Pular para o conteúdo

Frases de Kiko di Faria

25 frases

RECEIOSA A DESEJAR Seu olhos têm vida Têm sede e saudade de si
Continuar lendo

RECEIOSA A DESEJAR Seu olhos têm vida Têm sede e saudade de si Perdida se sentes se vê Tão frágil a esbanjar força e poder Tão bela tão meiga Só quer seu amor sendo amado servido comido na mesa do amar És flor de láureas pétalas que se despetála ao se despertar Na calidez da solidão e do desejo de se ver amada Envolta no aconchegante manto do amor Amor que não se mensura que não se acaba que não se esvai ou vai Amor que fica no vai e vem no embalo da vida no embalo dos corpos Nos olhares a se verterem em si Se recriando mutuamente sempre quentes e famintos Se fecha sem medo com medo de amar Ansiando pelo amor.

Meu pé de laranja lima Confesso que chorei... Olhando em seus olhos pude rever me pueril...
Continuar lendo

Meu pé de laranja lima Confesso que chorei... Olhando em seus olhos pude rever me pueril... A infância se refez nos versos de seu texto... E assim ao avesso virado me vi... Menino traquino, sapeca de outrora... Agora me via ali outra vez.... O saudosismo imperante envolvia-me todo... Então minha vida eu vivi e revivi... Meus heróis de infância, meus medos e angustias... Meus amores, pudores e anseios mils... Me vi tão menino ingênuo e tão frágil... Que idoso me sinto vivendo o agora... Lembrei Garcia Maquez com sua agudez... Trazendo as fraquezas da idade humana... Minhas putas velhas memórias perdidas... Meu pé de laranja lima, jorrando emoções... Minha vida tão jovem tão velha tão breve... O lento respirar e a letargia cardíaca... Vencendo o tempo e a débil razão... Só pude fazer me silêncio e soluço... De um pranto vívido vivido assim... Eu hoje um homem, me vendo menino... Um velho menino tentando ser eu

ZAMÔ Jovi ino, seguino o sol dos sonhos do som Jovi ino todo dia ao seu trabalho
Continuar lendo

ZAMÔ Jovi ino, seguino o sol dos sonhos do som Jovi ino todo dia ao seu trabalho A sonhar que a vida é mesmo nada mais que um dia bom. Jovi ino, nas mãos. as flores da juventude Os sonhos e seu violão... Jovi ino ano a ano... Caminhando sempre escravo da paixão! Na vigília das quiméras Que nos formam e faz mover... Jovi vai, segue em paz em busca. Do seu bem querer. Amor de A a Z... Zamor... Amores que se seguem, se sucedem, vem e vão Amor de A a Z Zamor... Ele é mesmo todos nós… É mais um anjo sonhador... Embalado pela emoção!

NEGRITUDE O negro [...] De negro semblante a viver [...]
Continuar lendo

NEGRITUDE O negro [...] De negro semblante a viver [...] O branco [...] Insensível em seu negro ser [...] O branco temendo o seu branco ser negro O negro, ser branco Ser gente Ser, ser [...] Ser negro ser branco importa si ser. Os olhos dão conta Da cor que o sol dá [...] mas dentro de si Sem olhos sem sol [...] Todo ser é negro Todo ser negro é ser...

EXPRESSÃO NUMÉRICA Quatro vezes te olhei Duas vezes em meus sonhos
Continuar lendo

EXPRESSÃO NUMÉRICA Quatro vezes te olhei Duas vezes em meus sonhos Duas vezes nos teus sonhos. Duas vezes te encontrei Uma vez quando choravas Uma vez quando sorrias. Quatro vezes te toquei Duas vezes com meus olhos Duas vezes com as mãos Duas vezes te amei Uma vez com um sorriso Uma vez com uma canção. Quatro vezes te jurei Duas vezes pelo céu Duas vezes pelo sol Duas vezes te magoei Uma vez quando falei Uma vez quando calei. Quatro vezes fui feliz Duas vezes quando te vi Duas vezes quando te quis Duas vezes eu chorei Uma vez ao te beijar Uma vez ao te amar. Uma vez eu fui ao céu, Quando te possui pela primeira vez Uma vez me entreguei Quando te encontrei Duas vezes me arrependi, Quando te magoei Quando te perdi Três vezes quis voltar Quando te revi Quando saudades senti Quando só, me descobri Quatro vezes te chamei Todas elas quando a solidão me furtava o sono E O coração se punha a desejar-te. Só mais uma vez quero ser feliz... Então volta! Pela ultima vez!

POEMA VOCÁLICO Ao Pensar certas coisas Que faz o meu povo ser o que é
Continuar lendo

POEMA VOCÁLICO Ao Pensar certas coisas Que faz o meu povo ser o que é Penso e pesaroso fico num misto de perfídia e fé. É tanta penumbra e escuros sólidos, Tanta cegueira a reinar Tantos anseios suprimidos Abortados no nascedouro Sem nunca poder brilhar. Inquieta-me tantas dores Tantos dias cinzas sem cores Enquanto sofrem esperam Seus cristos e redentores. Os pobres ignóbeis que somos Escravos da ignorância Temerários sobrevivemos Torporizados pelo cotidiano nutrindo-nos de vãs esperanças. Um momento, mils momentos Cada um com seus tormentos Enquanto segue a orquestra Nesta canção caótica somos meros instrumentos.

GOSTO, GÔSTO, GOSTAS! Como Gosto de ti... Pergunto me decidido... Se gosto de ti perguntas atrevida...
Continuar lendo

GOSTO, GÔSTO, GOSTAS! Como Gosto de ti... Pergunto me decidido... Se gosto de ti perguntas atrevida... Respondo te com poesia... Que é para além do dito, uma resposta à medida... Gosto sim... Gosto além do devido, do recomendado, do permitido... Assim, me enveredo pelo proibido... Feito bicho no cio... Perdido, seguindo seu instinto incontido... oh vida!

CONFIDÊNCIAS DE BOLSO Coisa triste é ser coadjuvante da própria história, destarte, cansado dessa posição pouco realizante lanço mão deste, para ousar ir além, para assumir ainda que brevemente o protagonismo que me é devido. Sim claro, elementarmente que se apresenta um tanto a…
Continuar lendo

CONFIDÊNCIAS DE BOLSO Coisa triste é ser coadjuvante da própria história, destarte, cansado dessa posição pouco realizante lanço mão deste, para ousar ir além, para assumir ainda que brevemente o protagonismo que me é devido. Sim claro, elementarmente que se apresenta um tanto arrogante minha tal posição, assim tão aguerridamente assumida, mas creia-me, nada tem a ver com arrogância, trata-se meramente de assumir o meu papel de fato, e assim na condição de protagonista apresentar a minha percepção das coisas... Poderá por ventura alguém censurar-me, por querer também dizer daquilo que sinto, penso, vejo..? Ainda que alguém ouse, ainda que me censurem, quero correr este risco, quero submeter às críticas. Mas aos mais desavisados digo logo de entrada, o que falo, falo de mim mesmo, do meu coração, se é que tenho um... de minha sensibilidade... Mas chega desse prolixo preambulo, vamos avançar... quero apresentar –me, permitam-me! Sou o bolso. Sim o bolso... muito certamente que lhe soará estranho caro leitor. E naturalmente expressará algum espanto. Mas não se precipite... sim, o bolso! É este aquele que vos remete... desde a muito que ando, a acompanhar tanta gente nas mais diversas situações e ocasiões, mas hoje quero evocar o direito de falar, narrar algo que julgo relevante. Sou um bolso traseiro de uma velha calça jeans. Nesses meus sete anos de vida, tenho visto e acompanhado muitas coisas, mas por viver na retaguarda, acabo observando pelos fundos, na traseira da história, perifericamente. O que em nada invalida minhas percepções elementarmente. Nesses meus anos de vida, muitas coisas me marcaram, outras passaram irrelevantes. Mas caro leitor, permita dizer... ultimamente, ando meio em crise, não sei se é a melhor idade, o causticante martírio de viver minha existência toda nesta mesma contraditória posição, sim contraditória, mas o fato é que sinto me impelido a fazer algo novo, a falar de mim. Veja bem, deixe que eu explique essa contradição que pertine a minha posição. Pois bem, enquanto bolso traseiro de uma calça jeans, estou localizado numa região nobre, nos altiplanos glúteos com toda sua nobreza e majestosa sedução. Isso é maravilhoso, esse status realmente é fascinante... a maciez dos glúteos, sua textura, seu movimento... os glúteos trazem emoções apavorantes, intensas, é indubitavelmente uma região badalada... a freguesia é constante e diversa, desde o olhar o mais frequente dos visitantes, até os lábios, mãos dedos, rosto, nariz, etc... enfim uma loucura o dia-a-dia glúteo. Mas vida de bolso traseiro não é só essa majestosa badalada rotina. Há constantemente transtornos que complicam a vida, alteram os humores desafiando qualquer bolso traseiro que se prese. Entre os cânions glúteos fica localizado o orifício vulcânico... um oráculo de humores instáveis que expelem larvas e gazes das mais distintas naturezas... vez ou outra recebe estranhos visitantes que ora apenas o cumprimentam, se esfregam, reverentemente, limpam no, ora adentram e realizam uma estranha ritualística entrando e saindo freneticamente, até que desaguam neste num ápice estranho, tudo isso é contraditório, tudo isso faz essa citada contradição... mas o mais contraditório mesmo, é que mesmo sendo um habitante dos glúteos e saber de todas essas coisas, as sei pelo observar, ora de meu lugar de residência, ora de longe... sim de longe, pois que quando tudo fica intenso nos glúteos, a capa de revestimento que pavimenta o corpo é arrancada e lançada fora, assim é que de longe, abandonado, relegado ao descaso sou juntamente com a calça deixado pelo caminho, sendo obrigado a apreciar estas coisas quase sempre a distância. Como coadjuvante, expectador na maioria das vezes. Razão que tanto me indigna e faz evocar o meu direito de fala. Ora, ultimamente tenho feito artes... um pouco de traquinada faz bem, pode trazer complicações... mas não há idade que resista ao prazer, à emoção de uma boa aventura... Na condição de bolso, além de ver e observar tudo quanto tenho dito, também cumpro meu papel de receber e acomodar as mais diversas coisas... carteiras, dinheiro, papel, bilhetes, contas, em fim uma infinitude de coisas... mas ultimamente tenho recepcionado um dispositivo engraçado que as pessoas andam usando. Elas o chamam de Celular. È um aparelhinho usado para se comunicar com outras pessoas que estão distantes. É um geringonça tão eficiente e encantante que até eu tenho me rendido aos seus benefícios e encanto... já usei algumas vezes... olha é mágico o efeito que ele produz... A principio era tudo irrelevante, eu o recebia, o recebia, o recebia, sem lhe prestar atenção... mas sabe como é, há sempre um tempo mais oportuno para cada coisa... assim , chegou o dia que acabei sendo seduzido por tal dispositivo e passei a reparar mais nesse tal de celular. Sou bolso traseiro de calça jeans como disse, mas calça jeans de um poeta... bem não sei como são os outros, mas o poeta, ah, o poeta é um ser encantante, encantante mas muito estranho... difícil de definir. O caso é que esse meu poeta tem lá suas musas e usa muito seu celular para receber as inspirações das musas... estranho, né, eu sei! Homero ficaria louco, se soubesse a que ponto chegamos... musas que inspiram por mídias... bugigangas tecnológicas que a modernidade trouxe. Mas seria muita perfídia refutar todas essas coisas por puro capricho e descabido zelo pela tradição homérica. Até mesmo por que se por um lado tudo isso rechaça a tradição, não o faz para extingui-la, mas para a remontar sob novo arranjo, dando convivência entre o tradicional e o moderno... que papinho mais chato não... Pois bem, esse meu poeta, é um ser extremamente contraditório, todos somos, mas ele parece ser mais... talvez daí tenha eu sido vitima de alguma influencia... ele relaciona –se com várias musas, deuses e semideuses, habitantes da luz e das trevas... é uma intersecção de mundos e submundos, talvez seja isso que lhe faz tão contraditório, ele alimenta e é alimentado por fontes múltiplas... e se se é o que se come! Ele encontrou por acaso, penso eu, pois não faz muitas luas que ele encontrou, uma nova musa... ela é uma musa muito interessante. Ela já o encontrou algumas poucas vezes, mas a conexão entre eles é algo surpreendente, impressionante. O contato entre eles gera uma aura que é inominável, indescritível, pura inspiração, “luxuria que o fogo lambe”, diria outro poeta. De tanto ouvir e apreciar tudo, como sempre na minha condição de distante observador, acabei me envolvendo, me sentido parte daquilo tudo... em fim bem ou mal, não sei, julgue me quem puder... resolvi entrar na brincadeira, entrei na dança... Um belo dia após oras de conexão entre musa e poeta, a inspiração se deu tão intensa e profusamente que o celular foi dispensado... o poeta confiou a mim... foi aí que fiz minha traquinada. Comecei a mexer em todos aqueles botõezinhos, no afã de ver no que dava. Descobrir que tipo de feito aquilo propiciaria... mexi, mexi, mexi... quanto em fim estava exausto e confuso, já não tinha mais paciência para aquele geringonça estranha. Então começou a soar um barulho estranho, entrecortado por pausas de total silêncio... assustei me quando o primeiro som ecoou, triiiiimmmmmmm... quase caí de susto, quase despenquei dos glúteos deixando a calça sem mim. Mas felizmente minhas costuras são de boa qualidade e assim eu resisti aquele apavorante som, logo na sequência imediata um silêncio se vez... e novamente o som voltou a impor-se triiiiimmmmmmm...( silêncio), triiiiimmmmmmm...repetidas vezes isso se deu. Minha curiosidade aguçou-se e ao fim de repetidas alternações de som e silêncio... veio o contanto com a musa. Indescritível, não há palavras, nem cores, gestos imagens, nada, absolutamente nada, que se possa prestar eficientemente para expressar aquele momento, aquele contato, aquela musa mágica, cativante, apaixonante que de outro mundo dizia com voz doce e pueril, jovem e deliciosa ao meu ouvido coisas que não pude entender, seus gemidos, suas frases eram inefáveis, sua respiração, o compasso de toda a peça... uma magia envolvente cativante... entendi brevemente na minha insignificância bolsal o que o poeta vive e sente contactando essa musa. São percepções que não se pode exprimir... Do outro lado a musa dizia algo assim “Alô, Alô, alô, Kiko di Faria, fala comigo, podes me ouvir...? Puhn, puhn, puhn...” sinceramente não entendi nada. Eu não falo essa língua. Como exprimir o inexprimível, como explicar o inefável? Não sou eu, pobre bolso que o poderá fazer... mas o fato é que foi tão diferente, me transformou de tão prazeroso e inusitado, tornei me outro ser... repeti algumas vezes a travessura e assim desabrochou em mim a capacidade e o desejo de falar tudo isso. A vontade incontida de dizer estas coisas, vencer o anonimato, sair da coadjuvância e render tributos ao protagonismo, ainda que breve, em poucas linhas... seduzido e inspirado pela musa deixo aqui minhas confidências de bolso. Acho que cá não há lei que as proíbam, se tem eu as desconheço, assim como desconheço, ignoro quem poderia se ofender com tal feito meu, senão o poeta, que ao tomar conhecimento, acho que revelado pela musa, nada fez. Não arranco-me, não costurou-me, nada, absolutamente nada, nenhuma sanção... então não deve ser crime. Lei cá não há! Ley lá, Ley lá... não sei se há. A musa não creio que fará, se Faria Ley lá, só o tempo se me nos revelará, mas seja quem for tal musa, como for... ela sendo seja lá o que for, é esse ser que seduz encanta e envolve até o bolso do poeta... bolso que ainda que vazio... é eternamente cheio de histórias pra contar.

ATOLEIRO A imensidão celeste de seus azuis olhos lindos A maciez de seu alvo toque de pele adocicada
Continuar lendo

ATOLEIRO A imensidão celeste de seus azuis olhos lindos A maciez de seu alvo toque de pele adocicada A leveza e profundidade de seu cintilante sorriso A dubiedade de seu semblante tímido atrevido A doçura da paixão voraz a sussurrar seu nome Insistentemente ao meu ouvido A ânsia de sentir-te, ter-te, possuir-te A certeza amarga de sem ti ficar A hora cruel e irremediavelmente breve Cegando meu olhos que só querem te olhar A distância certa, num caminho incerto Que nos fez tão próximos em breve encontrar Levando pra sempre a luz do seu ser Que tão fugaz brilhou para meu mundo encantar Que ser mais volúvel é o ser poeta Que se dá ligeiro sem se quer pensar Vai na boca doce de lábios risonhos Vai no olhar brilhante de azul profundo Nas macias mãos que quis acariciar... Contudo partindo fica a beira da vida Olhando a vida a se fazer sonhar.

O AMOR O amor é a canção sem som Multissonora de arranjo bom
Continuar lendo

O AMOR O amor é a canção sem som Multissonora de arranjo bom Simples feito passar batom Saboroso tal qual bombom O amor é a canção cantada Poesia mil vezes recitada Amada e vituperada Porem jamais desprezada O amor é a canção sideral Nexo do físico e o transcendental De eterno que se faz casual É verso e reverso afinal.

ÁGUAS DO MEU SERTÃO As doces águas do meu sertão Tocadas qual boi na invernada
Continuar lendo

ÁGUAS DO MEU SERTÃO As doces águas do meu sertão Tocadas qual boi na invernada Lentamente se fazendo represada Tornando em mar o ribeirão. As águas doces do meu sertão Revolvidas manipuladas pelo homem Mata vida gera vida mata a fome Produz luz pondo fim à escuridão. Quantas vidas duramente massacradas Fauna e flora simplesmente desgraçadas Por um justo vil conforto social? Desbravamos céus, terra e mar Manipulamos águas, vales, serras e ar Sustentando nosso sonho capital!

PAPIRO VIRTUAL Ando tão calado pelas ruas do universo Meu verso contido tem sede de ti
Continuar lendo

PAPIRO VIRTUAL Ando tão calado pelas ruas do universo Meu verso contido tem sede de ti Na praça do mundo sou poeta mudo Cansado e querendo sempre prosseguir... Somente te olhando em silêncio choro Choro e, amo-te para além de mim Num mundo de loucos sem alma e sem letras Quem desejará conhecer algo assim? Quem tempo perderá para ler meus devaneios, Que em forma de versos tão pouco falam de mim? Por muito que falem precisam ser lidos, Ouvidos, sentidos para não ter fim... Neste caos moderno, inferno civilizado Aldeia global de multidões perdidas Solidão acompanhada é hoje rotina Pras tantas retinas secas e opacadas... Quantos compreendem a dor do poeta? Que verso se faz, em tal cenário vil? Mas só posso ser aquilo que sou... E sendo o que sou... Solto meu verso febril! Agora destilo meus versos contidos, Em dias intensos de trabalhos sem sentido Nas veias virtuais da rede global, Me lanço voraz com pena e papel Para aliviar todo o desejo reprimido!

ABIGAIL Raio nascente do sol Colorindo e aquecendo
Continuar lendo

ABIGAIL Raio nascente do sol Colorindo e aquecendo Alegria vens trazendo Da aurora ao arrebol Filha prima de meu ser Cuidados da minha vida Doce paixão incontida Criança meu bem querer Síntese dos sonhos meus Abigail meu bebê Doce dádiva de Deus Amor que posso tocar Preciosidade minha Encanta e faz pensar

MORENA Morena... Mulher insaciável que sempre mais quer,
Continuar lendo

MORENA Morena... Mulher insaciável que sempre mais quer, Não se contenta com pouco, Não se sente só mulher, Morena... Que morre ao se dar E se dando vive a morrer, Vertendo se de amores na obra insana e intensa De se dar a construir A essência de seu próprio ser. Morena... Menina, moleca, mulher sol moreno do meu céu, Morena... Morrendo me levas cativo Cativo nos encantos seus!

AS VEZES ME VEJO ASSIM O homem que sou é assim Pequeno e de breve fim...
Continuar lendo

AS VEZES ME VEJO ASSIM O homem que sou é assim Pequeno e de breve fim... Um sopro, afresco a desbotar Só quero o que quero no instante Contraditório inconstante Vivendo a se apaixonar Meus versos são tão assimétricos Sem rima, sem clima, só verso Reverso no meu universo... O homem que sou é assim Poesia livre não cativa Rota louca incompreendida Regando a vida fugaz Jorrando sem hora e nem dia.

VIOLENTO A violência é: A arma dos fracos
Continuar lendo

VIOLENTO A violência é: A arma dos fracos Dos covardes e ignorantes... Será ela inerente à condição humana ou será um construto cultural... Inaceitável em qualquer circunstância Evidencia o caráter, daqueles que a praticam.

SONETO EM J Já na inalterável condição Juro a ti não me entregar
Continuar lendo

SONETO EM J Já na inalterável condição Juro a ti não me entregar Jogo com toda a minha atenção Jurando por ti não me apaixonar. Jamais Iracema brejeira Jeito darei no que sinto Jarra de amor altaneira Jovem afável, não minto! Juntos não poderemos Jamais esse amor impossível Jorrar tal qual rio permitir. Jogaremos então esse vil Jocosamente no afã do desejo Jazendo tão febril no porvir.

DEIXE ME Meu bem deixe me dizer Desse meu sol ser,
Continuar lendo

DEIXE ME Meu bem deixe me dizer Desse meu sol ser, Pois sou como sol... E como o sol precisa do céu eu preciso de ti... Você é o meu céu... Não importa quantos corpos eu aqueça Nunca se esqueça... Não importa quantos olhos eu faça reluzir Não importa quantas bocas,quantos sorrisos Eu sou como sol... Não importa quantas estações Quantos corações... Meu céu é você... Céu, do meu ser sol!

SONETO??? Padeço pensando em ti Que em porto velho está
Continuar lendo

SONETO??? Padeço pensando em ti Que em porto velho está A saudade dói ao lembrar Sinto não te-la aqui Jovem amiga Poliana Como marca teu sorriso Arma de fazer amigos Encanto que almas inflamam Linda diva flutuante Entre o rosa e o azul Tem um ser multitonante Posso dizer sem pudor Poliana nobre plebéia Tens encantante fulgor

HIDROCÍDIO II Ah sonho de luz pra vender! Gerado por mãos hidrelétricas
Continuar lendo

HIDROCÍDIO II Ah sonho de luz pra vender! Gerado por mãos hidrelétricas Energia de águas repletas De força, a vida a mover. Felicidade a conta gotas servida A conta watts gota a gota contada Tostão a tostão cada vida mensurada Em mercadoria dia-a-dia transvestida. Na escuridão de nossa vã sabedoria A ignorância é a luz que irradia De nossos sonhos-pesadelos tão comuns. Se mal contidos nossos sonhos mal deságuam... Num incontido ato nosso, mãos degradam A natureza mãe de todos e cada um.

QUERO TE Quero seus olhos, seu sorriso Quero seu rosto, seu corpo
Continuar lendo

QUERO TE Quero seus olhos, seu sorriso Quero seu rosto, seu corpo Quero seu eu, meu céu Ser o seu mel, paraíso. Quero suas mãos, emoção Quero seus braços, abraços Quero seus pés, seus passos Ser o seu chão, fértil e farto. Quero seus gritos, gemidos Quero seus risos, suspiros Quero seu hálito, descompasso És o pão no qual me farto. Quero os seus lábios, seus beijos Quero seus afagos, mais meigos Quero-a intensa, faminta e insana Ser o seu leito e lençol, sua cama. Quero seu jeito mais simples, mais dócil Ser o seu ser, que te faz ser feliz como possa.

SONETO EM A Ah! Paixão volátil que se dissimúla Ao sabor dos ecos do vento da emoção
Continuar lendo

SONETO EM A Ah! Paixão volátil que se dissimúla Ao sabor dos ecos do vento da emoção Agindo nas veias o sangue coagúla A furtar-me o tênue fio da razão. Atônito ante seus olhos reluzentes Almejo ver seus sonhos seus segredos Acordo encarcerado em correntes Atado e impedido então me vejo. Ao menos no olhar minha te tenho Assim grilhões não me podem conter Amando-te no silêncio, me contenho Aline, que a um olhar aprisiona Aos mortais que em tua órbita passeiam e A cada instante por ti se apaixonam.