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Frases de Leonan Freitas

22 frases

⁠A tristeza nasce da falsa expectativa de bons tempos vívidos De amores perdidos, dias vazios, noites em claro Clamando à frágil alma um pouco de amparo
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⁠A tristeza nasce da falsa expectativa de bons tempos vívidos De amores perdidos, dias vazios, noites em claro Clamando à frágil alma um pouco de amparo E o que surge da tristeza é ainda mais solidão Vem o voo do tempo, a gélida quietude do vento, a pouca compreensão E numa noite tão singela, palavras vazias pesam mais no coração

Era manhã quando desabei, percebi que eu era ninguém Talvez eu ainda fosse alguém, ou somente um resquício Um espectro de quem queria ser mas nunca me esforcei a tal
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Era manhã quando desabei, percebi que eu era ninguém Talvez eu ainda fosse alguém, ou somente um resquício Um espectro de quem queria ser mas nunca me esforcei a tal Na deprimente luz fraca da manhã vi o quanto eu havia mudado E por Deus, não queria que isso tivesse me deixado tão conturbado Mas então o sol apareceu imponente, e tudo de repente ficou tão pequeno A tarde gelada chegou, um sopro de ar, uma chuva fina, um poema de amor Novamente me perguntei quem era, numa reflexão nefasta que a nada espera Só então compreendi os meus erros, num ato de lucidez ou talvez desespero Porém, eu sabia, não tem como mudar o passado, talvez aceitar fosse a melhor opção Obrigar a mente a esquecer as memórias ruins, e o coração os amores sem finais Mas então a lua pairou no céu, e duvidei se não estava fazendo de tudo um escarcéu Na bela noite procurei por descanso, mas nada era fácil além da incerteza E as dúvidas apareciam aos montes, num circo impensável de tristeza Eu sabia que tudo que precisava era de um pouco de clareza, talvez alguma diversão Só que nem mesmo toda a felicidade passageira impedia a mente de girar em turbilhão E nos livros enfim, encontrei um pouco de amparo, na quietude da noite, na profundidade da palavra Mas então o sono chegou e com ele não tive vez, e ao abrir os olhos já era manhã outra vez

⁠Quem ama não esquece. Supera, talvez, mas não esquece. Porque o amor é uma chama profunda na alma, que quando já não mais inflama deixa uma marca que nem o tempo é capaz de levar. Você pode ter uma vida feliz, colecionar bons momentos, mas quando olhar o céu azulado vai se lembr…
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⁠Quem ama não esquece. Supera, talvez, mas não esquece. Porque o amor é uma chama profunda na alma, que quando já não mais inflama deixa uma marca que nem o tempo é capaz de levar. Você pode ter uma vida feliz, colecionar bons momentos, mas quando olhar o céu azulado vai se lembrar de como davam formas às nuvens com sorrisos no rosto, dos abraços silenciosos que tanto tinham a falar, ou das brincadeiras incessantes, mas que cessaram. E, quando lembrar, o amor vai brilhar mais uma vez dentro de você, no lugar onde sempre esteve e sempre estará, guardado no canto mais afável da memória.

⁠O tempo passou, as coisas mudaram demais Eu acho que superei, não o amor, mas a dor que ele deixou Acho que é assim que as coisas funcionam, afinal
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⁠O tempo passou, as coisas mudaram demais Eu acho que superei, não o amor, mas a dor que ele deixou Acho que é assim que as coisas funcionam, afinal O vento leva o calor e dá a tudo um ponto final, enfim A ti declaro todos os poemas que não pude escrever Combinando com este amor que senti, mas não pude ter

⁠Ainda é manhã, mal acordei, mas já me sinto cansado Fadado a viver, mas com a vontade da vida longe de mim Ontem jurei que hoje não seria mais assim. Menti.
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⁠Ainda é manhã, mal acordei, mas já me sinto cansado Fadado a viver, mas com a vontade da vida longe de mim Ontem jurei que hoje não seria mais assim. Menti. Apostei a minha alma com o vento, que ia melhorar. Perdi. As pessoas vão saindo, prontas para cumprir compromisso Imaginar ter um dia tal rotina, me afeta como alimento cediço. Não. A viver sem emoção, prefiro não ter alma, que pelo menos não sinto. Escrevendo isto com dedos jovens e doloridos, acompanhados de fumaça e vinho tinto, me pergunto: O que estou fazendo?

⁠O homem mediano era um sujeito um tanto assaz Em muitos sentidos podia-se dizer que era capaz, quiçá até audaz Trazia no olho brilho mágico, que o tempo não desfaz
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⁠O homem mediano era um sujeito um tanto assaz Em muitos sentidos podia-se dizer que era capaz, quiçá até audaz Trazia no olho brilho mágico, que o tempo não desfaz À frente dele andaram vários, e um bocado foi atrás Nunca foi gênio, mas sempre foi muito cordial Trouxe consigo uma bagagem de capacidade medial Muitos grandes foram os sonhos, mas razoável sendo ele, os baixou a tal Média foi sua beleza, seu fulgor, e até mesmo seu tamanho, é claro Viveu viver simples, pode-se até dizer satisfatório Queria ser poeta, mas seu talento era irrisório Trabalhou, amou, casou e família boa criou Outros amigos médios em alegria formou Foi-se ele embora na primavera, em morte ordinária Não foi senhor formoso, mas também não foi um pária Partiu com as marcas do trabalho, que tanto tempo o tomou E apesar de médio ser, seu sorriso era belo, talvez até etéreo Foi enterrado entre as palmeiras, sob o canto dos pássaros Amigos e familiares compareceram ao velório Que, à rigor da sua vivência, não foi deslumbrante, mas também não foi inglório E, ao fim do dia, a estatística foi tudo que restou. E tão mediana foi a vida que na média, enfim, ficou.

⁠É manhã e eu caminho sobre a areia e sob o sol Vendo a maré-cheia, pensando no canto do rouxinol Lembrei da pergunta, que jurei nunca esquecer
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⁠É manhã e eu caminho sobre a areia e sob o sol Vendo a maré-cheia, pensando no canto do rouxinol Lembrei da pergunta, que jurei nunca esquecer "Como pode falar do amor, se nunca o pôde viver?" Um tanto consternado, assumo sem temor Nunca fui apaixonado, mas sei coisa ou duas sobre o amor Sei que vem na primavera, com a ascenção das flores Corre, brinca, se diverte, e se esvai em muitas dores Afinal, se o amor fosse bom não haveria sofrimento A amar prefiro a vodka, que me dá entendimento Pela praia vou andando, passeando e bebendo sem demora E vejo que o amor é como o mar, chega, molha, e vai-se embora A lua já subiu, e eu continuo a andar sem pressa O amor é como a criança atrevida, teima, corre e tropeça Mas, afinal, eu não sinto o amor para que dele possa falar Não sei mais o que digo, sinto muito meu amigo, já estou bêbado demais para acabar

⁠Aquela que sou Ontem mesmo fiquei acuada, talvez até incomodada, quando me perguntou: quem tu és? Minha cabeça girou, mas logo retruquei: a mim responder isso é como pelas mãos meter os pés
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⁠Aquela que sou Ontem mesmo fiquei acuada, talvez até incomodada, quando me perguntou: quem tu és? Minha cabeça girou, mas logo retruquei: a mim responder isso é como pelas mãos meter os pés Afinal, pudera eu, que sempre tudo tentei ser, ter algo específico a responder? Não, é claro que não, afinal sou delirante E por tal agravante eles me dão remédios Já fui imperatriz amada, dona de casa atarefada, meretriz e também vilã Pelas ruas abandonadas, fui namorada dos cantos, poeta dos bancos E até mesmo rainha dos bares, onde cantei as mais belas canções Hoje uso camisa de força, e apesar de boa moça, me jogaram aos leões

⁠A minha esperança desponta entre nuvens de anil Sempre quando vens, no marmoreio que tens, em teu sorriso tão gentil Me aquece o coração sempre que te vejo, tão alegre, a cantar
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⁠A minha esperança desponta entre nuvens de anil Sempre quando vens, no marmoreio que tens, em teu sorriso tão gentil Me aquece o coração sempre que te vejo, tão alegre, a cantar E percebo de repente que teu seio é meu lar

⁠Existira na esquina três senhores Dos quais só ouviu falar Riam apesar das dores
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⁠Existira na esquina três senhores Dos quais só ouviu falar Riam apesar das dores Choravam em mesa de bar Na fazenda ao lado corriam Vacas, cabras e crianças Já no seu campo vazio Sobrava trigo e faltava esperança Por andar e não correr Por chorar sem sorrir Por ouvir sem ver Por existir sem viver A boca, então, parava de dizer O que o coração queria gritar O olho continuara a ver O que disseram para não desejar "Liberdade é um fardo" "Liberdade é doentia" Mas no fundo ele sabia Valia a pena buscá-la Noite E dia.

⁠Flor do campo, De leveza desleal Ainda lembro bem do cheiro
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⁠Flor do campo, De leveza desleal Ainda lembro bem do cheiro Como alecrim, doce, descomunal Flor do campo, Em tuas pontas rosadas têm beleza Ternura infinita ao olhar Há maresia em meus olhos, só por te admirar Flor do campo, Que me dizes de seres só tu em meu jardim? Como teu protetor, te venero e cultuo E como A Flor do Campo, te darei amor sem fim

⁠Por hoje, eu existo Eu ainda falo, eu ainda sinto Sorrio para a noite tempestuosa
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⁠Por hoje, eu existo Eu ainda falo, eu ainda sinto Sorrio para a noite tempestuosa Grito um sussurro de estridente quietude Por hoje, eu vivo E já vejo o amanhã Virá numa manhã, igual ontem Isso se os olhos fecharem Por hoje, eu canto Oxalá fosse canção de amor A voz só há para exalar o terror Terror discreto, terror esperto Mas sei que amanhã haverá esperança Haverá voz para cantar Haverá vida para viver Haverá existência para existir Então, por hoje, eu existo

⁠Inquietude, De poder destrutivo é palavra Em maldição maligna revive rancor
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⁠Inquietude, De poder destrutivo é palavra Em maldição maligna revive rancor Agita o vento na estrada Enverga a alma ao pavor Inquietude é irrequieta É feroz, é explosiva Surge na vivência, calma ou discreta É planejamento vazio, fútil descoberta Inquietude não some. Ela fica. Destrói, consome E por fim, Mistifica.

⁠⁠À noite, quando cai o sol, esqueço-me. Esqueço quem sou, porque não me convém. Esqueço o que tenho ao pensar no que vem.
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⁠⁠À noite, quando cai o sol, esqueço-me. Esqueço quem sou, porque não me convém. Esqueço o que tenho ao pensar no que vem. Me choco ao futuro, e o futuro é mau. De tão mau é novo, ao encará-lo chovo. Uma chuva fina, de razões perdidas, de amores em falta. De tristeza contida, de descrença em alta. Perdido em alguém que já não conheço mais, Pensando em tempo que ficou para trás. E quando acaba a chuva, fica o vazio. A ele me apego, de olhar cansado e inquieto. Quente, E frio.

⁠Não ponho-me à alegria, porque ao final do dia, serei só eu e a tristeza velada. Serei eu e a certeza de que tentei, sofri e chorei, e que o pouco que ganhei, no fim não valeu nada. Serei eu e a noite, que como um açoite, irá me machucar. Mas não com couro, e sim com a verdade…
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⁠Não ponho-me à alegria, porque ao final do dia, serei só eu e a tristeza velada. Serei eu e a certeza de que tentei, sofri e chorei, e que o pouco que ganhei, no fim não valeu nada. Serei eu e a noite, que como um açoite, irá me machucar. Mas não com couro, e sim com a verdade. Serei eu e a mentira, de que findando o dia, deixarei de ser metade. Mas o vazio não muda o fato, a verdade não muda o vazio, e o vazio não muda o homem. E na vindoura manhã fria, em meio à nefasta agonia, Serei eu então um nome.

⁠A solidão faz presença a meu lado De olhos cansados, animada a vejo cantar É insensível, de tanto que me faz sentir
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⁠A solidão faz presença a meu lado De olhos cansados, animada a vejo cantar É insensível, de tanto que me faz sentir Desesperado, iludido. Mas não abandonado Não, solitário. Solidão inquieta espreita Calma, volátil, às vezes dançarina Traz consigo o desejo, e a aspirina Semeia o desinteresse, e vai embora. Vai porque é covarde, tal como eu Vem porque tem saudade, até do que não é seu A solidão ambiciosa me quer, mas não pode ficar Porque quando me tiver, mais nada terá Sou solitário, não esquecido Do sentir arbitrário, de sofrer desmedido Sou hoje fruto de quem não quis me livrar Sou hoje a semente, tão descontente, a solidão semear

⁠As noites são mais tristes Os dias são mais cansados Se esconde sombra aos prados
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⁠As noites são mais tristes Os dias são mais cansados Se esconde sombra aos prados Da mesma luz que vistes Há noites não tão tristes Dos dias mais agitados De versos inacabados Do mesmo amor que vistes Nasceu como nasce poder Invólucro do que precisa pensar E não do que precisa ser Fadado era então a fracassar Desnudado de quem se recusa a crer Que poderia o amor falhar