na lembrança deslizando. Saudade! os dias de criança cantigas de ninar e de roda: cantando! Noites, até às 10 horas, na vizinhança a meninada, na diversão, em bando na chuvada, muito mais que amando saudade ingênua de dias de pujança Saudade – asa da dor no sentimento Recordações vans do tempo ao vento Ai! dantes no pensamento em guerra Saudade – “o que fica do que não ficou” a velha mocidade, que hoje já passou... O apito da “Mogiana” da minha terra! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 09/09/2020, 10’07” – Triângulo Mineiro