Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
SONETO SEM VOLTA Vai-se mais um talvez pra outra parada Vai-se um, outro, enfim decaídas cenas Que dói no peito, na solidão, e apenas A teimosia para essa pesada derrocada Cá na quimera, quando a dura nortada Bafeja, os devaneios em alças plenas Ruflam a alma em emoções pequenas No ocaso do horizonte atiçando cilada Também dos silêncios onde abotoam Os suspiros, um a um, não perdoam E choram, lágrimas pelos olhos vais Na perfídia imatura, ilusões escoltam Os sonhos, que sempre ao amor voltam Mas que ao poético não voltam mais... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Outubro de 2020, 20’20’ – Triângulo Mineiro
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
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