Frase de Leonan Freitas
Era manhã quando desabei, percebi que eu era ninguém Talvez eu ainda fosse alguém, ou somente um resquício Um espectro de quem queria ser mas nunca me esforcei a tal Na deprimente luz fraca da manhã vi o quanto eu havia mudado E por Deus, não queria que isso tivesse me deixado tão conturbado Mas então o sol apareceu imponente, e tudo de repente ficou tão pequeno A tarde gelada chegou, um sopro de ar, uma chuva fina, um poema de amor Novamente me perguntei quem era, numa reflexão nefasta que a nada espera Só então compreendi os meus erros, num ato de lucidez ou talvez desespero Porém, eu sabia, não tem como mudar o passado, talvez aceitar fosse a melhor opção Obrigar a mente a esquecer as memórias ruins, e o coração os amores sem finais Mas então a lua pairou no céu, e duvidei se não estava fazendo de tudo um escarcéu Na bela noite procurei por descanso, mas nada era fácil além da incerteza E as dúvidas apareciam aos montes, num circo impensável de tristeza Eu sabia que tudo que precisava era de um pouco de clareza, talvez alguma diversão Só que nem mesmo toda a felicidade passageira impedia a mente de girar em turbilhão E nos livros enfim, encontrei um pouco de amparo, na quietude da noite, na profundidade da palavra Mas então o sono chegou e com ele não tive vez, e ao abrir os olhos já era manhã outra vez
No pensador.ai desde