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Frases de Jose Gomes Paes

30 frases

Canoa Ribeirinha (A canoa nos leva as paisagens inimagináveis, onde a natureza expõe toda a sua beleza). Madeira de Lei
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Canoa Ribeirinha (A canoa nos leva as paisagens inimagináveis, onde a natureza expõe toda a sua beleza). Madeira de Lei Tronco de Itaúba Árvore sacrificada Brocaçao, cavação Trabalhada, lapidada Árvore nativa Tronco de Angelim Pedra Desgalhar, descascar Esculpir, golpes de Machado Canoa fabricar Mata virgem Tronco de Massaranduba Ciência milenar Do caboclo ribeirinho Queimar, golpes de Enchó, alinhar Canoa Ribeirinha Tronco de Cupiúba Derrubado, escavado Quilha, bancos Acabado e calafetado Canoa Ribeirinha Meio de transporte Tronco de madeira Dos ribeirinhos e ribeirinhas Desta Amazônia brasileira Sem a canoa ribeirinha O caboclo não sobrevive Ele pesca, ele caça Trabalha, planta e colhe seu alimento Ele sonha e viaja José Gomes Paes Poeta amazonense de Urucará Poeta da Abeppa e Alcama

A ANACONDA DO SEU ZÉ PESCADOR Autor: José Gomes Paes Em: 10/09/2016
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A ANACONDA DO SEU ZÉ PESCADOR Autor: José Gomes Paes Em: 10/09/2016 Na cidade de Urucará No tempo de antigamente Aconteceu um fato Que apavorou muita gente A historia da Anaconda Gigante A maior de todas as serpentes Seu Zé Pescador Homem simples trabalhador Para sustentar a família Também era pescador Passava a noite no lago Pensava no seu amor Os peixes que ele pegava Vendia lá na beirada Com o dinheiro apurado Alimentava a mulher e a curuminzada Não tinha medo de nada Enfrentava qualquer parada Seu Zé nem pensava O que estava prá acontecer La no Lago do Mazagão A coisa ia feder Bicho que ele nunca viu Estava prá aparecer Foi numa noite de luar No meio do lago boiou Com dois holofotes brilhantes Que seu Antônio nem imaginou Pensou que fosse um Barco de Pesca E logo se inquietou Muitos já o tinham alertado Desse monstro destemido Que de vez em quando aparecia No Lago Mazagão revestido De sua pele escamosa Soltando muitos gemidos Seu Zé Pescador No igapó foi se esconder Teve medo do monstro Que fez a canoa tremer Ficou a observar O que estava pra acontecer A Anaconda Gigante Andava de lado pro outro Deixando rebuliço no lago Causando um tremendo alvoroço E o seu Zé escondido Ouvia o barulho estrondoso Aquela presepada toda Por algum tempo demorou Quando do meio do Aningau Mais dois holofotes brotou De outra Anaconda Gigante Que a outra se juntou O seu Zé tremendo de medo Ainda mais se escondeu Mais de lá observava Tudo o que aconteceu As duas se enrolaram na água Daí todo o lago tremeu As duas se entrelaçaram Em uma noite de amor Era um barulho medonho Gemiam sem sentir dor Nisso levou algum tempo Foi o que seu Zé narrou O dia já vinha raiando Quando uma se soltou Uma nadou para o Aningau A outra a cabeça mergulhou Voltou no lago à normalidade Onde tudo se acalmou Os peixes voltaram pro lago E enfim pode sua rede de pesca armar Seu Zé ainda conseguiu Alguns peixes pegar E assim voltar prá casa E muita historia prá contar O seu Zé olhou bem Pode enfim determinar O tamanho daquele monstro Tinha de vinte metros prá lá O que jamais tinha visto Nos lagos de Urucará Essa Serpente Gigante Botou pescador prá correr Muitos já tinham visto Nada puderam fazer No caso do seu Zé Com medo ficou de morrer Depois do que passou De um homem corajoso O seu Zé virou Um pescador medroso Prometeu não voltar Ao lago para pescar Essa é a historia Do seu Zé Pescador Que viu a Anaconda E me contou com fervor Detalhes daquela cena Que ele presenciou Muitos não acreditam Dizem que seu Zé inventou A historia da Anaconda Que foi ele que criou A minha opinião é diferente Acredito no autor. Muitos já tiveram A oportunidade de ver Um animal tão medonho Que só os olhos podem crer O seu Zé teve a sorte E pode nos descrever Pelo que conversei com ele E pelo que pude observar O seu Zé não teria A capacidade de inventar Uma história tão perfeita Que acabei de contar FIM

LENDA DA CASTANHEIRA Existia na tribo dos Tefés Uma guerreira muito valente
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LENDA DA CASTANHEIRA Existia na tribo dos Tefés Uma guerreira muito valente A bela índia chamada Caboré Que saiu para caçar para aldeia, sua gente Caboré entrou na mata ainda de manhã Já estava anoitecendo e não retornava Todos ficaram preocupados com a bela cunhã Que na aldeia era muito respeitada Havia um guerreiro valente Apiá Que era apaixonado por ela Saiu à procura sem nada encontrar O que teria acontecido com sua donzela? Cansado, resolveu sentar Na beira de um igarapé Tupã, onde posso encontrar A minha índia Caboré? E Tupã respondeu: Guerreiro valente Conheço a sua dor Olha para as águas E verás a tua amada Caboré, as terras dos Juruparis, invadiu E os espíritos invejosos causaram a sua morte Tupã, ao ver tanta tristeza de Apiá, decidiu Transformá-la em uma arvora imponente e forte Daí nasceu a Lenda da Castanheira Uma das mais belas árvores da Amazônia Que alimenta seu povo, com seu fruto o ano inteiro Centenária, Lendária e Indômita José Gomes Paes Poeta, escritor e compositor amazonense de Urucará Direitos reservados ao autor

O CABOCLO É RICO POR NATUREZA Autor: José Gomes Paes A natureza é fonte de sobrevivência de todos.
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O CABOCLO É RICO POR NATUREZA Autor: José Gomes Paes A natureza é fonte de sobrevivência de todos. Principalmente dos caboclos como nós. Se os rios estão limpos e protegidos Haverá muito mais peixes Para saciar a nossa fome e de muitos outros. Do pobre, do rico e do caboclo. Porque o caboclo é rico por natureza. Se proteger a mata os animais sobrevivem. Posso matar uma caça para saciar minha fome. Eu vivo na natureza e sobrevivo dela. A floresta é meu lar Ela me dá o ar que respiro A fonte de água prá beber Deito na rede me embalo e viajo. Vou além dos meus pensamentos. Sonho estar aqui pescando. Remando, canoa adentro do lago. Que rio! Parece um tapete brilhante. De águas correntes vivas e rebujantes. A receber seu ilustre filho da natureza. De canoa entre os igapós As arvores me rodeiam e me cobrem. Vejo a minha sombra a refletir na água. Como se fosse um espelho, dádiva da natureza Nasci aqui neste pedaço do Amazonas Cresci comendo manga no pé Peixe assado na beira dos igarapés Tomando banho no rio. Desde menino eu aprendi. A pescar, a caçar, a nadar. Dos conselhos que minha mãe dizia O pé de abacate no quintal. O jaraqui frito que ela fazia São coisas que me fazem lembrar. Dos amigos que aqui deixei E dos mais velhos que sempre respeitei Das brincadeiras de pira Jogos de turiste O papagaio de papel. O campinho detrás da Igreja. A historia de Papai Noel Do sapato embaixo da rede A espera do presente de natal. Das peladas do fim de tarde. Do banho no cedro do porto. Lembro bem do salto das ribanceiras. O nadar no rio de águas brancas e frias Dos ventos de verão. Em baixo dos bejaminzeiros. Que encobrem o frontal da cidade. Oh! Cidade querida que tanto amo. Que um dia me viu nascer. Nunca vou esquecer-me de ti. Porque quem ama sente saudade. E a saudade dói muito no fundo do peito Porque não proteger a natureza? Se ela me dá o que eu preciso para sobreviver Porque não preservá-la? Porque não defendê-la? Se ela me dá tudo. Tudo o que eu posso ter. A alimentação, a mata, a água, o ar, a chuva, o vento, o sol, a lua, o frio, o peixe, a caça. Eu sou filho da mata, sou caboclo. Caboclo rico por natureza. E preciso sobreviver. FIM

Raiz Sou filho de Urucará Adotado por Manaus
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Raiz Sou filho de Urucará Adotado por Manaus Cresci no Amazonas Terra de muitos quintais Sou caboclo urucaraense Orgulho-me de meus ancestrais Hoje estou em Manaus Com Urucará no coração Um dia, hei de voltar A morar no meu torrão Que não me sai da mémoria E do fundo do coração Quando estou em Urucará Sinto muita emoção É muita paz, é alegria É Raiz, é gratidão É viver intensamente Uma verdadeira paixão

O PESCADOR SOLITÁRIO Aqui estou eu novamente Dentro e na margem do lago
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O PESCADOR SOLITÁRIO Aqui estou eu novamente Dentro e na margem do lago Estou só, observando o rio Os igapós, os aningais, os murerus Olhos com os olhos de águia A procura da presa. Assim procuro ver Qualquer maresia No boiar dos peixes Onde estarão os peixes? Porque onde bóia um, há muitos. Eles andam em cardumes. É pegar o caniço e lançar o anzol. E pegar, um, dois... muitos peixes. Venho pescar, porque gosto de pescar Contemplar toda essa beleza. O silencio da natureza O barulho e o voar dos pássaros. Dos peixes boiando, os jacarés secando. Das formigas mordendo, das muriçocas ferrando Tudo isso é belo Faz parte desse lugar agreste. Se chega a chuva Protejo-me debaixo do Japa Sou um pescador da antiga Pesco de caniço e anzol Isso é mais excitante para mim. Pego o meu chapéu, casco e o remo E me lanço em direção do lago. Quando chega a hora do almoço. Trato os peixes, preparo o fogo Asso na beira do lago. Levo a farinha, pimenta e sal. Quando aparece algum companheiro. Este é bem vindo ao banquete. Com muito gosto e prazer Compartilhamos desta maravilha Que a natureza nos oferece. FIM. Autor: José Gomes Paes Enviado por José Gomes Paes em 11/01/2012 Código do texto: T3435526

"NOSSO OLHAR DE CABOCLO" De onde eu vim Por onde passei
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"NOSSO OLHAR DE CABOCLO" De onde eu vim Por onde passei Onde eu passar Quero deixar sempre um sorriso Do meu jeito de ser Do meu jeito de olhar Olhar as montanhas Vários ângulos Bem do alto Decifrar seus mistérios Ficar mais perto do céu Sentir o frescor Da natureza e tudo que é belo Olhar para as matas Cada árvore Chão úmido de folhas secas Pássaros voando Macacos pulando Diversidade que ela nos dá Olhar de mateiro Caboclo seringueiro Desse meu jeito de ser Do meu jeito de olhar Olhar o rio Amazonas Sua importância e riqueza Sua extensão territorial Quanta pessoa alimenta e transporta Cuidar de sua preservação Lutar pela sua sobrevivência Para que no futuro outros possam Usufruir de sua existência. Olhar para cada irmão Interiorano, na sua maneira de ser Atencioso, no seu jeito de agradar Simplicidade, na cumplicidade De ser fiel ao seu irmão Olhar de matuto, não besta Esse nosso jeito de olhar Nosso modo de amar. FIM José Gomes Paes Enviado por José Gomes Paes em 01/09/2011 Código do texto: T3194841

O QUE É SER CABOCLO Ser caboclo não é mole não. É nascer no interior
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O QUE É SER CABOCLO Ser caboclo não é mole não. É nascer no interior Não ter medo de assombração É trabalhar de sol a sol no roçado Saber manejar o facão. Ser caboclo é ser corajoso Não ter medo de onça É não ser preguiçoso Ser um cara amigo e legal E ser muito atencioso Ser caboclo é saber se virar É ter sorte na pescaria Abarrotar no tamuatá Trabalhar no plantio da farinha E na colheita do guaraná Ser caboclo é não reclamar Da vida que se leva Das dificuldades que passar É ter muita fé e esperança Que tudo vai melhorar. Ser caboclo é ser amigo do peito Respeitar todos sem distinção Ter noções de seus direitos Cuidar bem da família Com dignidade e respeito. FIM OBS: Estas pequenas estrofes, dedico a todos os caboclos dos nossos interiores do Amazonas, aos quais tenho maior respeito e admiração. José Gomes Paes Enviado por José Gomes Paes em 26/07/2011 Reeditado em 23/08/2011 Código do texto: T3118999 Copyright © 2011. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

"11 DE SETEMBRO DE 2011" Autor: José Gomes Paes Quando vi, pensei que fosse desenho animado ou um jogo desses de ficção que têm muitos por aí hoje em dia, fiquei em êxtase, depois fui percebendo que era real, estava acontecendo mesmo àquelas cenas da TV.
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"11 DE SETEMBRO DE 2011" Autor: José Gomes Paes Quando vi, pensei que fosse desenho animado ou um jogo desses de ficção que têm muitos por aí hoje em dia, fiquei em êxtase, depois fui percebendo que era real, estava acontecendo mesmo àquelas cenas da TV. Muitas pessoas olhando e comentando. Só acreditei quando comecei a ouvir a voz do apresentador de TV. Cair por terra, era pura verdade, uma realidade da ganância e do poder. Não queria acreditar que um avião pudesse derrubar um prédio daquele tamanho e ceifando muitas vidas de inocentes, mas não era só um, eram dois prédios, foi quando vi o outro avião se chocando com a outra torre. Foi quando depois soube que havia mais 2 aviões que também causaram muito transtorno ao povo americano. Causando a morte de 3.000 pessoas inocentes. Já faz 10 anos, lembro-me muito bem, fui dar entrada de um processo na Seduc, na TV da sala de espera, quando pude ver essas cenas macabras. Quanta maldade! Deus o fez como a sua própria imagem. Como pode o ser humano ser capaz de tanta maldade? Mas há pessoas que já nasceram com o espírito de morte, prontas para matar. Quanto ódio? Insensatez. Hoje, o povo americano vive com medo, de outro novo ataque de terroristas. Foi construído um memorial, onde foram lidos os nomes de todos os que morreram naquele dia fatídico. Fiquei triste e me solidarizei com o povo americano. Lutemos pela PAZ e peçamos a Deus: Que todos os governantes lutem por um mundo de PAZ, AMOR, UNIÃO e SOLIDARIEDADE. Vamos fazer a nossa parte, em todos os ambientes que freqüentamos, levemos um aperto de mão, um abraço, um carinho, um afago, um elogio, um bom dia, um incentivo, ... Tudo isso, são pequenos gestos que podem transformar muitas vidas. FIM José Gomes Paes Enviado por José Gomes Paes em 12/09/2011 Código do texto: T3215661

À MULHER DA MINHA VIDA José Gomes Paes Hoje, foi um dia importante para mim.
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À MULHER DA MINHA VIDA José Gomes Paes Hoje, foi um dia importante para mim. Eu encontrei a mulher da minha vida Então, eu fiz um texto para ela. E prometo que por mim jamais será esquecida Do meu grande amor não me descuidarei um só momento Hoje e amanhã com o mesmo carinho e intensidade Nem que eu tenha a maior tristeza e felicidade Ao meu amor, meu coração pulsará de contentamento. Em toda minha vida vou zelar a todo instante Entoarei meu canto na musica em seu louvor Vou chorar e sorrir de tanto prazer e amor Quando estiveres triste ou simplesmente radiante Se ainda estiver vivo, a morte me acompanha, ao meu lado vive. Quem sabe eu esteja só, pois a solidão faz parte de quem ama. Eu possa proclamar o grande amor que tive E assim, meu grande amor eu quero te falar Que o nosso amor não pode morrer nunca esta aceso em brasa Mas que seja intenso enquanto viver e durar Em homenagem a Vinicius de Moraes Poeta membro da Abeppa e Alcama Filho de Urucará - AM

A Escadaria e o Tabuleiro da Baiana. O Tabuleiro da Baiana é um marco na cidade de Urucará, junto com a Escadaria, foi construído nos anos 40 ou 50 e desde de lá, se tornou um ponto de referência da cidade. No passado era o Porto onde os barcos atracavam, principalmente os de li…
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A Escadaria e o Tabuleiro da Baiana. O Tabuleiro da Baiana é um marco na cidade de Urucará, junto com a Escadaria, foi construído nos anos 40 ou 50 e desde de lá, se tornou um ponto de referência da cidade. No passado era o Porto onde os barcos atracavam, principalmente os de linha, que traziam cargas e passageiros. No dia da chegada, formava-se uma multidão para receber quem chegava, cartas e encomendas dos parentes que se encontravam distantes, muitas crianças ficavam a espera do Barco de Linha, que por um tempo, foi proibido pelo juiz, a presença dessas crianças na Escadaria. Nas nossas viagens para Manaus para estudar e no retorno das férias, era onde o Barco de Linha encostava. Eu, gostava de tomar banho na Escadaria do Tabuleiro da Baiana. Por muitos e muitos anos, também serviu como ponto de encontro de amigos, em colocar as conversas em dias e saber das novidades da cidade. Era aprazível, divertido e feliz, muitas histórias, causos e contos se ouvia, principalmente das lendas da nossa Amazônia, como: do Boto, da Anaconda e da Onça. De vez em quando, saía um cafezinho para despertar o sono. O que não faltava era uma boa piada, que alegrava todos os presentes. Muitos já estão na morada eterna e nos deixaram muitas e muitas saudades. A Escaria e o Tabuleiro da Baiana, não estão mais tanto em evidência. Devido a demanda e a dificuldade do desembarque, foi construído outro Porto, que recebe os Barcos que chegam em Urucará, mas nunca deixou de servir, alguns Barcos ainda atracam na Escadaria. Sempre quando vou a Urucará, gosto de ir a Escaria e ao Tabuleiro da Baiana, matar a saudade, relembrando os momentos felizes vividos. Tenho encontrado sempre o amigo Cleonir, vendendo seu salgadinho. A Escadaria e o Tabuleiro da Baiana, está precisando de inovação e mais adereço, para que seja mais visitado, pelo povo que chega em Urucará e assim manter a viva chama do local, que sempre foi o maior ponto de referência da Cidade de Urucará. José Gomes Paes Escritor, compositor e poeta de Urucará. Membro da Abeppa - Cadeira Membro da Alcama - Cadeira 23 - Acadêmico Fundador.

CONSELHOS DE MINHA MÃE Quando o dia amanhece Levanto cedo e agradeço
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CONSELHOS DE MINHA MÃE Quando o dia amanhece Levanto cedo e agradeço De joelhos ao Senhor Oro aos céus em uma prece De glorificar eu não esqueço Foi o que sempre me ensinou Minha mãe sempre pedia Pra ser um homem de respeito Ser honesto e trabalhar Tudo pra nós ela fazia Nos ensinava a ser direiro Que a maior riqueza era estudar O aprendizado ninguém tira de você Ser bom e não ser ganancioso Ter fé e ajudar a quem precisa Era o que ela falava ao anoitecer Antes da rede e do sono gostoso Aconselhava com sua palavra bendita Os conselhos foram importantes Assim, formei minha família E minhas filhas todas orientei Mesmo que esteja muito distante Quero lhe agradecer com honraria O pai de família que me tornei Assim, agradeço todos os dias Os dons que recebi de Deus Louvando glórias ao Senhor Tudo que senhora fazia Ensino aos filhos meus Com as bênçãos do Salvador Autor: José Gomes Paes Em 25/09/2019 Poeta urucaraense Membro da Abeppa - Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan Amazônicos. Acadêmico Fundador da Alcama - Academia de Letras Culturas e Arte da Amazônia.

Ponta Negra, meu amor Lembro quando curumim Vinha me banhar nesse teu Rio Negro Moreno
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Ponta Negra, meu amor Lembro quando curumim Vinha me banhar nesse teu Rio Negro Moreno Que tinha as areias branquinhas como alvas Tu ainda virgem, eu tinha ciúmes Ciúmes dos outros que vinham banhar-se também Eu te queria só pra mim Mas tu não cabias só em mim Tu era de todos A todos tu recebias de braços abertos Oferecia o que mais tinha de belo As tuas areias brancas como alvas e esse teu Rio Negro Moreno Que te banha e te beija todos os dias E te acaricia com muito amor Com encanto e magia. Ponta Negra, meu amor. José Gomes Paes Em: 05/01/2020 Poeta Urucaraense Membro da Abeppa e Alcama