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Frase de Kiko di Faria

Meu pé de laranja lima Confesso que chorei... Olhando em seus olhos pude rever me pueril... A infância se refez nos versos de seu texto... E assim ao avesso virado me vi... Menino traquino, sapeca de outrora... Agora me via ali outra vez.... O saudosismo imperante envolvia-me todo... Então minha vida eu vivi e revivi... Meus heróis de infância, meus medos e angustias... Meus amores, pudores e anseios mils... Me vi tão menino ingênuo e tão frágil... Que idoso me sinto vivendo o agora... Lembrei Garcia Maquez com sua agudez... Trazendo as fraquezas da idade humana... Minhas putas velhas memórias perdidas... Meu pé de laranja lima, jorrando emoções... Minha vida tão jovem tão velha tão breve... O lento respirar e a letargia cardíaca... Vencendo o tempo e a débil razão... Só pude fazer me silêncio e soluço... De um pranto vívido vivido assim... Eu hoje um homem, me vendo menino... Um velho menino tentando ser eu

Kiko di Faria

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Pensador.com

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Outras frases de Kiko di Faria

RECEIOSA A DESEJAR Seu olhos têm vida Têm sede e saudade de si
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RECEIOSA A DESEJAR Seu olhos têm vida Têm sede e saudade de si Perdida se sentes se vê Tão frágil a esbanjar força e poder Tão bela tão meiga Só quer seu amor sendo amado servido comido na mesa do amar És flor de láureas pétalas que se despetála ao se despertar Na calidez da solidão e do desejo de se ver amada Envolta no aconchegante manto do amor Amor que não se mensura que não se acaba que não se esvai ou vai Amor que fica no vai e vem no embalo da vida no embalo dos corpos Nos olhares a se verterem em si Se recriando mutuamente sempre quentes e famintos Se fecha sem medo com medo de amar Ansiando pelo amor.

PANGOZO Deixe que eu te olhe Te aprecie que eu te queira
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PANGOZO Deixe que eu te olhe Te aprecie que eu te queira Deixe que eu te ame Que eu te veja e te deseje Deixe que eu te coma Te deguste e que eu te goze Deixe que eu te tenha Que me tenhas que me aproves Deixe que à distância Tudo seja sem o ser Deixe o não consumado A consumar-se por ser Eu em ti e tu em mim... Eternamente A se verter.

SONETO EM A Ah! Paixão volátil que se dissimúla Ao sabor dos ecos do vento da emoção
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SONETO EM A Ah! Paixão volátil que se dissimúla Ao sabor dos ecos do vento da emoção Agindo nas veias o sangue coagúla A furtar-me o tênue fio da razão. Atônito ante seus olhos reluzentes Almejo ver seus sonhos seus segredos Acordo encarcerado em correntes Atado e impedido então me vejo. Ao menos no olhar minha te tenho Assim grilhões não me podem conter Amando-te no silêncio, me contenho Aline, que a um olhar aprisiona Aos mortais que em tua órbita passeiam e A cada instante por ti se apaixonam.